Pecuária de precisão contribui para desenvolvimento de sistemas de produção sustentáveis e eficientes  

//Pecuária de precisão contribui para desenvolvimento de sistemas de produção sustentáveis e eficientes  
O uso de tecnologias de pecuária de precisão pode auxiliar no desenvolvimento de sistemas de produção sustentáveis e de uma pecuária mais competitiva. Essas ferramentas, como identificação animal automatizada, dispositivos eletrônicos de pesagem, colares com sensores, bebedouros e cochos automáticos, termografia infravermelha e estações meteorológicas automáticas, ampliam a capacidade de observação do rebanho, destacou o portal da Embrapa nesta segunda-feira (20). Seu uso possibilita identificar e medir consumo de alimentos e água, comportamento alimentar, frequência cardiorrespiratória, temperatura corporal, atividade e posição dos animais. Os dados trazem indicadores produtivos, comportamentais e fisiológicos em benefício da saúde, produtividade e bem-estar dos animais. A publicação “Potencial de uso das tecnologias de agricultura e pecuária de precisão e automação” traz conceitos, ferramentas e usos, mostrando seu potencial para inserir a agropecuária em um novo patamar tecnológico, tornando-a mais eficiente. O documento está disponível gratuitamente no site da Embrapa Pecuária Sudeste, localizada em São Carlos (SP). De acordo com o pesquisador Alberto Bernardi, um dos autores, a utilização da pecuária de precisão pelo produtor permite aumentar a eficiência do uso de insumos, reduzir as perdas, elevar a qualidade dos produtos agropecuários, diminuir esforços e otimizar o trabalho, refletindo em melhores condições de vida no campo. Os reflexos também atingem o meio ambiente, com mitigação de gases de efeito estufa, principalmente pela utilização eficiente dos insumos agropecuários e redução do consumo de água e energia elétrica para irrigação. Outro benefício da aplicação da tecnologia é manter ou, ainda, atrair à área rural os mais jovens, já que o uso desses equipamentos exige conhecimento e habilidades de informática, eletrônica, mecânica, robótica, comunicação, além do conhecimento tradicional de agronomia, veterinária e zootecnia. O pesquisador alerta que a pecuária de precisão não é a solução de todos os problemas. Muitos produtores acreditam que a tecnologia é só para grandes pecuaristas e é baseada em máquinas caras e sofisticadas. Alberto Bernardi explica que o mais importante é a gestão da propriedade, com   coleta e interpretação dos dados e informações. Se o produtor e o técnico fazem a gestão da fazenda e dos animais, observam, coletam e organizam dados e informações, eles já utilizam a pecuária de precisão. “Por exemplo, se o produtor faz o controle leiteiro individualizado e a partir desta informação regula o fornecimento de concentrado para os animais, ele está fazendo um manejo mais preciso. É lógico que se os animais tiverem identificação eletrônica, o controle leiteiro for automático, houver um sistema de banco de dados e um sistema para interpretar estes dados de forma automática, a operação será muito mais rápida, com menor possibilidade de erros e dará mais autonomia para o produtor ou técnico”, esclarece. No Brasil, ainda existem desafios em relação ao acesso à rede de comunicação e à disponibilidade de tecnologias, desde a geração de energia para manter a rede ativa até o alto custo de sensores e equipamentos. Mesmo assim, a pecuária de precisão está chegando às propriedades e estará cada vez mais presente. Há também uma tendência de redução de custo da tecnologia com o passar do tempo. Para Bernardi, é fundamental que essas ferramentas sejam vistas como uma forma de ajudar o produtor a ser mais eficiente, e não apenas como mais um custo no sistema de produção.

Boi estressado esconde doença e dificulta diagnóstico

Pesquisas já estão apontando que os impactos do bem-estar animal, ou da falta dele, no manejo do rebanho bovino vão além de suprimir o sistema imunológico dos animais, facilitando a contaminação com doenças e afetando até a qualidade da carne produzida. Nesta segunda-feira (20), o portal Giro do Boi destacou que, em entrevista ao Giro do Boi, o engenheiro agrônomo Antony Luenenberg, coordenador técnico de bem-estar da MSD Saúde Animal, falou sobre um outro ponto importante das boas práticas dentro da fazenda. Pelo seu instinto de presa, o boi pode ser um ótimo “ator” e esconder suas emoções e suas dores caso não esteja confiante dentro do ambiente em que se encontra. Por isso, muitas vezes os peões não conseguem identificar alguma doença que esteja acometendo este boi, que finge estar bem para não demonstrar fraqueza para um potencial predador.  “Isso é fato. Uma coisa que a gente nunca pode esquecer é que o estresse mata o sistema imune. Animais estressados têm uma menor resposta imunológica. Para a gente dar um exemplo, um animal que passou por cinco a seis horas de viagem, desceu do caminhão na fazenda e a gente vai lá e faz uma vacina, seja de clostridiose, um exemplo. A resposta imune desse animal é muito baixa, ele está estressado, ele está desidratado, ele está com fome. Então o estresse mata o sistema imune. O que gente tem que pensar é em melhorar este processo. Outro ponto é que se o animal estiver muito estressado, se ele não confiar em quem está manejando, ele esconde sinais de doença, então vai dificultar para o vaqueiro identificar este animal. A grande maioria das vezes, ele identifica somente na hora que esse animal já está prostrado. A gente fala que se encostou o queixo no chão, esse animal já está muito debilitado. Mas à medida que você começa a mudar esse processo, a gente começa a identificar doença precocemente e tem um melhor desempenho dos animais”, declarou Luenenberg. O agrônomo citou que em levantamentos realizados em fazendas parceiras foi detectado que o volume de animais tratados é maior quanto o lote passa por uma aclimatação ao novo ambiente, como um confinamento. Ainda assim, a mortalidade diminuiu. O agrônomo explicou o que aconteceu. A capacitação para as fazendas implementarem práticas modernas de bem-estar é feita pelo programa global da MSD Saúde Animal chamado Criando Conexões. A iniciativa foi desenvolvida nos Estados Unidos e passou por validação de metodologia para outros cinco países, entre eles o Brasil. “Em 2015 houve o lançamento oficial do programa no Brasil. Hoje ele está presente em cinco países, um deles o Brasil, e hoje nossa unidade é referência para a MSD no mundo inteiro dentro do programa de bem-estar animal”, comentou Luenenberg. Desde 2015 o programa acumula números expressivos, tendo treinado cerca de 4.500 vaqueiros responsáveis pelo manejo de um rebanho de aproximadamente quatro milhões de cabeças. Luenenberg disse que no ato da aplicação do treinamento, há um choque inicial e um certo desconforto dos vaqueiros, mas que começa uma expressiva mudança de cultura que ser perpetua pelo tempo. “A gente tem que valorizar estas pessoas. Elas não tiveram escolaridade, a grande maioria tem muito baixa escolaridade, e a partir do momento que você dá uma ferramenta pra elas, dá conhecimento e dá um certificado para elas, você muda a vida destas pessoas”, disse.

Biosseguridade reduz antibióticos na suinocultura

Controlar a disseminação de doenças na granja de suínos não é tarefa fácil, destacou o portal AgroLink nesta segunda-feira (20). E também não existe apenas uma solução para esse desafio. “A prevenção ainda é a forma mais eficaz de preservar a saúde dos animais por meio de uma estratégia concreta de biosseguridade”, explica Augusto Heck, gerente técnico comercial da Biomin, empresa de soluções naturais para alimentação. “A implementação de medidas de biosseguridade ainda impacta em outro assunto importante: o uso racional de antimicrobianos na produção animal”, complementa o especialista.  “Como forma de evitar a adoção de antimicrobianos, sejam eles promotores de crescimento ou terapêuticos, precisamos pensar de forma preventiva em como controlar os agentes disseminadores de doenças, dentro e fora da granja, garantindo o desempenho ideal dos animais. O uso de antibióticos como promotores de crescimento ou para o tratamento de infecções específicas via ração pode provocar mudanças na microbiota intestinal, resultando na emergência de cepas bacterianas resistentes”, explica Heck. A proteção do plantel começa antes mesmo de entrar na granja, com a adoção de um cinturão verde, barreira física formada por árvores não frutíferas, usadas para diminuir a incidência de agentes infecciosos pelo vento. “Também é preciso construir cerca de isolamento para impedir o acesso de outros animais, carros e pessoas que não passaram por procedimentos de higienização. Junto à cerca, é essencial ter estrutura, como vestiário ou escritório, na qual os profissionais colocam roupas e calçados de uso exclusivo para a granja, laváveis ou descartáveis. Na produção, a higiene pessoal é fundamental desde a escovação das unhas”, alerta. O sistema de tratamento de dejetos deve ficar fora da cerca de isolamento e a atenção à distância deve ser redobrada nos momentos de fertirrigação. Essa medida contribui para o controle de vetores de doenças, como moscas e roedores. “Somado a isso, é preciso estruturar um ambiente impróprio para a proliferação de vetores, com destaque para a limpeza e organização dos depósitos de ração. O combate direto também pode ser feito com o uso de ratoeiras e produtos químicos, desde que manuseados com cautela e seguindo orientações técnicas”, destaca Heck. O conjunto de medidas externas, aliado ao correto programa de vacinação e manuseio de animais doentes, colabora para um plantel mais saudável. “No caso do uso terapêutico, a utilização de antimicrobianos deve ser supervisionada por um médico veterinário e usada por curto período. Outro fator importante é escolher um antimicrobiano que não tenha princípios ativos em comum com a medicina humana, reduzindo assim o risco da resistência bacteriana”, pontua o especialista da Biomin.

Instrução Normativa estabelece padrões para a pesca ornamental

A Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou nesta segunda-feira (20) a Instrução Normativa Nº 10, que estabelece normas, critérios e padrões para o uso sustentável de peixes nativos de águas continentais, marinhas e estuarinas, com finalidade ornamental e de aquariofilia. O objetivo é equiparar o modelo de ordenamento pesqueiro com finalidade ornamental e de aquariofilia ao modelo de ordenamento da pesca alimentar, dando fim ao modelo antagônico vigente, no qual recursos pesqueiros com mesma origem tinham normas, critérios e procedimentos distintos. A nova norma passou por consulta pública e foi elaborada a partir de subsídios técnico-científicos fornecidos por pesquisadores especialistas na temática, de diferentes universidades do país. Entre os avanços para a atividade estão a pulverização da pressão de pesca sobre estoques naturais, o aumento da segurança jurídica, a recuperação e ampliação do mercado, a substituição da Guia de Transporte de Peixes Ornamentais- GTPON pela Nota Fiscal Eletrônica e a adoção de critérios consolidados para proibição de uso de espécies. As novas regras não serão aplicadas no caso de exposições, para fins de consumo alimentar de peixes vivos e de exposição de peixes vivos em aquários de visitação públicos e privados, zoológicos, mostras ou similares com finalidade didática, educacional ou científica. Em consonância com o Art. 3º, inciso I desta Instrução Normativa, em anexo lista oficial das espécies da fauna ameaçadas de extinção – peixes e invertebrados aquáticos. Para esclarecimentos de dúvidas sobre a IN, entre em contato por e-mail, através do endereço eletrônico: ornamentais.sap@agricultura.gov.br

NA IMPRENSA
Folha de S.Paulo – Em resposta aos EUA, laboratório de Wuhan nega ser fonte de novo coronavírus

Folha de S.Paulo – Veja as vacinas contra o coronavírus que já são testadas em humanos

Folha de S.Paulo – Macacos empinam pipa e nadam em piscina durante a quarentena na Índia

Folha de S.Paulo – Animais são adotados em meio à pandemia, e voluntários comemoram canil vazio nos EUA

O Estado de S.Paulo – Antiviral remdesivir detém avanço da covid-19 em macacos

O Estado de S.Paulo – Solidariedade durante a pandemia também ajuda animais de estimação

O Estado de S.Paulo – Recuo do PIB da China põe em xeque recuperação global

O Globo – Com pandemia, Bolsa exige faro apurado para oportunidades no longo prazo

Mapa – Instrução Normativa estabelece padrões para a pesca ornamental

Embrapa – Pecuária de precisão contribui para desenvolvimento de sistemas de produção sustentáveis e eficientes

Valor Econômico – Para conter coronavírus, JBS fecha frigorífico de suínos nos EUA

Valor Econômico – Produção de frango começa a ser reduzida

Valor Econômico – Com funcionários infectados, frigorífico fornecedor da BRF em Lajeado reduz produção em 40%

Valor Econômico – Marfrig anuncia doação de recursos para combate à covid-19 no Pará e no Amazonas

AgroLink – Preço do suíno vivo continua em queda

AgroLink – JBS fecha unidade de suínos nos EUA

AgroLink – Biosseguridade reduz antibióticos na suinocultura

AgroLink – Desempenho do ovo, na granja, na 16ª semana de 2020

AgroLink – Coronavírus impacta exportação de frango Halal

AgroLink – Alimentação específica para cordeiros recém-nascidos melhora produtividade do rebanho

AgroLink – Campo polui minimamente, diz especialista

G1 – Animais silvestres são vistos nas ruas durante isolamento pelo coronavírus

G1 – Pesquisadores da UFPB criam versões veganas de alimentos de origem animal

G1 – Onça é capturada na porta de residência no Umuarama, em Passos, MG

Anda – Policiais alimentam animais abandonados durante pandemia em Osasco (SP)

Anda – Vacina contra novo coronavírus pode vir das plantas

Anda – China proíbe vendas de animais silvestres, mas oferece incentivos fiscais para exportações

Anda – Para evitar abandonos, pet shop doa ração para animais de famílias carentes em MG

SBA – ABCZ prepara divulgação das avaliações genéticas de 14 milhões de animais

SBA – Cotação do boi gordo estável com negociações a R$ 195,00 por arroba

SBA – Exportações de frango no MS sobem 50% no primeiro trimestre de 2020

Canal Rural – Leite: com fechamento do comércio, indústrias reduzem produção de queijo

Canal Rural – Produtor aumenta em 6 mil litros a produção de leite com ajuda do Senar

Canal Rural – Mais lida: quarentena muda padrão de consumo e preço do boi gordo cai

Giro do Boi – Boi estressado esconde doença e dificulta diagnóstico

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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