Prorrogadas consultas públicas dos regulamentos de antimicrobianos e antiparasitários

//Prorrogadas consultas públicas dos regulamentos de antimicrobianos e antiparasitários
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) prorrogou, nesta segunda-feira (13), por 60 dias – até o dia 11 de junho – o prazo da consulta publica para o regulamento voltado aos antimicrobianos de uso veterinário, devido aos reflexos nas atividades no país por conta da pandemia do Covid19. O objetivo da consulta é colher sugestões de alterações no regulamento técnico de 2009 que traz as regras para a fabricação, o controle de qualidade, a comercialização e o emprego de produtos antimicrobianos de uso veterinário. Também foram adiadas até 11 de junho as consultas para registro simplificado de produtos uso veterinário, e a destinada à avaliação da eficácia, segurança e rotulagem dos antiparasitários. O uso responsável e prudente dos antibióticos em animais é essencial para o controle e prevenção da resistência aos antibióticos, promovendo a saúde e o bem-estar dos animais. O Mapa restringiu a autorização de diversos antimicrobianos com finalidade de aditivo melhorador de desempenho, preocupado com possíveis impactos à saúde humana, quanto ao desenvolvimento da resistência aos antimicrobianos, e baseado nas recomendações dos organismos internacionais de referência para ao uso racional de antimicrobianos em animais. Além disso, as informações sobre a venda de antimicrobianos de uso veterinário devem ser fornecidas anualmente pelas empresas detentoras dos registros desses produtos, através do preenchimento de formulário digital disponibilizado pelo Mapa. A ação faz parte do monitoramento do uso de antimicrobianos em animais, conforme previsto no Plano de Ação Nacional de Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos, no âmbito da Agropecuária (PAN-BR-AGRO).

Maior produtor de suínos do mundo fecha fábrica nos EUA por coronavírus

A Smithfield Foods, maior processadora de carne suína do mundo, anunciou neste domingo (12), o fechamento de sua fábrica no estado da Dakota do Sul, nos Estados Unidos, por tempo indeterminado devido a uma explosão de casos do novo coronavírus entre funcionários. Segundo o Valor Econômico, em comunicado, a empresa alertou que os EUA estão se movendo “perigosamente perto do limite” para o suprimento de alimentos para supermercados. A planta é responsável por cerca de 5% de toda produção de suínos do país. As paralisações dos matadouros já atrapalham a cadeia de suprimento de alimentos dos EUA, diminuindo a disponibilidade de carne nas lojas e deixando os agricultores sem pontos de venda. Outros grandes processadores de carne dos Estados Unidos e de aves, incluindo Tyson Foods Inc, Cargill Inc e JBS EUA já estavam com plantas ociosas em outros estados. Segundo a agência de notícias Bloomberg, foram relatados óbitos de funcionários de frigoríficos de propriedade da JBS SA e da Tyson Foods Inc, por exemplo. Em comunicado, a Smithfield afirmou que estendeu o fechamento de sua fábrica em Sioux Falls, Dakota do Sul, depois de inicialmente dizer que ficaria ociosa temporariamente para limpeza. A instalação é uma das maiores unidades de processamento de carne suína do país. A governadora de Dakota do Sul, Kristi Noem, afirmou no sábado que 238 funcionários da Smithfield tiveram casos ativos do novo coronavírus, representando 55% do total de casos confirmados no estado. Noem e o prefeito de Sioux Falls recomendaram, na oportunidade, que a empresa fechasse a fábrica, que tem cerca de 3.700 trabalhadores, por pelo menos duas semanas. “É impossível manter nossos supermercados estocados se nossas fábricas não estiverem funcionando”, disse o executivo-chefe da Smithfield, Ken Sullivan, em comunicado no domingo. “Esses fechamentos de instalações também terão repercussões graves, talvez desastrosas, para muitos na cadeia de suprimentos, primeiro e acima de tudo os criadores de gado de nosso país.” A companhia disse que retomará as operações em Sioux Falls após mais orientações de autoridades locais, estaduais e federais. A empresa pagará aos funcionários pelas próximas duas semanas, de acordo com o comunicado.

Governo vai investigar alta abusiva do preço do leite com pandemia 

A Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) elegeu o setor de leite para as primeiras investigações sobre possível aumento abusivo de preços dos alimentos após o início das medidas de isolamento para enfrentar a pandemia do coronavírus. O órgão, que é ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, negocia um convênio com a Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), da USP, para ajudar a mapear a cadeia do produto e investigar aumentos. A opção pelo leite foi baseada em denúncia de supermercados. Dados do Cepea (Centro de Pesquisa Econômica Aplicada), da Esalq, mostram que o aumento da procura elevou em 24,7% o preço médio pago ao produtor do leite longa vida em março. Redes varejistas, porém, acusam fornecedores de promover aumentos de até 50% e de dificuldade na reposição de estoques após corrida dos consumidores a supermercados no início do isolamento. O repasse às gôndolas, segundo o IBGE, ainda não foi tão elevado. Em março, o preço do leite longa vida no varejo subiu 1,75%. Ainda assim, foi uma das principais influências na alta da inflação dos alimentos no mês. Levantamento da consultoria Nielsen aponta que o faturamento de supermercados com vendas de leite cresceu 71,6% na terceira semana de março, quando as restrições à circulação de pessoas começavam a ser adotadas no país. O segmento tem enfrentado problemas diferentes no mundo. Grandes exportadores e mais dependentes das vendas de restaurantes e lanchonetes, os produtores de Estados Unidos e Canadá decidiram descartar parte da produção por falta de compradores. “As dramáticas mudanças na demanda e os desafios relacionados a toda a cadeia de suprimentos resultaram na necessidade de descarte de leite cru, medida extremamente triste e difícil”, disse, em nota a Associação dos Processadores de Leite do Canadá. O secretário da Senacon, Luciano Timm, disse à Folha de S.Paulo, neste sábado (11), que o mercado de leite foi o primeiro denunciado em convênio com a Abras (Associação Brasileira dos Supermercados) para investigar práticas abusivas no setor de alimentos durante a pandemia. Em caso de identificação de aumentos não justificados, a Senacon pode abrir processos administrativos com pena de multa de até R$ 9,9 milhões, dependendo do faturamento da empresa.

Casos de peste suína africana chegam a 7.595 no mundo, diz OIE

No período entre os dias 27 de março e 9 de abril, 548 novos surtos de Peste Suína Africana (PSA) foram notificados, afirmou nesta segunda-feira (13), a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) em relatório. O total de surtos contínuos de PSA no mundo é agora 7.595, incluindo 3.440 surtos na Romênia e 2.383 surtos no Vietnã. No relatório anterior, 368 foram notificados como novos, enquanto 7.463 surtos estavam em andamento, informou o Canal Rural. Um total de 5.024 animais foram notificados como perdas. A Ásia notificou 3.963 perdas, as Filipinas registraram 2.529 porcos domésticos perdidos pela doença, enquanto a Europa notificou 1.061, incluindo 574 da Ucrânia. Não foram relatadas novas perdas na África. Mudanças na situação epidemiológica. No período atual, 23 países/territórios notificaram surtos novos ou em andamento por meio de notificações imediatas e relatórios de acompanhamento, 11 na Europa (Bulgária, Grécia, Hungria, Letônia, Moldávia, Polônia, Romênia, Rússia, Sérvia, Eslováquia e Ucrânia); 10 na Ásia (China, Indonésia, Coréia do Sul, Coréia do Norte, Laos, Mianmar, Papua Nova Guiné, Filipinas, Timor-Leste e Vietnã) e 2 na África (Costa do Marfim) Marfim e África do Sul). A China notificou a recorrência da doença em Chongking, Gansu, Sichuan. No total, seis surtos foram relatados. A Coreia do Sul registrou 54 surtos que  afetavam javalis. As Filipinas notificaram um único surto de suínos em Davao Oriental. Nesse período, Papua Nova Guiné notificou a primeira ocorrência no país através de quatro surtos na província de Southern Highlands. Na Europa, 483 surtos foram notificados; 20 em suínos e 463 em javalis. Nesta região, um programa de vigilância direcionado continua. Frequentemente, um único caso em javali é notificado como um único surto e geralmente é notificado como resolvido imediatamente. Dos surtos relatados neste período, 48 permanecem em andamento em javalis e 19 em suínos. Nesse período, não foram relatados novos surtos nessa região. As informações partem da OIE e foram divulgadas pelo departamento de Análise e Consultoria de SAFRAS & Mercado.

NA IMPRENSA
Folha de S.Paulo – No Brasil, setor leiteiro vive normalidade, mas precisa de incentivos

Folha de S.Paulo – Governo vai investigar alta abusiva do preço do leite com pandemia

Mapa – Prorrogadas consultas públicas dos regulamentos de antimicrobianos e antiparasitários

Mapa – Exportações do agronegócio totalizam US$ 9,2 bilhões em março

Valor Econômico – Maior produtor de suínos do mundo fecha fábrica nos EUA por coronavírus

Valor Econômico – Suplente do conselho fiscal da JBS negociou ações em período vedado pela CVM

Valor Econômico – Santa Catarina autoriza pesca de arresto e feiras de bovinos durante a quarentena

AgroLink – Planejamento forrageiro é estratégico para o inverno, diz Emater/RS

AgroLink – Campanha antecipada de vacinação contra aftosa encerra nesta terça no RS

AgroLink – ABHB promove Registro de Produtos de Cruzamento

Anda – Quarentena: alterações de rotina dos tutores afeta comportamento de cães e gatos

Anda – Cães e gatos voam de Chipre para o Reino Unido para ganhar novos lares

Anda – O assassinato e a exploração de animais nos colocará diante de novas pandemias

Anda – ONG sofre com recessão trazida pela pandemia e faz apelo por doações

Anda – França autoriza quebra da quarentena para adotar animais sem lar

Anda – Mercado de “carnes vegetais” deve registrar bom crescimento

Anda – A proteção dos habitats é indispensável para evitar novas pandemias

Anda – Maior zoo do Reino Unido pode fechar as portas permanentemente

Canal Rural – Gripe aviária nos EUA poderia ajudar Brasil a conquistar mais mercado

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G1 – Tucano é encontrado ferido e levado para o Corpo de Bombeiros em MS

G1 – O que fazer com os pets na quarentena? Especialista dá dicas

G1 – Depois de tigresa testar positivo para Covid-19, especialistas indicam cuidados com animais

G1 – Especialista em comportamento animal de Juiz de Fora explica como lidar com os cães durante a quarentena

SBA – Volume de suínos exportado é o 3º maior da série Cepea

SBA – Mercado do boi gordo: negociações com a China registram R$ 195 a R$ 205/ arroba

SBA – Competitividade da carne de frango tem baixa na comparação com suína

SBA – Animais devem ser padronizados no confinamento

SBA – Mercado de suínos com recuo de 9,4% em São Paulo

SBA – Cactos: a poupança verde que serve de alimento ao gado à purificação de água

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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