Polinização pode aumentar a produtividade de culturas de grande importância agrícola no Brasil

//Polinização pode aumentar a produtividade de culturas de grande importância agrícola no Brasil
A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) participou nesta quinta-feira (6) da live Mulheres no Agronegócio Sustentável através do Processo de Polinização com Abelhas, promovido pela Associação Brasileira de Exportadores de Mel (Abemel). De acordo com o Mapa no encontro, foi debatida a importância da polinização para aumentar a produção em culturas de grande relevância agrícola no Brasil, como soja e café. A ministra destacou que o Brasil pode trabalhar para aumentar sua atuação nesse setor. Para a presidente da Abemel, Andressa Berretta, as abelhas podem ser um importante bioinsumo para o agronegócio brasileiro. A diretora-executiva da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), Vanusia Nogueira, ressaltou que, além do aumento da produtividade proporcionado pelo uso de polinizadores na cultura do café, a prática possibilita a redução do uso de outros recursos e pode alavancar o valor agregado do produto. Segundo ela, os primeiros testes com polinizadores na cultura do café têm  gerado resultados promissores. “Os produtores já estão animados em se engajar nesse processo a partir da próxima florada, em setembro”, concluiu. Dados da Startup Agrobee referentes à safra 2019/2020 mostraram um aumento médio de 20% na cultura de café que teve a polinização assistida e inteligente promovida pela empresa. A sócia fundadora da iniciativa Pretaterra, Paula Costa, falou sobre a importância de alavancar no Brasil o sistema de pagamentos por serviços ecossistêmicos dentro dos sistemas produtivos. A ministra concordou que é preciso avançar neste tema e convidou as participantes da live para a elaboração de uma proposta no Mapa. A ministra também comentou sobre o Selo Arte para produtos artesanais provenientes da apicultura e meliponicultura (mel, própolis ecera), que deve ser regulamentado em breve pelo Mapa. O selo permite que os produtos artesanais de origem animal sejam comercializados em todo o território nacional. O serviço ecossistêmico prestado pelos animais polinizadores à agricultura brasileira contribuiu com um valor econômico estimado de R$ 43 bilhões em 2018. A estimativa se refere aos valores que seriam gastos pelos agricultores caso os polinizadores não contribuíssem para a produção de alimentos. A soja responde por 60% do valor estimado, seguida pelo café (12%), laranja (5%) e maçã (4%). Os dados são do Relatório Temático sobre Polinização, Polinizadores e Produção de Alimento no Brasil, fruto da parceria entre a Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos e a Rede Brasileira de Interações Planta-Polinizador. Segundo o estudo, a intervenção de polinizadores em cultivos de café favorece um aumento de 30% no rendimento desse cultivo. As abelhas são o grupo de polinizadores mais abundante na agricultura, pois visitam mais de 90% dos 107 principais cultivos agrícolas já estudados no mundo. A produção de mel no Brasil foi de 42,35 mil toneladas em 2018, com valor de produção de R$ 502,84 milhões. A Região Sul é responsável por 38,9% do total produzido, e a Região Nordeste, 33,6%. Os dados são da Pesquisa da Pecuária Municipal, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2019, o Brasil exportou 30 mil toneladas de mel natural, com valor de US$ 68,3 milhões. Em 2020, as exportações subiram 35,7%, em comparação ao primeiro semestre de 2019. Os Estados Unidos são responsáveis por 78% das aquisições de mel do Brasil, em valor. Em 2019, foram exportados para o país 24,1 mil toneladas de mel, com US$ 54,2 milhões. O segundo país importador é a Alemanha, com 1,8 mil toneladas e US$ 4,7 milhões em valor. Em 2019, o Kuwait abriu o mercado de mel para o Brasil. Desde 2016, era aguardada a autorização pelo país árabe.

Em live promovida pela Liga do Agro, presidente da FPA diz que Brasil erra na forma de apresentar o agronegócio brasileiro dentro e fora do país

A Liga do Agro realizou nesta quinta-feira (6) debate sobre a força do agro brasileiro e a importância da comunicação do campo para a cidade. A live foi apresentada pela jornalista Lilian Munhoz e mediada pelo advogado Marco Marrafon e teve como debatedores o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS), o comunicador Luciano Huck e a presidente da Sociedade Rural Brasileira, Teka Vendramini. Alceu Moreira abriu o debate com uma provocação a respeito da forma errada que o Brasil comunica ao mundo, e aos próprios brasileiros, as conquistas do agro nacional. O deputado chegou a dizer que “aprendemos tudo da roça para a mesa e não aprendemos o caminho da mesa para roça”, em uma alusão onde o caminho da mesa pra roça representa a comunicação e imagem do agronegócio brasileiro dentro e fora do Brasil, que para Alceu Moreira tem sido feita de forma equivocada. O presidente da FPA exemplificou ao dizer que “fazer comunicação para os centros urbanos é fazer o caminho da mesa para roça, é fazer com que as pessoas, neste momento de pandemia, possam perceber que o único momento de lazer que elas têm atualmente é tomando um vinho que veio da roça ou que aquele belo jantar também é oriundo da zona rural”. O comunicador Luciano Huck concordou com o parlamentar em relação a erros relacionados a forma de mostrar o Brasil lá fora, principalmente sobre o assunto sustentabilidade e citou pontos positivos que o agro brasileiro tem apresentado neste momento delicado de pandemia. Em um segundo momento do debate foi levantado o assunto sustentabilidade, onde o apresentador Luciano Huck apontou dados referentes ao desmatamento em áreas agrícolas no Brasil, com a informação de que 99% dessas áreas no país tiveram o desmatamento feito de forma ilegal. “Enquanto você não conseguir enxergar essa fotografia com clareza e não deixar que qualquer tipo de ideologia te deixe míope, a ponto de conseguir ver a realidade, eu acho que a gente não vai chegar a lugar algum, ficamos em um debate sem consenso”. Alceu Moreira indagou que “nas últimas duas décadas as universidades não debateram o assunto sustentabilidade, se falou apenas em política ambiental”. Para o deputado, “sustentabilidade é ter na mesma dimensão o social, o econômico e o ambiental”, e quando se coloca na mesa apenas a questão ambiental como foco e se esquece de enfatizar o homem e a economia “se perde a visão de sustentabilidade para se discutir um único ponto da questão”. Já a respeito da questão ligada ao produtor familiar, Teka Vendramini apontou o setor rural como grande gerador de empregos. O deputado Alceu Moreira acrescentou a informação de que “o Brasil é um país de selo verde”. O parlamentar citou que o agronegócio brasileiro alimenta 1,4 bilhões de pessoas no mundo e para ele é necessário entender que existem exceções. Por fim, Luciano Huck disse que “o Brasil tem tudo para ser uma potência verde do mundo”. O apresentador chegou a afirmar que “o país tem tudo para ser a maior potência agroindustrial sustentável do planeta”. Mas, segundo Huck, para isso “é necessário democratizar o acesso a tecnologia, assim você dá saltos exponenciais de produção no Brasil, sem derrubar uma única árvore”. A Liga do Agro, fomentadora do debate, foi criada em julho de 2019, por profissionais do agronegócio que decidiram se unir para levar conhecimento, produzir conteúdo, combater fakenews e desmistificar assuntos relacionados ao setor, com intuito de fortalecer a imagem do agronegócio, com aproximação entre o campo e a cidade.

Embrapa aponta tendências do agro em Congresso da Abag

Nesta quinta-feira (6) o presidente da Embrapa, Celso Moretti, informou que abordou as grandes tendências para o futuro da agricultura brasileira durante o 19º Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), na última segunda-feira (3). Agricultura digital, bioeconomia, edição genômica e sistemas integrados de produção foram os destaques apontados pelo pesquisador, que também chamou a atenção para o desafio da conectividade no campo. Moretti fez a apresentação de abertura do painel “O agro e a nova dinâmica econômica, social e ambiental”. O debate painel teve como questão condutora: “o que será este mundo pós-pandemia e qual será o papel do agro?”. Participaram da discussão José Roberto Mendonça de Barros, sócio-diretor da AMB Associados, Luiz Felipe Pondé, filósofo e colunista do jornal Folha de S. Paulo e André Guimarães, diretor-executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM),  com moderação de William Waack, jornalista e apresentador da CNN Brasil. O presidente da Embrapa expôs as tendências da agricultura e seu contexto no Brasil. Ele destacou que o agronegócio é um dos setores mais pujantes da economia nacional, responsável por cerca de 22% do PIB, gerando um em cada cinco empregos e quase metade de todas as exportações. A primeira tendência destacada em sua apresentação é a agricultura digital e a necessidade de conectividade no campo, “determinante para o crescimento da produção brasileira nos próximos anos.” Para ele, “é uma área que cresce fortemente, com o uso de sensores, drones, internet das coisas, apesar da dificuldade brasileira de conectividade”. Moretti chamou a atenção para o fato de que, de acordo com dados recentes do IBGE, 72% das propriedades rurais ainda não têm conectividade. Segundo o presidente, esta é uma limitação que implicará em desafios para o crescimento da produção brasileira nos próximos anos. Outra tendência é a bioeconomia ou economia de base biológica. “O Brasil, por ser um país que reúne uma das maiores biodiversidades do mundo, tem uma fantástica oportunidade de geração de emprego, renda e divisas a partir da bioeconomia”, disse. Como exemplo recente, destacou o Biomaphos, que reduz a importação de adubo fosfatado. Também falou da descoberta de cientistas da Embrapa, em expedição nos rios da Amazônia, de microrganismos que poderão ser utilizados como biopesticidas ou em outros tipos de indústrias. A terceira tendência apontada pelo presidente da Embrapa é a edição genômica de plantas. A última tendência que destacou são os sistemas integrados de produção. Ao final de sua apresentação, Moretti enfatizou que, com a covid-19, acentuou-se a preocupação mundial com a sanidade dos rebanhos. Ele citou a peste suína africana como um dos desafios recentes. A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, também participou do evento. Ela defendeu a sustentabilidade do agronegócio brasileiro. Tereza Cristina explicou que, após a pandemia, o mundo será ainda mais exigente em sanidade e sustentabilidade. A ministra abordou ainda a diversificação da pauta exportadora do agro brasileiro, destacando as mais de 70 aberturas de mercado em sua gestão. Para José Roberto Mendonça de Barros, um dos debatedores do terceiro painel, num mundo pós-pandemia não haverá tantas novidades, mas diversos aspectos serão acentuados. O executivo destacou que a agricultura brasileira é sustentável. Segundo André Guimarães, do Ipam, embora o Brasil tenha diminuído seu crescimento em decorrência da pandemia, o agro segue em alta. Por outro lado, ele defendeu que é preciso rever o modelo de desenvolvimento. Já o filósofo Luiz Felipe Pondé fez uma análise histórica da pandemia. Para ele, a pandemia evidencia o que já é tendência mundial: um consumidor mais exigente, preocupado com o meio ambiente, e a digitalização dos negócios, realidades postas antes da covid-19. O congresso da Abag foi realizado de forma virtual e reuniu cerca de 8 mil participantes.

PIB do agronegócio cresce 4,62% de janeiro a maio de 2020

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro cresceu 4,62% no acumulado de janeiro a maio deste ano em relação ao mesmo período de 2019, segundo informou, nesta quinta-feira (6), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O resultado foi puxado principalmente pela atividade primária (dentro da porteira), que teve expansão de 11,67% nos cinco primeiros meses de 2020, por conta da alta de preços e da estimativa de aumento da produção. Nos outros segmentos da cadeia global do agronegócio, os serviços registraram alta de 4,51%, enquanto os insumos subiram 1%. A agroindústria foi o único a ter queda no acumulado, de 0,24%. No desempenho mensal, o PIB do agronegócio apresentou elevação de 0,78% em maio deste ano na comparação com o mesmo mês de 2019, com resultado positivo para os setores primário (3,08%), serviços (0,49%), insumos (0,17%) e recuo da agroindústria (-0,68%), reflexo dos impactos negativos da Covid-19, especialmente sobre a indústria agrícola. A alta de preços foi um dos fatores que impulsionou o PIB tanto da agricultura quanto da pecuária. No ramo agrícola, o crescimento foi de 2,51% nos cinco primeiros meses deste ano frente ao mesmo período de 2019. Destaque mais uma vez para o setor primário, com expansão de 15,17%. Milho, café, cacau, arroz, soja e trigo, todos com elevações superiores a 15% nos preços, foram as culturas que mais se destacaram. Na parte de produção, as maiores estimativas de safra são para: algodão, arroz, cacau, café, feijão, laranja, milho, soja, trigo e madeira para celulose. Para os segmentos de insumos e de agrosserviços do ramo agrícola, as altas no período de janeiro a maio foram de 0,85% e 0,69%, respectivamente, enquanto a agroindústria teve retração (-3,07%). No mês, o PIB global da agricultura, que havia recuado em abril diante da pandemia, retomou o crescimento em maio, de 0,75%, impulsionado pela expansão do segmento primário (4,62%). Houve altas de 0,08% para os insumos e de 0,11% para os agrosserviços, e queda na agroindústria (-1,15%). Em relação ao ramo pecuário, o PIB teve elevação de 9% nos cinco primeiros meses do ano, com crescimento em toda a cadeia produtiva. O resultado reflete os bons preços das proteínas animais até maio de 2020. Os serviços foram o segmento de maior expansão no período (11,53%), seguido por agroindústria (9,04%), primário (6,20%) e insumos (1,32%). Segundo a CNA/Cepea, espera-se alta no faturamento para a criação de suínos e bovinos e para a produção de ovos. Em maio, a pecuária cresceu 0,9%. Assim como no acumulado do ano, todos os segmentos tiveram alta: 0,37% para os insumos, 0,54% para a atividade primária, 0,83% para a agroindústria e 1,22% para os agrosserviços.

NA IMPRENSA

Agência Câmara – Frente Ambientalista busca boas práticas estaduais para licenciamento ambiental e mudanças climáticas

Agência Câmara – Deputados pedem estímulos à proteção ambiental para gerar crescimento econômico no País

O Estado de S.Paulo – ‘Entendemos a preocupação de vocês porque desmataram suas florestas’, diz Guedes a americanos

O Estado de S.Paulo – Voluntários vasculham fazendas em busca de alimentos para os famintos

O Globo – De investida a investidor: Agrotools lança braço de private equity e mira aportes de mais de R$ 100 milhões

G1 – Sítios arqueológicos são aterrados em fazenda de presidente da Federação da Agricultura do Acre

G1 – Brasil importa cerca de 1 milhão de toneladas de nitrato de amônio por ano; controle é feito pelo Exército

G1 – Com 1.654 km² de áreas em risco em julho, alertas de desmatamento na Amazônia sobem 34,5% no período de um ano

Valor Econômico – Pandemia faz preço do arroz bater recorde

Valor Econômico – Vendas de máquinas agrícolas cresceram 14,4% em julho

Valor Econômico – Indústrias defendem que o uso de nitrato é seguro

Valor Econômico – Índice de alimentos da FAO tem segunda alta em 2020

Valor Econômico – Impulsionado por frutas, Índice Ceagesp sobe 2,37% em julho

Valor Econômico – Exportações de soja devem somar 80 milhões de toneladas em 2020

Embrapa – Embrapa aponta tendências do agro em Congresso da Abag

Embrapa – Integração de tecnologias agropecuárias promove desenvolvimento regional no Centro-Oeste mineiro

Embrapa – Alternativas de entressafra podem ocupar áreas de até 30% para plantios mais tardios

Embrapa – Embrapa e Sebrae fomentam projetos em parceria para cadeias de alimentos e bebidas

Embrapa – Propriedades citrícolas possuem 182 mil hectares destinados à vegetação nativa

CNA – CNA debate ações para o produtor rural atuar na gestão de águas

CNA – Sistema CNA/Senar debate fortalecimento da produção do cacau

CNA – PIB do agronegócio cresce 4,62% de janeiro a maio de 2020

CNA – Presidentes da CNA, da Fambras e ministra da Agricultura destacam importância do mundo islâmico para as exportações do agro

Mapa – Polinização pode aumentar a produtividade de culturas de grande importância agrícola no Brasil

Mapa – Mapa, Polícia Civil e Secretaria do RS apreendem mais de 450 toneladas de sementes ilegais de soja

AgroLink – GO: agronegócio respondeu por 79,6% das exportações de julho

AgroLink – RS: milho tem demanda aquecida por indústria de carnes, etanol e exportações

AgroLink – Propriedades citrícolas possuem 182 mil hectares destinados à vegetação nativa

AgroLink – Mercado de máquinas tem recuperação

AgroLink – Parceria vai pesquisar Phytophthora da soja

AgroLink – Programa lança nova estufa para pesquisa em adjuvantes

AgroLink – Biológico para Intacta chega ainda esse ano

AgroLink – RS encaminha R$ 102 milhões para Emater

ANAC – ANAC segue atualização de seu estoque regulatório revogando 47 normas

FPA – Em live promovida pela Liga do Agro, presidente da FPA diz que Brasil erra na forma de apresentar o agronegócio brasileiro dentro e fora do país

FPA – Em discussão há quase dez anos, Protocolo de Nagoya é ratificado no Senado e vai a sanção presidencial
______________________
O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

No comments yet.

Leave a comment

Your email address will not be published.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Translate »