Monitoramento indica que nuvem de gafanhotos não entrou no Brasil

//Monitoramento indica que nuvem de gafanhotos não entrou no Brasil
O monitoramento feito pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) indica que, até o momento, estão mantidas as previsões sobre a rota da nuvem de gafanhotos, que não entrou em território brasileiro. O trabalho do Mapa segue em ritmo de alerta em conjunto com as equipes técnicas das Superintendências Federais de Agricultura e dos órgãos estaduais de Defesa Agropecuária nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, além de unidades federais de vigilância agropecuária localizadas na fronteira com o Rio Grande do Sul. A portaria divulgada nesta quinta-feira (25) pelo Mapa declarando estado de emergência fitossanitária no RS e em SC tem caráter preventivo. Além disso, essa medida visa permitir uma mobilização mais ágil de recursos humanos e financeiros para promover eventual controle da praga. O Mapa divulga também nesta quinta-feira um manual técnico de orientações sobre as ações de controle da praga adaptado às condições do Brasil, respaldado por dados científicos, com a devida capacitação dos agentes envolvidos num eventual surto da praga no país. De acordo com os dados meteorológicos para a Região Sul do Brasil, previstos para os próximos dias, é pouco provável – até o presente momento – que a nuvem avance em território nacional. Caso isso ocorra, será feito um monitoramento interno para o acompanhamento da evolução do evento.

Rio Grande do Sul vê chance remota, mas tem 427 aviões agrícolas contra gafanhotos

A notícia de que uma imensa nuvem de gafanhotos poderia chegar no país, ao entrar pelo Rio Grande do Sul, deixou algumas cidades, como Barra do Quaraí, Uruguaiana e Alegrete, na fronteira oeste do estado, em alerta. Por isso, o SINDAG (Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola) colocou à disposição das autoridades os 427 aviões pulverizadores existentes no estado gaúcho caso seja necessário dispersar a nuvem de gafanhotos com inseticidas.  O deslocamento da nuvem de gafanhotos é influenciado pela direção dos ventos e a ocorrência de altas temperaturas. Apesar de uma frente fria ter entrado no estado gaúcho nesta sexta-feira (26), trazendo fortes ventos e chuva, e distanciando a possibilidade de entrada pela fronteira, agricultores e moradores ainda temem a chegada dos insetos. A administração da Estância Pai Passo, em Barra do Quaraí, afirma que os fazendeiros da região ainda se preocupam com a possibilidade de precisar combater a praga. Ainda segundo a administração, esta época do ano é muito importante para as pastagens de gado na região e nenhuma orientação de enfretamento prático foi dada pelas autoridades locais ou estaduais. Mesmo quem não tem terras se preocupa com o fenômeno dos gafanhotos. “Olha, dá medo isso aí. Assim como mudou o tempo e eles foram lá para o Uruguai dá para mudar de novo e eles voltarem para cá, né?”, afirmou Pedro Lopes, morador de Uruguaiana. Ele ainda diz que o tema tem sido muito discutido nas rodas de chimarrão e que, apesar do medo, o assunto também virou brincadeira entre os grupos locais. Nas rede sociais, gaúchos de todas as partes do estado temem o fenômeno, que em meio à Pandemia, ganhou ares de fim do mundo. Mas será que ainda existe essa possibilidade? Autoridades e especialistas ouvidos pela reportagem do R7 afirmam que a chance é mínima. Há registros que nas décadas de 30 e 40 outras nuvens passaram pelo estado acabando com plantações inteiras. Especialmente em 1947, a cidade Pelotas enfrentou uma crise fitossanitária e precisou se adaptar para combater a praga. De acordo com professor de Entomologia do Departamento de Fitossanidade da UFPEL (Universidade Federal de Pelotas), Uemerson Silva da Cunha, o estado tem condições técnicas para enfrentar o problema de maneira eficaz. Mas na opinião do especialista, a chance real de precisar usá-las é muito pequena. As autoridades argentinas monitoram os gafanhotos em tempo real. A última movimentação da nuvem ocorreu na quarta-feira (24) perto da região de Corrientes, na Argentina. Provavelmente por causa das condições climáticas rigorosas, a nuvem acabou se dividindo em duas e se estabilizou na região. Como inúmeros fatores influenciam a sobrevivência e a direção dos insetos, o monitoramento acaba sendo a principal arma dos governos neste momento. “Apesar das condições climáticas favoráveis (frio e vento sudoeste), ainda existe o risco e permanecemos em alerta”, destaca o chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Seapdr, Ricardo Felicetti. Nesta quinta-feira (25), a publicação da portaria 201 pelo o Ministério da Agricultura, que decreta estado de emergência fitossanitária nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, garante que medidas rápidas de enfretamento aos gafanhotos sejam tomadas pelas autoridades locais como, por exemplo, o uso de inseticidas normalmente não utilizados no combate deste inseto no país. A portaria tem validade de um ano. Até o momento, fiscais da Secretaria Estadual de Agricultura inspecionaram a linha de fronteira e visitaram prefeitos e secretários dos municípios de São Nicolau, Porto Mauá, Alecrim Pirapó, Itaqui, Alegrete, São Borja e Porto Xavier.Todos localizados às margens do rio Uruguai. A orientação do governo do estado é, se algum produtor identificar a presença dos insetos em grande quantidade, informar imediatamente a inspetoria de defesa agropecuária da sua localidade.

Conselho Monetário Nacional (CMN) define taxas do crédito rural com recursos dos fundos constitucionais para safra 2020/21

O Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu, nesta quinta-feira (25), as taxas de juros (encargos financeiros) a serem aplicadas na contratação de crédito rural com recursos dos Fundos Constitucionais de Financiamento na safra 2020/21, a partir de 1º de julho. Segundo o Valor Econômico o bônus de adimplência das operações é de 15%. Os recursos têm taxas pré e pós-fixadas, sendo que estão serão aplicadas apenas às operações de investimento e serão acrescidas do Fator de Atualização Monetária (FAM). Os encargos variam de acordo com o faturamento dos produtores, a finalidade do crédito e a região do país onde atua. As taxas foram definidas considerando o Coeficiente de Desequilíbrio Regional (CDR), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 0,61 para as operações contratadas com recursos do FNO (Norte), 0,62 para as operações contratadas com recursos do FNE (Nordeste) e 1 para as operações contratadas com recursos do FCO (Centro-Oeste). Produtores com faturamento até R$ 16 milhões terão taxas de 4,48% (sem bônus de adimplência) no Norte do país para investimento. No Centro-Oeste, a mesma operação terá juros de 4,87%. Já quem fatura mais de R$ 90 milhões pagará mais. Operações destinadas ao financiamento de projetos de conservação e proteção do meio ambiente e demais atividades sustentáveis terão taxas menores.

Agroquímicos darão lugar à biotecnologia, diz especialista 

À medida que a Europa se move para reduzir sua dependência de agroquímicos no sistema agrícola nos próximos 10 anos, a biotecnologia agrícola surge e ganha espaço para substituí-los, informou o portal AgroLink nesta sexta-feira (26). Foi isso que afirmou Farhan Mitha, comunicador científico com sede no Reino Unido, com experiência no setor de biotecnologia e mestrando em genômica evolutiva. “O uso de agroquímicos – pesticidas, fertilizantes e potenciadores de crescimento de plantas – tem sido crucial para a humanidade no último século. Eles permitiram que a produtividade agrícola acompanhasse o período mais drástico de crescimento populacional da nossa história e salvaram bilhões de pessoas da fome. No entanto, seu impacto no meio ambiente se tornou profundo demais para ignorar, e eles são cada vez mais vistos como instrumentos do século XX que não são adequados para os desafios do século XXI”, afirmou. De acordo com ele, historicamente, a biotecnologia agrícola tem um relacionamento difícil com os reguladores da União Europeia, já que a regulamentação de culturas geneticamente modificadas (OGM) no continente está cada vez mais restritiva. “No entanto, a biotecnologia agrícola se estende muito mais do que apenas as culturas OGMs: os cientistas aplicaram a biotecnologia para criar uma gama de soluções biológicas para melhorar a maneira como cultivamos, sem violar as regulamentações existentes em torno da modificação genética das próprias culturas”, completa. Um desses usos que estão surgindo são os feromônios aplicados ao controle de pragas. “Os feromônios são moléculas de sinal natural usadas por insetos que não são tóxicos, persistentes e atingem o objetivo de proteger as culturas, confundindo os insetos e impedindo-os de acasalar, em vez de matá-los”, explicou Irina Borodina, fundadora e CTO da BioPhero. “Além disso, a proteção de culturas baseada em feromônios é específica da espécie, o que significa que ela é limitada às principais pragas-alvo, deixando a biodiversidade intacta”, completou. Outra prática é o biocontrole de proteínas, que são projetadas para atingir pragas e patógenos específicos. “A lhama é nossa fonte de inspiração. As lhamas e outros membros da família Camelidae, assim como os tubarões, têm um sistema imunológico específico com anticorpos muito mais simples que os humanos”, disse Patrice Selles, CEO da Biotalys. “A partir desses anticorpos, pode-se identificar pequenas proteínas [que] demonstram interessantes propriedades físico-químicas e estabilidade, com atividades biológicas eficazes”, explicou. Por fim, o especialista cita o recrutamento de bactérias do solo. “É um tema que atinge regularmente as manchetes em relação às bactérias do intestino humano, que empresas de biotecnologia estão correndo para usá-las em intervenção terapêutica, mas também se tornou um ponto focal em pesquisa agrícola. As plantas, afinal, também têm um microbioma”, concluiu.

NA IMPRENSA

Agência Câmara – Proposta prorroga mandato de dirigente sindical rural até o fim da pandemia

Agência Câmara – Agricultores familiares cobram socorro financeiro diante da interiorização da pandemia

Folha de S.Paulo – Ministério declara emergência em RS e SC para combate de gafanhotos

O Estado de S.Paulo – Conselho Monetário reduz taxas de juros do BNDES para compra de máquinas de produtor rural

O Globo – Nuvem de gafanhotos: veja os efeitos que insetos vêm causando pelo mundo

Valor Econômico – Demanda fraca derruba preço, e cenário para o algodão piora

Valor Econômico – Embaré arrenda fábrica da Quatrelati e amplia capacidade de produção

Valor Econômico – Mosaic pede ao governo do EUA compensação por importação de fertilizantes de Marrocos e Rússia

Valor Econômico – Nuvem de gafanhotos segue em direção ao Uruguai, diz Ministério da Agricultura

Valor Econômico – CMN define taxas do crédito rural com recursos dos fundos constitucionais para safra 2020/21

CNA – CNA discute impactos das políticas de limite máximo de resíduos para o Brasil

CNA – CNA ouve especialistas sobre Selo Arte para produtos artesanais e tradicionais

CNA – CNA debate revisão de normas regulamentadoras

Mapa – Monitoramento indica que nuvem de gafanhotos não entrou no Brasil

Embrapa – Análise de dados climáticos ajuda a agropecuária a se desenvolver

Embrapa – Embrapa Cocais e Secretaria de Agricultura Familiar realizam live sobre alimentos biofortificados

Embrapa – Evaristo de Miranda é um dos comentaristas do novo canal AgroMais

AgroLink – MT revisa safra de sorgo para cima

AgroLink – TO cultiva capim elefante para produção de biomassa

AgroLink – Contratação futura de soja brasileira deve desacelerar

AgroLink – Cerca e bioexclusão podem combater javali

AgroLink – Preços do açúcar fecham mistos em NY e Londres

AgroLink – Produtor gaúcho comemora aumento de produção com uso da irrigação

AgroLink – Setor tem dificuldades de manter tecnologia Bt

AgroLink – InpEV lança Relatório de Sustentabilidade 2019

AgroLink – Colhedora de cana da Case IH recebe prêmio

AgroLink – Situação da colheita do milho de segunda safra

AgroLink – Fertilizantes essenciais “vencem” coronavírus

AgroLink – Sensoriamento remoto expande agricultura indiana

AgroLink – ENTREVISTA: “Bioinsumos movem R$ 1 bilhão no Brasil”

AgroLink – Agroquímicos darão lugar à biotecnologia, diz especialista 

AgroLink – Antibióticos na lavoura: mais difundido do que se pensava

Canal Rural – Proposta prorroga mandato de dirigente sindical rural até o fim da pandemia

Canal Rural – Interiorização da Covid-19 pode afetar próxima safra de soja em Mato Grosso

Canal Rural – ‘Setor de máquinas está enfrentando bem os efeitos da pandemia’

______________________
O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

No comments yet.

Leave a comment

Your email address will not be published.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Translate »