Mourão defende militares na Saúde, mas diz que Pazuello deve sair em agosto

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De acordo com a Folha de S.Paulo o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deve escolher em agosto o nome que assumirá o Ministério da Saúde, pasta que é interinamente ocupada pelo general Eduardo Pazuello, afirmou nesta quarta-feira (15) o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão (PRTB). “Pazuello assumiu interinamente e está há dois meses na função. Acredito que em mais um mês, em agosto, Bolsonaro vai retornar da quarentena e analisar outros nomes”, afirmou ao colunista do UOL, Tales Faria, e ao repórter Antonio Temóteo. Mourão referia-se aos generais que seguem na ativa mesmo com cargos no governo, o que, para ele, não é o caso do interino da Saúde. “O que diz a nossa legislação é que o militar da ativa, quando colocado fora da força, pode permanecer por até dois anos nessa função. Se desejar continuar, tem que ir pra reserva. Se ele [Pazuello] perde a passagem para a reserva agora, vai para o espaço. O cara tem que estar sempre apoiado”, afirmou. Em sua visão, a sociedade “tem que parar de discutir determinados assuntos de forma preconceituosa: o militar é um cidadão como outro qualquer, apenas usa farda e tem um raciocínio cartesiano”. “O Ministério da Saúde tem uns 5 mil funcionários. Tem o Pazuello e militares que não estão em funções técnicas, mas em funções ligadas às áreas de licitações, contratos e à questão da contabilidade, que é a especialidade desse pessoal”, afirmou, referindo-se à experiência do general na coordenação logística das tropas nos Jogos Olímpicos de 2016 e na Operação Acolhida, força-tarefa que atuou em Roraima em 2018. “Não acho que exista militarização”, reforçou. “Nós já tivemos no passado ministros da Saúde que não eram médicos. Lembro-me aqui do nosso senador [José] Serra que nunca havia passado pela porta de um hospital sem ser como paciente. Acho que [o desempenho no cargo] depende muito mais da capacidade de gestão, de saber se escorar nos técnicos para as decisões dessa natureza.”

Vacina da Universidade de Oxford pode ter registro aprovado em junho de 2021

Nesta quinta-feira (16) o jornal O Estado de S.Paulo divulgou que, a vacina contra a covid-19 que está sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford, do Reino Unido, e testada em diversos países, entre eles o Brasil, poderá ter o registro liberado em junho de 2021. A informação foi dada nesta quarta-feira, 15, em entrevista à Globo News, por Soraia Smaili, reitora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que coordena os testes no País. Normalmente, a vacina levaria 18 meses para ser aprovada. Mas os cientistas estão confiantes de que conseguirão encurtar este período para 12 meses se os resultados forem positivos. Por isso, segundo a reitora da Unifesp, tendo os primeiros resultados no fim deste ano, o registro já poderia ser obtido até meados do ano que vem. Essa redução é possível porque a vacina está sendo testada simultaneamente em 50 mil pessoas em todo o mundo, um número recorde. No Brasil, são 5 mil pessoas: duas mil em São Paulo, duas mil na Bahia e mil no Rio de Janeiro. A redução de tempo foi possível também por se tratar de uma vacina emergencial. “A vacina de Oxford é uma candidata bastante forte e está bem avançada, [mas] é preciso respeitar o tempo do estudo. E precisa ter os resultados, pelo menos, dos 6 primeiros meses, pra saber qual o conjunto dos resultados”, explica Smaili. “Juntando todos os resultados, eles poderão ter o registro em 12 meses, ou seja, junho do ano que vem”, estima a reitora da Unifesp. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), existem atualmente 163 substâncias candidatas a vacina contra a covid-19 em desenvolvimento em todo o mundo. Também segundo a OMS, a de Oxford é a que se encontra em estágio mais avançado de testes.

Vacina de empresa americana contra coronavírus funciona em primeiro teste com humanos

A vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela empresa de biotecnologia americana Moderna teve os resultados preliminares positivos publicados na revista científica The New England Journal of Medicine na terça-feira (14). Os dados são da primeira fase do estudo clínico com a substância, informou a Folha de S.Paulo nesta quarta-feira (14). Segundo o artigo, a mRNA-1273, como a vacina foi batizada, induziu resposta imunológica de combate ao Sars-CoV-2 nos 45 participantes do estudo. Anticorpos neutralizantes do novo coronavírus foram detectados por dois métodos em todas as pessoas imunizadas. Os anticorpos são proteínas que o corpo produz ao entrar em contato com um microrganismo invasor, como um vírus. O corpo pode produzir diversos tipos de anticorpos, e alguns deles possuem ação neutralizante que combate o avanço de uma infecção. A vacina da Moderna, produzida em parceria com o governo dos EUA e o Instituto de Pesquisa em Saúde Kaiser Permanente (EUA), usa pedaços do material genético do vírus (RNA) para estimular a resposta imunológica. As pessoas vacinadas, que tinham entre 18 e 55 anos de idade, receberam duas doses da substância com um intervalo de 28 dias entre elas. Reações adversas consideradas leves ou moderadas, como dor de cabeça e fadiga, foram relatadas por mais da metade dos paticipantes que receberam a imunização. Com base nesses resultados, o documento afirma que a vacina se mostrou segura. Os resultados da imunização e reações adversas foram verificados pelos pesquisadores no 7º e no 14º dias após cada dose da vacina. O estudo foi conduzido pelo Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (Niaid), parte do grupo de Institutos Nacionais de Saúde (NIH). Em nota, a Moderna diz que os dados dão suporte para o início de um estudo clínico maior, de fase 3, que vai contar com 30 mil participantes. A expectativa é que a próxima etapa tenha início no dia 27 de julho. O estudo clínico de fase 3, o mais importante, é determinante para que as autoridades sanitárias concedam um registro para o produto. Segundo a empresa, as doses para a realização da terceira fase de pesquisa já estão prontas. O comunicado da Moderna diz que a companhia se prepara para produzir cerca de 500 milhões de doses da vacina por ano. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), mais de 160 candidatas a vacina contra o novo coronavírus em estudo —23 delas em fase de testes clínicos. A vacina criada pela empresa chinesa Sinovac e a imunização produzida em uma parceria pela Universidade de Oxford e pela empresa britânica AstraZeneca estão na fase mais avançada de testes. As duas candidatas possuem acordos para teste e produção com instituições brasileiras.

Fiocruz vai produzir para o SUS hormônio de crescimento 

O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vai passar a fornecer o biofármaco somatropina ao Sistema Único de Saúde (SUS), destacou a nesta Agência Brasil quinta-feira (16). O medicamento é usado para tratamento de hipopituitarismo, uma deficiência do hormônio do crescimento humano, e de síndrome de Turner, doença genética que causa baixa estatura em mulheres. A produção pelo laboratório público foi possibilitada por uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) com o laboratório nacional Cristália. Com isso, a somatropina, considerada estratégica pelo Ministério da Saúde, passa a ser oferecida na rede pública de saúde com desenvolvimento 100% nacional, sem a necessidade de importação do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA). Segundo a Fiocruz, o produto é a primeira somatropina biossimilar aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a comparabilidade para o medicamento referência foi comprovada com “métodos robustos para caracterização das propriedades estruturais, físico-químicas e de atividade biológicas, demonstrando a alta semelhança entre os dois”. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) do ano passado indicam que há no Brasil 15 mil pacientes de hipopituitarismo e 16 mil de síndrome de Turner. No primeiro ano de produção, Bio-Manguinhos vai fornecer 5,6 milhões de frascos nas apresentações 4UI e 12UI, que poderão beneficiar mais de 30 mil pacientes. O diretor de Bio-Manguinhos, Mauricio Zuma, explicou que inicialmente será distribuído o medicamento feito pelo Cristália, enquanto o instituto incorpora os processos de controle de qualidade e se estrutura para o início da produção.  “Bio-Manguinhos, enquanto instituição de governo e centro tecnológico responsável pelo abastecimento de biofármacos ao SUS, além de vacinas e kits para diagnóstico, reconhece as demandas relacionadas à modificação do perfil epidemiológico das doenças e, por isso, busca incluir em seu portfólio terapias que utilizam medicamentos biológicos, possibilitando maior acesso da população a um tratamento adequado e de qualidade para doenças específicas.” A transferência da tecnologia e dos processos para Bio-Manguinhos será integral. O IFA será produzido no Centro Henrique Penna.

SAÚDE NA IMPRENSA

Agência Câmara – Projeto institui política de sanitização de ambientes para conter Covid-19

Folha de S.Paulo – General Ramos vai para a reserva do Exército em meio à crise sobre atuação de militares no governo

Folha de S.Paulo – Casos da Covid-19 aumentam no interior da Bahia após São João

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Folha de S.Paulo – Podcast contextualiza embate que opôs Gilmar Mendes e a ala militar do governo

Folha de S.Paulo – Leitores perguntam se governo baixará impostos ao autorizar recontratação com salário mais baixo

Folha de S.Paulo – Bolsonaro age para conter crise e ouve alerta de Gilmar sobre tribunal internacional

Folha de S.Paulo – MP de contas quer que Saúde mantenha pesquisa sobre Covid-19 que corre o risco de parar

Folha de S.Paulo – Mourão defende militares na Saúde, mas diz que Pazuello deve sair em agosto

Folha de S.Paulo – Em reformulação de gabinete, presidente do Peru troca ministro da Saúde pela 2ª vez

Folha de S.Paulo – Avanço da Covid-19 pressiona leitos de UTI no Sul e Centro-Oeste

Folha de S.Paulo – Vacina de empresa americana contra coronavírus funciona em primeiro teste com humanos

Folha de S.Paulo – Cientistas inventam aparelhos e estudos contra a doença e a barbaridade que ocupa o poder

Folha de S.Paulo – Hospital das Clínicas usará respirador criado pela USP para tratar Covid-19

Folha de S.Paulo – Post engana ao indicar medicina natural contra a Covid-19

Jornal Agora – Moradores são testados em áreas com maior incidência de Covid

Jornal Agora – Mesmo com reabertura, nem todos os locais são seguros para frequentar

O Estado de S.Paulo – Pazuello avisa que não pedirá para deixar governo, mas sinaliza querer voltar para posto na Amazônia

O Estado de S.Paulo – Estudo francês indica caminho para tratamento eficaz de casos graves de covid-19

O Estado de S.Paulo – Ministra diz que é ‘incabível’ habeas de ex-secretário da Saúde de Witzel

O Estado de S.Paulo – Prefeitura vai desativar parte do hospital de campanha do Anhembi a partir de agosto

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O Estado de S.Paulo – Por que EUA, Índia, Brasil e África do Sul enfrentam dificuldades no combate ao vírus?

O Estado de S.Paulo – Só a saúde não resolve. Ações intersetoriais têm aparecido nas respostas à crise de Covid-19?

O Estado de S.Paulo – Julho Amarelo 2020: campanha faz alerta sobre hepatites virais

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O Estado de S.Paulo – Merck e The Green Hub anunciam parceria para acender o mercado de cannabis no Brasil

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O Globo – Secretário do Ministério da Saúde diz que Brasil é ‘exemplo’ no combate à Covid-19

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G1 – Manifestação dos servidores da saúde estadual

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G1 – Estudo aponta que mesmo obesos leves têm mais risco de desenvolver versão grave da Covid-19

Anvisa – Remessa expressa: petição manual será descontinuada

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ANS – 530ª Reunião da Diretoria Colegiada

Agência Brasil – Indenização para profissional da saúde afetado por covid-19 é aprovada

Agência Brasil – Fiocruz vai produzir para o SUS hormônio de crescimento

Agência Brasil – Prefeitura de SP desativa parte de hospital de campanha e abre leitos

Agência Saúde – Hemocentros estão preparados para doação de sangue durante pandemia

Agência Saúde – MS e Fiocruz/Brasília abrem inscrições para curso de atualização em Plantas Medicinais e Fitoterapia

Agência Saúde – Covid-19: Região Norte começa a apresentar queda sustentável da doença

Valor Econômico – Novartis vai fornecer medicamentos para covid-19 em países de baixa renda

Valor Econômico – Hackers russos atacaram pesquisas da vacina da covid-19, dizem EUA, Canadá e Reino Unido

Valor Econômico – Moderna entra na fase 3 de teste da vacina contra covid-19

Valor Econômico – Efeitos colaterais do excesso de militares no governo

Correio Braziliense – Pesquisas americanas tentam combater fatores que agravam a covid-19

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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