PROPOSTA DE UNIÃO EUROPEIA E DO BRASIL PARA SUBSÍDIOS CAUSA DIVERGÊNCIA

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A proposta conjunta da União Europeia e do Brasil, que sinaliza uma nova abordagem para impor limites a subsídios agrícolas domésticos, provoca divergências entre autoridades agrícolas do bloco europeu, o que ilustra a dificuldade do tema. Conforme reportou o jornal Valor Econômico nesta sexta-feira (21), um documento foi apresentado pelos parceiros com um mês de atraso em relação ao prazo inicialmente previsto, justamente para que a Comissão Europeia, o braço executivo da UE, tivesse mais tempo para buscar um consenso entre os países em um comitê de comércio do bloco. Mas na segunda-feira (17), ao mesmo tempo em que o texto era anunciado na Organização Mundial do Comércio (OMC), em Bruxelas, mais da metade dos ministros de Agricultura dos 28 países-membros da UE mostraram sua resistência e descontentamento. “Pela proposta, os países se comprometeriam a passar a oferecer subsídios capazes de distorcer o comércio num percentual do valor de sua produção agrícola. Ou seja, o plano coloca os países em situação de igualdade em termos da intensidade da subvenção e diminui os apoios atualmente concedidos. O documento também sugere regulamentar o uso de estoques públicos, reduzindo o impacto negativo nos preços internacionais. E contempla uma proposta específica para o algodão, visando fixar um limite máximo de aporte de subsídios ao produto para evitar prejuízos aos países em desenvolvimento – sobretudo os menos desenvolvidos, afetados pelas medidas de apoio interno dos países desenvolvidos”, enfatiza parte da reportagem.

OMC discute proposta de reforma agrícola

O Valor Econômico apurou que, na reunião de Bruxelas da UE, mais da metade dos ministros de Agricultura, liderados pela França, não contestaram a cooperação com o Brasil, e sim o que veem como risco de a proposta condicionar a reforma da Política Agrícola Comum em 2020. A principal inquietação, que vem também de países do Leste Europeu, envolve os limites da “caixa azul”, que inclui as ajudas ligadas a programas de controlo da oferta e hoje está isenta de compromissos de redução da produção. A proposta começou a ser discutida no Comitê de Agricultura da OMC. Não agrada ao Grupo de Cairns, que reúne exportadores e a considera muito tímida, e tampouco ao G-10, grupo dos mais protecionistas (inclui Japão, Noruega e Suíça), por entender que o corte da ajuda a seus agricultores seria muito grande. O adido agrícola do Brasil em Genebra, Luís Henrique Barbosa, reconhece que não foi possível atingir a proposta ideal, mas disse que o documento reflete um pacote considerado factível pelo governo brasileiro no atual contexto econômico mundial. Ele destaca que, mesmo se a proposta for aprovada em Buenos Aires, “o Brasil continuará trabalhando para que a liberalização do comércio de produtos agrícolas alcance níveis satisfatórios”, completa Barbosa.

BB e Mapfre pagarão R$ 190 milhões em indenizações de seguro de grãos

O Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre informou ao Valor Econômico que vai pagar R$ 190 milhões em indenizações a produtores que contrataram apólices envolvendo soja e milho na modalidade faturamento devido a problemas na safra. Mais de 2 mil avisos de sinistro foram recebidos. O Valor destaca ainda que as maiores perdas foram registradas nas lavouras de soja, cujas indenizações chegarão a R$ 156 milhões, por causa da combinação entre perdas de produção (seca) e preço de referência no mercado em queda. No caso do milho, as perdas são decorrentes exclusivamente do preço: R$ 16 milhões em indenizações. “Mesmo sem quebra na produção do grão, a expressiva variação do preço trouxe faturamento abaixo do valor garantido pelo seguro, razão pela qual quase 800 produtores rurais serão indenizados, em todo o país”, diz texto de divulgação.

Avança debate sobre criação de banco de antígenos e vacinas na América Latina

A implantação do Banco Regional de Antígenos/Vacinas contra a Febre Aftosa (Banvaco) é um dos temas em discussão durante a 6ª reunião extraordinária Comissão Sul-Americana para a Luta Contra a Febre Aftosa (Cosalfa), na quinta-feira (20) e sexta-feira (21), em Brasília. De acordo com o portal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), os participantes do evento também avaliam as medidas adotadas pela Colômbia para controlar os recentes focos de aftosa detectados no país. A Cosalfa é presidida pelo brasileiro Guilherme Marques, diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa. Segundo ele, durante a reunião, os 13 países-membros da comissão devem começar a anunciar o interesse em participar da manutenção dos antígenos e da produção das vacinas em alguma planta industrial pré-estabelecida. O Mapa destaca também que, pelos cálculos de Marques, o estoque estratégico inicial de vacinas deverá girar em torno de 15 milhões de doses para atender emergências sanitárias e iniciar o processo de produção de quantidades maiores. O presidente do Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa), Jorge Horácio Dillon, também destacou a importância do Banvaco para a região. Ao falar sobre a situação da Colômbia, o presidente da Cosalfa ressaltou que os países querem ajudar a resolver o problema dos focos de aftosa, por se tratar não apenas de uma questão local, mas também regional.

NA IMPRENSA

Mapa – Regras de conduta são importantes para aumentar presença do Brasil nas prateleiras do mundo, diz Novacki

Mapa – Pequenos criadores terão mais 12,9 mil toneladas de milho do Vendas em Balcão

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Ibama – Ibama devolve à natureza araras e tucanos em GO

SAC – Movimentação de passageiros nos aeroportos cresce pelo terceiro mês consecutivo

O Estado de S.Paulo – Meirelles diz que aumento de imposto é ‘suficiente’ no momento

O Estado de S.Paulo – Grandes e médias empresas estão descobrindo as startups

G1 – Cadeia produtiva ligada à agropecuária gera lucros o ano todo nos Campos Gerais do Paraná

Valor Econômico – BB e Mapfre pagarão R$ 190 milhões em indenizações de seguro de grãos 

Valor Econômico – Commodities Agrícolas 

Valor Econômico – Proposta de UE e Brasil para subsídios causa divergência 

Valor Econômico – Cresce demanda em leilão de milho

Valor Econômico – Mexicana Lala faz oferta de quase R$ 6 bi pela Vigor

Valor Econômico – Inquéritos da CVM que envolvem a JBS podem se arrastar por três anos 

Folha de S.Paulo – Índios ‘nada podem esperar’ do governo federal, diz Procuradoria

Acrissul – Agrotóxicos: projeto de lei para inibir contrabando pode pesar no bolso do produtor

Circuito MT – Cadeia produtiva ligada à agropecuária gera lucros o ano todo

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