Nova linha do BNDES cresce como opção ao Moderfrota

//Nova linha do BNDES cresce como opção ao Moderfrota

Lançada em março, a linha do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar investimentos tornou-se uma alternativa para os produtores que não conseguiram acessar o Moderfrota, principal opção de empréstimo para a compra de máquinas agrícolas prevista no Plano Safra, destacou o Valor Econômico nesta segunda-feira (14). Batizada de BNDES Crédito Rural, a nova linha do banco é mais cara que o Moderfrota, que tem juros subsidiados pelo governo. Em contrapartida, ela tem prazo maior para pagamento e permite financiar o valor total do item. Com demanda elevada, os R$ 6,5 bilhões do Moderfrota esgotaram-se menos de seis meses após o Plano Safra 2020/21 entrar em vigor. O aporte adicional de R$ 740 milhões não foi suficiente para dar conta da procura. O BNDES Crédito Rural, que continuará à disposição em 2021, tem três opções de juros – taxa fixa do BNDES (6,2%), TLP (1,83% em dezembro) ou Selic (2%) -, mais 0,95% ao ano e limite de spread de 2,1%. Para a aquisição de máquinas, a carência é de dois anos e o prazo para pagar, de dez. O Moderfrota, por sua vez, tem taxa fixa anual de 7,5% e prazo de pagamento de até sete anos, no caso de produtores que faturam até R$ 45 milhões por ano. O valor financiável é de até 85%. No ciclo 2020/21, o Ministério da Economia destinou R$ 11,5 bilhões para equalização de juros, dos quais R$ 8,63 bilhões para investimento, o que inclui o Moderfrota. A demanda por operações de investimento com juros equalizados aumentou 32% de julho a outubro, para R$ 12 bilhões. Com o estrangulamento das linhas do Plano Safra, o novo produto de crédito do BNDES liberou R$ 1 bilhão de março a outubro, dos quais R$ 910 milhões foram para a compra de máquinas agrícolas, em um total de 2.746 contratos. O restante foi para financiar itens como armazéns e infraestrutura das propriedades.

 ‘Este é o ano verde do agro no registro de defensivos biológicos’, diz Mapa

O recorde de registro de defensivos biológicos em 2020 foi tema do programa Direto ao Ponto deste domingo (13). Segundo o Canal Rural  até o início deste mês, 76 produtos dessa categoria foram aprovados pelo Ministério da Agricultura (Mapa), resultado 76,7% superior ao verificado em 2019, quando houve registros. O maior interesse dos produtores pelos produtos biológicos, suas vantagens, formas de produção, tipos de registro e peculiaridades na aplicação foram abordados no programa. O entrevistado da semana foi o coordenador de Agrotóxicos e Afins do Mapa, Bruno Breitenbach. “A gente está verificado que no campo o produtor rural vem adotando essa tecnologia com muita ênfase. Sem sombra de dúvidas, este é o ano verde da agricultura nacional, naquilo que se refere a registros de produtos de baixo impacto”, avaliou o coordenador do Ministério da Agricultura. Bruno Breitenbach afirmou que esse aumento nos pedidos de registros e a maior demanda pelos defensivos biológicos estão associados às condições climáticas do país, à alta tecnologia aplicada à agricultura nacional. “Os investimentos nesse tipo de tecnologia têm aumentado muito. Então, não há dúvidas que o Brasil, se não for já, será, num futuro muito próximo, uma referência em biotecnologia aplicada em agricultura”, destacou. Além da sustentabilidade, Breintebach esclareceu que os produtos biológicos e microbiológicos têm a vantagem de poderem ser aplicados em qualquer cultura. Essa mesma situação não ocorre com os pesticidas químicos. Os produtos biológicos também necessitam de um tempo para registro inferior ao dos defensivos químicos. Segundo o coordenador do Mapa, isso acontece porque se tratam de produtos de baixo impacto, e a legislação determina prioridade nas análises para aprovação. Enquanto uma molécula nova de um produto química leva de 6 a 7 anos para ser registrada, o biológico não passa de 14 meses, de acordo com Bruno Breitenbach.

Pesquisadores encontram solução biológica para acabar com o ácaro rajado nas lavouras

O ácaro rajado é uma praga comum e que traz muita dor de cabeça para o agricultor. Para enfrentar o problemas, pesquisadores estão criando um controle biológico com predadores dele, informou o G1 neste domingo (13). A técnica tem ajudado produtores de morango e flores do interior de São Paulo. Ácaros são pequenos em tamanho, mas grandes em quantidade, e existem milhares de espécies no mundo, sendo que algumas delas vivem no campo. A olho nu, é difícil notar a presença deles, mas os estragos são visíveis. “Mais de mil espécies de plantas são atacadas por esse ácaro, e , em algo em torno de umas 150 culturas, ele causa prejuízos significativos. No Brasil, ele causa danos severos em algodão, feijão, ornamentais, rosa, crisântemo e pêssego”, explica Mário Sato, agrônomo do Instituto Biológico de São Paulo. Antigamente, só existia um jeito de acabar com uma infestação de ácaro rajado, o controle químico com agrotóxicos, mas, de uns anos para cá, os produtores contam com um novo aliado, os ácaros predadores, que funcionam como controle biológico. A oferta de produtos biológicos vem crescendo no país. Há 10 anos, o país tinha apenas 21 defensivos disponíveis e, atualmente, são 265.

Cota adicional de importação de etanol sem tarifa expira e não deverá ser renovada

A cota para importação isenta de etanol de países de fora do Mercosul, criada sob medida para os produtores americanos em setembro para agradar o presidente Donald Trump em plena corrida eleitoral, perde a validade nesta segunda-feira (14) e não há sinais de que será renovada. O Itamaraty não obteve avanços nas negociações para ampliar a entrada de açúcar brasileiro nos Estados Unidos, e a derrota de Trump nas eleições americanas esfriou de vez as conversas sobre o assunto. A cota aprovada em setembro pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) permitiu a importação de 187,5 milhões de litros de etanol isentas da Tarifa Externa Comum (TEC) de 20% por 90 dias, um adendo à cota anual de 750 milhões de litros que havia vencido no fim de agosto. O setor produtivo brasileiro, a bancada ruralista e o Ministério da Agricultura eram contra a cota, por duvidarem de alguma contrapartida concreta dos americanos para mais essa concessão. O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, bancou a benesse aos EUA e convenceu o presidente Jair Bolsonaro a aprovar a importação. A atuação da diplomacia agora joga a favor dos produtores brasileiros, que avaliam como previsível o resultado da extensão da importação de etanol. Fontes ouvidas pelo Valor Econômico relatam que a criação da cota foi um voto de confiança ao Itamaraty, mas que sabiam que as negociações para a exportação de açúcar ou para a definição do percentual de mistura do biocombustível à gasolina nos EUA não andaria.

NA IMPRENSA

Agência Senado – Prevenção e sustentabilidade são recomendações da Comissão do Pantanal

Agência Senado – Projeto de lei prevê linha de crédito para agricultores no Pantanal

Agência Câmara – Frente Ambientalista faz balanço e traça perspectivas para 2021 com deputados estaduais

O Estado de S.Paulo – Agro 2020: sucesso na produção e apreensão na área fiscal

O Estado de S.Paulo – Rabobank faz investida em cooperativas do agro

O Estado de S.Paulo – Exportador brasileiro pode lucrar com saída do Reino Unido da União Europeia

G1 – Especialistas dão dicas de como cultivar uma horta em casa

G1 – Aumento no custo de materiais de construção encarece investimentos nas propriedades rurais

G1 – Saiba como coletar terra para análise de solo

G1 – Pesquisadores encontram solução biológica para acabar com o ácaro rajado nas lavouras

G1 – Cooperativa do Paraná reparte R$ 139 milhões de lucro entre agricultores associados

G1 – Produtores de MS aceleram as vendas antecipadas de soja

Valor Econômico – Cota adicional de importação de etanol sem tarifa expira e não deverá ser renovada

Valor Econômico – Produção de etanol de milho deve dobrar no país este ano

Valor Econômico – Nova linha do BNDES cresce como opção ao Moderfrota

Valor Econômico – Camil investe R$ 40 milhões em nova fábrica em Osasco

Valor Econômico – Exportações de uva recuaram na semana passada, mas preço interno subiu, diz Cepea

Valor Econômico – Recuperação das agroindústrias desacelerou em outubro, diz FGV

Mapa – Mapa apresenta principais ações realizadas em 2020

CNA – Agro pelo Brasil encerra programação de 2020 com debates, gastronomia e cultura

CNA – Agro pelo Brasil debate manejo de pragas e uso de tecnologias na produção de cacau

Embrapa – Projetos da Emater/Ascar-RS buscam sustentabilidade socioeconômica e ambiental da araucária

Embrapa – Avanços em conservação e melhoramento genético são discutidos em evento sobre Araucária

AgroLink – Inseticida biológico controla 85% no controle da cigarrinha-do-milho

AgroLink – Pinhão: alimento funcional e versátil é destaque em evento

AgroLink – Palestra aborda histórico da pesquisa com araucária

AgroLink – Novos desafios no fazer pedagógico marcaram o ensino agrícola em 2020

Jota – A tributação dos Créditos de Descarbonização – CBios

JUS – INDEA reconheceu a nulidade do auto de infração ambiental. Entenda!

Nova Cana – Nova cana transgênica é protegida contra a broca-da-cana e tolerante ao glifosato

Folha Max – Busca por transporte aéreo triplica em MT

Agro Revenda – Rodrigo Iafelice lidera Perfect Flight

Canal Rural – ‘Este é o ano verde do agro no registro de defensivos biológicos’, diz Mapa

Canal Rural – Brasil já plantou 93,5% da área de soja e diminuiu o atraso

Canal Rural – Lei Kandir: Câmara pode votar nesta segunda regras para compensação aos estados

Globo Rural – Atraso causado por corte de verbas atingiu todas as áreas, diz presidente da Embrapa

Portal do Agronegócio – Exportador brasileiro pode lucrar com Brexit

Portal do Agronegócio – Plantio de soja vai a 95% no Brasil; chuvas melhoram

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