Presidente do Sindag fala sobre a aviação agrícola  

//Presidente do Sindag fala sobre a aviação agrícola  
Thiago Magalhaes Silva, advogado, piloto e empresário da aviação agrícola. Residente em Orlândia/SP, onde possui 2 empresas: Tangará Aerocenter, oficina de manutenção aeronáutica e Aeroagrícola Chapadão Ltda, empresa de prestação de serviços aeroagrícolas. Atualmente ocupa a Presidência do Sindicato Nacional da Aviação Agrícola (Sindag), preside também o Comitê Executivo de Aviação Agrícola do Mercosul – que abrange as associações aeroagrícolas do Brasil, Argentina, Uruguai, Chile e de outros países do continente. Ocupa também a Vice-Presidência do Instituto Brasileiro de Aviação Agrícola (Ibravag), informou o portal Cooxupé nesta quinta-feira (9). Segundo Thiago, as vantagens da aviação agrícola estão diretamente ligadas à sua velocidade, precisão e tecnologia embarcada, além da alta capacitação de praticamente todo o pessoal envolvido nas operações. Pela velocidade, o avião consegue aproveitar melhor a janela de aplicação – termina a operação antes de mudarem os parâmetros ideias de temperatura, umidade relativa do ar e velocidade do vento, essenciais para se evitar a deriva. Quando se precisa combater pragas em grandes áreas, o avião é a ferramenta com melhores condições de completar a missão antes que o problema se espalhe. Além do fato de evitar que se tenha que mudar dosagens ou até produtos no meio da operação, por exemplo, por não ter completado o tratamento de todos os talhões antes que a praga mudasse de estágio de seu desenvolvimento (caso de lagartas. Some-se a isso o fato de, por não tocar na lavoura, o avião não tem o risco de transportar de patógenos de uma parte a outra da lavoura. Sem falar que elimina as perdas por amassamento das plantas (o que, por si só, normalmente já compensa financeiramente a opção pela ferramenta aérea) e não tem amassamento no solo. As aeronaves também têm melhor capacidade de atuar na emergência nas lavouras: não só pelo quesito velocidade, mas também pela capacidade de entrar em ação logo após um período chuvoso, onde muitas vezes o terreno encharcado impossibilita o trânsito de máquinas na plantação. Na formação do pessoal, além do piloto especialmente formado para esse tipo de missão (é preciso ser piloto comercial com pelo menos 370 horas de voo para se entrar em um curso de piloto agrícola), cada empresa aeroagrícola precisa ter um engenheiro agrônomo próprio na coordenação das operações e, em cada operação em campo, um técnico agrícola com especialização em operações aéreas. Na tecnologia embarcada, podemos destacar o sistema DGPS (que é um GPS mais preciso e rápido do que o equipamento utilizado em automóveis e atua praticamente como um computador de bordo no avião). Além de indicar exatamente cada linha de aplicação na lavouras e o ponto de abertura e fechamento do sistema de pulverização – inclusive em zonas de exclusão dentro da lavoura, como lagoas e pontos de mata nativa, ele também pode (conectado ao fluxômetro) controlar a dosagem conforme a velocidade do avião e até proporcionar a aplicação de dosagens variáveis em cada ponto da lavoura. Além disso, o DGPS registra toda a operação em um arquivo inviolável e, dentro dos avanços da agricultura 4.0, o serviço também já pode ser acompanhado em tempo real tanto na base da empresa aérea quanto pelo contratante do serviço, além de gerar uma gama variável de informações para gestão da operação.

Importância da calibração correta de pulverizadores

De acordo com publicação do portal Mais Soja desta quinta-feira (9), a agricultura de larga escala busca alavancar o teto produtivo utilizando-se de uma série de tecnologias e equipamentos. Destaque especial deve ser dado ao avanço no setor de máquinas agrícolas, com tecnologias cada vez mais avançadas para aumentar eficiência, segurança, conforto e capacidade operacional. Porém, ao mesmo passo que as máquinas recebem um incremento de tecnologia em ritmo acelerado, a complexidade para operá-las também aumenta em taxa similar, tanto no manuseio, quanto em regulagens e calibração. Nesse cenário é comum encontrar máquinas novas ou com pouco tempo de operação desempenhando trabalho insatisfatório. No caso dos pulverizadores, essa realidade é visível pelas falhas nas aplicações que, muitas vezes, deve-se a manutenção e/ou calibração incorretas ou, até mesmo, não realizadas. Por exemplo, o tamanho de gota deve ser compatível com o modo de aplicação, com as condições ambientais e com o produto utilizado, esse tamanho que varia de muito fina “very fine”, fina “fine”, média “medium”, grossa “coarse” e muito grossa “very coarse”. Como consequência inúmeros problemas são gerados, desde a contaminação ambiental até a redução da rentabilidade da lavoura. A má calibração do equipamento resulta em aplicações de doses incorretas dos defensivos agrícolas, que podem contaminar o solo, a água, os vegetais alvo da pulverização ou outras plantas não alvo. Outra consequência da má calibração é o aumento do custo da pulverização, incrementado pela maior quantidade de produto aplicado ou da necessidade de reaplicação, quando se somam os custos de mão-de-obra e combustível. A aplicação de princípios ativos em lavouras de grãos que causam fitotoxidade em outras culturas agrícolas, principalmente frutíferas, evidenciou o problema das aplicações sem o respeito às normas técnicas. A deriva resultante de más aplicações é causada pela pulverização sem considerar os fatores ambientais no momento da atividade e pode ser agravada pela má calibração dos equipamentos. Pelos fatos apresentados, fica evidente a necessidade de calibração dos equipamentos de pulverização, para que as atividades ocorram de forma adequada, refletindo diretamente no menor dano ambiental, redução de litígios em áreas agrícolas e redução dos custos de produção.

As fusões e aquisições do agronegócio em 2020

Em artigo no Blog Fausto Macedo do jornal O Estado de S.Paulo, nesta quinta-feira (9), sócio do Mattos Engelberg Advogados e membro do Grain and Feed Trade Association (GAFTA) e da Federation of Oils, Seeds & Fats Associations (FOSFA), Frederico Favacho, apresentou que a empresa canadense de fertilizantes Nutrien, maior produtora de potássio do mundo, anunciou neste começo de 2020, a compra da Agrosema Comercial Agrícola, rede de distribuição de insumos com sede em Elias Fausto (SP). No final de 2019, a Bunge, uma das maiores trading companies do mundo e a maior exportadora do agronegócio no Brasil, adquiriu participação na empresa Agrofel Grãos e Insumos, uma revenda gaúcha.  Essa parece ser uma tendência de movimento no setor do agronegócio, a aquisição de distribuidoras e revendedoras de insumos. Isto se explica por algumas características dessas distribuidoras: a atuação em um mercado que têm mantido sua rentabilidade e sua importância na balança comercial brasileira, a baixa concentração de empresas, o acesso direto que estas distribuidoras têm aos produtores e a uma gama de informações e o fato de que quase todas essas distribuidoras ainda são empresas familiares. A baixa concentração de empresas na área da distribuição de insumos e o fato de que a quase totalidade dessas distribuidoras são empresas familiares, tornam este mercado propício para movimentos de concentração mediante operações de fusões e aquisições. Considerando, ainda, que muitas dessas empresas não se sofisticaram em termos de administração e governança, há grande margem para negociações de valores nessas operações, atraindo a atenção de compradores e investidores. Pelo lado das empresas interessadas, o acesso às informações sobre produtores, em geral clientes fiéis daquelas distribuidoras, bem como o acesso às informações sobre a evolução das respectivas lavouras, é um instrumento valioso não só para avaliar o risco de crédito daqueles produtores, mas para antecipar o volume da produção de grãos e, com isso, avaliar como se comportará o mercado. Para a indústria de insumos particularmente, essas informações são estratégicas para definir o mercado de seus produtos, fidelizar clientes e mitigar riscos de crédito, enquanto para as tradings companies essas informações permitem planejar a originação (compra) de grãos. Os mesmos fatores que tornam este mercado atrativo são, no entanto, fatores que o tornam um desafio para os departamentos jurídicos e escritórios de advocacia. Superar as estruturas familiares que permeiam as distribuidoras para que as exigências de governança e compliance das investidoras sejam atendidas, precificar corretamente a operação e construir as garantias adequadas de lado a lado, são as principais dificuldades a serem enfrentadas pelos advogados. Não é surpreendente que muitas operações tenham que ser precedidas de organizações societárias das empresas alvo da operação e que as due diligences (processos de análise de documentos e contingências dessas empresas alvos) sejam mais complicadas e exijam mais cuidados do que aquelas realizadas em empresas maiores.

Ministério fará levantamento de perdas nas lavouras do Rio Grande do Sul

O secretário substituto de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Wilson Vaz Araújo, afirmou nesta quarta-feira (8) que os problemas enfrentados pelos produtores gaúchos de grãos por causa da escassez de chuvas no Estado já foram tratados com a ministra Tereza Cristina. Segundo ele, a Pasta vai realizar, até a próxima semana, um levantamento in loco para dimensionar o tamanho das perdas e avaliar possíveis mecanismos de apoio aos agricultores prejudicados. Como são basicamente pequenos e médios agricultores, lembrou Araújo, a maioria está amparada pelo seguro rural, mas quem se financia no sistema privado pode estar desprotegido. “Por força de legislação, toda produção agrícola até R$ 300 mil tem que obrigatoriamente contratar seguro na tomada de crédito. Nessa linha que passa pelo crédito oficial temos mais de 90% das lavouras de milho cobertas por seguro; na soja mais de 82%. Naqueles que estão acessando o crédito, tem seguro de amparo”. Segundo o Valor Econômico o secretário também não descartou a possibilidade de prorrogações de prazos de pagamento de dívidas dos produtores afetados. “Temos mecanismos no Manual do Crédito Rural que permitem prorrogações por causa de perdas decorrentes de adversidades climáticas e por problemas de comercialização”. Os maiores problemas estão nas lavouras de milho. a estiagem que atingiu o Rio Grande do Sul em dezembro pode gerar perdas de produtividade potencial de 20% a 50% na região central do Estado, que representa cerca de 20% colheita total, segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Nas demais regiões não foram identificados danos significativos até agora. A soja também foi afetada, mas pontualmente, segundo o diretor de Política Agrícola e Informações, Guilherme Bastos. “O milho que foi semeado em setembro enfrentou déficit hídrico. Tem perda de produtividade potencial de 20 a 50%, mas a gente continua acompanhando e monitorando. Para a soja, ainda é muito cedo inferir sobre qualquer perda de produtividade”, disse ele. Em Mato Grosso do Sul também houve falta de chuvas no início da safra. O replantio de soja ultrapassou 10% no Estado. Segundo o superintendente de Informações do Agronegócio da Conab, Cleverton Santana, o índice de vegetação está atrasado, mas as lavouras replantadas apresentam “excelentes condições”.

NA IMPRENSA
O Globo – Primeiros resultados indicam potabilidade da água turva analisada, diz Vigilância Sanitária

O Globo – Alinhado aos EUA, Brasil pode deixar de vender US$ 1 bi ao Irã este ano

O Estado de S.Paulo – Tecnologia a serviço das políticas ambientais de resíduos sólidos

O Estado de S.Paulo – Alinhamento e agronegócio

O Estado de S.Paulo – Estão programando a sua comida

O Estado de S.Paulo – As fusões e aquisições do agronegócio em 2020

BRPolitico – Para líder do agro, governo deve evitar tomar partido na crise EUA-Irã

Valor Econômico – Índice Ceagesp caiu 1,16% no ano passado

Valor Econômico – Ministério fará levantamento de perdas nas lavouras do Rio Grande do Sul

AgroLink – Produtores baianos capacitam 15 mil profissionais ligados ao setor

AgroLink – Corteva apresenta inovações e lançamentos para o desenvolvimento do agro

O Globo – Distribuidora na Zona Norte quintuplica a venda de galão após suspeitas sobre água

Mais O Povo – Produção agrícola cearense fecha 2019 com 1,49 milhão de toneladas, puxada pela fruticultura

Cooxupe – Presidente do Sindag fala sobre a aviação agrícola

Jornal Joseense News – EmbraerX e Elroy Air firmam acordo de cooperação para transporte não tripulado de cargas aéreas

Milk Point – Brasil não é o maior consumidor de pesticidas

Maranhão Hoje – Presidente do Conselho Cintífico Agro Sustentável desmistifica uso de agrotóxico

Agro Clima – Panorama da produção de sementes de soja

Mais Soja – Importância da calibração correta de pulverizadores

A Tarde – Carga com 13 kg de agrotóxicos de origem chinesa é apreendida em Seabra

Doura News – Meio ambiente ganha com tecnologia de aplicação utilizada em lavouras

Direito Descomplicado – As alternativas de pesticidas na agricultura

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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