Produção agrícola deve garantir alento para a economia brasileira em 2020  

//Produção agrícola deve garantir alento para a economia brasileira em 2020  
A produção agrícola deve garantir um alento para a economia brasileira em 2020 e evitar uma queda ainda maior do produto interno bruto por causa da pandemia do novo coronavírus, informou o G1 na última sexta-feira (17). O campo deve produzir 250 milhões de toneladas. O milho plantado pelo agricultor Luiz Carlos Nardi, em Mato Grosso, só vai começar a ser colhido em maio. Mesmo assim, mais da metade da produção já foi vendida. “Eu tenho em torno de 60% já comercializado dessa safra que eu vou colher. Já tem alguma coisa comprometida para 2021 em termos de troca de produto. Eu entrego milhos, para receber fertilizante, para plantar a próxima safra”, contou. A venda antecipada deu segurança ao setor, que projeta altas para 2020 mesmo com a pandemia do novo coronavírus. Segundo o último levantamento da Conab, a Companhia Nacional de Abastecimento, a produção de milho deve subir, chegando a quase 102 milhões de toneladas. O volume de soja deve ficar praticamente estável, com 122 milhões de toneladas. Já a expectativa para o algodão é de produção recorde, estimada em 2,88 milhões toneladas da pluma. A previsão da Conab é que o Brasil exporte 113 milhões toneladas de grãos em 2020. Daniel Latorraca, especialista de mercado e superintendente do Instituto Mato-grossense de Agropecuária, explica que os estoques de alimento no mundo já estavam baixos e que a situação ficou pior com o avanço da pandemia. “A prioridade dos governos nacionais, no mundo todo, é saúde e alimentação. Então, como é um bem essencial, é basicamente uma busca incessante dos alimentos que tem. A gente tem poucos estoques, então o que vai acontecer é que o preço sobe um pouco mais”, explicou. João Birkhan, consultor de grãos, afirma que o aumento da venda de grãos vai ajudar a manter os empregos em outros setores da economia num momento tão difícil. “Esse pessoal todo que atende com exclusividade o campo também terá a sua atividade preservada, seus empregos, sem problema nenhum. Já aqueles que atendem parcialmente o campo já vai ajudar, porque não vai haver o desemprego total. Vamos pegar assim um exemplo de uma fábrica que produz caminhões: ela não produz.

Coalizão de agro e ambientalistas envia carta a Maia e Alcolumbre contra ‘MP da grilagem’

A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, movimento que reúne mais de 200 representantes do agronegócio, do terceiro setor e da academia, enviou uma carta aos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, pedindo que não coloquem em votação medida provisória apresentada no fim do ano passado pelo governo federal que flexibiliza a regularização fundiária no Brasil, destacou o jornal O Estado de S.Paulo na última sexta-feira (17). A MP 910/2019 abre a possibilidade de que sejam regularizadas áreas extensas, com procedimentos declaratórios, sem controle estatal. As críticas é de que isso pode acabar autorizando áreas que foram griladas ilegalmente no passado, principalmente na Amazônia. “O Brasil urge pela solução de um impasse que se agrava há décadas: a regularização fundiária. Este é um passo essencial para eliminar conflitos, trazer segurança jurídica, aumentar investimentos e oferecer inclusão econômica a inúmeros produtores rurais. É, portanto, condição primordial ao desenvolvimento econômico, social e ambiental do país”, escreve o grupo, formado por entidades como a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e ONGs ambientalistas. A carta, assinada pelos dois cofacilitadores da coalizão, André Guimarães, diretor-executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), e Marcello Brito, presidente do conselho diretor da Abag, afirma que a MP foi apresentada como uma “suposta solução” a esse desafio. “No entanto, ela traz graves impactos sobre o combate à ilegalidade, especialmente à grilagem de terras com consequente crescimento do desmatamento ilegal e dos distúrbios agrários”, dizem. Para eles, a MP vai “na total contramão da boa gestão territorial, uma vez que sinaliza aos invasores que o crime compensa”. Os autores lembram que a coalizão iniciou um diálogo com o Ministério da Agricultura e com o Incra para que a MP possa: “aproveitar e aprimorar ações positivas, como o uso de tecnologia no processo de regularização fundiária; e corrigir as graves falhas da MP 910, com base em dados e informações técnicas”. Eles informam que o diálogo segue em andamento, que a MP, como está, “não encontra eco entre importantes nomes e organizações dos setores da nossa economia” e defendem que se pense uma nova proposta para o desafio fundiário. A coalizão pede que antes da votação haja um amplo debate do tema junto aos diversos setores da sociedade, “considerando ainda a necessária recuperação econômica pós-pandemia da covid-19, especialmente nas zonas rurais e com foco especial na agricultura familiar e arranjos comunitários”. Na segunda-feira (13), dez ex-ministros do Meio Ambiente e também do Desenvolvimento Agrário, 27 parlamentares de governos estaduais e federal que compõem a Frente Parlamentar Ambientalista e dezenas de organizações ambientalistas lançaram uma carta repudiando a entrada em pauta e votação da MP durante o período de operação virtual do Congresso em virtude da pandemia de covid-19. Eles pontuaram que a proposta facilita a regularização de atividades ilícitas, incentiva novas ocupações de áreas públicas em face da perspectiva de sucessivas facilidades de regularização, estende benefícios direcionados à reforma agrária para ocupantes de glebas extensas (até 1.500 hectares na MP e até 2.500 hectares nas duas versões divulgadas pelo relator na comissão mista), estimula o desmatamento e a degradação ambiental e conflitos sociais e as infrações ambientais serão amplificados.

Alvo do ‘gabinete do ódio’, ministra da Agricultura vai pedir a Bolsonaro que tente conter ‘haters’

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, uma das estrelas do governo, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, vai pediu ao presidente Jair Bolsonaro, nesta segunda-feira (20), durante despacho no Palácio do Planalto, que ele interceda junto às tropas bolsonaristas para suspender a escalada de ataques a ela pela internet após as crises artificiais criadas por setores governistas com a China e principalmente a partir da demissão de Luiz Henrique Mandetta do Ministério da Saúde. Bolsonaro demitiu Mandetta na tarde de quinta-feira e naquela mesma noite já atirava contra seu novo inimigo número um, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Tereza Cristina é do DEM, como Maia, Mandetta, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que acaba de romper com o Planalto. Ela é também do Mato Grosso do Sul, como Mandetta, e líder ruralista, como Caiado. Sua assessoria identifica articulações e um aumento considerável de ataques contra ela na internet, com o dedo do chamado “gabinete do ódio”, o grupo do Planalto que dispara impropérios e fakenews contra adversários reais ou imaginários do presidente. No primeiro ano de governo, o DEM teve três ministros: Tereza Cristina, Mandetta e Onyx Lorenzoni, depois rebaixado da Casa Civil para o Ministério da Cidadania. Diante da guerra de Bolsonaro com o partido, Onyx ainda não sabe se deve ou não migrar do DEM para o Aliança, o partido que o presidente tenta criar. Tereza Cristina está sendo indiretamente forçada a optar entre o Ministério da Agricultura e o seu partido. Uma “escolha de Sofia” que ela não está disposta a fazer, pois se sente confortável no DEM e tem boa relação com Bolsonaro. Como sempre diz, neste momento seu negócio é a Agricultura, não a política. A principal diferença entre os casos dos dois ministros é justamente essa: Mandetta batia de frente com o próprio presidente da República por divergências quanto ao isolamento social no combate ao coronavírus, enquanto o problema de Tereza Cristina não é Bolsonaro. Ela é respaldada por ele, mas alvo de hostes bolsonaristas, principalmente das mais ligadas ao seu setor, a Agricultura. A outra diferença é que, conforme tem dito a aliados e amigos, a ministra não tem a menor intenção de ser “fritada” publicamente durante semanas, como foi Mandetta. Se tiver que sair, quer sair logo. Com mandato de deputada, ela atravessa a Esplanada dos Ministérios e volta para a Câmara. Além da questão político-partidária em torno do DEM, há também a questão ideológica envolvendo a China. Enquanto o deputado Eduardo Bolsonaro e o ministro da Educação, Abraham Weintraub, fazem provocações contra o maior parceiro comercial do Brasil, um culpando a China pela pandemia, outro usando o personagem de quadrinhos Cebolinha para ironizar os chineses, Tereza Cristina trabalha em sentido oposto: restabelecer pontes.

Índia reativa fábricas e produção agrícola em zonas rurais apesar do aumento de casos de coronavírus

Algumas lojas e pequenas empresas reabriram na zona rural da Índia nesta segunda-feira (20), parte do relaxamento gradual de uma quarentena de várias semanas que deixou milhões de pessoas sem emprego ou acesso a alimentos. De acordo com o jornal O Globo, o número de infecções pelo novo coronavírus aumentou em mais 1.500 no último dia. Ao todo, o país tem 17.615 casos e 543 mortes. A população de 1,3 bilhão da Índia estava sujeita a uma das mais rígidas restrições de isolamento do mundo, pois o governo proibiu que estas deixassem suas casas, exceto para compras de alimentos e medicamentos, até 3 de maio. Mas segundo o primeiro-ministro Narendra Modi, algumas atividades, incluindo operações industriais e agricultura, serão permitidas a partir desta segunda-feira (20) no interior do país, que foi menos afetado pela epidemia da Covid-19. As pequenas empresas reabriram nas áreas rurais do estado de Uttar Pradesh, após o confinamento decretado no final de março, mas a polícia foi mobilizada para garantir que as pessoas mantivessem o distanciamento social. Vários trabalhadores da construção civil apareceram em um centro de empregos nas proximidades, esperando serem contratados para tarefas diárias, mas depois foram dispersados pela polícia. Centenas de milhares de trabalhadores migrantes fugiram das grandes cidades para suas casas, incapazes de pagar pela comida e pelo aluguel, depois que Modi anunciou uma quarentena de 21 dias em março, que se estendeu por mais 19 dias. Mesmo antes da pandemia, a economia da Índia de US$ 2,9 trilhões estava crescendo em seu ritmo mais fraco em mais de uma década, mas agora espera-se que desacelere e chegue a um crescimento zero no ano fiscal que começou em 1º de abril, dizem economistas privados, pressionando ainda mais os empregos. “O foco está nas  indústrias e na agricultura e no programa de garantia de emprego rural”, disse Punya Salila Srivastava, vice-secretária do Ministério do Interior, que está administrando o reinício da economia. Dos mais de 17 mil casos de infecções por coronavírus no país,  mais de 60% vieram de cinco dos 28 estados. Segundo outra autoridade, essa distribuição desigual permite que as autoridades de saúde concentrem seus esforços nas áreas mais afetadas ou zonas vermelhas, como Nova Délhi e Mumbai, enquanto outros estados podem reiniciar suas atividades. Cerca de 4 mil fábricas retomaram as operações no oeste de Gujarat, uma das regiões mais industrializadas do país, informou o escritório do primeiro-ministro.


NA IMPRENSA
Folha de S.Paulo – China se volta para o risco crescente da soja brasileira

O Estado de S.Paulo – Idris Elba inaugura fundo da ONU para ajudar agricultores durante pandemia de coronavírus

O Estado de S.Paulo – Alvo do ‘gabinete do ódio’, ministra da Agricultura vai pedir a Bolsonaro que tente conter ‘haters’

O Estado de S.Paulo – Com pandemia, produtora de fertilizantes Yara adia projetos e vê mercado menor

O Estado de S.Paulo – Coalizão de agro e ambientalistas envia carta a Maia e Alcolumbre contra ‘MP da grilagem’

O Estado de S.Paulo – Recuo do PIB da China põe em xeque recuperação global

O Globo – Com medo de desabastecimento, Quebec turbina produção de frutas e legumes

O Globo – Entenda como o tombo de 6,8% do PIB chinês afeta o Brasil

O Globo – Índia reativa fábricas e produção agrícola em zonas rurais apesar do aumento de casos de coronavírus

O Globo – Com pandemia, Bolsa exige faro apurado para oportunidades no longo prazo

CNA – Boletim semanal traz medidas de crédito e comercialização, análises setoriais e cenário do comércio internacional

CNA – CNA e IEA lançam índice de preço de importação da borracha natural

Mapa – Mapa lança serviço automatizado para solicitação de transferência do benefício Garantia-Safra

Mapa – Consulta pública sobre revisão de normas para bebidas, vinhos e derivados da uva é prorrogada por 60 dias

Mapa – VBP é estimado em R$ 689,97 bilhões para 2020

Embrapa – Pecuária e babaçu têm convivência sustentável em sistema ILPF, aponta estudo da Embrapa Cocais

Embrapa – Embrapa publica guia para identificação de inimigos naturais em cultivos de hortaliças

Embrapa – Embrapa, Sebrae e Inpe realizam levantamento on-line sobre tendências em agricultura digital

Valor Econômico – Avançam os projetos da reNature para estimular agricultura sustentável

Valor Econômico – Ministério eleva estimativa para o valor da produção agropecuária do país em 2020 para R$ 690 bi

Valor Econômico – Novo plano de recuperação da Atvos vai à votação dia 8

Valor Econômico – FAO projeta retração das cotações das commodities no próximo ano

Valor Econômico – Países exportadores unem forças contra travas ao comércio

Valor Econômico – Alta dos preços da laranja no país já perdeu força

Valor Econômico – Commodities: Limite de exportações da Rússia volta a valorizar trigo em Chicago

AgroLink – Agricultura remota salva quarentena

AgroLink – Cuidados com lavoura forrageira exigem atenção com plantas daninhas

AgroLink – Troca-Troca de Sementes recebe manifestações de interesse de empresas

AgroLink – Sobe para 122 o número de usinas autorizadas a emitir CBios

AgroLink – Sojicultores da filial da Coocam no MT sofrem com excesso de chuva durante a colheita

AgroLink – Incêndio gigantesco atinge três propriedades rurais

AgroLink – Produtores com dificuldades de antes da pandemia não terão novos prazos para pagar prestações

G1 – Agro continua trabalhando para garantir comida na mesa do brasileiro

G1 – Avanço de Covid-19 no AC é mapeado com tecnologia geoespacial usada na produção agropecuária

G1 – Produção agrícola deve garantir alento para a economia brasileira em 2020

Canal Rural – Valor Bruto da Produção Agropecuária é estimado em R$ 689,97 bi

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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