Reportagem destaca que nova Instrução Normativa sobre aplicação aérea em bananais não deverá alterar a rotina no campo

//Reportagem destaca que nova Instrução Normativa sobre aplicação aérea em bananais não deverá alterar a rotina no campo
Reportagem do Valor Econômico destaca que a IN n° 13 do Ministério da Agricultura, que reduziu de 500 metros para 250 metros a distância mínima permitida de povoados para realizar aplicações aéreas de agrotóxicos na cultura da banana — e gerou críticas ao segmento — não levará a uma aumento de área plantada nem deverá mudar a rotina de aplicação no campo, segundo especialistas. “A IN gerou polêmica pela celeridade de sua publicação, que se deu sem consulta pública, em meio à pandemia de covid-19”, diz o texto. Ao Valor Econômico, o Ministério da Agricultura disse, nesta segunda-feira (27), que “não há obrigatoriedade legal de realização de consulta pública para a elaboração de instruções normativas”. No caso específico, disse que “realizou um processo de discussão [entre 2018 e 2019] com entidades do setor e análises de impacto da demanda”, após reivindicação de mudança da IN anterior, datada de 2007. O pedido partiu da Confederação Nacional dos Bananicultores do Brasil (Conaban), segundo o ministério, baseado em uma necessidade de atualização da norma decorrente do avanço da tecnologia de aplicação e da publicação de estudos científicos que comprovam que, quando realizada em condições ótimas, a aplicação dificilmente atinge áreas que passam de 200 metros do alvo original. Em nota, o Greenpeace Brasil disse que “a IN 13 é mais um dos atropelos do governo, que usa do momento da pandemia de covid-19 para avançar em agendas antiambientais e excludentes”. A ONG criticou a prática da pulverização aérea de forma geral. “A pulverização aérea já é proibida na Europa desde 2009. Mas o Brasil quer continuar sendo o celeiro do mundo às custas de colocar em risco seus recursos naturais e sua população”, afirmou. Especialistas da área agronômica defendem que a pulverização aérea é segura, mas afirmaram que o debate em torno da IN deveria ter sido amplo e mais transparente. Hoje, as maiores áreas produtoras de banana do Brasil ficam em São Paulo — onde se produz, por ano, 1 milhão de toneladas —, Bahia (825 mil toneladas) e Minas Gerais (767 mil toneladas), conforme a Embrapa Mandioca e Fruticultura. Rodolpho Velloso Rebello, diretor da Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas (Abanorte), afirma que os bananais deverão permanecer onde estão, sem avançar sobre construções ou rios, porque o tema é regido pelas legislações ambiental e trabalhista, e não pela IN n° 13. Nos últimos 20 anos, segundo Rebello, a produção de banana prata, por exemplo, só aumentou porque houve adensamento da cultura, para se produzir mais no mesmo espaço. O estande de plantas, nesse caso, passou de 1.333 plantas a 1.500 plantas por hectare. Fernando Haddad, pesquisador da unidade da Embrapa, disse que se, bem-feita, a pulverização aérea de agrotóxicos provoca menor impacto social e ambiental do que a tratorizada ou a realizada por aplicador com pulverizador costal. Isto porque os alvos são os fungos da sigatoka amarela e negra, que atacam as folhas jovens da planta e brotam do topo da bananeira.

Onda de frio paralisa nuvem de gafanhotos e facilita combate na Argentina

Nesta segunda-feira (27) o jornal O Estado de S.Paulo divulgou que, a nuvem gigante de gafanhotos que estacionou desde sábado (25) em Entre Ríos, na Argentina, a cerca de 100 quilômetros da divisa do Rio Grande do Sul e a 10 quilômetros do Uruguai, só deve se movimentar novamente a partir de quinta-feira (30) ou sexta-feira (31), quando as baixas temperaturas na região voltarem a subir para a casa dos 25 ou 30 graus centígrados. A avaliação é do entomologista Dori Edson Nava, do Núcleo de Fitossanidade da Embrapa Clima Temperado, unidade de pesquisas localizada em Pelotas (RS), que acompanha a movimentação dos insetos.  O deslocamento dos insetos e uma eventual chegada deles ao Brasil preocupa autoridades do Ministério da Agricultura. Com a onda de frio na região, que registra temperaturas mínimas de 5 graus e máximas de 20 graus, neste último final de semana, autoridades sanitárias argentinas intensificaram o combate aos insetos e conseguiram reduzir em “até 85%” o volume de gafanhotos no local. A nuvem era calculada em cerca de 400 milhões de insetos, alcançando 10 km2, segundo informes da Senasa, órgão de controle do setor no país vizinho. A ação contra os gafanhotos no local ocorreu com uso de inseticidas por aviões, mais a ajuda de pulverizadores movidos por tratores dos produtores da região. “Somente quando a temperatura voltar a subir, lá por quinta-feira ou sexta, é que poderemos saber se o grupo vai voltar a se mover e em qual direção”, explicou o pesquisador da Embrapa, que acompanha as informações sobre o deslocamento da nuvem formada na região do Chaco, e que migrou para o sul do continente. Para o entomologista da Embrapa, porém, a aglomeração dos insetos é um problema ambiental regional que, quando ocorre, pode ter um ciclo que vai de 8 a 15 anos a partir de longos períodos de temperaturas altas. Ele explicou que o atual ciclo tem apresentado temperaturas mais altas nos últimos 4 anos na região, que vai do norte da Argentina à Bolívia, passando pelo Paraguai. A ocorrência dessas temperaturas mais altas projeta, portanto, uma possível existência de pragas ainda por um período de mais 4 a 5 anos, argumentou o pesquisador da Embrapa. Nestes casos, segundo Nava, em vez dos dois ciclos reprodutivos anuais, verão e inverno, o gafanhoto pode produzir uma terceira geração de filhotes no ano. Ele lembrou que a Argentina já registrou em 2020 “outras cinco ou seis nuvens” e que há pelo menos outras duas aglomerações do inseto em formação. “Uma, na província de Formosa, na Argentina, e uma outra, mais recente, que se formou num parque no Paraguai”, disse. Nava explicou também que há mais duas hipóteses para a formação do acúmulo dos gafanhotos, além da ideia de ocorrência de proliferação por conta de ondas de temperaturas mais elevadas. A segunda hipótese, segundo o entomologista, é a de que o gafanhoto possa ter sido favorecido na luta natural contra outras espécies no meio ambiente. E a terceira teoria, que tem componentes econômicos: “Quando o valor de mercado dos produtos agrícolas é bom, o produtor segue todas as regras de controle, mas quando há anos nos quais há secas e o preço dos produtos cai”, prosseguiu o cientista. “isso desestimula o produtor e ele reduz os controles recomendados, o que faz com que o inseto aumente a sua população”.

Mapa lança serviço digital para obtenção de crédito fundiário

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF), lançou nesta segunda-feira (27) um novo serviço, totalmente digital, para obtenção de crédito através do Terra Brasil – Programa Nacional de Crédito Fundiário. A nova plataforma pode ser acessada pelo portal Gov.br. O objetivo é facilitar e agilizar o acesso ao crédito rural para aquisição de terras e infraestruturas básicas e produtivas, por meio do Terra Brasil, com recursos do Fundo de Terras do Governo Federal. A estimativa da SAF é que o serviço permita uma redução do prazo médio de tramitação das propostas de financiamento de 24 meses para aproximadamente seis meses. O fluxo será reduzido de 12 para seis fases de atendimento divididas da seguinte forma: Solicitação; Análise Estadual; Análise Federal; Análise Financeira; Ajustes de correções e pendências; e Finalização. “Se trata de mais uma etapa importante do trabalho que estamos realizando desde o início do governo com foco no aprimoramento do Programa de Crédito Fundiário. O objetivo é desburocratizar e ampliar o acesso dos agricultores familiares ao crédito fundiário, qualificando o processo de tramitação das contratações e tornando mais célere a concessão de financiamento aos trabalhadores rurais”, destaca o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo, Fernando Schwanke. O serviço digital dispensa a necessidade de entrega de documentação física ao governo federal. Todos os documentos serão digitalizados, eliminando os gastos com postagens e correio. A tramitação será realizada sem o comparecimento presencial. O envio do projeto técnico de financiamento e toda documentação do candidato a beneficiário, do vendedor e do imóvel rural, se dará por meio da plataforma digital, desde o pedido inicial no município até a liberação do contrato de financiamento na agência do banco indicado. A parte documental física permanecerá no município para tratativas do interessado com os cartórios de registro de imóveis competentes. O serviço digital “Obter Crédito – Terra Brasil”, também promoverá uma maior agilidade no processo de avaliação da elegibilidade do candidato e do imóvel rural, assim como disponibilizará, desde o início, informações de preços referenciais para aquisição de terra no Brasil, na região de interesse do candidato. Essas informações permitirão maior agilidade na elaboração do projeto técnico, com viabilidade técnica econômica e financeira do imóvel rural, e a celeridade na apuração pelos órgãos competentes. Além disso, a nova plataforma garante o acesso à informação de forma transparente, para o acompanhamento das etapas de análises, aprovações, envio de documentos, correção de pendências e solicitações de informações complementares, que serão automaticamente informados no portal para o técnico responsável, como encaminhadas por e-mail e por mensagem para o celular (SMS), para o agricultor e produtor rural interessado. O serviço digital “Obter de Crédito – Terra Brasil” já está disponível e o acesso deve ser realizado por meio das empresas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), tanto públicas como privadas, que comprovem a certificação no serviço CET – Certificar Entidades e Técnicos para concessão de crédito fundiário. Portanto, o cidadão interessado em obter crédito para compra de propriedade rural deve procurar a empresa de Ater do seu município para receber orientações sobre o acesso ao crédito rural com recursos do Fundo de Terras, por meio do Terra Brasil. A nova plataforma está alinhada com a estratégia do Governo Digital para o período de 2020 a 2022, iniciativa federal cujo foco é a transformação do governo, por meio de tecnologias digitais, para oferecer políticas públicas e serviços ao cidadão com melhor qualidade, de um jeito mais simples, transparente e acessível a qualquer hora e lugar, trazendo menores custos e maior eficiência para toda sociedade. Mais informações sobre o serviço podem ser obtidas pelo e-mail: terra.brasil@agricultura.gov.br ou pelos telefones: (61) 2020-0862 / (61) 3276-4104

Soja vai puxar aumento da área plantada no Brasil na próxima década, diz ministério

A soja vai puxar o aumento de área plantada na próxima década no Brasil. A projeção do Ministério da Agricultura é que sejam ocupados mais 9,7 milhões de hectares com o grão até 2030, totalizando 46,5 milhões de hectares, e que a produção chegará 156,5 milhões de toneladas. Segundo o Valor Econômico a soja lidera, portanto, a estimativa de que a área plantada de grãos crescerá 16,7% até a safra 2029/2030, ultrapassando os 76 milhões de hectares cultivados. Mas, levando em conta as lavouras perenes e a produção de frutas e hortaliças, a área total plantada deverá subir de 77,7 milhões de hectares, em 2019/20, para 88,2 milhões em 2029/30. Acompanhado a evolução da soja, a área de milho segunda safra deverá crescer 4,1 milhões de hectares. A cana-de-açúcar deve ganhar mais 1,2 milhão de hectares. O número ultrapassa o acréscimo de 10,5 milhões de hectares totais porque algumas culturas utilizam a mesma área em épocas diferentes. Algumas lavouras, no entanto, deverão perder área. É o caso do café, mandioca, arroz, laranja e feijão. A redução deve ser compensada por ganhos de produtividade. A expansão de área de soja e cana-de-açúcar deverá ocorrer pela incorporação de áreas novas, áreas de pastagens naturais e também pela substituição de outras lavouras que deverão ceder área. “O Censo Agropecuário 2017, dá uma indicação onde isso deve acontecer, ao mostrar a expansão de áreas de lavouras temporárias em terras de pastagens Naturais. A área de milho segunda safra deve expandir-se sobre áreas liberadas pela soja, no sistema de plantio direto”, diz relatório divulgado nesta terça-feira (28).

NA IMPRENSA

Anvisa – Formulário de resíduos de agrotóxicos tem nova versão

Folha de S.Paulo – Pesquisa mostra que pandemia pode afetar distribuição de alimentos na América Latina

O Estado de S.Paulo – Como a eleição dos EUA pode impactar investimentos no Brasil

O Estado de S.Paulo – A agropecuária na década de 20

O Estado de S.Paulo – Onda de frio paralisa nuvem de gafanhotos e facilita combate na Argentina

G1 – Agricultores familiares da América Latina relatam dificuldades na venda de alimentos durante a pandemia, diz pesquisa

G1 – Argentina diz que eliminou grande parte da nuvem de gafanhotos que está perto do Brasil

Valor Econômico – Produção brasileira de grãos e carnes deverá crescer quase 30% na próxima década

Valor Econômico – Vendas de insumos continuam firmes no segmento sucroalcooleiro

Valor Econômico – Soja vai puxar aumento da área plantada no Brasil na próxima década, diz ministério

Valor Econômico – GranBio contratou UBS e Citigroup para IPO

Valor Econômico – Agricultura familiar latina sofre na pandemia

Valor Econômico – Dólar levou Biosev a prejuízo de R$ 1 bi no 4º tri da safra passada

Valor Econômico – Nova IN sobre aplicação aérea de agrotóxicos em bananais não deverá ter efeito prático

Embrapa – A mão de obra é a maior parcela do custo de produção do café

Embrapa – Página da Coleção Entomológica da Embrapa Cerrados agora tem podcasts

Embrapa – Programa Terra Sul aborda novas tecnologias para sistematização do solo em terras baixas

CNA – Participantes de LIVE orientam jovens sobre início de carreira no agronegócio

CNA – CNA, Federações e Conselho do Agro propõem agenda positiva para a Amazônia

CNA – Em alusão ao dia do Produtor Rural, Sistema FAERR/SENAR realizará o Drive Thru do Agro

CNA – FAEP realiza treinamento sobre contratos de arrendamentos rurais

CNA – Assistência técnica melhora tomada de decisão de produtores rurais em MT

Mapa – Acervo reúne curiosidades e memórias de celebridades que passaram pelo Mapa

Mapa – Desde 1860, Mapa acompanhou a transformação do setor agrícola brasileiro

Mapa – Ao completar 160 anos, Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% na produção de grãos do país na próxima década

Mapa – Mapa lança serviço digital para obtenção de crédito fundiário

AgroLink – Demanda de etanol segue elevada

AgroLink – Queda nas cotações da manga

AgroLink – Apreendida meia tonelada de agrotóxicos

AgroLink – Participantes de LIVE orientam jovens sobre início de carreira no agronegócio

AgroLink – Derriçadora costal facilitou trabalho em montanha

AgroLink – Portugal foi quem mais reduziu agroquímicos na EU

AgroLink – Controle do greening exige o plantio de mudas sadias, diz especialista

AgroLink – GO: técnicos iniciam pesquisa para levantamento da safra de grãos

AgroLink – Serviço digital permite obter de crédito fundiário

AgroLink – Cresce tendência de bioeconomia na Amazônia

AgroLink – Autoridades seguem busca por outra nuvem

AgroLink – ARC aumenta projeção da área de soja 2021

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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