Para vice-presidente Mourão, Mandetta ‘cruzou a linha da bola’ e ‘merecia cartão’  

//Para vice-presidente Mourão, Mandetta ‘cruzou a linha da bola’ e ‘merecia cartão’  
O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta terça-feira (14), que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, “cruzou a linha da bola” na entrevista no domingo (12) ao Fantástico, da TV Globo, quando disse que a população não sabe se deve acreditar nele ou no presidente Jair Bolsonaro. “Cruzar a linha da bola é uma falta grave no polo. Nenhum cavaleiro pode cruzar na frente da linha da bola”, explicou o vice. “Ele fez uma falta. Merecia um cartão”, continuou Mourão, primeiro convidado da série Estadão Live Talks, do jornal O Estado de S.Paulo. “(Mandetta) não precisava ter dito determinadas coisas”, disse o vice-presidente na entrevista a Alberto Bombig, editor da Coluna do Estadão, Eliane Cantanhêde, colunista do Estado, e Tânia Monteiro, repórter da Sucursal de Brasília.  Ao Fantástico, o ministro da Saúde cobrou uma “fala única” do governo nas orientações sobre o enfrentamento do novo coronavírus. “O brasileiro não sabe se escuta o ministro da Saúde, o presidente, quem é que ele escuta”, disse. A entrevista, como revelou o Estado, foi encarada por interlocutores e integrantes do Palácio do Planalto como uma provocação ao presidente, com quem trava uma guerra pública sobre medidas de enfrentamento ao novo coronavírus. Questionado, nesta terça-feira (14), se Mandetta foi “insubordinado”, como seria tratado no ambiente militar, Mourão respondeu: “Não digo que Mandetta foi insubordinado até porque estamos na vida civil. Apesar dele ter sido oficial do Exército, tenente médico, a vida seguiu diferente. As nuances na política são distintas da caserna.” Para o vice-presidente, as discordâncias entre Mandetta e Bolsonaro precisam ser resolvidas “intramuros”, e não via imprensa. Mourão afirmou ainda ser contra trocar de ministro da Saúde neste momento. “É uma decisão do presidente (tirar um ministro ou não). Eles ficam até que perdem a confiança do presidente. Existe muito tititi, mas julgo que o presidente não deve mudar ministro nesse momento. Cabe mais uma conversa ali, chamar ele e dizer para eles acertarem a passada, para que as coisas sejam discutidas intramuros e não via imprensa.” “O trabalho técnico da equipe da Saúde é considerado muito bom. Com a coordenação agora do centro de operações capitaneado por Braga Netto, também. É um trabalho muito setorial, envolve mais ministérios”. Para ele, Bolsonaro não é ‘tutelado’ por ministros militares ou por seus filhos Eduardo, Flávio e Carlos na condução da crise. “O que existe é um processo decisório. Compete a ele, de acordo com as observações feitas, tomar decisões.” Mourão afirmou que a crise do coronavírus está sendo politizada e disse que Bolsonaro tem “extrema preocupação” com a população desassistida. Para ele, a “politização” da crise é resultado da polarização política no País. “O vírus está sendo politizado. Está acontecendo em outros países do mundo. Fruto da polarização aqui no Brasil. O vírus tem sido usado desta forma. Não critico governadores, mas destaco aqui que o ex-presidente dos EUA Lyndon B. Johnson em 1964 teria declarado numa entrevista que se um homem, ao assumir a Presidência, não pode fazer o que julga correto, para que ser presidente?” O vice-presidente defendeu as “ações concretas” de Bolsonaro em detrimento das coisas que o presidente declara.

Mandetta avalia ‘submergir’ para sair do foco de crise do coronavírus

Nesta terça-feira (14), o jornal O Estado de S.Paulo divulgou que, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, avalia mudar sua conduta em relação ao presidente Jair Bolsonaro e deve submergir nos próximos dias para sair do foco da crise. Integrantes do Ministério da Saúde consideram que, embora tenha defendido orientações de órgãos internacionais de saúde, o ministro errou ao evidenciar as divergências com o presidente sobre a melhor estratégia de combate ao coronavírus no fim de semana. O sentimento na pasta, de acordo com seus interlocutores, é de arrependimento após a entrevista concedida ao “Fantástico”, da TV Globo, que fragilizou o apoio de militares e de seus pares na Esplanada dos Ministérios. Auxiliares de Bolsonaro, no entanto, veem com descrença o voto de silêncio do ministro. Isto porque, nas últimas semanas, Mandetta seguiu dobrando a aposta ao contrariar o presidente sobre temas como isolamento social e uso da cloroquina em pacientes do coronavírus mesmo após conversas que pretendiam apaziguar a relação. Neste momento, segundo pessoas com acesso ao gabinete presidencial, a situação de Mandetta segue indefinida. Ou seja, Bolsonaro continua insatisfeito com o ministro, mas ainda calcula a data e conveniência de uma demissão. De acordo com interlocutores do Planalto, Bolsonaro tem observando um ambiente mais favorável a ele, enquanto as críticas sobre a atuação de Mandetta começam a surgir com mais ênfase internamente. Na avaliação de um aliado, o presidente e o ministro, neste momento da crise, trocaram de papéis. Bolsonaro diminui o tom, enquanto Mandetta dobrou a aposta e “ficou falando sozinho.” Questionado sobre a entrevista ao Fantástico, o chefe do Executivo disse que não assiste à Rede Globo. Enquanto Bolsonaro defende flexibilizar medidas como fechamento de escolas e do comércio para mitigar os efeitos na economia do País, permitindo que jovens voltem ao trabalho, o ministro tem mantido a orientação da pasta para as pessoas ficarem em casa. A recomendação do titular da Saúde segue o que dizem especialistas e a Organização Mundial de Saúde (OMS), que consideram o isolamento social a forma mais eficaz de se evitar a propagação do vírus.

Coronavírus deve levar o mundo à maior recessão desde 1929

O mundo enfrenta uma crise de magnitude comparada à da Grande Depressão, de 1929, e o momento atual tem um nome dado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI): a Grande Paralisação, destacou o jornal O Estado de S.Paulo, nesta terça-feira (14). Segundo o FMI, o tombo atual é bem pior do que a crise de 2008 e pela primeira vez desde a década de 30 fará tanto economias avançadas quanto emergentes e países em desenvolvimento entrarem em recessão. Os efeitos econômicos da pandemia de coronavírus fizeram o fundo fazer revisões extraordinárias nas suas projeções. A expectativa dos economistas do FMI é de que atividade econômica mundial caia 3% em 2020. Para o Brasil, a previsão é de que a economia encolha 5,3% neste ano e cresça 2,9% em 2021. O Brasil terá um tombo maior e recuperação mais fraca do que a América Latina e Caribe. Em conjunto, países da região devem ter uma queda de 5,2% na atividade em 2020, com recuperação de 3,4% em 2021. A diferença na intensidade da recuperação fica mais gritante quando o País é comparado com economias avançadas. A projeção de crescimento do Brasil em 2020 é 7,5 pontos menor do que a estimativa de janeiro. No caso das economias avançadas, a diminuição na projeção é de 7,7 pontos porcentuais, com expectativa de encolhimento de 6,1% da atividade neste ano. Em 2021, no entanto, essas economias – que incluem Estados Unidos, zona do euro e Japão, por exemplo – crescerão 4,5%, uma alta de 2,9 pontos na comparação com a perspectiva de janeiro. O Brasil, por sua vez, deve crescer 2,9%, um aumento de apenas 0,6 pontos porcentual na comparação com as estimativas do início do ano. Os dados são parte do Panorama Econômico Global, relatório em que o Fundo divulga suas projeções. Desta vez, as 37 páginas tiveram lugar para agradecimento aos profissionais de saúde e defesa das medidas de distanciamento social como tentativa de conter a disseminação do vírus. As perspectivas do FMI para o Brasil são menos otimistas do que as do mercado financeiro e bem diferentes das do governo. No último relatório Focus, a projeção mediana do mercado para o PIB deste ano era de retração de 1,96%. O governo revisou há pouco menos de um mês as projeções e, já em meio às consequências da pandemia, não previu queda no crescimento, mas estabilidade, com 0,02% de resultado no PIB. Se confirmada a projeção do FMI, o País viverá sua pior recessão desde 1901. A retração mais alta registrada na história recente foi uma queda de 4,35% na atividade econômica em 1990, ano do Plano Collor I.

Para barrar projeto da Câmara, governo propõe socorro de R$ 127,3 bi a Estados e municípios

A área econômica do governo federal anunciou, nesta terça-feira (14), proposta de ajuda aos Estados e municípios no valor total de R$ 127,3 bilhões, envolvendo transferências diretas, recomposição de perdas de arrecadação, suspensão no pagamento de dívidas com a União, com a Caixa Econômica Federal e com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), informou o jornal O Estado de S.Paulo. De acordo com o governo, esse valor contempla iniciativas já divulgadas anteriormente, em março, no valor de R$ 49,9 bilhões, e novas medidas – que somam R$ 77,4 bilhões. A medida foi anunciada um dia após a Câmara dos Deputados ter aprovado um projeto que recompõe durante seis meses (entre maio e outubro), ao custo de R$ 89,6 bilhões, as perdas de arrecadação dos estados e municípios relacionadas com a pandemia do novo coronavírus e suspensão de dívidas com Caixa e BNDES. O texto ainda precisa ser aprovado pelo Senado Federal para ter validade. As novas medidas anunciadas nesta terça-feira (77.4 bilhões) são as seguintes: R$ 40 bilhões em transferências diretas, sendo R$ 19 bilhões para os estados e R$ 21 bilhões para os municípios; Suspensão de dívidas com a União de R$ 20,6 bilhões dos estados e de R$ 2 bilhões dos municípios; Suspensão de dívidas com a Caixa Econômica Federal e com o BNDES neste ano de R$ 10,6 bilhões dos estados e de R$ 4,2 bilhões dos municípios. As medidas anunciadas anteriormente (R$ 49, 9 bilhões) foram: Transferências de R$ 4 bilhões para os estados e de R$ 4 bilhões para os municípios para a área de saúde; Suplementação aos municípios de R$ 2 bilhões ao Serviço Único de Assistência Social; Recomposição de FPE, aos estados, de R$ 7,7 bilhões, e de FPM, aos municípios, de R$ 8,3 bilhões; Atraso no pagamento do PIS/Pasep e FGTS de R$ 1,6 bilhão para os estados e de R$ 2,3 bilhões para os municípios; Renegociação de dívidas com garantia da União de R$ 15 bilhões para os estados e de R$ 5 bilhões para os municípios. No projeto aprovado nesta segunda-feira (13), pela Câmara dos Deputados, está explicitado que os valores repassados pela União deverão ser aplicados pelos Estados e municípios exclusivamente em ações para o combate à pandemia de coronavírus. Para receber, Estados e municípios terão que comprovar a queda da arrecadação do Ministério da Economia, referentes aos meses de abril a setembro de 2020, em até 15 dias após o encerramento de cada mês. Se não comprovarem a tempo, nos meses de abril, maio e junho, receberão uma antecipação do auxílio de 10% da arrecadação dos impostos referentes aos meses de 2019.

SAÚDE NA IMPRENSA
Agência Senado – PEC do Orçamento de Guerra será votada na quarta-feira, definem líderes

Agência Senado – Anastasia apresenta substitutivo à PEC do Orçamento de Guerra

Agência Senado – Proposta garante assistência psicológica remota durante pandemia

Agência Senado – Davi: relatório sobre PEC do Orçamento de Guerra está bem fundamentado

Agência Senado – Créditos extraordinários contra coronavírus passarão direto pelo Senado

Agência Senado – Davi promete se posicionar sobre uso do fundo eleitoral no combate ao coronavírus

Agência Senado – Propostas querem ampliar fornecimento de bens e serviços essenciais

Agência Câmara – Propostas reorganizam trabalho dos profissionais de saúde durante pandemia

Agência Câmara – Projeto obriga todas as unidades de saúde a notificar casos de síndrome respiratória aguda

Agência Câmara – Plenário aprova ajuda a estados e municípios para compensar perda de arrecadação

Folha de S.Paulo – Mandetta admite erro em confronto, e Bolsonaro vê respaldo para demiti-lo

Folha de S.Paulo – Após ser deixado de lado, Casa Civil diz que Mandetta entra no grupo sobre economia no pós-coronavírus

Folha de S.Paulo – Distanciamento social intermitente pode ser necessário até 2022 se não houver vacina, diz estudo na Science

Folha de S.Paulo – Funcionários de laboratórios relatam longa jornada e falta até de freezer para testar coronavírus

Folha de S.Paulo – A pedido de Bolsonaro, Exército já fez 2,2 milhões de comprimidos de cloroquina e vai ampliar produção

Folha de S.Paulo – Obsessão com a cloroquina nasce da ignorância, medo e desespero

Folha de S.Paulo – O vírus só traz doença e morte

Folha de S.Paulo – Lei do coronavírus abre brecha para batalhas judiciais entre União, estados e municípios

Folha de S.Paulo – PEC do orçamento de guerra é vista como ‘PEC da Faria Lima’ por críticos

Folha de S.Paulo – Coronavírus provoca mortes em quase todas as regiões do estado de SP

Folha de S.Paulo – Coronavírus mata mais do que gripe em toda a década

Folha de S.Paulo – Veja quem é mais atingido pelo novo coronavírus no Brasil

Folha de S.Paulo – Estudo aponta que 85% dos brasileiros acham que rotina se normalizará em junho

Folha de S.Paulo – Bolsonaro quer forçar Mandetta a pedir demissão após ministro perder apoio entre militares

Folha de S.Paulo – Mandetta adota posição de enfrentamento a Bolsonaro desde ameaça de demissão; relembre

Folha de S.Paulo – Mandetta acredita que demissão pode trazer responsabilidade a Bolsonaro

Folha de S.Paulo – É hora de mais trabalho e menos entrevista, diz líder do PP em crítica a Mandetta

Folha de S.Paulo – Bolsonaro e Mandetta dividem conta política dos cadáveres que virão

Folha de S.Paulo – Ao ignorar base digital sobre Mandetta, Bolsonaro mostra fragilidade inédita

Folha de S.Paulo – ‘Grande paralisação’ levará economia global a pior recessão desde 29, diz FMI

Folha de S.Paulo – Amazonense cria cápsula de proteção para frear contágio do coronavírus em hospitais

Folha de S.Paulo – Governo recua e deixa de exigir que médico que antecipe formatura atue só contra coronavírus

Folha de S.Paulo – Técnico de enfermagem diabético e hipertenso sobrevive a Covid-19 e H1N1

Jornal Agora – Auxílio emergencial: saiba sacar e transferir o dinheiro pelo Caixa Tem

O Estado de S.Paulo – OMS pede que países que estão reduzindo quarentenas façam isso de forma cuidadosa e lista critérios

O Estado de S.Paulo – Mandetta ‘cruzou a linha da bola’ e ‘merecia cartão’, diz Mourão

O Estado de S.Paulo – Em 4 meses, veja como o coronavírus mudou o Brasil e o mundo

O Estado de S.Paulo – Estudo com cloroquina para covid-19 é interrompido por aumento de risco de complicações cardíacas

O Estado de S.Paulo – ‘Maior homenagem que vocês irão fazer é ficar em casa’, diz enfermeira da linha frente da covid-19

O Estado de S.Paulo – Mandetta avalia ‘submergir’ para sair do foco de crise do coronavírus

O Estado de S.Paulo – Coronavírus deve levar o mundo à maior recessão desde 1929

O Estado de S.Paulo – Para barrar projeto da Câmara, governo propõe socorro de R$ 127,3 bi a Estados e municípios

O Globo – Área da saúde necessita de apaziguamento

O Globo – Brasileiros são finalistas de festival de cinema ‘Saúde para todos’, da OMS

ANS – Coronavírus: 2ª Reunião Virtual da ANS focou nos cuidados com as gestantes e de seus familiares

Agência Saúde – Ministério da Saúde adquire mais 4,3 mil respiradores pulmonares

Agência Saúde – Ministério da Saúde monitora pesquisas sobre uso do plasma no tratamento de coronavírus

Agência Saúde – Tele-UTI ajudará médicos do SUS nos atendimentos do coronavírus

Agência Saúde – Saúde atualiza diariamente evidências sobre tratamento para COVID-19

Agência Saúde – Manaus será primeira cidade a receber profissionais de saúde

Agência Saúde – Brasil registra 23.430 casos confirmados de coronavírus e 1.328 mortes

Agência Brasil – Butantan recebe 726 mil testes de coronavírus vindos da Coreia do Sul

Agência Brasil – Governo federal reconhece estado de calamidade pública no Tocantins

Correio Braziliense – USP desenvolve teste de materiais para construção de máscaras

Correio Braziliense – Anvisa orienta abrigos sobre prevenção e controle à covid-19

Correio Braziliense – Remédio contra Ebola é eficaz para quebrar ciclo de replicação do Covid-19

Correio Braziliense – Campanha “Juntos contra o coronavírus” promove o cuidado à enfermagem

Jota – Sistemas de saúde inteligentes

Jota – Duelo entre Bolsonaro e Mandetta teve um primeiro round em 2016

G1 – 30% dos inscritos no CadÚnico não são habilitados a receber auxílio emergencial

G1 – Após derrota na Câmara, Bolsonaro pode editar MP para socorro a estados e municípios

G1 – ‘Psicológico é a pior parte no momento’, diz enfermeira que trabalha em UTI para pacientes com coronavírus em SP

G1 – Coronavírus: o que é a carga viral dos pacientes e por que ela coloca os profissionais de saúde em risco

G1 – A vida em tempos de coronavírus, abril de 2020; FOTOS

G1 – Pesquisadores da UFMG pedem R$ 1,5 milhão em doações para desenvolver teste rápido da Covid-19

G1 – Hospital de referência para tratar Covid-19 no Rio tem 90% dos leitos de UTI ocupados

G1 – Em três semanas, São Paulo tem mais internações por síndromes respiratórias que em todo o ano de 2019

_______________________
O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

No comments yet.

Leave a comment

Your email address will not be published.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Translate »