Potencial vacina brasileira contra covid-19 começa a ser testada em animais

//Potencial vacina brasileira contra covid-19 começa a ser testada em animais
Pesquisadores do Instituto do Coração (InCor) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) começaram a testar em camundongos formulações de uma potencial vacina contra a covid-19, destacou o jornal O Estado de S.Paulo nesta quinta-feira (4). O objetivo dos ensaios pré-clínicos é identificar um imunizante, em uma determinada formulação e concentração, capaz de induzir uma resposta rápida e duradoura do sistema imunológico dos animais. Tal feito possibilitará avançar para as próximas etapas da pesquisa, que é apoiada pela Fapesp. “Já conseguimos desenvolver três formulações de vacinas que estão sendo testadas em animais. Em paralelo, estamos formulando diversas outras para identificar a melhor candidata”, diz à Agência Fapesp Gustavo Cabral, pesquisador responsável pelo projeto. A estratégia utilizada para desenvolver a vacina é baseada no uso de partículas semelhantes a vírus (VLPs, na sigla em inglês de virus like particles). Essas partículas possuem características semelhantes às de peptídeos e proteínas de vírus, como a de superfície do SARS-CoV-2 – chamada spike –, usada pelo novo coronavírus para se conectar a um receptor nas células humanas – a proteína ACE2 – e infectá-las. Por isso, são facilmente reconhecidas pelas células do sistema imune. Porém, não têm material genético do patógeno, o que as torna seguras para o desenvolvimento de vacinas. A fim de permitir que sejam reconhecidas pelo sistema imunológico e gerem uma resposta contra o coronavírus, as VLPs são inoculadas juntamente com antígenos – substâncias que estimulam o sistema imune a produzir anticorpos. Dessa forma, é possível unir as características de adjuvante das VLPs com a especificidade do antígeno. Além disso, as VLPs, por serem componentes biológicos naturais e seguros, são facilmente degradadas, explica Cabral. “Com essa estratégia é possível direcionar o sistema imunológico para reconhecer as VLPs conjugadas a antígenos como uma ameaça e desencadear a resposta imune de forma eficaz e segura”, afirma o pesquisador. As três primeiras formulações de vacinas testadas em camundongos são compostas por peptídeos semelhantes aos que compõem a proteína spike do SARS-CoV-2 e que induzem especificamente células B – linfócitos que estimulam a produção de anticorpos capazes de neutralizar a entrada do vírus nas células. Além desses peptídeos, também estão sendo formuladas vacinas com peptídeos que induzem especificamente células de defesa do tipo T – linfócitos que induzem a autodestruição (apoptose) de células invadidas pelo vírus, com o objetivo de interromper a replicação do microrganismo. Os pesquisadores também pretendem elaborar outras formulações com proteínas inteiras semelhantes à spike do novo coronavírus que, ao contrário dos peptídeos, que induzem especificamente células B ou T, estimulam vários tipos de células de defesa.

Índia registra três surtos de influenza aviária de alta patogenicidade

A Índia registrou, nesta semana, três novos surtos de influenza aviária altamente patogênica em seu território, informou o portal AgroLink nesta sexta-feira (5). Um dos casos ocorreu em um mercado de aves vivas, na cidade de Mehgaon, no estado de Madhya Pradesh. No local, foram 76 aves mortas por conterem o vírus H5N1. O mesmo vírus foi encontrado em duas outras criações no país. Em Harihara, cidade no distrito de Davanagere, no estado indiano de Karnataka, um local com 2.700 aves foi afetado. No lugar, 15 aves haviam morrido e outras 10 tinham o vírus. Todas as 2.685 foram abatidas. Em outra criação com 5.776 animais o vírus do sorotipo H5N1 infectou 16 aves, sendo que 13 já haviam morrido. Todos os animais foram abatidos.

TACs com frigoríficos beneficiam 170 mil trabalhadores, diz MPT

Nesta quinta-feira (4), o Valor Econômico divulgou que, os Termos de Ajuste de Conduta (TACs) firmados pelos frigoríficos para garantir medidas de proteção aos funcionários contra a covid-19 beneficiam cerca de 170 mil trabalhadores, informou o Ministério Público do Trabalho (MPT), em nota. Até o momento, os TAC firmados entre o MPT e as empresas abrangem 78 unidades frigoríficas. Ao todo, dez empresas assinaram compromissos com o órgão. BRF, Marfrig e Aurora firmaram TACs em âmbito nacional. Minuano, Agrodanieli, Nicolini, Dália, Agroaraça, GTFoods e Languiru também fizeram acordos. Maior indústria de carnes do país e do mundo, a JBS não aceitou firmar TACs. A empresa vem argumentando que já adotou as medidas de proteção e que, por isso, não teria conduta a ser ajustada. A negociação do MPT com os frigoríficos é liderada pelos procuradores que compõem o Projeto de Adequação do Meio Ambiente do Trabalho em Frigoríficos, que existe desde 2010. Desde que o projeto entrou em vigor, informou o MPT, foram firmados acordos para assegurar pausas de recuperação térmica e de fadiga com todos os grandes frigoríficos do país. De acordo com o MPT, esses acordos “reduziram de forma substancial os adoecimentos nos frigoríficos e o número de ações trabalhistas individuais e coletivas, beneficiando cerca de 500 mil trabalhadores do setor”.

Mesmo com coronavírus, JBS contratou 3 mil funcionários

Segundo o Canal Rural a maior processadora de carne no mundo, a brasileira JBS, afirmou, nesta sexta-feira (5), que assumiu o compromisso de manter os investimentos de R$ 8 bilhões que havia anunciado para os próximos cinco anos. Além disso, de acordo com o presidente global da companhia, Gilberto Tomazoni, a empresa continuou a contratar mesmo depois do início da pandemia de coronavírus. “Não só assumimos o compromisso  de não demitir, mas também já contratamos mais 3 mil pessoas [nos últimos meses]”, disse. O presidente afirmou ainda que o grupo buscou, desde o início da pandemia, especialistas de saúde para cuidar da saúde dos colaboradores. Ainda segundo Gilberto Tomazoni, conta que desde o estopim da a crise causada pelo avanço da Covid-19 a empresa começou a se adaptar a novos cenários. “A pandemia fez com que nós aprendêssemos bastante, embora não tenhamos respostas para tudo. Começamos as reuniões da empresa com [o tema] segurança e saúde do trabalhador. Buscamos ajuda de especialistas na questão dos protocolos no Brasil e no exterior. Temos um comitê de gestão na crise, que se reúne três vezes por semana”, explicou. Questionado sobre a demanda por produtos, Tomazoni explica que o consumo teve mudança de canal. “Mudou do food service [fornecimento para restaurantes] para o varejo. Mas, é claro, que na soma a demanda ficou menor. Mas isso não muda os fundamentos do negócio. Até 2050, o mundo vai precisar de 70% a mais de proteína animal. Isso não vai mudar”, afirmou ele. Em relação às exportações, ele afirma que em um primeiro momento houve alta de demanda. No momento seguinte, cada um dos mercados começou a demonstrar características próprias. “Na Europa, por exemplo, houve queda por conta do turismo. Agora, que a economia vai voltar, vamos ver como se restabelece”, disse Tomazoni.

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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