Presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) pede a municípios funcionamento das agroindústrias no País  

//Presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) pede a municípios funcionamento das agroindústrias no País  
O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, pediu à Confederação Nacional de Municípios (CNM) que mantenha as agroindústrias funcionando para garantir alimentos à população durante a pandemia do Covid-19. Em carta enviada na terça-feira (24) a Glademir Aroldi, presidente da CNM, Martins pediu o cumprimento da Medida Provisória 926/20 e do Decreto 10.282/20 que estabelecem o trabalho das agroindústrias como essencial. Segundo o documento, a legislação não está sendo cumprida em alguns municípios do País devido às restrições impostas pelas prefeituras. “Contamos com a colaboração da CNM para esclarecer as prefeituras a respeito do direito e do dever das agroindústrias brasileiras para continuarem o desenvolvimento dessas atividades essenciais ao País,” afirma o presidente da CNA na carta. Acesse o link e leia o documento na íntegra.

Ruralistas enviam carta a Bolsonaro e ministros com preocupação sobre desabastecimento

A SRB (Sociedade Rural Brasileira) encaminhou, nesta quarta-feira (25), uma carta ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a ministros de seu governo e a governadores com uma série de medidas que, na avaliação dos ruralistas, devem ser tomadas para evitar que o país enfrente desabastecimento durante a pandemia do novo coronavírus, informou a Folha de S.Paulo. ​Assinada pela presidente da entidade, Teresa Vendramini, a carta pede que as autoridades priorizem manter em funcionamento a estrutura logística de rodovias e ferrovias, “permitindo a livre circulação de insumos, produtos agrícolas e trabalhadores rurais”. O receio da associação, de acordo com seu vice-presidente, Pedro de Camargo Neto, é que bloqueios em rodovias prejudiquem o transporte e, consequentemente, o abastecimento de todo o país em meio à pandemia. “A logística é a nossa principal preocupação. Já tivemos interrupções, há cidades que estão parando estrada, barreiras estaduais. Tudo cria tumulto, precisamos acalmar. O risco existe, mas tem de acalmar, resolver pontualmente”, afirmou. De acordo com ele, a carta teve o objetivo de servir como um alerta ao governo, para que não deixe paralisações pontuais em estradas crescerem. “Felizmente os incidentes que ocorreram têm sido eliminados”, afirmou. A avaliação do vice-presidente é a de que o país enfrenta atualmente dois grandes problemas, com possibilidade de um terceiro, que podem atrapalhar o escoamento da produção rural. A safra está aí, a produção está aí. Não é só transporte, é acesso, é porto, é cidade que fechou. Governadores saíram com medidas, prefeitos querem fazer cada um do seu jeito e isso é um tumulto. Enfrentamos, além da logística, a questão trabalhista. Todos ficaram com medo, é natural, é momento de medo mesmo, mas é preciso transmitir confiança nesse medo, para poder enfrentar. Temos de trabalhar, fluir, não só o abastecimento como a exportação.” O terceiro ponto, conforme ele, que pode chegar, é a questão financeira, ligada ao crédito.

São “pontuais” efeitos de atos municipais e estaduais para o agronegócio, diz ministério

O Ministério da Agricultura informou, nesta terça-feira (24), que tem recebido relatos pontuais sobre as restrições que atos municipais ou estaduais ainda causam aos agentes da cadeia produtiva do agronegócio. Segundo o Valor Econômico a orientação da consultoria jurídica da Pasta é que os prejudicados façam requerimentos administrativos junto aos executivos locais amparados no decreto presidencial 10.282/2020 e na medida provisória 926/2020. Caso a medida não seja suficiente, é possível acionar o poder judiciário, com mandado de segurança, alegando a ilegalidade das normas. Segundo Maximiliano Ferreira Tamer, consultor jurídico do ministério, alguns casos que chegaram ao conhecimento da Pasta foram solucionados com diálogo junto às prefeituras após essa instrução. Ele diz que o ministério tem atuado da forma mais ampla e segura possível para trazer segurança jurídica ao setor, com a orientação junto aos interessados que estão enfrentando algum obstáculo para o exercício das atividades. “A principal atuação da ministra Tereza Cristina e do ministério foi junto ao executivo federal na edição da MP 927 e do decreto 10.282 para inserir as atividades de competência do ministério, a produção agropecuária e todas as atividades acessórias consideradas como essenciais durante a pandemia para garantir a segurança alimentar e o abastecimento”, completou.

Venda de fertilizantes pode perder força

Nesta quarta-feira (25), o Valor Econômico divulgou que, em meio à confusão de decretos que prejudica a distribuição de fertilizantes em alguns municípios do país (ver matéria acima), o segmento tem pelo menos um alento. Diferentemente do que costuma acontecer, no primeiro bimestre deste ano houve grande antecipação de compras por parte dos produtores já visando o plantio da próxima safra (2020/21), o que poderá tornar menos frenética a corrida pelo insumo – desde que restrições municipais ao trânsito não prejudiquem as entregas finais. Em pesquisa realizada pela INTL FCStone no início de fevereiro a partir de entrevistas de uma base de 115 clientes – com uma média de 2,5 mil hectares plantados cada um -, 37% dos que responderam já haviam negociado sua demanda por fertilizantes para o segundo semestre. Segundo Marcelo Mello, analista da consultoria, normalmente o percentual de 35% é alcançado em Mato Grosso, onde as compras são mais aceleradas, no mês de março, quando termina a colheita da soja e o produtor está mais capitalizado. Eduardo Monteiro, diretor de distribuição da americana Mosaic Fertilizantes no Brasil, afirmou que a estimativa da empresa é que 45% a 50% das vendas de fertilizantes para o cultivo de soja tenham sido fechadas até o fim de fevereiro, enquanto no mesmo período de 2019 eram 25%. Mas ele observou que a seca no Paraná e em Mato Grosso no fim do ano passado contribuiu para um represamento, o que ampliou a chegada dos insumos aos portos somente em 2020. Além disso, afirmou, os preços elevados do milho no mercado doméstico estimularam investimentos em tecnologia e em aplicação de adubos nitrogenados. Com relação ao potássio, “entendemos que a forte demanda e a boa situação dos grãos suportará uma retomada”.

NA IMPRENSA
Folha de S.Paulo – Ruralistas enviam carta a Bolsonaro e ministros com preocupação sobre desabastecimento

O Globo – ‘A verdade é que o pior da crise ainda não chegou’, diz Doria sobre o coronavírus

O Globo – Com demandas divergentes entre governadores, Bolsonaro debaterá novas medidas

O Globo – Artigo: Covid-19 e meio ambiente

Jota – CNA cobra que municípios cumpram MP que garante funcionamento de agroindústrias

CNA – Ministério da Agricultura prorroga validade da declaração de aptidão do Pronaf por seis meses

CNA – Presidente da CNA pede a municípios funcionamento das agroindústrias no País

Valor Econômico – FAO alerta para risco de tensão no sistema alimentar global

Valor Econômico – Sem serviços e restaurantes nas estradas, caminhoneiros pedem apoio

Valor Econômico – CNA pede prorrogação de dívidas, crédito e desoneração tributária

Valor Econômico – Produção de distribuição de alimentos em Goiás será mantida, diz governo do Estado

Valor Econômico – Problemas no abastecimento de café são pontuais, diz indústria

Valor Econômico – Distribuição de agrotóxicos e produtos veterinários mantém o ritmo

Valor Econômico – CNA negocia com prefeituras para manter estabelecimentos vinculados ao agronegócio em funcionamento

Valor Econômico – São “pontuais” efeitos de atos municipais e estaduais para o agronegócio, diz ministério

Valor Econômico – Setor de agronegócios busca evitar que travas municipais ao trânsito afetem produção de alimentos

Valor Econômico – Venda de fertilizantes pode perder força

Valor Econômico – Vendas de produtos agrícolas frescos começaram a arrefecer

Valor Econômico – Usina da Biosev em MS suspende moagem e unidade da Atvos reduz atividades

Valor Econômico – Ceagesp suspende feira de flores por tempo indeterminado

Valor Econômico – Moagem de cana recomeça mais cedo, mas 12 usinas adiaram atividades

Mapa – Secretaria de Defesa Agropecuária lança Painel de Controvérsia

Mapa – Mapa prorroga por seis meses validade de Declarações de Aptidão do Pronaf (DAPs)

Mapa – Laboratórios do Ministério da Agricultura serão usados para analisar testes do Coronavírus

G1 – Mais de 8 mil litros de defensivos agrícolas são apreendidos em Nova Serrana

G1 – Polícia fecha laboratório que falsificava defensivos agrícolas e prende dois em Ribeirão Preto, SP

G1 – Fabricante de máquinas agrícolas suspende atividades em 6 unidades pelo Brasil por causa do coronavírus

AgroLink – CORONAVÍRUS: Recebimento de embalagens de defensivos é reduzida

AgroLink – Institutos europeus buscam alternativa a pesticidas

AgroLink – Indicador do arroz retoma patamar de R$ 50/SC

AgroLink – Setor moageiro paulista reforça garantia de abastecimento de farinha de trigo no estado

AgroLink – Ritmo de negociação está ainda mais lento no mercado da pluma

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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