Pacientes relatam demora da Anvisa na liberação de medicamentos importados; agência alega alta demanda
O advogado Herberto Alfonso, de 58 anos, enfrenta dificuldades para receber o Kimmtrak (tebentafusp), medicamento utilizado no tratamento de melanoma ocular metastático, diagnosticado em setembro de 2025. Embora o remédio tenha chegado ao Brasil em 26 de setembro, a remessa ainda aguardava liberação sanitária da Anvisa em 13 de outubro, apontou reportagem da Folha de S. Paulo. Como o plano de saúde e o hospital não assumiram a importação, Alfonso precisou organizar a compra como pessoa física, com auxílio de uma empresa especializada. Diante da demora, abriu protocolos, acionou a ouvidoria da Anvisa, enviou manifestações à CGU e solicitou prioridade, mas recebeu orientações para aguardar a tramitação normal. O caso reflete um problema mais amplo: especialistas relatam que liberações de medicamentos importados, antes concluídas em dois ou três dias, passaram a levar semanas. A Anvisa atribui a demora ao aumento expressivo da demanda nos últimos seis meses, especialmente por medicamentos não regularizados no país, e afirma que pedidos com justificativa médica de urgência podem ter prioridade. Desde outubro de 2025, a agência centralizou as análises em um novo sistema digital, com o objetivo de padronizar procedimentos e identificar falhas documentais. No entanto, profissionais do setor apontam que a mudança aumentou a burocracia e os atrasos. Pacientes sem acesso ao tratamento pelo SUS ou pelo plano de saúde podem recorrer à Justiça ou custear a importação. Especialistas destacaram que o processo exige conhecimentos técnicos e envolve fornecedores internacionais, operações financeiras e transporte especializado, dificultando a iniciativa individual de pessoas gravemente enfermas. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Anvisa abre Consulta Pública sobre proposta de regulamentação do Sandbox Regulatório
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu consulta pública para receber contribuições sobre a proposta de Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) que dispõe sobre o funcionamento do Ambiente Regulatório Experimental (Sandbox Regulatório) no âmbito da Agência, comunicou o portal da agência. A iniciativa representa mais uma etapa na construção do modelo de sandbox regulatório da Anvisa, após a aprovação do Relatório de Análise de Impacto Regulatório (AIR) pela Diretoria Colegiada durante a 18ª Reunião Ordinária Pública (ROP) de 2026. O objetivo da Consulta Pública 1.427/2026 é ampliar o debate sobre a proposta de regulamentação e reunir contribuições técnicas e fundamentadas que possam aperfeiçoar o texto normativo antes de sua deliberação final pela Diretoria Colegiada. O sandbox regulatório é um ambiente controlado e supervisionado que permite a realização de testes de soluções inovadoras sujeitas à vigilância sanitária, em condições específicas e por prazo determinado. A proposta em consulta estabelece as diretrizes e regras gerais para o funcionamento desse ambiente regulatório experimental na Anvisa, incluindo aspectos relacionados à governança, critérios de seleção, autorização temporária, monitoramento, gestão de riscos, salvaguardas e encerramento dos ciclos de experimentação. A iniciativa integra a Agenda Regulatória 2026-2027 da Anvisa, no Tema nº 1.6, “Estabelecimento de modelo de Ambiente Regulatório Experimental (Sandbox Regulatório) para a Anvisa”. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Planos terão nova cobertura obrigatória em novembro após seis mudanças no rol da ANS
Os planos de saúde terão uma nova obrigação de cobertura a partir de 3 de novembro, pouco mais de um mês depois da entrada em vigor de seis mudanças no rol da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), informou o portal Saúde Insider. A próxima exigência é a colangioscopia com litotripsia a laser ou eletro-hidráulica, procedimento utilizado no tratamento de cálculos biliares complexos. As alterações de outubro alcançam diferentes áreas da assistência médica e estabelecem critérios específicos de cobertura. Entre elas estão o DIU hormonal para pacientes com endometriose que atendam às condições da ANS e a mamografia digital sem restrição de idade ou gênero, desde que haja indicação médica. As operadoras devem observar as novas regras nas autorizações e na disponibilização dos atendimentos. A atualização inclui a anfotericina B lipossomal para o tratamento ambulatorial da leishmaniose visceral, doença infecciosa também conhecida como calazar. O rituximabe passa a ter cobertura ampliada para a manutenção do tratamento de pacientes com vasculite associada a anticorpos Anca. Já o adalimumabe foi incluído para crianças a partir de 2 anos e adolescentes com diagnóstico confirmado de uveíte não infecciosa ativa. A sexta alteração contempla a elastografia hepática ultrassônica para pacientes com colangite biliar primária e suspeita ou diagnóstico de fibrose ou cirrose hepática. A diretriz prevê a realização do exame para diagnóstico inicial, estadiamento ou acompanhamento da doença. As cinco tecnologias previstas na RN 680 foram atualizadas após recomendações da Conitec. A mudança na mamografia digital seguiu processo próprio de revisão da ANS. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Quase 3 em cada 10 crianças e adolescentes têm hipertensão, aponta levantamento feito em escolas de 3 estados brasileiros
Quase três em cada dez crianças e adolescentes avaliados em escolas brasileiras apresentam hipertensão arterial, condição frequentemente associada à população adulta, destacou matéria do portal G1. O dado faz parte de um levantamento do projeto Brasil Coração Saudável, que analisou a saúde de mais de 6 mil estudantes de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo. Segundo os resultados, 28,3% dos participantes foram classificados com hipertensão e outros 11,6% com pré-hipertensão. Os números chamam a atenção não apenas pela frequência de alterações na pressão arterial, mas também pela associação com o excesso de peso, identificado em aproximadamente um terço dos estudantes. Entre crianças e adolescentes de 7 a 18 anos com obesidade, 48,4% apresentaram hipertensão, proporção mais que duas vezes superior à registrada entre aqueles classificados como eutróficos, ou seja, com peso considerado adequado (22,6%). A diferença se torna ainda mais expressiva entre adolescentes de 15 a 18 anos: nesse grupo, 60,5% dos participantes com obesidade apresentaram hipertensão, contra 23,4% daqueles com peso adequado. O levantamento também identificou outros indicadores relacionados à saúde cardiovascular e ao estilo de vida dos estudantes. Os dados integram a análise descritiva da primeira fase do projeto Brasil Coração Saudável, que reuniu 6.092 crianças e adolescentes de 38 escolas, examinados entre 3 de junho e 7 de outubro de 2026. De acordo com a publicação, os resultados são descritivos e não representam, necessariamente, a realidade de todas as crianças e adolescentes brasileiros. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
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