Recomendações do CFMV para o atendimento veterinário durante a crise do coronavírus  

//Recomendações do CFMV para o atendimento veterinário durante a crise do coronavírus  
Nesta terça-feira (17), o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) divulgou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que, até o momento, não há evidência significativa de que animais de estimação possam ficar doentes ou transmitir o novo coronavírus (Covid-19). Mesmo assim, a recomendação é de que as pessoas infectadas evitem o contato com seus cães e gatos. O médico-veterinário e tesoureiro do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), Wanderson Ferreira, pós-graduado em Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais, explica que, por enquanto, não há comprovação científica de que os animais transmitam para o homem e, até hoje, o entendimento é de que os animais não são suscetíveis ao novo coronavírus (Covid-19). “Existe um tipo de coronavírus que atinge o trato gastrointestinal de cães, podendo desencadear um processo de diarreia e vômito. Mas o homem é resistente a ele e não tem nada a ver com o Covid-19, que ataca as vias respiratórias”, esclarece. Mesmo diante desse cenário, por cautela, o CFMV ratifica o posicionamento da OMS e recomenda que os tutores infectados também façam quarentena de convivência com os seus pets. Os médicos-veterinários, como profissionais de saúde, por enquanto e até segunda ordem, estão autorizados pelos governos estaduais a manter o atendimento normal em clínicas e hospitais veterinários. Isso pode variar de uma região para outra do país e os profissionais devem sempre observar e respeitar as restrições determinadas pelas autoridades locais. Para manter o atendimento e, ao mesmo tempo, contribuir para conter a proliferação do coronavírus, o CFMV estimula que o atendimento seja feito com a presença de apenas um único tutor, evitando a aglomeração de pessoas nas clínicas e pet shops. Além disso, recomenda-se que os tutores evitem visitar os animais internados. Também sugere que serviços que não são de urgência e emergência sejam reprogramados, afastando uma exposição desnecessária nesse momento crítico de propagação do novo coronavírus. O atendimento a distância continua proibido, conforme determina o Código de Ética do Médico-Veterinário. “A consulta clínica deve ser presencial, seja no consultório ou em domicílio, mas, sempre que possível, de forma restrita, individualizada, reduzindo aglomerações”, alerta Ferreira. O Conselho Federal ainda orienta que os profissionais sejam mais severos com a higienização dos ambientes, limpando o recinto a cada atendimento. Limpar principalmente o mobiliário e os utensílios que tiveram contato direto com o animal ou com o tutor, como mesas, bancadas, instrumentos, cadeiras e tudo que foi utilizado durante o atendimento dos pacientes. As recepções também devem intensificar a limpeza.

Pesquisa alerta para presença de substâncias tóxicas em rações

Pesquisa realizada em 86 países com análise de mais de 20 mil amostras de ração e ingredientes para nutrição animal mostrou que 75% das amostras das diferentes regiões do planeta têm substâncias químicas tóxicas para animais de produção e humanos acima do limite aceitável, informou o Valor Econômico nesta quarta-feira (18). O estudo, feito pelo segundo ano consecutivo, é da Biomin, empresa do grupo austríaco Erber que desenvolve aditivos para rações a fim de preservar sua qualidade. As substâncias tóxicas são produzidas por fungos, que se proliferam tanto ainda na lavoura como na hora da armazenagem dos grãos e cereais, entre eles o milho e o trigo. Segundo Ricardo Pereira, presidente da Biomin para América Latina, o excesso de umidade no campo é o principal vilão que desencadeia o aparecimento dos fungos e, consequentemente, das substâncias tóxicas, enquanto nos silos costuma se dar a contaminação de lotes mesmo de maior qualidade na hora da mistura com produtos inferiores, o que torna difícil o combate à questão. “Para os animais, o efeito do consumo da ração com micotoxinas acima do nível aceitável é, sobretudo, relacionado a perdas de produtividade e, apenas em casos mais severos, à morte”, disse Pereira. A queda no desempenho pode vir como resultado de problemas hepáticos ou pulmonares. Mas, dependendo da micotoxina, é capaz de afetar, inclusive, a reprodução dos animais, como é o caso da zearalenona, cujo impacto é grande para as fêmeas de suínos. Tiago Birro, gerente técnico Biomin América Latina, disse que a pesquisa identificou a presença de micotoxinas em todas as regiões produtoras de grãos do mundo e observou co-contaminação, ou seja, detecção mais de uma micotoxina na mesma amostra, em 77% dos casos, o que é um agravante para a saúde dos animais. “No Brasil, somente 3% das 2,5 mil amostras de milho colhidas em 2019 não tinham micotoxinas”, afirmou Birro. As classificações para análise das micotoxinas são divididas em níveis: extremo, severo, alto e moderado. Na comparação de 2018 com 2019, o risco na América do Sul caiu de extremo para severo, com 89% das amostras contaminadas com fumosinas. A presença de deoxinevalenol foi outro problema na região, sendo que 85% das amostras de trigo apresentaram altas concentrações da toxina. A pesquisa também alertou para risco extremo na América do Norte, onde 90% das amostras de rações apresentaram micotoxinas. O resultado pode estar relacionado às fortes inundações que atingiram os EUA no último ano e afetaram a colheita de grãos. O risco também aumentou no continente africano, onde o milho e a ração animal são afetados fortemente pelas aflatoxinas.

Projeto de Lei para criação de Farmácia Veterinária Popular é enviada para a Assembleia Legislativa de Goiás

Uma boa notícia para tutores de animais que residem no estado de Goiás. Um Projeto de lei que visa a criação de uma Farmácia Veterinária Popular, tramita na Assembleia Legislativa de Goiás (ALEGO), destacou o portal Anda nesta quarta-feira (18). A proposta, feita pelo deputado estadual Iso Moreira (DEM), foi pensada como uma forma de auxiliar os tutores e responsáveis de animais que não possuem uma boa condição financeira para arcar com os custos de veterinárias particulares. Segundo o deputado, depois dos Estados Unidos, o Brasil é apontado como o país com o maior número de animais domésticos, tendo tido um aumento considerável de 17,6% na quantidade de cães e gatos no país nos últimos anos. Além de ser uma medida para amparar os tutores de animais que não possuem uma renda alta e com isso não conseguem pagar remédios veterinários que muitas das vezes não possuem um preço acessível, o deputado acredita que a medida também ajude a combater o abandono de animais, pois com medicamentos com valores mais acessíveis os tutores terão meios viáveis de tratar as enfermidades de seus companheiros de quatro patas.

Deputado quer proibir produção e venda de foie gras no Brasil

O deputado federal Elias Vaz (PSB-GO) apresentou, nesta quarta-feira (18), projeto na Câmara para proibir, em todo o país, a produção e venda de itens derivados de processo de alimentação forçada de animais, como o foie gras, o fígado gordo de ganso ou pato. A matéria do PL 701/2020 inclui produtos obtidos a partir do uso de mecanismo automático ou manual. Também proíbe a importação de produtos baseados em alimentação forçada. “É preciso promover uma mudança cultural, é um movimento mundial. Foi o que aconteceu, por exemplo, com os casacos de pele. O que era chique há uns anos, é inaceitável hoje”, explica Elias Vaz. Segundo o portal Anda, o projeto prevê sanções como cancelamento da licença de funcionamento, se houver, e imediata interdição do estabelecimento que comercializar ou possuir o produto em estoque, além de multa de R$10 mil e ainda apreensão e incineração da mercadoria. Se houver descumprimento da interdição, a multa diária é de R$2 mil. A produção de foie gras é feita a partir de um processo cruel. Para deixar o órgão maior e mais gorduroso, produtores impõem uma dolorosa alimentação forçada por canos que vão direto ao estômago das aves várias vezes ao dia. O fígado, em alguns casos, chega a 12 vezes o tamanho normal. A superalimentação provoca acúmulo de gordura nas células do fígado e os animais sofrem lesões na garganta e esôfago, causadas pelo tubo que leva a ração diretamente para o estômago. Podem ser acometidos por inflamações, infecções e problemas respiratórios. “Em pleno 2020, é inadmissível que tal prática seja tolerada, visto que é resultado de imensa crueldade contra as aves. Não queremos intervir no comércio, mas inibir esse crime ambiental”, destaca o deputado.

NA IMPRENSA
O Estado de S.Paulo – Série sobre explorações de biólogos desmistifica cobras brasileiras

Valor Econômico – Pesquisa alerta para presença de susbstâncias tóxicas em rações

Canal Rural – Preço do boi gordo recua com queda nas exportações no horizonte

Canal Rural – Boi gordo: ofertas caem até R$ 20; ‘estamos em plena turbulência’

Revista Globo Rural – Queda na demanda de frigoríficos após coronavírus pressiona preço do boi

Revista Globo Rural – Coronavírus no campo: cães, cavalos e bois não transmitem a doença

AgroLink – Vacas alimentadas com linhaça produzem leite mais nutritivo

AgroLink – Mercado do boi gordo sem referência

AgroLink – Goiás: melhora na relação de troca do boi gordo com o bezerro de ano

AgroLink – Kemin apresenta estratégia nutricional para um alimento sempre fresco e saudável para rebanho bovino

Anda – Novas pesquisas relatam como a poluição sensorial afeta os animais

Anda – Deputado quer proibir produção e venda de foie gras no Brasil

Anda – PL para criação de Farmácia Veterinária Popular é enviada para a Assembleia Legislativa

Anda – Governo americano determina novas áreas de proteção a baleias-francas

Anda – Cerca de 40 animais são encontrados em condições desumanas trancados em porão

Anda – China, um mercado promissor de produtos sem carne

Anda – Golfinhos e cisnes aparecem nos canais de Veneza após o fechamento da cidade para impedir a propagação do coronavírus

G1 – Abandono e negligência são os principais motivos de crime de maus-tratos a animais no AP

G1 – 140 animais são resgatados pelo Batalhão Ambiental nos primeiros meses de 2020

G1 – Flagrante de maus-tratos em animais

G1 – Médica veterinária fala da relação entre os animais e o coronavirus

Codó Noticias – Como cuidar dos animais em tempos de coronavírus

Blog do Anchietagueiros – Adagro suspende emissão de guia de trânsito animal (gta) para eventos e feiras de animais

CFMV – Recomendações do CFMV para o atendimento veterinário durante a crise do coronavírus

OPS – Coronavírus exige cuidado para evitar contágio entre cães

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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