Ministro interino da Saúde recebe defensores de aplicação retal de ozônio para tratar covid-19

//Ministro interino da Saúde recebe defensores de aplicação retal de ozônio para tratar covid-19
Nesta quarta-feira (5), o jornal O Estado de S.Paulo divulgou que, o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, recebeu na última segunda-feira, 3, defensores do uso do ozônio como forma de tratamento para o novo coronavírus. O deputado Giovani Cherini (PL-RS) participou do encontro e apresentou o projeto de tratamento da Ozonioterapia em pacientes com covid-19. A prática ganhou notoriedade após o prefeito de Itajaí (SC), Volnei Morastoni, defender a aplicação de ozônio, pelo ânus, em casos que tiveram diagnóstico do novo coronavírus. Segundo Cherini, hospitais do Rio Grande do Sul já estão implantando a ‘Ozonioterapia’ como opção de tratamento. “Um deles é o do Hospital Vila Nova, de Porto Alegre”, afirma. O grupo foi liderado pela médica Maria Emília Gadelha Serra. Nas redes sociais, ela comemorou: “Ozonioterapia na Saúde!”, em foto ao lado de Pazuello. Participaram da reunião, o assessor parlamentar da pasta, Gustavo Machado Pires, o diretor do Departamento de Gestão da Educação na Saúde (Deges), Vinícius Nunes Azevedo. Também estiveram com o ministro os deputados Osmar Terra (MDB-RS), e Darsísio Perondi, além de Airton Antônio Soligo, conhecido como Airton Cascavel, assessor especial do ministro. Médicos também analisam com preocupação a aplicação retal de ozônio como tratamento para pacientes com covid-19. “Esta medida tem nenhuma evidência científica. Até o momento, não temos nenhum medicamento comprovadamente eficaz e seguro nem para a prevenção nem para o tratamento da doença”, afirma Leonardo Weissmann, consultor da SBI. Em nota, o Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (CRM-SC) afirmou que médicos estão proibidos de prescrever ozonioterapia dentro de consultórios e hospitais por força de uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM 2181/2018).  “A exceção pode acontecer em caso de participação dos pacientes em estudos de caráter experimental, com base em protocolos clínicos e critérios definidos pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa”, indicou o órgão em nota.

Ministro da Saúde orienta que números da Covid-19 sejam divulgados com ‘ressalvas regionais’

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, orientou que a pasta faça ressalvas sobre os dados regionais da pandemia sempre que divulgar informações sobre número de casos e óbitos no Brasil, destacou o jornal O Globo nesta quarta-feira (5). Em uma reunião com secretários estaduais e municipais no último dia 30, Pazuello demonstrou irritação com a divulgação feita pelo Ministério e cobrou da equipe que diferencie as situações de cada região do país. “Todas as santas vezes que o ministério falar de dados de Brasil eu quero a ressalva. Todas as vezes. Abriu a planilha, eu quero a ressalva. Todas as vezes que falar de dados do Brasil eu quero a ressalva regional”, cobrou Pazuello. O ministro argumentou que o Brasil é um país “continental” e que a divulgação de um dado global pode induzir gestores locais a adotarem medidas extremas, ainda que seus municípios não estejam amplamente afetados. “Então é muito perigoso nós falarmos do Brasil como um todo sem fazer essas ressalvas, porque aí faz com que um gestor na ponta da linha pense “o Brasil está assim, então tenho que tomar atitudes severíssimas na minha cidade” —  disse. “O Brasil é um país continental, tem situações distintas da pandemia o tempo todo. Isso confunde o gestor na tomada de decisão. Claro que pode mostrar o número do Brasil, mas com as ressalvas necessárias”. Na reunião, o ministro interrompeu a apresentação de Eduardo Macário, secretário substituto de Vigilância em Saúde da pasta, para fazer a cobrança em relação à divulgação de dados. Após sua manifestação, Macário concordou que o destaque regional é importante. “É importante essa colocação, porque reforça o caráter dimensional, pois existem diferenças regionais. Esses 30.199 óbitos que ocorreram em maio (por exemplo) tiveram como foco principal as regiões norte e nordeste, e o estado de São Paulo, que sempre liderou. As capitais, regiões metropolitanas principalmente”, afirmou.

Vacina da Covid-19 pode começar a ser liberada em janeiro, mas Saúde não se compromete com datas

O primeiro lote de 15 milhões de vacinas contra o novo coronavírus produzido pela farmacêutica britânica AstraZeneca e com previsão de chegar ao Brasil em dezembro será liberado a partir de janeiro de 2021. Mas isso não quer dizer necessariamente que a vacina, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford (Reino Unido), começará a ser aplicada nos postos de saúde imediatamente. As informações foram dadas por integrantes da Fiocruz e do ministério em audiência realizada, nesta quarta-feira (5), pela comissão da Câmara dos Deputados que acompanha as ações de combate à pandemia. Segundo o jornal O Globo os prazos ainda são incertos porque dependem de outros fatores, como por exemplo logística e a obtenção de registro na Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). Já o processo de transferência de tecnologia para o Instituto Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ligada ao Ministério da Saúde, deve ser concluído, de acordo com as mesmas fontes, no primeiro trimestre de 2021. Questionado, o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros, não quis se comprometer com datas específicas. Mas afirmou que, uma vez liberada a vacina, o governo federal consegue levar as doses aos postos de saúde dos municípios mais afastados num prazo de 15 a 20 dias. O diretor do Instituto Bio-Manguinhos, Maurício Zuma, afirmou na mesma audiência que 30 milhões de doses devem ficar prontas até fevereiro, caso a vacina da AstraZeneca esteja registrada. Para aplicar o quanto antes possível a vacina, o governo federal fechou um acordo com a fabricante para a obtenção de 100 milhões de doses, dos quais 15 milhões chegarão em dezembro e mais 15 milhões em janeiro. A vacina ainda está na última fase de testes. Caso ela tenha aval da Anvisa, ainda falta definir detalhes os critérios de distribuição para saber exatamente quantas doses cada estado vai receber. O que é certo até agora é que grupos de risco, como idosos, pessoas com outras doenças e profissionais de saúde, terão prioridade. O vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger, afirmou que o processo de transferência de tecnologia da AstraZeneca deve ser concluído no começo do ano que vem. A expectativa de uma vacinação rápida, com o anúncio prévio de que as doses chegarão em dezembro, gerou algumas críticas, como a do deputado Alexandre Padilha (PT-SP), que já foi ministro da Saúde. O parlamentar chamou atenção para “não começar vendendo terreno na lua”. Segundo ele, isso pode desestimular outras ações importantes, como o uso de máscaras e medidas de distanciamento social, e até mesmo prejudicar a credibilidade da Fiocruz, caso a vacina não dê certo. O deputado Luiz Antonio Teixeira Jr. (PP-RJ), coordenador da comissão da Câmara, sugeriu que, em um primeiro momento, sejam excluídos os brasileiros que já contraíram a Covid-19. Medeiros, no entanto, disse que isso é difícil, uma vez que seria preciso testar cada pessoa que for ao posto com o objetivo de ser imunizada. O parlamentar também recomendou que os estados garantam um estoque de seringas, evitando o risco de encomendar o insumo em cima da hora e não encontrar fornecedores. Em resposta, Zuma disse que “ainda existem muitas lacunas de informações”, já que a vacina ainda está em testes. Mas adiantou que o laboratório tem capacidade de produzir 40 milhões de doses mensais. Para isso, serão usadas duas linhas de produção, uma delas utilizada atualmente na fabricação da vacina de febre amarela. Ainda segundo o diretor do Instituto Bio-Manguinhos, como há estoque dessa vacina e a demanda não está alta, seu uso para o novo coronavírus não será um problema. Ele explicou ainda que a vacina será do tipo intramuscular, e que o fabricante garantiu que será possível armazenar as doses numa temperatura de 2 a 8 graus, a mesma de outros tipos de vacinas.

Como a medicina baseada em evidência pode ajudar a reduzir o desperdício na saúde e os erros médicos por medicação

Em artigo publicado nesta quarta-feira (5) no Blog Fausto Macedo do jornal O Estado de S.Paulo, Murilo Fernandes, gerente de Canais & Alianças na Wolters Kluwer destaca que, a pressão em torno do sistema de saúde pública no Brasil é gigantesca. Embora o Sistema Único de Saúde (SUS), criado pela Constituição Federal (CF) de 1988 seja reconhecido internacionalmente – afinal somos o único país com mais de 100 milhões de habitantes que tem um sistema de saúde único, público e gratuito – é fato que para que continue existindo, uma série de obstáculos precisam ser vencidos nos próximos anos. A despeito da escassez de recursos e dos baixos investimentos, não se pode desprezar o papel da medicina baseada em evidência na importante missão de permitir que as instituições de saúde, especialmente as da esfera pública, façam mais com menos. Em 2017, A OMS (Organização Mundial da Saúde) lançou uma iniciativa global para reduzir em 50% os danos graves e evitáveis associados a medicamentos em todos os países, nos cinco anos subsequentes. Esta iniciativa levou em consideração estudos que demonstravam que o custo global associado a erros de medicação estava estimado em 42 bilhões de dólares anuais, ou seja, quase 1% de todos os gastos de saúde globais. Trazendo isso para o contexto do Brasil, se considerarmos o resultado do PIB brasileiro em 2019, de R$ 7,3 trilhões, podemos considerar as premissas de investimentos totais em saúde da ordem de R$ 584 bilhões, sendo deste total R$ 263 bilhões advindos da esfera pública. Pressupondo-se que o estudo da OMS encontre amparo e seja aplicável ao modelo de saúde brasileiro, pode-se estimar que R$ 2,63 bilhões são desperdiçados, anualmente, com erros de medicação. Os erros médicos evitáveis são apontados como um dos principais vilões, pois além de representarem um custo do ponto de vista humano, eles oneram consideravelmente os gastos com a saúde e estão diretamente relacionados ao desperdício de recursos que acometem o sistema. Segundo um levantamento do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar da Universidade Federal de Minas Gerais (IESS-UFMG), todo ano, dos 19,4 milhões de pessoas tratadas em hospitais no Brasil, 1,3 milhão sofre pelo menos um efeito colateral causado por negligência ou imprudência durante o tratamento médico. O resultado são quase 55 mil mortes por ano no país, o equivalente a seis por hora por conta dos erros médicos. Mas, qual a solução? Como a tecnologia pode ajudar? Soluções completas e com elevado grau de complexidade promovem saudável nível de maturidade, trazendo um resultado positivo e eficaz, tanto do ponto de vista clínico, como administrativo. Por meio do cruzamento das referências e a visualização de dados relacionados às medicações dos pacientes, apoiam os profissionais da saúde para que estes possam tomar decisões mais seguras sobre as medicações, reduzindo os eventos adversos. Implementar, por exemplo, uma solução de alertas inteligentes sobre potenciais conflitos na prescrição de drogas, dentro dos prontuários eletrônicos dos hospitais, pode ajudar na redução do desperdício, além de agir diretamente contra a incidência de erros médicos por medicação e a variabilidade do cuidado – problemas que preocupam o ecossistema de saúde.

SAÚDE NA IMPRENSA

Agência Senado – No Dia Nacional da Saúde, senadores apontam trabalho de médicos, enfermeiros e cientistas no combate à pandemia

Agência Senado – Projeto de Jayme Campos estimula doações a hospitais e fundos de saúde

Agência Senado – Seis meses contra a covid-19: as muitas frentes de batalha

Agência Câmara – Maia defende projeto para melhorar a gestão do SUSFonte: Agência Câmara de Notícias

Folha de S.Paulo – Secretário dos transportes de Doria é preso pela PF em operação sobre fraudes na saúde

Folha de S.Paulo – Velhos que mantêm olfato têm menos chance de desenvolver demência

Folha de S.Paulo – Remédio de 1.200 anos dá pistas para combater bactérias atuais

Folha de S.Paulo – Brasil registra 1.322 mortes pela Covid-19 e já tem mais de 97 mil óbitos

Folha de S.Paulo – Infecções prévias podem gerar células que combatem o novo coronavírus, diz estudo

Jornal Agora – Levantamento aponta que 436 padres já tiveram Covid no país

O Estado de S.Paulo – A pedido da Procuradoria, Justiça bloqueia R$ 12 milhões de Baldy e outros alvos de operação sobre conluio para desvios na Saúde

O Estado de S.Paulo – AstraZeneca fecha 1º acordo para fornecer vacinas contra covid-19 a China

O Estado de S.Paulo – Fundação Abrinq disponibiliza e-book gratuito sobre amamentação

O Estado de S.Paulo – Lava Jato Rio mira conluio para desvios na Saúde e prende secretário de Transportes de Doria, Alexandre Baldy

O Estado de S.Paulo – Por que os testes sorológicos para covid-19 no Brasil são tão imprecisos?

O Estado de S.Paulo – Argentina registra recorde diário com mais de 7 mil casos do novo coronavírus pela 1ª vez

O Estado de S.Paulo – TCU recomenda que governo não use créditos extras da pandemia para burlar teto de gastos

O Estado de S.Paulo – A leveza de ser um maratonista de sofá pode contribuir para nos manter obesos

O Estado de S.Paulo – É falso que a Austrália tenha controlado a covid-19 com o uso de ivermectina

O Estado de S.Paulo – Ministro interino da Saúde recebe defensores de aplicação retal de ozônio para tratar covid-19

O Estado de S.Paulo – Como a medicina baseada em evidência pode ajudar a reduzir o desperdício na saúde e os erros médicos por medicação

O Estado de S.Paulo – A vacina do coronavírus não mudará o mundo de uma hora para a outra

O Estado de S.Paulo – Testes da vacina Coronavac começarão em mais cinco centros de pesquisa

O Estado de S.Paulo – Promover saúde é mais eficiente do que prevenir doenças

O Estado de S.Paulo – Legado de um Pioneiro renasce em tempos de pandemia

O Globo – Witzel autoriza retorno das atividades práticas nos cursos da área de saúde em universidades particulares

O Globo – Saúde e Educação abatidas pela reforma tributária

O Globo – Ministro da Saúde orienta que números da Covid-19 sejam divulgados com ‘ressalvas regionais’

O Globo – Brasil já teve 135 grávidas mortas por covid-19, diz Ministério da Saúde

O Globo – Vacina da Covid-19 pode começar a ser liberada em janeiro, mas Saúde não se compromete com datas

G1 – Jundiaí passa a disponibilizar cloroquina e hidroxicloroquina em postos de saúde

G1 – ‘Chegamos a essa tragédia por um acúmulo de erros’, diz Drauzio Varella sobre pandemia de Covid-19 no Brasil

G1 – AstraZeneca fecha 1º acordo para produção de vacina para Covid-19 com empresa chinesa

G1 – Aumento das infecções preocupa Alemanha

G1 – 1º caso suspeito de Covid na Coreia do Norte teve teste ‘inconclusivo’, diz médico do escritório regional da OMS

G1 – ‘Você realmente precisa ir a essa festa?’, questiona OMS após aumento da Covid-19 entre jovens

G1 – Mistura de anticorpos protegeu macacos e hamsters da Covid-19, diz estudo

G1 – Secretário de saúde está em recuperação em casa

G1 – Profissionais de saúde reclama de falta de EPIs

ANS – Manutenção programada na infraestrutura de TI

ANS – Nota da ANS

Anvisa – Radiação UV não é eficaz no combate à Covid-19

Anvisa – Novo marco regulatório de IFAs está em vigor

Anvisa – Bulário Eletrônico será substituído em setembro

Agência Brasil – PF cumpre 6 mandados de prisão contra fraudes em contratações na saúde

Agência Brasil – Senai ensina indústrias a produzirem EPI contra novo coronavírus

Agência Brasil – Vereadores do Rio aprovam testagem de covid-19 em escolas

Agência Brasil – Rio de Janeiro registra mais 140 óbitos por covid-19 em 24 horas

Agência Brasil – Mais cinco centros no Brasil iniciam testes com vacina chinesa

Agência Brasil – Secretário adianta pontos da estratégia de vacinação para covid-19

Agência Saúde – Brasil monitora síndrome que pode estar associada ao coronavírus

Agência Saúde – Brasil registra redução de óbitos e estabilização de casos da Covid-19

Agência Saúde – Brasil registra mais de 2 milhões de recuperados da Covid-19

Valor Econômico – Pandemia acelera adesão de companhias ao Pacto Global

Valor Econômico – Acordo une rivais de saúde on-line

Correio Braziliense – UnB avança na luta por uma vacina contra o novo coronavírus

Correio Braziliense – Covid: Mulheres na pós-menopausa têm mais risco de quadro grave

Governo Federal – Projeto de inteligência artificial pode auxiliar no tratamento da Covid-19

Conitec – Conitec quer conhecer pacientes e associações do Brasil

Conitec – Conitec decide pela não incorporação de medicamento para retocolite ulcerativa no SUS
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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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