Plano para conter gafanhotos tem mais de 400 aeronaves à disposição no Rio Grande do Sul

//Plano para conter gafanhotos tem mais de 400 aeronaves à disposição no Rio Grande do Sul
A ameaça de uma nuvem de gafanhotos com 30 km² e com potencial para causar um prejuízo diário de mais de R$ 1 milhão no Rio Grande do Sul deixou autoridades do setor agrícola e cidades da fronteira gaúcha com Argentina e Uruguai em alerta. O plano de contingência conta com 70 aeronaves espalhadas pela fronteira e mais de 400 em todo o estado, segundo o secretário de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Covatti Filho, destacou a Folha de S.Paulo nesta quarta-feira (22). Usadas na aviação agrícola, as aeronaves lançam defensivos agrícolas para combater a praga. O bombardeio de agrotóxicos gera apreensão. “É preciso de uma estrutura gigantesca e temos que atacar de todas maneiras e de forma rápida. Temos mais de cem profissionais técnicos à disposição”, explica o secretário. O plano de contingência tem um custo previsto de R$ 600 mil para 21 dias e foi elaborado em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A nuvem, que no início da semana estava na Argentina a cerca de 115 km do município gaúcho de Barra do Quaraí, agora está a cerca de 110 km do estado. Porém, o maior deslocamento foi em direção ao Uruguai. A nuvem está em região agrícola de Entre Rios, na Argentina, a 20 km do Uruguai, segundo Ricardo Felicetti, chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da da Seapdr. ​Uma projeção da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) indica que, considerando a direção dos ventos, de Norte para Sul, a nuvem pode não ingressar em território gaúcho. O Mapa monitora também uma segunda nuvem, formada no Paraguai. Barra do Quaraí, a 608 km de Porto Alegre, é localizada na tríplice fronteira, com divisa tanto com a Argentina como com o Uruguai. Apesar da possibilidade dos gafanhotos não entrarem no país, o prefeito Iad Choli (PSB) está apreensivo. “Nossa cidade é grande produtora de arroz. Porém, neste período estamos na entressafra, quando cresce o pasto. Se a praga ataca o pasto, o gado fica sem comida e tem perda de peso, afeta toda economia”, diz Choli. Mesmo com o alívio momentâneo, os trabalhadores rurais agora se solidarizam com os vizinhos uruguaios, que podem ser afetados pela nuvem. “Não queríamos que atingisse país algum, o que a gente não quer pra gente, não quer para outros também”, diz Idélcio Pilar Rodrigues, presidente do Sindicato Dos Trabalhadores da Agricultura Familiar e Assalariados Rurais (Sintraf) de Barra do Quaraí.

Embraer: tecnologia e interesse nacional

Em artigo na Folha de S.Paulo, Ozires Silva, reitor do Centro Universitário São Judas Tadeu – Campus Unimonte, que foi ministro da Infraestrutura de 1990 a 92 (governo Collor) e presidente da Embraer, da qual foi fundador, e da Petrobras, destacou que defendeu a parceria da Embraer com a Boeing, observando que, juntas, as duas empresas se fortaleceriam para avançar na cada vez mais competitiva indústria aeroespacial global, disse. O que se desenhava era uma aliança benéfica para a aviação civil, que preservava os interesses da FAB e do Estado brasileiro. “Desfeito, por iniciativa da Boeing, o acordo com a firma americana era “importante, mas não fundamental” para a nossa Embraer, que se preparou com afinco para a união, investiu recursos significativos e acreditou na boa-fé e no interesse do potencial parceiro. Ouso mesmo dizer, tendo em vista os graves e recorrentes problemas técnicos e financeiros enfrentados pela Boeing, que ficamos melhor do que se a união tivesse se consumado. Acresça-se a isso a tragédia da pandemia, e temos um quadro de crise que desafia governos, empresas e indivíduos a encontrarem soluções criativas para fazer frente às inevitáveis mudanças no panorama global. A indústria da aviação, em particular, foi das mais afetadas pela pandemia. Em seus mais de 50 anos de existência, a Embraer soube desenvolver parcerias produtivas e de longa duração. Graças a isso, pôde se tornar líder no mercado de jatos de passageiros de até 150 lugares, tornou-se competidora de ponta na aviação executiva e, junto com a FAB e o governo brasileiro, consolidou-se no mercado internacional de defesa. Hoje, seu jato de transporte multimissão, o C-390 Millenium, é o mais moderno em produção. Além disso, a empresa se firmou como centro de inovação e de desenvolvimento de tecnologias disruptivas, de nanosatélites a aeronaves para uso urbano. A Embraer tem os produtos, a capacidade tecnológica, a gestão, a governança e, principalmente, as pessoas certas para enfrentar os desafios do momento. Desde 1969 —e mesmo depois de privatizada, em 1994—, a empresa contou com o apoio do governo brasileiro para se inserir de forma competitiva no mercado global. A exemplo do que acontece na Europa, com a Airbus, e nos Estados Unidos, com a Boeing, governos financiam exportações, apoiam programas específicos e veem o setor aeroespacial como um projeto de Estado. Bastou o fim do acordo com a Boeing para que a Embraer logo se visse no radar de países como Japão, Índia, Rússia e China, interessados em desenvolver parcerias e em se beneficiar da extraordinária competência de seus técnicos e engenheiros e de sua renomada qualidade de produção. No tabuleiro da grande geopolítica —no momento em transformação acelerada, em decorrência do retraimento dos EUA e dos impasses da globalização—, a Embraer se sobressai, pois é a maior exportadora brasileira de produtos de alto valor agregado, presente em 100 países e articulada com o que existe de mais moderno em ciência e tecnologia. Em reportagem recente desta Folha, o presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, demonstrou otimismo mais do que justificado. Lembrou das várias e concretas vantagens que a empresa tem e deixou claro que seu time está trabalhando em um novo plano estratégico que a levará com sucesso até 2025. Para que isso aconteça, mais do que nunca a Embraer deve ser vista como um projeto de interesse do Estado brasileiro, um vetor de independência tecnológica e de sustentação da soberania. Ao aliar os valores do mercado aos do interesse nacional, a empresa tem tudo para continuar sendo um projeto de sucesso para seus colaboradores, seus acionistas e para a sociedade brasileira”, destaca o texto.

Ministério da Agricultura busca diversificar exportações para a China

O Ministério da Agricultura tem uma lista extensa de produtos para negociar com a China para abertura de mercados e diversificação da pauta exportadora, informou o Valor Econômico nesta quinta-feira (23). A preocupação é com o alto nível de concentração na relação bilateral, já que a soja foi responsável por 72% das exportações para lá no primeiro semestre de 2020. Com o peso do grão na balança brasileira, os chineses abocanham quase 40% doembarques do agronegócio do país no período. O Brasil também quer revisar protocolos de itens já autorizados e estimular a aprovação de transgênicos de forma mais rápida pelos asiáticos, o que poderá beneficiar o milho. Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais da Pasta, Orlando Ribeiro, o Brasil trabalha para a abertura de mercado para exportação de material genético avícola, suínos pra reprodução, lagostas vivas, polpas cítricas para alimentação animal, proteína concentrada de soja, amendoim, noz-pecã, gergelim, uva, lima, abacate e sorgo. Rodrigo Santos, CEO da Bayer na América Latina, diz que há espaço parauma cooperação regulatória entre os dois países. “Quanto mais próxima a relação, mais vai permitir o avanço tecnológico no Brasil e o avanço da produção de alimentos. Existe uma oportunidade de estreitar relação de cooperação regulatória e tecnológica”. A agenda de negociação do Brasil com a China inclui a revisão de dois protocolos de produtos já autorizados para exportação: milho e tabaco. “O problema é que jamais conseguimos exportar milho”, conta Orlando Ribeiro. O Ministério da Agricultura também insiste na abertura para envio de farelo de soja aos chineses.

Agronegócio e o seguro de safras em tempos de pandemia

De acordo com artigo de Joaquim Neto, superintendente de Produtos Agro da Tokio Marine Seguradora, publicado no Blog Fausto Macedo do jornal O Estado de S.Paulo nesta quinta-feira (23), não é de hoje que o agronegócio tem sido um dos motores da economia nacional. Em 2019, enquanto o PIB brasileiro cresceu 1,1%, o segmento teve um crescimento três vezes maior, de 3,81%, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP, e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Em momentos como o que estamos vivenciando, a agricultura tem sido o setor menos afetado, principalmente nos produtos que permitem um maior tempo de armazenamento, como por exemplo soja, trigo, milho e café. Este ano, mesmo com o atual cenário, tudo indica que o setor será novamente um dos responsáveis por evitar uma retração ainda maior na economia nacional. Especialistas do mercado financeiro preveem uma queda de cerca de 5% do PIB, enquanto, para a agricultura, é estimado um crescimento de 2,4%. Em estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o segmento do agronegócio foi o único que apresentou crescimento durante a pandemia. O resultado se deu devido ao bom desempenho das culturas na safra, como por exemplo a soja, nos primeiros três meses do ano. Ao mesmo tempo em que os produtores estão com boas colheitas, aumenta também a necessidade da proteção das lavouras e, nesse sentido, o setor de seguros de safra tem tido um bom crescimento. Ao longo dos anos, nota-se uma maior consciência e adesão dos agricultores ao seguro de safras, que ameniza os riscos de perdas na atividade agropecuária e proporciona a recuperação da capacidade financeira do produtor, na eventualidade de sinistros ocorridos por motivos naturais.  Vale salientar que alguns fatores ajudaram no movimento de ampliação da cultura do seguro como, por exemplo, o aumento do subsídio federal para a contratação, que chegou a R$ 955 milhões em 2020 e, de acordo com o recém-divulgado Plano Safra 20/21, deve subir para R$ 1,3 bilhão no ano que vem. Além disso, um maior investimento em tecnologia por parte dos agricultores, aumentando a percepção dos riscos a que estão expostos e dos possíveis prejuízos – podendo até ficar de fora da atividade se não tiverem o seguro -, tem sido fator determinante para esse movimento. E, principalmente, a maior oferta de produtos e coberturas pelas seguradoras. Porém, o mais importante a se destacar é que ainda há um longo caminho a ser percorrido, visto que os seguros para o setor agrícola cobrem atualmente apenas 10% do mercado nacional. Como base de comparação, em países da Europa e nos Estados Unidos, a participação do seguro para a agricultura chega a 90% da lavoura. Mesmo em um cenário incerto, em um ano de pandemia e recessão global, precisamos continuar sendo otimistas. É notório que os desafios para que o setor siga dando saldos positivos são enormes, porém, devemos levar em consideração que o agronegócio é uma atividade essencial para todos e é fundamental focar energias para garantir o trabalho de quem tira do campo a sua sobrevivência. O Plano Safra 20/21 lançado pelo Governo Federal, por exemplo, aponta um crescimento de 6% nos recursos disponibilizados para pequenos, médios e grandes produtores, totalizando R$ 236 bilhões. É inegável que no mundo pós-pandemia os empresários do campo irão observar uma necessidade de se modernizar ainda mais, seja na produção de mercadorias agrícolas, no processamento agroindustrial ou distribuição final dos alimentos. Hoje, mais do que nunca, a economia nacional precisa da agricultura para a sua manutenção e, ao que tudo indica, estamos no caminho certo, seja na tomada de decisões, seja nas projeções para o futuro.

NA IMPRENSA

Folha de S.Paulo – Plano para conter gafanhotos tem mais de 400 aeronaves à disposição no RS

Folha de S.Paulo – Embraer: tecnologia e interesse nacional

O Estado de S.Paulo – Agronegócio e o seguro de safras em tempos de pandemia

O Globo – O que o governo deveria fazer no meio ambiente em vez de gastar com propaganda no exterior

G1 – A modernidade na comercialização de Máquinas Agrícolas em MS

Valor Econômico – Exportações argentinas de carnes, frutas e hortaliças cresceram no 1º semestre

Valor Econômico – IGC reduz estimativa para a colheita global de grãos na safra 2020/21

Valor Econômico – Leilão da ANP negocia 72,75 milhões de litros de biodiesel

Valor Econômico – Ministério da Agricultura busca diversificar exportações para a China

Valor Econômico – Estudo na ‘Science’ teve pressupostos conservadores, diz pesquisador

Valor Econômico – Basf e Bosch anunciam criação de centro de projetos em Curitiba

Valor Econômico – Diplomata chinês defende livre comércio entre Brasil e China

Valor Econômico – Rússia aproveita cota sem taxa e eleva venda de trigo ao Brasil

Valor Econômico – Tarpon compra Agrivalle e eleva sua aposta no campo

Valor Econômico – Syngenta lucra US$ 855 milhões no 1° semestre

Valor Econômico – Aval para o início do plantio da safra 2020/21 é antecipado no oeste da Bahia

Embrapa – Nabo forrageiro é estratégia da Embrapa para disponibilizar alimento para abelhas

Embrapa – Embrapa Meio Ambiente lança série de lives sobre bioinsumos

CNA – Com apoio de parceiros e do Programa ATeG, produtores do Norte de Minas Gerais vão exportar mel para os Estados Unidos

CNA – Senar mostra relação entre custo de produção e viabilidade do negócio

CNA – CNA participa de webinar sobre o panorama das exportações para o agronegócio

CNA – Produtores baianos participam do projeto Campo Futuro

AgroLink – Pesquisa dos EUA sobre o trigo ganha impulso

AgroLink – Embrapa leva debate sobre Compost Barn à ExpoSul Rural

AgroLink – Saiba a importância de cuidar da nutrição do solo

AgroLink – Centro de pesquisas vai focar em soluções de plantio e fertilização

AgroLink – Emater-MG faz levantamento de iniciativas de vendas on-line por agricultores familiares

AgroLink – Superávit do agronegócio paulista cresce 20%

AgroLink – Pesquisa faz Cerrado despontar

AgroLink – MS revisa para cima safra de milho segunda safra

AgroLink – Biotecnologia pode aumentar produção de óleo de sementes

AgroLink – Dispositivo detecta mariposas em menos de 2 horas

AgroLink – Microrganismos e CO2 querem ser protagonistas da bioeconomia

AgroLink – RS: estações meteorológicas vão monitorar deriva do 2,4 D

AgroLink – Uso de tecnologia contra mancha-alvo pode render mais 15 sacas/há

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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