PECUÁRIA DEVE SOFRER POR MAIS UM MÊS

//PECUÁRIA DEVE SOFRER POR MAIS UM MÊS
Reportagem do Valor Econômico destaca que, diante do acúmulo de estoques provocado pelos embargos impostos às carnes brasileiras e do enfraquecimento da demanda doméstica ocasionado pela Operação Carne Fraca, a cadeia produtiva da carne bovina levará ao menos um mês para se recompor, agravando a situação dos pecuaristas brasileiros. “A súbita parada do mercado na semana passada, quando a indústria pisou no freio e fez pouquíssimos negócios com pecuaristas, levou o Banco do Brasil a prorrogar, por um ano, o prazo de pagamentos de créditos para custeio e investimento que venceriam de março a junho. A medida pode beneficiar 77 mil clientes que, ao todo, têm R$ 4,7 bilhões em créditos passíveis de prorrogação. Além disso, o banco anunciou a criação de duas linhas de créditos, somando R$ 1 bilhão. O montante pode ser tomado pelos pecuaristas para financiar a retenção de bezerros e a aquisição de gado para recria e engorda. A decisão do banco representa um respiro para os produtores, especialmente porque a normalização dos abates de bovinos levará mais tempo do que o imaginado”, afirma a publicação.

Novas regras de inspeção

As novas regras de inspeção da indústria de carnes do Brasil, anunciadas na quarta-feira (29) em meio a desdobramentos da Operação Carne Fraca, preveem multas mais altas e punições mais severas para infratores, que podem resultar na cassação do selo do Serviço de Inspeção Federal de uma empresa. Segundo o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, uma empresa que receber três punições gravíssimas poderá perder o SIF, o registro que a companhia precisa para poder operar. Reportagem da Folha de S.Paulo destaca ainda que as multas para empresas infratoras poderão subir para até R$ 500 mil, ante uma penalidade máxima de R$ 15 mil anteriormente, de acordo com a nova norma. “Blairo também afirmou a jornalistas, ao anunciar o novo regulamento, que substitui um código de 65 anos, que as regras atualizadas são mais claras e tiram do fiscal agropecuário a interpretação da norma”, destaca a publicação.

CRE rejeita modificações no controle sanitário de produtos agropecuários importados

Uma “afronta evidente” a normas internacionais assinadas pelo Brasil e o interesse de resguardar a produção nacional contra medidas protecionistas de outros países. Com base nessa conclusão do relatório de Ronaldo Caiado (DEM-GO), a Comissão de Relações Exteriores (CRE) rejeitou o projeto do deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS) que traz modificações no controle sanitário de produtos agropecuários importados nas formas in natura ou semi-processada (PLC 49/2015). Conforme destaca a Agência Senado, durante a discussão, Caiado reconheceu que inicialmente apoiou a aprovação da proposta, tendo inclusive atuado nesse sentido quando a relatou na Comissão de Agricultura (CRA). Ele disse que considera o deputado Heinze um “defensor do agronegócio”, mas, que, após reunir-se com técnicos do Itamaraty e do governo federal, decidiu agora pela rejeição do texto.

NA IMPRENSA
Ministério da Agricultura – Em abril começam missões para resgatar imagem do país como exportador de carne

Agência Senado – Comissão rejeita proposta que modifica controle sanitário de agropecuários importados

Folha de S.Paulo – Após queda no preço da carne, Banco do Brasil anuncia apoio a pecuaristas

Folha de S.Paulo – PF foi irresponsável, diz ex-ministra Kátia Abreu sobre Carne Fraca

Folha de S.Paulo – Governo anuncia decreto que revisa regulamento de inspeção sanitária

Folha de S.Paulo – Ministro da Agricultura anuncia regras mais rígidas de inspeção sanitária

Folha de S.Paulo – Férias coletivas em frigoríficos traz insegurança a pecuarista

Valor Econômico – México reabre mercado às carnes brasileiras, diz ABPA 

Valor Econômico – Pecuária deverá sofrer por mais um mês

Valor Econômico – BRF avalia efetivar Elcio Ito como CFO e desmembrar área de RI 

Valor Econômico – MP prevê penas mais altas para fraudes

Correio Braziliense – BC reduz projeção de crescimento da economia para 0,5% este ano

Semanact – Produção orgânica é alternativa para evitar colapso agrícola, diz especialista do INT

AgronotíciasMT – Instalada comissão para debater projeto sobre trabalho rural

Agrolink – Agrishow 2017 mostrará o desenvolvimento tecnológico e potencial produtivo do agronegócio brasileiro

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