Na Expointer Digital, ministra destaca importância da inovação no agronegócio

//Na Expointer Digital, ministra destaca importância da inovação no agronegócio
A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) participou nesta sexta-feira (2) da solenidade de abertura da 43º edição da Expointer, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). Segundo o Mapa, pela primeira vez, a maior feira do agronegócio a céu aberto da América Latina foi realizada em um modelo híbrido, com eventos virtuais e alguns presenciais. No evento, a ministra ressaltou que o agronegócio brasileiro bateu recordes na produção e exportações neste ano e que na próxima safra haverá uma “avenida de oportunidades” para o setor. Segundo ela, os agricultores devem continuar a produzir com excelência e qualidade, pensando na sanidade e na sustentabilidade. A ministra agradeceu o presidente Jair Bolsonaro, que, segundo ela, sempre priorizou o agro brasileiro. Ela também homenageou o ex-ministro da Agricultura Marcus Vinícius Pratini de Moraes, que, segundo ela, foi fundamental para a abertura de vários mercados para a carne brasileira. A ministra parabenizou os produtores e os organizadores do evento. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, disse que a Expointer deste ano é marcada por duas características próprias do povo gaúcho: superação e reinvenção. “A realização da Expointer, apesar de todas as dificuldades, materializa o empenho do governo e do agronegócio em superar uma das maiores crises sanitárias de todos os tempos”, afirmou em vídeo apresentado na cerimônia. O secretário de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, Covatti Filho, ressaltou que a feira deste ano inovou ao aproximar compradores e vendedores do setor agrícola. Segundo Covatti, mais de 1,4 mil carros visitaram os estandes da agricultura familiar, que neste ano ocorreu no formato drive-thru, com a participação de 50 produtores. “Estamos dizendo para todo o Brasil, todo o mundo, que o gaúcho está aqui, de cabeça erguida, vendendo esses produtos de grande qualidade”. No drive-thru, o consumidor compra direto com o produtor por meio do Whatsapp e retira os produtos no parque de exposição, como alimentos, bebidas, mudas e artesanato. O presidente da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), Leonardo Lamachia, destacou os 50 anos do Parque Assis Brasil e a realização inédita da feira em um modelo híbrido. O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag), Carlos Joel da Silva, disse que o evento é resultado de esforços do governo, das entidades e dos produtores rurais. A ministra também acompanhou o Desfile dos Grandes Campeões da Expointer, ao lado de autoridades federais e estaduais e representantes do setor agropecuário. No desfile, os animais de excelência genética são conduzidos pelos cabanheiros e criadores. Integraram a comitiva do Mapa os secretários Fernando Schwanke (Agricultura Familiar e Cooperativismo), Orlando Leite Ribeiro (Comércio e Relações Internacionais) e Fernando Camargo (Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação).

Isenção de tarifa para importação de soja e milho continua na pauta do governo

O governo federal ainda não desistiu da ideia de isentar a importação de soja e milho de fora do Mercosul. A medida permanece no radar em Brasília devido à persistente alta das cotações dos grãos e seus reflexos nos preços de alguns produtos nas prateleiras dos supermercados. Também preocupadas com esse cenário, empresas de aves e suínos pediram ao Ministério da Agricultura que a Tarifa Externa Comum (TEC) seja zerada até a entrada no mercado da próxima safra brasileira de grãos, em janeiro, a exemplo do que foi feito com o arroz no início de setembro. O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, afirmou ao Valor Econômico, nesta sexta-feira (2), que o pedido foi feito para dar estabilidade ao mercado, já que em algumas praças os preços dos grãos usados na ração animal aumentaram até 60%. Santin reiterou que não é contra a exportação de milho ou soja, mas que os criadores de aves e suínos do país não podem ficar a mercê de especulação. Ele descarta a possibilidade de faltar milho no mercado doméstico, mas diz que há dificuldade de disponibilidade do produto para entrega em alguns lugares. “O agricultor tem que ganhar, mas o produto não pode ser objeto de especulação e de especuladores. Tem que ter estabilidade no processo”, reforçou o presidente da ABPA. Segundo ele, as indústrias mantiveram a oferta doméstica de carne suína e de frango até o momento sem alteração expressiva de preços, mas que agora haverá repasse de custo ao produto final. Santin também pediu à ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que seja criado um sistema de informação para as exportações antecipadas para dar mais previsibilidade e capacidade de planejamento à indústria de proteína animal. A melhor alternativa para o setor seria importar milho dos Estados Unidos, mas para isso apenas a derrubada da TEC não adiantaria. Algumas cultivares do cereal plantadas pelos americanos não são permitidas no Brasil, o que demandaria a realização de testes no processo de recebimento dos grãos. A isenção da TEC por um período delimitado também é apoiada pela indústria esmagadora de grãos, mesmo que isso resulte na desoneração para importação de óleo, já que o mercado está apertado. Com a alta nos preços do óleo de soja ao consumidor, a soja é alvo de maior atenção no monitoramento feito pelos assessores diretos da ministra Tereza Cristina, mas eles também não perdem o milho de vista. O setor rechaça, por outro lado, qualquer hipótese de desonerar a compra de biodiesel, que a princípio não foi solicitada. No fim de agosto, o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, César Halum, disse ao Valor que a Pasta apoiaria a retirada da TEC para importação de arroz, milho e soja como mensagem ao mercado para buscar o equilíbrio de preços.

Deputado defende criação do “selo agro verde” em debate com integrantes do Parlamento Europeu

Em reunião virtual com integrantes do Parlamento Europeu, o deputado Zé Silva (Solidariedade-MG) defendeu nesta quinta-feira (1) a criação do Selo Agro Verde, prevista no Projeto de Lei 4734/20, de sua autoria. De acordo com a Agência Câmara a proposta determina a certificação dos produtos agropecuários brasileiros a partir do controle de sua origem e regularidade ambiental. “Os mercados doméstico e internacional têm exigido cada vez mais de seus fornecedores a comprovação do cumprimento de normas sociais e ambientais, principalmente aquelas voltadas a evitar o desmatamento ilegal”, disse o deputado. Segundo Zé Silva, o projeto do Selo Agro Verde tem a intenção de alinhar a legislação brasileira às exigências dos mercados, em especial da União Europeia. Ele afirmou que a proposta é de fácil implementação por utilizar informações já públicas, como as constantes no Cadastro Ambiental Rural; e por não acarretar novos custos aos produtores rurais. O deputado ressaltou que, por meio dessas informações, os consumidores poderão observar que os produtos adquiridos são provenientes de propriedades que respeitam as normas ambientais e não contribuem para o desmatamento ilegal. A reunião virtual que discutiu o assunto também teve a participação de representantes de organizações não governamentais e do agronegócio. O evento foi promovido em conjunto por duas organizações ambientalistas europeias (Fern e Trase) e pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O Projeto de Lei 4734/20 aguarda votação na Câmara dos Deputados. Atualmente, um grupo de trabalho criado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), analisa os projetos considerados prioritários da chamada “pauta verde”, que poderão ser incluídos na pauta do Plenário.

Brasil já negociou 56% da cota de importação de arroz, diz ministério

O Brasil já negociou um total de 225 mil toneladas de arroz dos Estados Unidos, Índia e Guiana, que deverão entrar no país na segunda quinzena de outubro e em novembro, informou o Ministério da Agricultura nesta sexta-feira (2). Conforme destacou o G1, em quase um mês, as indústrias compraram 56,2% das 400 mil toneladas da cota de importação sem tarifas, que o governo brasileiro liberou compras de países fora do Mercosul. No dia 9 de setembro, o governo federal tomou a decisão de zerar a Tarifa Externa Comum (TEC) até 31 de dezembro, como medida para conter a alta nos preços do produto no mercado interno. Sem a cota, a alíquota de importação do produto adquirido de países fora do Mercosul é de 10% para arroz em casca (sem tratamento industrial) e de 12% para o arroz beneficiado. Para países que integram o Mercosul (Argentina, Uruguai, Paraguai), a tarifa já é zero. A cota de importação de 400 mil toneladas de arroz deve assegurar menos de um mês de abastecimento, mas pode conter um avanço maior do preço do produto, avaliam especialistas. “A população brasileira consome em torno de 10,5 milhões de toneladas de arroz por ano. Se nós vamos importar 400 mil toneladas, estamos falando de arroz para meio mês (15 dias)”, disse Lucilio Alves, professor da Esalq-USP e pesquisador do Cepea, no dia 10 de setembro. Uma queda maior do valor do alimento, porém, é esperada somente para o início de 2021. Mas a avaliação é de que a cota de importação passa um recado ao mercado de que é necessário negociar a preços mais baixos do que efetivamente sanar a baixa oferta do alimento no país. A produção brasileira de arroz na safra 2019/2020, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 11,2 milhões de toneladas, atende ao consumo estimado em 10,8 milhões de toneladas. Para 2021, é esperado um crescimento na produção de arroz de 7,2% em relação à safra anterior.

 NA IMPRENSA

Agência Senado – Senado aprova aviação agrícola no combate a incêndio florestal; texto vai à Câmara

Agência Senado – Confúcio comemora criação de grupo Brasil, Clima, Floresta e Agricultura

Agência Câmara – Deputado defende criação do “selo agro verde” em debate com integrantes do Parlamento Europeu

Agência Câmara – Povos indígenas do Mato Grosso ressaltam que não são responsáveis pelo fogo no Pantanal

Folha de S.Paulo – Priorizar preservação de rios e lagos impede perda de biodiversidade, conclui estudo brasileiro

Folha de S.Paulo – ‘É claro que não pode haver acordo’ com Mercosul, diz premiê austríaco

O Estado de S.Paulo – Atualidades da arbitragem no agronegócio

O Estado de S.Paulo – Bradesco, Itaú Unibanco e Santander aderem à coalizão que reúne ONGs e agronegócio

O Globo – Senado aprova aviação agrícola no combate a incêndios florestais; texto vai à Câmara

Governo Federal – Balança comercial registra superávit de US$ 6,164 bilhões em setembro

Governo Federal – Vice-presidente Mourão visita Floresta Nacional dos Carajás no Pará

G1 – China nega envio de sementes misteriosas ao Brasil e diz que está disposta a cooperar com investigação

G1 – EUA vendem 71,1 mil toneladas de arroz ao Brasil; volume no ano já é o maior desde 2003

G1 – Brasil já negociou 56% da cota de importação de arroz, diz ministério

Jota – Atuação do MAPA na inclusão de CPR na recuperação judicial preocupa especialistas

Valor Econômico – França tenta reduzir dependência de grãos importados

Valor Econômico – Proposta regra rígida para importações da EU

Valor Econômico – Argentina anuncia novas medidas em busca de dólares

Valor Econômico – Isenção de tarifa para importação de soja e milho continua na pauta do governo

Valor Econômico – Agronegócio liderou a geração de vagas de emprego no país até agosto

Valor Econômico – Agrotools cria projeto para atrair “smart money”

Valor Econômico – Um observatório para as florestas

Valor Econômico – Marks & Spencer elimina soja de sua produção de leite vegetal

Valor Econômico – França tenta reduzir dependência de grãos importados

Valor Econômico – Proposta regra rígida para importações da EU

Valor Econômico – 240 mil produtores rurais poderão renegociar dívidas com a União

Valor Econômico – Exportações brasileiras de soja caíram 2,8% em setembro

Mapa – Na Expointer Digital, ministra destaca importância da inovação no agronegócio

Mapa – Brasil já negociou 225 mil toneladas de arroz após a isenção da tarifa de importação

Mapa – Mapa e Ministério do Turismo se unem para promover a agricultura familiar no turismo rural

Mapa – Fiscalização em Minas Gerais apreende mais de 146 mil litros de cachaça clandestina

CNA – CNA discute uso de fontes de energia alternativa na irrigação

Agrolink – Sorriso volta a ser o maior produtor de grãos do Brasil

Agrolink – Sistema Famasul auxiliam produtores rurais na tomada de decisão

Agrolink – Fraca baixa de “retenciones” desagrada agronegócio argentino

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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