O que deve avançar na saúde e quais as demandas do setor para o próximo governo Lula
O governo Lula deve dar continuidade aos projetos iniciados na área da Saúde, com destaque para o tratamento do câncer, a implantação de hospitais inteligentes e a ampliação do atendimento especializado, destacou matéria do site Futuro da Saúde. A expectativa é que Alexandre Padilha permaneça no Ministério da Saúde e Ana Estela Haddad retorne à Secretaria de Informação e Saúde Digital. Entre as prioridades estão a revisão da Tabela SUS, a continuidade do programa Agora Tem Especialistas e a possível oferta de medicamentos para emagrecimento pelo SUS, ainda em avaliação pela Conitec. Também há demandas pela redução do tempo entre a incorporação de novas tecnologias e sua disponibilização aos pacientes, além do fortalecimento do diagnóstico e do tratamento oncológico. A indústria farmacêutica e de dispositivos médicos defende o fortalecimento da Anvisa, da ANS e do INPI, com autonomia técnica e financeira, recomposição de equipes e modernização dos processos regulatórios. O setor também reivindica investimentos em inovação e renovação das linhas de crédito do BNDES. A ampliação do orçamento da Saúde será um desafio diante das pressões por ajustes fiscais. O governo também precisará negociar com um Congresso mais oposicionista e enfrentar disputas sobre a destinação de emendas parlamentares. Além disso, Lula deverá indicar novos dirigentes para a Anvisa e a ANS, em um cenário de negociações políticas e cobranças por maior transparência. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Governo publica novos PCDTs para tratamento do câncer no SUS
O Ministério da Saúde publicou nesta quarta-feira, 28, 16 Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDTs) para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), informou o site Futuro da Saúde. Os documentos incluem câncer de mama, mieloma múltiplo, linfoma de Hodgkin, câncer epidermoide de cabeça e pescoço, carcinoma de esôfago, carcinoma diferenciado da tireoide, neoplasia maligna epitelial de ovário, adenocarcinoma de próstata, melanoma cutâneo, adenocarcinoma de estômago, entre outros. O PCDT de câncer de mama, até então o único publicado no âmbito da atualização prevista pela Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer, também passou por revisão. As portarias, datadas de 20 de outubro, integram um conjunto de 18 atos normativos que incluem ainda dois protocolos de uso de tecnologias e duas diretrizes de rastreamento. A atualização está relacionada à Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer, instituída pela Lei nº 14.758/2023, que estabeleceu a adoção dos PCDTs como referência para a assistência oncológica. Anteriormente, parte das orientações para o tratamento do câncer era organizada por meio das Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas (DDTs). Além dos protocolos de tratamento, as portarias publicadas incluem as Diretrizes Brasileiras do Rastreamento do Câncer de Cólon e Reto e a segunda parte das Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer de Colo do Útero, voltada à avaliação, ao tratamento e ao acompanhamento de mulheres com alterações identificadas no rastreamento. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Anvisa aprova cinco novas canetas emagrecedoras de GLP-1
A Anvisa (Agencia Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou, na manhã dessa quinta-feira (29), a aprovação de cinco novos medicamentos com GLP-1, informou a CNN Brasil. As canetas emagrecedoras à base de liraglutida e semaglutida estão ligadas ao tratamento de diabetes e obesidade ao controlar a glicose no sangue e o apetite. As canetas emagrecedoras chegaram ao Brasil e fevereiro de 2016, após a Anvisa aprovar o uso de medicamentos com liraglutida (inicialmente com o medicamento Saxenda para o controle crônico do peso). Desde então, a Anvisa já aprovou 20 canetas em 2026. As canetas aprovadas são: Aribet (liraglutida): indicado para tratamento de diabetes. Registro concedido à empresa Farma Vision Importação e Exportação de Medicamentos Ltda, com fabricação da empresa indiana Biocon; Lyrza (liraglutida): indicado para tratamento de obesidade, em conjunto com exercícios físicos e mudança na alimentação. Registro concedido à empresa Farma Vision Importação e Exportação de Medicamentos Ltda, com fabricação da empresa indiana Biocon; Wylovol (liraglutida): indicado para tratamento de obesidade, em conjunto com exercícios físicos e mudança na alimentação. Registro concedido à empresa Farma Vision Importação e Exportação de Medicamentos Ltda, com fabricação da empresa indiana Biocon; Embeltah (semaglutida): indicado para tratamento de diabetes. Registro concedido à empresa Dr.Reddys Farmacêutica do Brasil Ltda, com fabricação da empresa indiana OneSource Specialty e Sevema (semaglutida): indicado para tratamento de diabetes- registro da empresa Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A, com fabricação da empresa indiana OneSource Specialty. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
Grupo de trabalho avança no debate sobre inclusão de novos serviços de saúde no Farmácia Popular
O Ministério da Saúde realizou, na última terça-feira (27), a segunda reunião do Grupo de Trabalho (GT) para a Modernização do Programa Farmácia Popular do Brasil. O encontro, promovido por videoconferência, debateu propostas para expandir os serviços de saúde voltados ao cuidado e acompanhamento de pessoas com doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, comunicou o portal do órgão. A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, destacou que a modernização busca aproximar o programa das necessidades reais dos cidadãos, para além da dispensação de medicamentos. Nesse sentido, a comissão analisou a viabilidade da adoção de procedimentos que abrangem, inicialmente, o monitoramento da pressão arterial; a aferição da glicemia capilar e a avaliação antropométrica, método que permite verificar o estado nutricional da pessoa a partir de medidas de peso e altura. As discussões levaram em conta as necessidades de saúde da população e os critérios para que esses atendimentos sejam realizados com segurança, qualidade e integração com a rede de assistência à saúde. A ampliação da assistência à saúde também considerou exames como o perfil lipídico e a hemoglobina glicada, essenciais para avaliar o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. A definição dos públicos elegíveis, a periodicidade dos atendimentos e outros aspectos operacionais seguem em discussão no GT. A reunião contou com a participação de representantes da sociedade civil, da indústria, do Conselho Federal de Farmácia e da Anvisa. Para acessar a matéria completa, clique aqui.
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