Novo protocolo para fornecedores de gado da Amazônia reforça Projeto Boi na Linha

//Novo protocolo para fornecedores de gado da Amazônia reforça Projeto Boi na Linha
Nesta quinta-feira (25), o Valor Econômico divulgou que, o Projeto Boi na Linha, desenvolvido pela ONG Imaflora com apoio do Ministério Público Federal e participação da indústria de carne, além de outras organizações da sociedade civil, redes varejistas e investidores, colocará em prática a partir do dia 1º de julho o novo Protocolo de Monitoramento dos Fornecedores de Gado, um conjunto unificado de regras para nortear a compra de animais na Amazônia pelos frigoríficos. Além de fechar o cerco contra pecuaristas que ainda desmatam, o protocolo também tem por objetivo impulsionar a implantação de boas práticas na criação e o bem-estar animal, e poderá se tornar uma ferramenta importante no combate ao avanço da atividade em terras indígenas e a condições precárias de trabalho. Enormes desafios, que só serão alcançados com o avanço da rastreabilidade dos rebanhos amazônicos — apenas no Pará são cerca de 20 milhões de cabeças. Em apresentação virtual promovida pelo Imaflora no início deste mês, o procurador da República Daniel Azeredo lembrou que o novo protocolo é parte de um processo de ordenamento da bovinocultura amazônica iniciado em 2009 e que já obteve muitos resultados positivos nos últimos anos. Mas que seu lançamento acontece em um momento particularmente delicado, tendo em vista que o desmatamento da Amazônica voltou a aumentar a taxas alarmantes. “Não é preciso haver conflito entre produzir e preservar o ambiente”, afirmou Azeredo. Com investimentos em novas tecnologias, observou, é possível inclusive obter ganhos consideráveis de produtividade sem que a floresta seja sacrificada. E, por mais que, segundo ele, a pecuária não seja nem de longe a responsável pelo reaquecimento do desmate — papel reservado a grileiros e madeireiros ilegais, entre outros criminosos —, o novo protocolo reforçará o Projeto Boi na Linha, padronizará questões técnicas e facilitará o cumprimento dos Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) firmados por frigoríficos. Nesse sentido, Azeredo destacou dois pontos: em primeiro lugar, a ampliação da oferta de imagens de satélites que podem ser usadas pelos frigoríficos para monitorar seus fornecedores; e o estabelecimento de “tetos de produtividade” para as propriedades. O procurador concorda que o monitoramento já é muito eficiente no caso dos fornecedores diretos da indústria da carne, mas afirmou que os fornecedores indiretos — aqueles que vendem o gado para outro criador que o repassa aos frigoríficos — ainda são um problema grave. “A imensa maioria dos produtores cumpre suas obrigações. Mas é preciso unir forças para o controle e a regulação de toda a cadeia produtiva”, disse ele durante a apresentação desta quinta-feira (25). O procurador também chamou a atenção para o fato de o incremento dos índices de desmatamento da Amazônia, que em abril bateu novo recorde mensal, ter provocado uma série de ameaças de embargos a produtos brasileiros por parte de países e clientes no exterior.

Parceria dá início a teste de eficiência alimentar em touros Angus

A Associação Brasileira de Angus e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) dão mais um passo para formação de rebanhos referência em eficiência alimentar. Nesta quarta-feira (23), 18 exemplares de touros da raça, oriundos de 11 propriedades, iniciam a fase de adaptação do Teste de Eficiência Alimentar promovido pela parceria. Os últimos reprodutores para completar o grupo chegaram nas instalações de confinamento da Embrapa Pecuária Sul, em Bagé (RS), na segunda-feira (22). A prova, que terá duração de 90 dias, avaliará o Consumo Alimentar Residual (CAR), o ganho de peso, a Área de Olho de Lombo (AOL), a Espessura de Gordura Subcutânea na Picanha (EGP), a Espessura de Gordura Subcutânea de Costela (EGS), o perímetro escrotal e outras características dos animais. Segundo Mateus Pivato, médico veterinário e gerente de Fomento da Angus, o objetivo do teste é identificar animais mais eficientes, ou seja, que comem menos e têm um aproveitamento melhor do alimento. “A avaliação desta característica é importante para a pecuária do futuro, a qual visa animais com melhor eficiência alimentar, produtividade e, consequentemente, melhor lucratividade dentro das porteiras”, afirma. O teste será dividido em duas etapas, onde os animais receberão alimentação à vontade e terão o consumo individual medido. Na primeira, os exemplares passarão por adaptação alimentar e estrutural do local da prova, com duração de 20 dias. Já na segunda fase, durante 70 dias, serão avaliadas características como o CAR. Para Renata Suñé, pesquisadora da Embrapa Pecuária Sul e uma das coordenadoras da prova, o teste deve permitir que a empresa venha a contribuir com o crescimento da raça Angus e com o desenvolvimento da bovinocultura de corte no Brasil. “É importante para o produtor avaliar e descobrir touros jovens mais promissores em termos de eficiência alimentar, auxiliando a pecuária na economia dos recursos nutricionais para beneficiar o meio ambiente e trazer maior rentabilidade ao criador”, reforça. Participam da prova exemplares da Cia Azul Agropecuária, GAP Genética e Rincón Del Sarandy, todas de Uruguaiana (RS); LS Guarita, Cabanha Santo Antão e Fazenda Reconquista, de Alegrete (RS); além de Progresso do Tarumã, de Manoel Viana (RS), Fazenda da Barragem, de Dom Pedrito (RS), Fazenda Sinuelo, de Aceguá, Tólio’s Farm, de Formigueiro (RS), e Cabanha Santa Nélia, de Jaguarão (RS). “Todos os animais e proprietários são vencedores, pois estão dando grande contribuição para a pesquisa e a associação na identificação de reprodutores jovens com características de qualidade que irão proporcionar avanços para a raça e a pecuária”, afirma Renata.

Projeto investe em cooperação com setor produtivo para inovação na caprinocultura e ovinocultura

Superar, por meio da inclusão tecnológica, os principais desafios para a produção sustentável de carne, leite e produtos derivados da caprinocultura e ovinocultura e apoiar as cooperativas de modo a favorecer a geração de renda para produtores rurais no Semiárido brasileiro. Esta é a perspectiva do projeto Agronordeste Agroindústria, ação integrada da Embrapa e da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – com financiamento da SAF, do Projeto Dom Hélder Câmara e do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) – no âmbito do programa Agronordeste, destacou a Embrapa nesta quarta-feira (24). E, para isso, o projeto aposta em um modelo de inovação com compartilhamento de conhecimentos e informações junto a diversos atores do setor produtivo. Nos próximos dois anos, o projeto atuará em quatro polos produtivos de cinco estados nordestinos, compondo uma rota de apoio tecnológico de mais de 3.000 km, com meta de fazer a promoção da inovação por meio da disseminação de conhecimentos, capacitando, de forma direta, 550 técnicos e produtores multiplicadores, além da montagem de 20 unidades de referência tecnológica. As capacitações já tiveram início nesta semana, com um curso de atualização tecnológica para técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Nos territórios, estes multiplicadores experimentarão o uso de soluções tecnológicas diversas desenvolvidas pela Embrapa, de acordo com a natureza das demandas locais. Entre as possibilidades previstas estão o serviço AssessoNutri, para formulação de dietas de custo acessível; a Técnica Embrapa de Inseminação Artificial em Caprinos; o plantio de forrageiras adaptadas ao Semiárido; o aplicativo Orçamento Forrageiro, para gerenciar recursos alimentares aos rebanhos; o Controle Integrado de Verminose; os modelos de sistemas agroflorestais e ILPF para a Caatinga; as boas práticas para ordenha e para fabricação de produtos lácteos; os programas de melhoramento genético de rebanhos – Capragene e Genecoc; o manejo sanitário orientado a partir das informações da plataforma CIM Zoossanitário; as ferramentas voltadas para gestão da produção do Centro de Inteligência e Mercado de Caprinos e Ovinos; a produção de lácteos a partir de tecnologias da Embrapa; as orientações para cortes especiais de carnes ovina e caprina. O projeto pretende desenvolver um modelo de inovação tecnológica que contemple o engajamento conjunto e o compartilhamento de conhecimentos entre atores diversos do setor produtivo. A ideia é atuar em rede para adaptar escalonar soluções tecnológicas para resolver os principais gargalos tecnológicos, criando uma grande onda de inovação que vá se disseminando em outros polos produtivos. Uma primeira etapa de mobilização foi realizada no mês de maio, com reuniões realizadas de forma remota (online), que envolveram produtores rurais, técnicos extensionistas e representantes de cooperativas, associações e agroindústrias dos territórios do Cariri Paraibano, Sertão Pernambucano, Sertão dos Inhamuns (CE), Bacia do Jacuípe (BA) e Vale do Itaim (PI). Nas reuniões, foram destacados os eixos principais de atuação da Embrapa em cada território, a partir de demandas identificadas.

Vacinação contra febre aftosa atinge 99,15% do rebanho de Mato Grosso

Os pecuaristas de Mato Grosso finalizaram a vacinação contra a febre aftosa no dia 10 e a comunicação ao Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (INDEA-MT) no dia 20 de junho, informou o portal AgroLink nesta quinta-feira (25). Bovinos e bubalinos de todas as idades foram imunizados, chegando a 99,15% do rebanho de 30 milhões de cabeças e a 96,7% dos estabelecimentos rurais. “Os resultados foram excelentes e este percentual é muito importante porque garante a sanidade do gado e da carne produzida em Mato Grosso. Mesmo com todas as restrições pela pandemia, os servidores do INDEA-MT tomaram os cuidados necessários e conseguimos um resultado melhor que no período do ano anterior. Isso significa que a parceria entre iniciativa privada, governo e uma boa gestão no órgão púlico possibilita números tão favoráveis”, afirma César Miranda, secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso. A partir de agora, os técnicos do INDEA-MT começam a fase de busca pelos estabelecimentos inadimplentes, que são 3,34% de 107 mil propriedades rurais. “O baixo percentual é resultado de um intenso trabalho de divulgação, educação sanitária, fiscalização, pactuação com as partes envolvidas e irrestrito apoio dos produtores rurais, que se mostraram comprometidos e mais uma vez alcançaram excelentes resultados para a pecuária mato-grossense”, afirma o diretor técnico do INDEA-MT, Renan Tomazele. A etapa de vacinação contra a febre aftosa foi estendida neste ano para 55 dias para que não houvesse aglomeração na compra das vacinas e nem na comunicação ao INDEA-MT. Como estratégias no período da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o Instituto também descentralizou os atendimentos de forma itinerante em assentamentos rurais e barreiras sanitárias na fronteira com a Bolívia. Também viabilizou a comunicação remota por e-mail, propiciando comodidade e segurança ao pecuarista. Todos os bovinos e bubalinos foram envolvidos nesta etapa da vacinação, exceto a microrregião do Baixo Pantanal Mato-grossense e zona do bloco I na região Oeste do Estado.

NA IMPRENSA

Folha de S.Paulo – Cientistas revertem sintomas de Parkinson em ratos com técnica de edição genética

Folha de S.Paulo – Sem turistas, onças-pintadas se aproximam de passarelas no Pantanal

Folha de S.Paulo – Caçadores clandestinos são detidos após matar gorila prateado em Uganda

O Estado de S.Paulo – Macacos na Tailândia tomam conta de cidade-santuário em meio à pandemia

O Estado de S.Paulo – Esqueceram o elefante na sala

G1 – Canil Municipal de Juiz de Fora arrecada doações para 600 animais abandonados

G1 – Site de apostas inova, cria ‘corrida’ de tubarões e surpreende organização que rastreia os animais

G1 – Aproveite para adotar um animal mais velho na quarentena

G1 – Veterinária explica como a mudança de rotina pode afetar os pets durante a quarentena

G1 – Animais também sofrem por causa do uso excessivo de produtos de limpeza

G1 – Urbes registra imagens de animais soltos em ruas de Sorocaba

Valor Econômico – Novo protocolo para fornecedores de gado da Amazônia reforça Projeto Boi na Linha

Valor Econômico – Unidade de Passo Fundo (RS) da JBS volta a ser interditada

CNA – Produtores de Riachão do Dantas já doaram mais 700 litros de leite

Embrapa – Parceria dá início a teste de eficiência alimentar em touros Angus

Embrapa – Projeto investe em cooperação com setor produtivo para inovação na caprinocultura e ovinocultura

AgroLink – Saúde das aves depende de equilíbrio intestinal

AgroLink – Projeto investe em cooperação com setor produtivo para inovação na caprinocultura e ovinocultura

AgroLink – Dia 26 tem roda de conversa sobre Mercado do Leite

AgroLink – Mitos e Verdades sobre o leite de vaca

AgroLink – Importação de carnes pela China aumenta 46,7% em maio

AgroLink – Vendas no outono tem avaliação positiva entre criadores de Hereford e Braford

AgroLink – Preços da arroba bovina seguem firmes

AgroLink – Comercialização da carne suína mantém preços em alta

AgroLink – Como calcular a reposição do rebanho

AgroLink – Vacinação contra febre aftosa atinge 99,15% do rebanho de Mato Grosso

AgroLink – Fazenda diminui área de pecuária e aumenta 30% da produção

Anda – Cães e gatos precisam de cuidados especiais no inverno

Anda – Animais serão explorados em rodeio em meio à pandemia após MP se negar a proibir evento

Anda – Carne de ursos mortos por caçadores é vendida em restaurante na Albânia

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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