Norma estabelece as boas práticas de manejo na produção comercial de suínos

//Norma estabelece as boas práticas de manejo na produção comercial de suínos

 

A regulamentação das boas práticas de manejo em granjas de suínos de criação comercial, visando o bem-estar dos animais, foi publicada nesta sexta-feira (18) no Diário Oficial da União. Segundo o Mapa a Instrução Normativa nº 113 busca estabelecer os parâmetros que sirvam de guia para a cadeia produtiva e agentes fiscalizadores. O Brasil é o 4º maior produtor e exportador de carne suína, produzindo 3,963 milhões de toneladas e exportando 750 mil toneladas, sendo um dos principais players globais, atrás apenas dos Estados Unidos, União Europeia e Canadá em termos de exportação. De acordo com a Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), atualmente existem 1,1 mil empresas que gerem a atividade da suinocultura no país, abrigando mais de 30 mil produtores rurais. A norma aborda os principais pontos que permitirão melhorar o grau de bem-estar dos animais, gerando melhores respostas imunológicas e uso racional de medicamentos. O objetivo é orientar os produtores quanto às melhores alternativas para promover uma suinocultura cada vez mais sustentável e competitiva, proporcionando uma melhora gradual e contínua da atividade. Outro foco importante é a agregação de valor aos produtos pecuários por meio da adoção das boas práticas ora normatizada. Entre as evoluções da cadeia produtiva, propõe-se trabalhar formas de alojamento mais sustentáveis que reduzam o estresse oriundo da superlotação e da falta de atividade inerente ao comportamento da espécie, bem como o estabelecimento de um manejo sanitariamente mais seguro. Como a normativa também prevê investimentos na reestruturação de granjas, cujas despesas serão arcadas pelos produtores rurais, o prazo concedido para estas adequações foi de 25 anos. Assim respeita-se o tempo de depreciação das granjas e amortização de eventuais compromissos financeiros já constituídos. As orientações estão alinhadas com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) para a produção de suínos, dando respaldo para exportações e negociações internacionais, além de niveladas com as demandas nacionais em relação ao tema.

Projeto BiogásFORT® da Embrapa Suínos e Aves é premiado pelo Ministério do Meio Ambiente como uma das melhores práticas de sustentabilidade do país

O projeto BiogásFORT®: Inovação energética para agregação de valor de resíduos por meio da mobilidade com biometano, da Embrapa Suínos e Aves, foi reconhecido como uma das melhores práticas de sustentabilidade do país na oitava edição do Prêmio A3P (Agenda Ambiental na Administração Pública) promovido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). O BiogásFORT® ficou em terceiro lugar na categoria “Uso sustentável dos recursos naturais”. Em segundo lugar, foi escolhido o “Bosque da Justiça”, do Tribunal de Justiça do Estado do Acre. O vencedor foi o Instituto Federal de Santa Catarina – Campus Gaspar, com “Protagonismo jovem: a pesquisa como ferramenta para uma formação cidadã”. A cerimônia na manhã desta quinta-feira (17) foi realizada de maneira on-line devido à pandemia causada pelo coronavírus e pode ser assistida na íntegra no canal do MMA no YouTube. O BiogásFORT® foi lançado em outubro de 2018 durante solenidade em comemoração aos 43 anos da Embrapa Suínos e Aves. A Unidade de Produção de Biometano aproveita o biogás gerado a partir dos dejetos suínos das granjas como combustível veicular. O BiogásFORT® fornece combustível para o veículo que atende as demandas externas da Embrapa Suínos e Aves na cidade. A tecnologia é semelhante à usada em veículos movidos a GNV. A Unidade de Produção de Biometano da Embrapa Suínos e Aves é a primeira em Santa Catarina e uma das primeiras no Brasil nesta escala. A produção é feita a partir dos dejetos suínos gerados nas granjas da Unidade e passam pela Estação de Tratamento de Dejetos Suínos – ETDS. O diferencial também está em um biofiltro, que faz o processo de purificação. O processo de biofiltragem, que remove enxofre do biogás, foi resultado de pesquisas anteriores com o apoio da Eletrosul. De acordo com o pesquisador Airton Kunz, chefe de pesquisa e desenvolvimento, o biometano apresenta a vantagem de ser um combustível gerado a partir de fonte renovável, substituindo a fonte fóssil. O processo segue regulamentações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e atende diversos compromissos com a produção de energia a partir de fontes renováveis. Um deles está vinculado ao Objetivo de Desenvolvimento Estratégico – ODS 7 – Energia Limpa e Acessível. O projeto executivo da Unidade de Produção de Biometano da Embrapa Suínos e Aves tem a parceria da Janus & Perguer e Kemia.

Filipinas retiram embargo a importações de carne de frango do Brasil, diz associação

As Filipinas retiraram o embargo sobre as importações de carne de frango do Brasil, disse a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) nesta quinta-feira (17), informou o G1. O país asiático havia imposto a proibição em agosto, após a China ter encontrado traços do coronavírus em um carregamento de asas de frango. De acordo com ABPA, a decisão foi comunicada esta semana em um memorando emitido pelo Departamento de Agricultura das Filipinas. O Ministério da Agricultura disse que foi notificado oficialmente sobre a retirada do embargo. “O Brasil prestou todos os esclarecimentos e demonstramos a confiabilidade do produto brasileiro, e que barreiras sem fundamento técnico científico, sem qualquer esclarecimento e demonstrações, não são bases para um embargo, comentou o presidente da associação, Ricardo Santin. Com a retirada total das restrições, a ABPA espera que o nível das vendas para o mercado filipino retome patamares equivalentes ao registrado antes da suspensão. Segundo a associação, o mercado filipino era um dos principais destinos do produto brasileiro na Ásia. No ranking geral, estava entre os 12 principais importadores, para onde foram enviadas cerca de 2% do total exportado pelo Brasil no primeiro semestre deste ano (43,8 mil toneladas). Logo após o embargo, em agosto, o Ministério da Agricultura informou que as autoridades filipinas não chegaram a notificar oficialmente o Brasil sobre a proibição, e nem fizeram qualquer contato prévio solicitando informações sobre o episódio na China. Na ocasião, o governo brasileiro questionou a restrição e ameaçou recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC).

China abre perspectivas para sorgo e milho brasileiros

A China deverá usar pelo menos 300 milhões de toneladas de grãos para a composição de ração nos anos 2030. Isso abre uma nova janela para o Brasil, destacou a coluna Vaivém da Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (17). Líderes mundiais em importações de soja, os chineses vão se tornar também grandes compradores de milho, de sorgo, de cevada e de trigo. Com solos bastante variados, o Brasil poderá avançar na produção de todas essas culturas e, assim como já faz com soja, abocanhar uma parte ainda maior do mercado internacional de grãos. O apetite chinês, agora voltado para outros grãos, gera um crescimento firme no consumo interno do país asiático, provoca um patamar recorde de importação e eleva preços. Esses devem ser os novos pontos de equilíbrio a serem levados em consideração para os grãos usados na composição de ração na China até 2030, conforme um relatório do Rabobank, banco especializado em agronegócio. O aumento da demanda chinesa de grãos tem como base uma recomposição da suinocultura no país, devastada pela febre africana suína, a partir de meados de 2018. Além disso, para reduzir o déficit de proteínas, os chineses estão apostando muito em um aumento da produção na avicultura. Das safras 2020/21 a 2025/26, o consumo de grãos deverá ter elevação de 3,3% ao ano. Já na segunda metade da década, a evolução será de 1,5%. Esse recuo na taxa ocorre devido a uma evolução na genética dos animais, a uma melhora na taxa de conversão dos alimentos, a uma maior produtividade e a um possível recuo no consumo de proteínas. Para melhorar a produção e elevar a oferta interna de grãos, a China deverá fazer mudanças na política agrícola. Uma delas será o aumento ou a liberação da cota de importação de milho, hoje em 7,2 milhões de toneladas por safra. A demanda poderá chegar a 30 milhões de toneladas.

 NA IMPRENSA

Correio Braziliense – “Besta louca” que habitou o Brasil tinha dentes de coelho e patas de crocodilo

Folha de S.Paulo – China abre perspectivas para sorgo e milho brasileiros

O Estado de S.Paulo – Doria dá resposta a Bolsonaro e lança ‘Ceagesp digital’

O Globo – Moradora denuncia matança de gambás na Ilha da Gigoia

G1 – Filipinas retiram embargo a importações de carne de frango do Brasil, diz associação

G1 – Biden nomeia deputada indígena para cargo de secretária do Interior; escolhida já criticou Bolsonaro

G1 – Imazon diz que desmatamento na Amazônia subiu 23% em novembro e bateu recorde mensal dos últimos 10 anos

G1 – Após casos de esporotricose animal, CCZ de Manaus alerta para cuidados com animais de estimação

G1 – Menino de 17 anos descobre talento como ilustrador de animais para livros de colorir

G1 – Centro de Triagem de Presidente Prudente recebe autorização para recolher animais silvestres vítimas de atropelamento e do tráfico

G1 – MP ajuíza ação civil contra Prefeitura de São João do Piauí por maus-tratos de animais

G1 – União Europeia decide que animais devem ser sedados antes do abatimento

Valor Econômico – Marubeni injeta US$ 950 mil em foodtech japonesa de carne à base de soja

Valor Econômico – Pesquisa da Abag aponta infraestrutura como principal gargalo para inovação no agronegócio

Mapa – Norma estabelece as boas práticas de manejo na produção comercial de suínos

CNA – Avicultura: escala garante melhores resultados no PR

Embrapa – Projeto BiogásFORT® da Embrapa Suínos e Aves é premiado pelo Ministério do Meio Ambiente como uma das melhores práticas de sustentabilidade do país

AgroLink – Avicultura: escala garante melhores resultados no PR

AgroLink – Brasil tem reabertura total no mercado de frango

AgroLink – Mão de obra e automação serão vitais na avicultura

AgroLink – Frigoríficos fora das compras e queda nos preços do boi gordo

AgroLink – Mesmo com a pandemia, fazendas profissionais de leite aumentam produção por vaca em 4,7%

AgroLink – Casa Moacir abre nova loja e expande atuação com Carne Angus

Canal Rural – PM de Goiás recupera 33 cabeças de gado furtadas em Minas Gerais

Canal Rural – Cepea: Brasil segue como um dos países mais competitivos na pecuária

Canal Rural – Produtores de leite ficam até 4 dias sem energia em Goiás

Canal Rural – Boi gordo: pecuarista se retrai após quedas e negócios seguem lentos

Globo Rural – Em ano atípico com pandemia, preços dos produtos lácteos chegam a dezembro em alta

Globo Rural – Covid-19 afeta trabalho na indústria de carnes dos EUA

Globo Rural – Indústria quer retomar volume de vendas após Filipinas tirar veto ao frango por Covid-19

Globo Rural – Preço do leite sobe em dezembro no RS e já acumula alta de 19,7% no ano

Globo Rural – Senado aprova pagamento por serviços ambientais e projeto volta para análise da Câmara

Portal do Agronegócio – Frigoríficos fora das compras e queda nos preços do boi gordo

Portal do Agronegócio – Gado: Prevenção é melhor alternativa para podologia saudável dos animais

Portal do Agronegócio – Preço da carne e os valores da pecuária para 2021

Noticias Agrícolas – Boi/Cepea: arroba se desvaloriza com força, mas reposição segue firme

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