Produtividade com o avião na soja paga o uso da ferramenta e ainda sobra

//Produtividade com o avião na soja paga o uso da ferramenta e ainda sobra
Questionado pela irmã e sócia se não estariam gastando muito com pulverização aérea em suas lavouras de soja em Montividiu, Goiás, o produtor rural Antônio Carlos Grandi resolveu comprovar na prática as vantagens econômicas da aviação agrícolas, destacou o Canal Rural nesta quinta-feira (21). Como usa a aplicação aérea em 100% das suas lavouras – ferramenta já adotada por seu pai nas décadas de 1960 e 70 (quando ainda plantava no Paraná), resolveu agora dividir uma área na fazenda entre os dois modelos de tecnologia. Na parte atendida por operadores aeroagrícolas, colheu seis sacas a mais por hectare do que na lavoura onde o trator passou. “Desse resultado, 2,5 sacas pagaram todas as aplicações aéreas e ainda sobraram 3,5 sacas de lucro em cada hectare”, completa o produtor. “Então, em 1.050 hectares, quanto eu tive de lucro? 3.675 sacas de soja sobraram no meu bolso”, completa a conta. O cálculo de Grandi computa somente a perda por amassamento nas pulverizações terrestres. Não estão inseridos na conta a compactação do solo, também causada pelo rodado do trator, e os custos inerentes ao equipamento próprio – combustível, salário do operador (incluindo os encargos trabalhistas), depreciação da máquina e ainda o custo do caminhão com motorista extra para transportar água (que na aplicação terrestre é usada em quantidade 20 maior na preparação da calda). Também não foi considerada no comparativo a despesa com semente e manejo da porção da safra perdida no amassamento. “Eu só comparei com o que colhi”, resume o produtor. Grandi avalia que o custo da mesma área pulverizada por um trator próprio pode chegar a cinco sacas por hectare. Além de evitar o amassamento e não compactar o solo, o fato dos aviões não tocarem na lavoura também impede que eles possam levar patógenos de uma lavoura para outra. Some-se a isso agilidade na aplicação, possibilitando que o operador aeroagrícola faça o trabalho nas melhores condições climáticas, e a redução do impacto ambiental. Ou seja, há muito de pilotos e aeronaves no protagonismo da soja brasileira no cenário mundial.

Medida Provisória da regularização fundiária perde validade e é substituída por projeto de lei

Nesta quarta-feira (20), a Agência Senado divulgou que, a Medida Provisória 910/2019, que trata da regularização fundiária de ocupações em terras da União, perdeu a validade na terça-feira (19) sem ser votada nos Plenários da Câmara dos Deputados e do Senado. Diante da polêmica sobre o texto, os deputados resolveram apresentar um projeto de lei em substituição à medida (PL 2.633/20). A MP estabelecia novos critérios para a regularização fundiária de imóveis da União e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) ocupados. O texto original passou de julho de 2008 para até maio de 2014 a data máxima de posse de propriedades que podem ser regularizadas. Além disso, permitiu que a regularização fosse feita por autodeclaração para terras com até 15 módulos fiscais. Antes, isso valia apenas para pequenos lotes de até quatro módulos e apenas na Amazônia Legal. Dependendo da região, um módulo fiscal varia de 5 a 110 hectares. Segundo a oposição, as mudanças favoreciam a grilagem e serviam como uma anistia àqueles que cometeram crimes ambientais. Por conta da pandemia de coronavírus, a MP não chegou a ser votada pela comissão mista e foi direto para o Plenário da Câmara dos Deputados. Agora cabe ao Congresso Nacional regulamentar, por meio de projeto de decreto legislativo (PDL), os atos ocorridos na vigência da MP. Se isso não ocorrer, esses atos serão convalidados, já que a medida provisória teve força de lei no período de 120 dias em que esteve em vigor. O PL 2.633/20, de autoria do deputado Zé Silva (Solidariedade-MG), estabelece critérios para a regularização fundiária de imóveis da União, incluindo assentamentos. As regras são restritas a áreas ocupadas até julho de 2008 com até seis módulos fiscais — unidade fixada para cada município pelo Incra, que varia de 5 a 110 hectares. O relator do texto, que está em análise na Câmara, é o deputado Marcelo Ramos (PL-AM).

Proibição de pesticidas da Índia afetará 1/5 da indústria

Quase um quinto da receita do setor de proteção de culturas poderá ser impactado se o governo indiano prosseguir com sua proposta de proibir 27 pesticidas, acredita RV Bubna, CMD da Sharda Cropchem, informou o portal AgroLink nesta quinta-feira (21). Esses 27 pesticidas são responsáveis por aproximadamente 4 bilhões de rupias do mercado de inseticidas e pesticidas de Rs 22 bilhões localmente. De acordo com o especialista, eles representam 10% a 15% do mercado de exportação de produtos para proteção de culturas e não há clareza sobre se podem ser fabricados para exportação. O setor está definido os métodos que irão utilizar para se opor à ordem que foi proposta anteriormente. A corretora IIFL diz que isso não apenas limitará seriamente as opções dos agricultores, mas também será prejudicial para o modelo “Make in India”. A IIFL estima que esses produtos representem 20% da receita anual da indústria agroquímica. Segundo o IIFL, a maioria das principais empresas agroquímicas pode ser prejudicada. No entanto, entre os impactados, a UPL seria relativamente menos afetada, dado o seu foco nas exportações de marca e a capacidade de obter conhecimento técnico de outros locais em todo o mundo. Por outro lado, outras empresas exportam conhecimento técnico ou vendem marcas domésticas e, portanto, são mais vulneráveis. A Equirus estima um impacto de Rs 2.100-2.500 milhões (0,6% da receita do EF20E) nas receitas de UPL e de 600-800 milhões de Rs (2,5-3,5% da receita do EF20E) nas receitas da Rallis. Eles consideraram o impacto apenas nas vendas na Índia e acreditam que as exportações provavelmente não serão impactadas.

Rio Grande do Sul vai cadastrar cultivos sensíveis a herbicidas

De acordo com publicação do portal AgroLink nesta quinta-feira (21), no ano passado produtores do Rio Grande do Sul estiveram no meio de um debate sobre a deriva de herbicidas hormonais, como o 2,4-D. A aplicação incorreta na soja teria gerado prejuízos a produtores de outras culturas vizinhas. O uso do  herbicida chegou a ser suspenso e questionamentos sobre a necessidade da aplicação. Como parte da Instrução Normativa Seapdr 08/2019, publicada em 28 de agosto do ano passado, e que estabelece o regramento do cadastro das propriedades agrícolas e dos produtores que tem cultivos sensíveis, ou seja, aqueles que apresentam sintomas de fitotoxidade quando expostos aos agrotóxicos do grupo das auxinas sintéticas, a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), passa a disponibilizar a consulta pública das propriedades rurais com cultivos sensíveis a este herbicida hormonal. A ferramenta permitirá a autodeclaração dos produtores de uva, citros, noz-pecã, maçã, erva-mate, tomate, oliva e hortaliças. A declaração tem que conter a espécie vegetal, a área cultivada, o início do plantio, o início da colheita e a produção, devendo ser atualizada anualmente. “Essa consulta pública também permitirá que as revendas de agrotóxicos e os profissionais da área consultem o cadastro para saber se há propriedade de risco na região onde está sendo recomendado o uso do herbicida hormonal”, explica o secretário Covatti Filho. A consulta pública pode ser acessada neste link.

NA IMPRENSA

Agência Câmara – Relator do projeto da regularização fundiária rejeita alterações propostas pelo governo

Agência Senado – MP da regularização fundiária perde validade e é substituída por projeto de lei

Agência Senado – Carlos Fávaro defende projeto de regularização fundiária

Folha de S.Paulo – Com pandemia, agronegócio adere às feiras e eventos virtuais

G1 – É uma startup voltada ao agronegócio? Então, participe da Digital Agro Connection

CNA – CNA vai à Justiça defender aplicação do Código Florestal na Mata Atlântica

CNA – Exportações do agro crescem 5,9% de janeiro a abril

CNA – Faculdade CNA debate os desafios do profissional do agro

CNA – Senar apresenta a estrutura da assistência técnica e gerencial

Mapa – Servidores do Mapa, da Conab e das Ceasas serão vacinados contra gripe

Embrapa – Embrapa faz lançamentos, participa ao vivo e disponibiliza conteúdos gratuitos na Agrotins 2020

Embrapa – Nota técnica: Impactos da Covid-19 na bananicultura brasileira

Embrapa – Embrapa faz nova avaliação e volta a alertar para previsão de geada em junho de 2020

Valor Econômico – Plano consolidado de recuperação da Atvos é aprovado

Valor Econômico – Risco de entraves em portos no radar dos exportadores

Valor Econômico – Principal plano da Atvos é aprovado

Valor Econômico – Commodities: Demanda fraca pesa sobre preço do café em Nova York

Valor Econômico – Commodities: China dá leve impulso às cotações da soja em Chicago

Valor Econômico – Após decisão do TST, JBS retoma abates de aves em Passo Fundo (RS)

AgroLink – Epamig faz nova distribuição de sementes de hortaliças não convencionais no Campo das Vertentes

AgroLink – RS vai cadastrar cultivos sensíveis a herbicidas

AgroLink – Estudo avalia eficiência de produtos derivados do nim no controle do ácaro rajado

AgroLink – Colheita do Arroz vai falar de diversificação

AgroLink – Exportações do agro crescem 5,9%, diz CNA

AgroLink – CNA vai à Justiça defender aplicação do Código Florestal na Mata Atlântica

AgroLink – Colheita de café do Brasil 2020/21 alcança 13% da área

AgroLink – Hortaliças e frutas têm queda em preços

AgroLink – PAA entrega alimentos orgânicos a pessoas em situação de insegurança nutricional

AgroLink – Aumento na aplicação de nitrogênio afeta pastagem

AgroLink – Proibição de pesticidas da Índia afetará 1/5 da indústria

AgroLink – Tecnologias revolucionárias transformam sistemas alimentares

AgroLink – Qual é o futuro da armazenagem agrícola?

AgroLink – Empresa aeroagrícola de Goiás treina pilotos para a temporada de incêndios 2020

Noticias Agrícolas – Agronegócio responde por 70% das exportações catarinenses no primeiro quadrimestre de 2020

Canal Rural – Produtividade com o avião na soja paga o uso da ferramenta e ainda sobra

______________________
O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

No comments yet.

Leave a comment

Your email address will not be published.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Translate »