Ozonioterapia e células-tronco para tratamento de animais

//Ozonioterapia e células-tronco para tratamento de animais
Um avanço na Medicina Veterinária pode definir as novas resoluções do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) que regulamentam os tratamentos à base de ozonioterapia e células-tronco para animais de estimação, destacou o Blog E+ do jornal O Estado de S.Paulo nesta segunda-feira (26). Apesar de as resoluções nº 1363 e 1364 serem publicadas apenas agora no Diário Oficial da União, as técnicas já eram utilizadas como objeto de pesquisa e em tratamentos alternativos. A boa notícia é que, a partir de agora, as terapias estão regulamentadas e os médicos-veterinários podem exercê-las como práticas clínicas para tratar animais. Os resultados sempre se mostraram eficientes. Para tratar as queimaduras nas patas de onças pintadas feridas nos incêndios recentes do Pantanal, por exemplo, os médicos-veterinários do Instituto No Extinction (NEX), de Corumbá (GO), utilizaram ozonioterapia e células-tronco para cuidar dos ferimentos. A fêmea resgatada, batizada de Amanaci (deusa da Chuva, em tupi-guarani), vem sendo tratada com células-tronco para regenerar os tecidos e músculos das patas queimadas. O macho Ousado já voltou para casa, esta semana, e foi solto no Parque Estadual Encontro das Águas, no Pantanal. Para se recuperar, ele passou por sessões de laser e de ozônio. Para as terapias com ozônio ou células-tronco, os profissionais devem contar com o respaldo técnico que indique segurança e eficácia para o tratamento da doença, além da dose e via indicada, seja de forma isolada, adjuvante ou complementar. As resoluções definem que a indicação, a prescrição e o uso de células-tronco e ozonioterapia em animais são atividades clínicas privativas dos médicos-veterinários, que são responsáveis pela utilização de equipamentos e materiais apropriados e devidamente registrados nos órgãos competentes. “Comprometida com a inovação e a transparência, a atual gestão do conselho estabeleceu o diálogo com os profissionais que têm atuado pelo progresso da Medicina Veterinária e, com responsabilidade e conhecimento, estamos modernizando nossos normativos para garantir segurança jurídica a todos que trabalham com ética, zelo e compromisso pela saúde e bem-estar dos animais”, destaca o médico-veterinário Francisco Cavalcanti, presidente do CFMV. As resoluções entram em vigor em 3 de novembro e os procedimento devem ser expressamente autorizados pelo proprietário, responsável ou tutor do animal. Os profissionais devem usar o termo de consentimento, conforme diretrizes da Resolução CFMV nº 1321, de 24 de abril de 2020.

Pesquisa investiga transmissão de covid-19 entre homens e animais

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) quer saber qual o risco de transmissão da covid-19 entre humanos e animais de estimação, informou a Agência Brasil nesta segunda-feira (26). Para obter a resposta, a instituição coordena uma pesquisa nacional que vai avaliar cerca de mil animais, cujos donos tiveram diagnóstico positivo para o novo coronavírus, confirmado por exame laboratorial. Sob coordenação do professor Alexander Welker Biondo, os pesquisadores farão testes gratuitos, por swab (coleta de amostra viral de orofaringe e nasofaringe) e sorológico, em cães e gatos em cinco capitais brasileiras: Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Recife (PE) e São Paulo (SP). Serão dois momentos de avaliação, com amostras biológicas coletadas com intervalo médio de sete dias, entre animais cujo tutor esteja em isolamento domiciliar, com diagnóstico confirmado. Para ter mais informações sobre participação na pesquisa, o interessado pode enviar um e-mail para covid19@ufpr.br. Além de cumprir cumprir todos os requisitos, deve informar seu número de celular, e-mail, nome do tutor e do animal e especificar se é cão ou gato. A equipe do projeto entrará em contato o mais rapidamente possível. Os selecionados serão orientados sobre procedimento para a coleta de amostras. Eles também serão informados sobre os aspectos envolvidos no estudo e, caso concordem com o protocolo da pesquisa, devem assinar o termo de consentimento livre e esclarecido e responder a um questionário para determinar as características ambientais e outros fatores associados à infecção nos animais. Os resultados dos testes serão informados aos tutores ou familiares através de contato telefônico e pela emissão de laudo eletrônico, que será enviado por e-mail ou aplicativo de comunicação. Em caso positivo, os demais animais da residência também serão testados . Além disso, os familiares serão orientados a estabelecer o acompanhamento veterinário por 14 dias, intensificando medidas de higiene e proteção individual e coletiva. O estudo brasileiro será o primeiro do gênero em um país tropical, já que algo semelhante só foi desenvolvido na Itália, segundo a UFPR. Segundo o professor Biondo, aquele país trabalhou com uma amostra de 817 animais. Nenhum foi positivo no PCR, mas 3.4% dos cães e 3.9% dos gatos apresentaram anticorpos contra o SARS-CoV-2. A definição do número amostral levará em conta o total de indivíduos positivos no trimestre anterior à coleta, considerando aproximadamente 10% do total de casos em humanos.

Diagnóstico traz panorama da brucelose e tuberculose animal no país

A Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou, na última sexta-feira (23), o diagnóstico situacional do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT) e a classificação das unidades da Federação quanto ao risco das duas doenças. “O documento traz um panorama da doença no Brasil com intuito de verificar o desenvolvimento do programa e a sua situação atual em cada unidade da Federação, possibilitando estabelecer ações diferenciadas e estratégias eficientes nas diferentes realidades do país”, explica a gestora nacional do PNCEBT, Janice Barddal. Instituído em 2001, o PNCEBT visa o controle e a erradicação da brucelose e tuberculose bovina e bubalina, causadas por bactérias das espécies Brucella abortus e Mycobacterium bovis, respectivamente. Recentemente o programa foi revisto pela Instrução Normativa nº 10/2017, que estabeleceu como estratégia de atuação a classificação das unidades da Federação quanto ao grau de risco para a brucelose e a tuberculose e a definição de medidas de defesa sanitária animal a serem adotadas, a partir de plano de ação elaborado pelo Serviço Veterinário Estadual e aprovado pelo Departamento de Saúde Animal, possibilitando o avanço nas ações para o controle e a erradicação das doenças. A classificação para a brucelose e a tuberculose é definida por meio da combinação de classes e níveis. As classes (A a E) são determinadas pelas prevalências das doenças nos estados e os níveis (0 a 3) são definidos levando-se em consideração a execução das ações de defesa sanitária animal, propostas em plano de ação. Neste primeiro momento, as unidades federativas serão classificadas apenas quanto à classe, uma vez que a definição dos níveis depende da prévia apresentação e aprovação dos planos de ação. “A classificação das unidades da Federação de acordo com a prevalência, juntamente com o Diagnóstico Situacional, tornam possível a elaboração de planos de ação para o combate a brucelose e a tuberculose, com conhecimento e sustentação técnica e científica, utilizando de forma racional e eficiente os recursos públicos e privados, evitando o desperdício de tempo e os prejuízos econômicos e de saúde pública”, destaca Barddal.

Após Câmara aprovar, prefeito veta liberação da entrada de animais em hospitais públicos de Campinas

O prefeito de Campinas (SP), Jonas Donizette, decidiu vetar totalmente o projeto de lei sobre a liberação da entrada de animais de estimação em hospitais públicos da cidade. O texto, destinado à presidência da Câmara de Vereadores, com as razões para a negativa, foi publicado na edição do Diário Oficial da última sexta-feira (23). Segundo o G1 a proposta teve sua primeira votação em março deste ano. Aprovada, foi também aceita pelos parlamentares no segundo pleito, em 1 de outubro. Em transmissão ao vivo nesta sexta, o prefeito explicou que recebeu orientações do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) para não autorizar a implementação da regra na cidade. O motivo principal foi a pandemia do novo coronavírus. A cidade já soma 36.798 casos positivos, sendo 1.305 mortes. “É um senso comum. A gente está vivendo o momento de pandemia. Vou autorizar entrada de animal em hospital?”, questiona Donizette. “Não é possível que nesse momento de pandemia isso seja feito. Temos muito respeito a toda causa animal, às terapias que envolvem animais, temos convênio importante com equoterapia, para cuidar principalmente de crianças com autismo. É uma questão sanitária, e neste momento não é possível a permissão.”, reforça o secretário de Saúde, Carmino de Souza. Na publicação, o prefeito esclareceu que “razões de ordem constitucional recomendam o veto total à proposição”, e destacou a falta de definição legal de regras claras e procedimentos médicos, sanitários e administrativos a serem seguidos. Também pontuou que os hospitais deveriam ter locais específicos para permitir esse acolhimento. “[…] de acordo com o Departamento de Vigilância em Saúde do Município, apesar de todos os benefícios evidenciados pela terapia com os animais, ainda existem muitas dúvidas e receios por parte dos profissionais de saúde e familiares, notadamente entre as crianças com câncer, devido ao estado de imunossupressão que favorece o aparecimento de infecções oportunistas.”, destaca o texto. A prefeitura ressaltou que é a favor da causa animal em outras vertentes. Criou o estatuto do animal, Samu animal, além de serviços de microchipagem e castração.

NA IMPRENSA

Agência Brasil – Pesquisa investiga transmissão de covid-19 entre homens e animais

Folha de S.Paulo – Pesquisa investiga Covid-19 em pets e analisa animais em cinco capitais

Folha de S.Paulo – ‘Passo mais tempo com eles do que com minha família’: o veterinário que dedica a vida a cuidar de elefantes doentes

Folha de S.Paulo – Milhares de leões-marinhos são encontrados mortos na Namíbia após ‘aborto em massa’

Folha de S.Paulo – Jacqueline Sato diz que Encantadores de Pets é vitrine para incentivar adoção de animais

O Estado de S.Paulo – Ozonioterapia e células-tronco para tratamento de animais

O Estado de S.Paulo – Tribunal condena hotel na serra gaúcha a pagar R$ 171 mil a jardineiro atacado por avestruz durante o trabalho

O Estado de S.Paulo – Petlove anuncia fusão com a Doghero e avança no setor de serviços

O Globo – Fiocruz investiga transmissão de Covid-19 por animais no Rio

O Globo – Animais queimados no Pantanal são tratados com cicatrizante de farmacêutica do Rio

O Globo – Cinco cuidados na hora de viajar com o seu animal de estimação

O Globo – Fiocruz pesquisa morcegos e outros animais em floresta do Rio para impedir novas pandemias

Mapa – Diagnóstico traz panorama da brucelose e tuberculose animal no país

G1 – O que criadores de gado e frigoríficos fazem para evitar o desmatamento na Amazônia

G1 – Por que tem tanto gado na Amazônia?

G1 – Aumento dos custos preocupa produtores rurais no interior de SP

G1 – Clima eleva custo da criação de bois em SP, mas preço da arroba compensa produtores

G1 – Zoológico da Cidade da Criança volta a funcionar aos fins de semana e feriados após 7 meses de quarentena por causa da Covid-19

G1 – Primeiro ninho de vespas assassinas é encontrado e destruído nos EUA

G1 – Polícia pede interdição de hotel para animais em que cachorros foram maltratados no ES

G1 – Veterinária chama atenção ao adotar mini cabra como animal de estimação em apartamento no interior de SP

G1 – Após Câmara aprovar, prefeito veta liberação da entrada de animais em hospitais públicos de Campinas

Valor Econômico – Joint venture de Marfrig e ADM na área de proteínas vegetais começa formalmente a operar

Valor Econômico – Importações chinesas de carnes cresceram 63% em setembro

Valor Econômico – JBS vai inaugura confinamento para 12 mil bois em Mato Grosso

AgroLink – Boi gordo tem nova alta na semana

AgroLink – MS exporta 26% mais frango, mas receitas cresceram apenas 6,96%

AgroLink – RS: recordes do suíno vivo seguem sendo registrados semanalmente

AgroLink – Leite subiu 22% acima da média dos últimos cinco anos

AgroLink – Aurora compra nova unidade de aves

AgroLink – Tecnologia gera economia e produtividade em camarão

AgroLink – Carne bovina: alta de preços no atacado com osso

AgroLink – Cooperativa expande produção de ração animal

AgroLink – Mercado do boi gordo firme

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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