Pandemia já afeta produção de carne bovina

//Pandemia já afeta produção de carne bovina
A disseminação do novo coronavírus começou a afetar regiões produtoras de carne bovina do país de forma mais relevante, informou o Valor Econômico nesta quinta-feira (27). O impacto da doença sobre os frigoríficos, que até então estava mais concentrado nos polos de criação de suínos e aves, já levou à interdição de uma unidade. O Ministério Público do Trabalho (MPT) informou ontem que a Justiça determinou a interdição do abatedouro de bovinos da JBS em São Miguel do Guaporé (RO) até que a empresa faça testes em todos os funcionários para a detecção da covid-19. De acordo com o MPT, mais de 60% dos casos de coronavírus confirmados no município de Rondônia são de funcionários da JBS. Na última terça-feira (26), o boletim diário do governo estadual registrava 46 casos da doença em São Miguel do Guaporé. A população da cidade é de 23 mil, o que significa uma taxa de incidência de casos de 199,9 por 100 mil, em linha com a incidência registrada no Estado, de 196,5, e próxima do mesmo indicador em todo o país, que está em 186,2, de acordo com o Ministério da Saúde. Na decisão na qual determinou a interdição do frigorífico, o juiz Wadler Ferreira mencionou a doação de R$ 400 milhões que a JBS fará no Brasil para combater a doença. De acordo com o magistrado, o desembolso de R$ 300 mil para a realização de testes nos funcionários da unidade não causará “nenhum impacto financeiro, até porque este valor pode ser tirado justamente daquele que será doado”. Procurada, a JBS não fez comentários específicos sobre a decisão judicial, mas reiterou as medidas que vem adotando para proteger funcionários desde o início da pandemia. Entre as grandes indústrias de carne bovina do país, a JBS não é a única a registrar aumento de casos da covid-19. Em Araguaína, cidade de Tocantins que mais registra casos – quase 1,3 mil -, a Minerva realizou testes rápidos e detectou 55 casos suspeitos entre funcionários. Na planta, o grupo emprega 730 pessoas. Para evitar a disseminação do vírus, a companhia vem trabalhando em suas unidades com somente 70% de sua capacidade, em média. A Marfrig, segunda maior indústria, também registra casos. No complexo de Várzea Grande (MT), na região de Cuiabá, a companhia tinha, até segunda-feira, 25 casos confirmados. A companhia emprega 3 mil funcionários na unidade. Na segunda-feira, o MPT informou que conseguiu uma liminar obrigando a Marfrig a adotar medidas pra adequar as linhas de produção em todos os frigoríficos do grupo em Mato Grosso.

Investimento em manejo e sanidade garantem aumento de produção na pecuária brasileira

Os investimentos em saúde animal, nutrição, genética e gestão proporcionaram aumento de 6,3% no peso dos bovinos abatidos na última década, aponta o IBGE. “Porém, os ganhos poderiam ter sido maiores, pois a pecuária brasileira enfrenta vários desafios principalmente no controle parasitário. Um deles é a incidência de carrapatos, responsáveis por prejuízos superiores a R$ 12 bilhões por ano, com perdas significativas na produtividade do gado corte e de leite”, destaca Humberto Moura, gerente de produtos de animais de produção da Vetoquinol Saúde Animal. Um exemplo sintomático é o Rio Grande do Sul, que tem excelente genética e boa produtividade, porém sofre intenso impacto dos parasitas, especialmente os carrapatos, destacou o portal AgroLink nesta quinta-feira (28). Em 2019, segundo dados do IBGE, o estado abateu carcaças de 219,86 kg de peso médio, abaixo da média nacional: 252,46 kg. “Os bovinos abatidos em São Paulo tiveram, na média, 50 kg a mais do que os animais abatidos no Rio Grande do Sul”, informa o prof. Thiago Carvalho (CEPEA/USP). Para Humberto Moura, as infestações por carrapatos representam, em geral, um dos principais desafios de evolução sanitária da pecuária de corte e leite nacional. “Estes ectoparasitas estão presentes em quase todo território brasileiro, cada estado possui suas características epidemiológicas, tipos de animais (raças) e manejos, o que traduz numa maior ou menor carga parasitária no decorrer do ano, porém, independente desses fatores, os tratamentos com baixa eficácia podem a levar os carrapatos a cenários de resistência, elevando o gral de prejuízos ao pecuarista. Por isso, a recomendação é que na prática seja estabelecido um Programa de Controle, e não se limitar a tratamentos esporádicos, quando há alta infestação. Somente assim, evolui o controle dos carrapatos”, recomenda Moura. O gerente de produtos para animais de produção da Vetoquinol destaca que há no mercado novas tecnologias com alta performance para combater os carrapatos. Ele recomenda Fiprotack®, carrapaticida de aplicação pour-on, que mata e seca os carrapatos presentes no animal e também inibe o desenvolvimento das formas jovens que saem da pastagem e sobem no gado. “Fiprotack apresenta uma nova tecnologia (Nanotech®) porque une dois princípios ativos importantes (Fipronil e Fluazuron), ambos em alta concentração para o controle efetivo dos carrapatos com dupla ação sinérgica. Além disso, tem a vantagem do baixo período de carência: apenas 29 dias para o abate”, explica Humberto Moura. Com Fiprotack® os animais ficam protegidos e livres dos carrapatos por mais tempo, enquanto a baixa carência possibilita que a carne chegue à mesa dos consumidores com mais segurança para o consumo. “Se você pecuarista possui problemas com carrapato em seu rebanho, a Vetoquinol Resolve, pois são tecnologias como essa que ajudam a pecuária a crescer como na última década”, finaliza o gerente de produtos da Vetoquinol.

Cavalos serão explorados em pesquisas sobre medicamento contra o coronavírus

Nesta quinta-feira (28), o portal Anda divulgou que, cavalos serão explorados em pesquisas semelhantes realizadas em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. O objetivo dos pesquisadores é criar um soro hiperimune a partir dos anticorpos retirados do sangue de cavalos expostos, de maneira controlada, ao vírus inativo. No Rio de Janeiro, a pesquisa será realizada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com o Instituto Vital Brazil (IVB), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Universidade Federal Fluminense (UFF) e o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), com apoio da Faperj, do CNPq, da Capes e da Finep. Os dez primeiros cavalos terão o vírus injetado nesta semana. Segundo informações do jornal GaúchaZH, caso o sistema de defesa dos cavalos produza anticorpos, eles serão analisados pelos cientistas do Laboratório de Virologia Molecular da UFRJ para que se descubra se esses anticorpos conseguirão impedir a multiplicação do coronavírus e se a quantidade de anticorpos produzida pelos cavalos é suficiente. Não se sabe, porém, se a pesquisa obterá sucesso – caso obtenha, os anticorpos serão usados no medicamento contra a Covid-19. Essa incerteza, porém, expõe mais uma realidade da pesquisa científica: animais são explorados sem que sequer exista qualquer certeza sobre eficácia. O médico norte-americano Ray Greek já alertou: “a pesquisa científica com animais é uma falácia”. Sem qualquer compromisso com a causa animal, o especialista milita contra os testes por acreditar que eles atrasam o desenvolvimento da ciência. “A falácia nesse caso é de que devemos testar essas drogas primeiro em animais antes de testá-las em humanos. Testar em animais não nos dá informações sobre o que irá acontecer em humanos. Assim, você pode testar uma droga em um macaco, por exemplo, e talvez ele não sofra nenhum efeito colateral. Depois disso, o remédio é dado a seres humanos que podem morrer por causa dessa droga. Em alguns casos, macacos tomam um remédio que resultam em efeitos colaterais horríveis, mas são inofensivos em seres humanos. O meu argumento é que não interessa o que determinado remédio faz em camundongos, cães ou macacos, ele pode causar reações completamente diferentes em humanos. Então, os teste em animais não possuem valor preditivo. E se eles não têm valor preditivo, cientificamente falando, não faz sentido realizá-los”, explicou o médico. Em Minas Gerais, um estudo semelhante será realizado pela Fundação Ezequiel Dias (Funed). A pesquisa foi aprovada pelo Programa Emergencial de Apoio a Ações de Enfrentamento da Pandemia Causada pelo Novo Coronavírus, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). Cinco cavalos serão explorados num primeiro momento.

Projeto de Lei visa proibir corte de energia e água em abrigos de animais

De acordo com publicação do portal Anda desta quinta-feira (28), o deputado federal Célio Studart (PV-CE) protocolou, na terça-feira (26), o Projeto de Lei 2926/20, que visa proibir a interrupção do fornecimento de energia elétrica, gás, água e de serviços de telecomunicações em abrigos de proteção animal durante a pandemia de Covid-19. Na justificativa da proposta, o parlamentar destaca que, desde o surgimento dos primeiros casos de coronavírus no Brasil, houve, em consequência do medo e da desinformação, um grande aumento dos índices de abandono e maus-tratos a animais. Logo há o entendimento de que o trabalho de ONGs e instituições representa ações de solidariedade e de dedicação feitas pela sociedade civil para amparar animais que, de outra forma, vagariam por centros urbanos, à mercê de maus-tratos. A Associação Animais Aumigos, por exemplo, uma das entidades mais atuantes de Salvador (BA), diariamente, recebe entre 60 e 100 pedidos de resgate. São mensagens que chegam pelo WhatsApp, e-mail, telefone e redes sociais de pessoas que tiram animais das ruas e precisam deixá-los sob tutela dos abrigos. Segundo o projeto, “a continuidade do fornecimento dos serviços públicos de energia elétrica, gás, saneamento básico e telecomunicações é medida que se impõe para a manutenção do trabalho das pessoas que, na ausência do poder efetivo do Estado, colaboram para o equilíbrio ambiental e sanitário dos municípios brasileiros”. “Enquanto muitas pessoas ainda procuram formas de garantir minimamente suas subsistências, outros compartilham o pouco que têm com a defesa intransigível desses seres inocentes”, afirma Célio na justificativa do projeto. Vale lembrar também que o Senado aprovou esta semana o PL 669/2019, de autoria do senador Weverton (PDT-MA), que proíbe o corte de água e energia elétrica nos finais de semana e em feriados.

NA IMPRENSA

Embrapa – Sistemas de produção sustentáveis de carne é um dos temas da Embrapa que será apresentado ao vivo na Agrotins

Embrapa – Agrotins 2020: Embrapa apresenta bons resultados no primeiro cultivo de tilápia em tanque-rede no estado

G1 – #Achameupet mostra animais de estimação desaparecidos em Goiás

G1 – Famílias que perderam o emprego não têm como alimentar seus animais

G1 – Associação defensora dos animais de Londrina está pedindo ajuda

G1 – Protetores recebem doação de 1 tonelada de ração para alimentar animais abandonados em Petrópolis, no RJ

G1 – Pandemia diminui doações e coloca em risco reserva ambiental no AP com mais de 300 animais

Valor Econômico – Pandemia já afeta produção de carne bovina

Valor Econômico – BRF busca manter oferta ajustada às curvas da demanda

AgroLink – Investimento em manejo e sanidade garantem aumento de produção na pecuária brasileira

AgroLink – Goiás passará a exportar carne bovina para a Tailândia

AgroLink – Preços da arroba estão sustentados pelo mercado externo

AgroLink – Embrapa apresenta bons resultados no primeiro cultivo de tilápia em tanque-rede no estado

AgroLink – Mercado do boi gordo firme

AgroLink – Mato Grosso: piora na relação de troca com a reposição

AgroLink – Recuo no preço do sebo bovino

AgroLink – Produtor não deve sofrer com impacto negativo no preço do boi gordo

Anda – Cavalos serão explorados em pesquisas sobre medicamento contra o coronavírus

Anda – PL visa proibir corte de energia e água em abrigos de animais

Anda – Em dia quente, cão abandonado caminha com balde na boca para pedir água

Anda – Cão em situação de rua com ferimento na cabeça precisa de resgate em SP

Anda – Número de aves lesionadas por linhas com cerol aumenta no RJ durante quarentena

Anda – ‘Só eu sei a minha dor’, diz tutor de cachorro morto a tiros pela polícia

Anda – Mutilados e feridos, galos explorados em rinhas são resgatados em MS

Anda – Meiga e dócil, poodle idosa abandonada precisa de adoção em São Paulo

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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