Ministro da Saúde diz que houve ‘subnotificação absurda’ de Covid-19 no país por orientação inicial

//Ministro da Saúde diz que houve ‘subnotificação absurda’ de Covid-19 no país por orientação inicial
O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta quarta-feira (9) a integrantes do Conselho Nacional de Saúde (CNS) que houve uma subnotificação “absurda” no país em razão do protocolo inicial da pasta para a Covid-19, que orientava a população a procurar atendimento médico só quando sentisse sintomas graves, como falta de ar. A informação foi divulgada em texto oficial do CNS após reunião com Pazuello. De acordo com o jornal O Globo a recomendação inicial adotada pela gestão de Luiz Henrique Mandetta tinha o objetivo de evitar que hospitais e postos de saúde se tornassem pontos de proliferação do novo coronavírus, tendo em vista que a maior parte dos sintomas da Covid-19 são semelhantes aos de uma gripe. Seria, na avaliação da equipe dele, desnecessário correr à rede de saúde por qualquer sinal. Sob a gestão de Pazuello, o ministério mudou a diretriz para que a população procure a rede de saúde se tivesse qualquer sintoma de Covid-19, mesmo que seja leve. Ele criticou a orientação inicial. “Isso foi um grande tiro no pé. A subnotificação foi absurda”, afirmou Pazuello, segundo comunicado oficial do Conselho Nacional de Saúde, ao explicar os motivos de modificar a orientação aos conselheiros. Ainda segundo o CNS, Pazuello apoiou a posição da entidade sobre o orçamento da pasta no ano que vem. “Precisamos que o orçamento emergencial da pandemia seja mantido no próximo ano. Estamos aqui para reafirmar que precisamos fortalecer o SUS e o orçamento do Ministério da Saúde”, disse Fernando Pigatto, presidente do CNS, ao falar de R$ 35 bilhões que o SUS pode perder em 2021, caso o projeto de lei enviado pelo governo seja aprovado. Pazuello, ainda de acordo com o CNS, concordou com a posição de Pigatto. “Temos a posição de preservar ao máximo os recursos (emergenciais para o SUS) em 2021. Sabemos que a pandemia terá impacto nos próximos anos”, disse o ministro.

Ministério da Saúde diz que contrato com a AstraZeneca não sofrerá alteração

O secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco Filho, disse nesta quarta-feira (9), que o contrato de aquisição da vacina contra à covid-19 firmado com a AstraZeneca não sofrerá alteração e afirmou que o acordo de encomenda tecnológica já foi assinado. Segundo o jornal O Estado de S.Paulo o País tem um acordo com a farmacêutica que garante acesso a 100 milhões de doses, das quais 30 milhões seriam entregues entre dezembro e janeiro e 70 milhões, ao longo dos dois primeiros trimestres de 2021. “O contrato da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e AstraZeneca não sofrerá qualquer alteração. Além do memorando de entendimento, o acordo de encomenda tecnológica já foi assinado eletronicamente pela AstraZeneca, na Inglaterra, e pelo Brasil, com a Fiocruz”, falou Élcio Franco. A declaração da pasta em coletiva de imprensa foi feita após a suspensão dos testes da vacina de Oxford na tarde da última terça-feira, 8, por suspeita de reação adversa grave em um dos voluntários participantes no Reino Unido. De acordo com a AstraZeneca, a interrupção é um procedimento padrão que deve acontecer sempre que surge uma doença inexplicável em um dos participantes e que, ao realizar procedimento padrão de revisão nos testes, foi decidido de maneira voluntária pausar a vacinação “para permitir a revisão dos dados de segurança por um comitê independente”.  O Ministério da Saúde também disse que não sabe quanto o cronograma previsto para o desenvolvimento da vacina está impactado e, portanto, “é preciso aguardar e avaliar”. “Em momento algum, o Ministério da Saúde, o governo brasileiro, achou que vacina da AstraZeneca fosse a bala de prata, a única solução. Optamos por ela por ser, naquele momento, e ainda continuar sendo a solução mais viável para imunização da população que nós tanto almejamos. Ainda é cedo para identificarmos alguma variação no cronograma planejado, uma vez que ainda não sabemos por quanto tempo permanecerá essa paralisação (dos testes)”, explicou o secretário executivo. Além disso, ele destacou que é “muito cedo para fazer qualquer afirmação sobre falhas” e que o evento ocorrido é natural e precisa ser investigado. “A suspensão dos testes é um procedimento de segurança para que o evento adverso seja analisado e assim certificar a segurança e efetividade da vacina”. Disse ainda que a pausa significa que novos participantes não serão incluídos nos testes realizadas com a vacina no País, por enquanto, mas aqueles que já estavam no estudo permanecerão em acompanhamento.

Lobby segura Projeto de Lei sobre patentes de medicamentos contra a covid-19

A indústria farmacêutica está ganhando uma importante queda de braço no Congresso Nacional ao impedir que um projeto de lei que permite o licenciamento compulsório de medicamentos durante a pandemia de coronavírus seja pautado no plenário da Câmara, informou o portal BR Político nesta quarta-feira (9). Defensores da proposta têm tentado convencer lideranças dos mais diversos partidos que o texto é essencial para que o País consiga reagir de forma adequada ao coronavírus no caso do surgimento de uma droga capaz de combater a doença. Isso valeria também para as vacinas. Hoje, existem mais de 160 vacinas em desenvolvimento, com 9 delas já na fase 3 de testes. O Brasil tem acordo para produção e compartilhamento de tecnologia com apenas uma, no caso do governo federal, e com alguns Estados, como São Paulo e o Paraná buscando acordos próprios. Caso outra vacina tenha eficácia comprovada, será necessário adquirir as unidades, aceitando os valores impostos pela lei de oferta e procura. Outro exemplo da necessidade do PL citado pelo deputado é a vacina que está sendo desenvolvida pela Pfizer. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fechou um acordo de US$ 2 bilhões para adquirir as doses produzidas até o fim deste ano, caso seja comprovada a eficácia. Os resultados deverão sair em outubro e, sendo positivos, deverão dar início a uma corrida pelo medicamento. A empresa se comprometeu a “colaborar” com a produção e distribuição, mas teria vantagem na mesa de negociação. A própria Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu a importância do projeto do Congresso Nacional e pediu formalmente ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que pautasse sua votação enquanto medida essencial para a resposta do Brasil à pandemia. Outras entidades, como a Opas (Organização Panamericana da Saúde), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a América Latina, e a ONG Médicos Sem Fronteiras também já se manifestaram publicamente a favor do PL. É o que alega a indústria farmacêutica, em especial a internacional. A Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) é contra o projeto, alegando que “representa uma grande ameaça à pesquisa e ao desenvolvimento de novos tratamentos, por inviabilizar a sustentabilidade da pesquisa científica” e que o Brasil iria “contra” acordos internacionais, maculando sua imagem mundialmente ante o setor. O Acordo de Propriedade Industrial da Organização Mundial do Comércio permite a quebra de patentes em situações de emergência sanitária. Isso, inclusive, já ocorreu no Brasil. Em 2007, o então presidente Lula, por meio de um decreto, quebrou a patente do medicamento Efavirenz, produzido pelo laboratório norte-americano Merck Sharp & Dohme, usado no combate ao vírus HIV. Temendo essa situação, outros países já adotaram regras específicas para a quebra de patentes durante a pandemia. Canadá, Alemanha, Chile e Equador aprovaram legislações semelhantes como forma de garantir o acesso das vacinas e possíveis medicamentos para a população.

Pesquisa revela que mais da metade dos pacientes oncológicos reclama de saúde mental na pandemia

Nesta quinta-feira (10), o Blog E+ do jornal O Estado de S.Paulo divulgou que, um levantamento feito pelo Instituto Oncoguia revela um dado preocupante: a maioria das pessoas em tratamento contra o câncer no Brasil não sabe o que fazer em relação à oscilação de humor. O estudo foi dividido em duas etapas: a primeira, com 562 pacientes, entre abril e maio deste ano, e a segunda, com 439 respostas, em julho. Todas as entrevistas foram realizadas por formulário online. Na primeira fase, 53% dos participantes declararam que uma das áreas mais impactadas pela pandemia foi a emocional. Em julho, essa porcentagem subiu para 58%. Os sentimentos mais presentes na vida destas pessoas foram o medo e a ansiedade. “Podemos dizer que o paciente oncológico está duplamente impactado: pelo diagnóstico do câncer e agora pela pandemia. Sem dúvida nenhuma temos que garantir e oferecer formas para que ele consiga cuidar também da sua saúde emocional”, enfatiza a fundadora e presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz. Para driblar o medo e a tristeza, Anne Carrari, diagnosticada com câncer de ovário, em estágio avançado, com metástases no fígado, peritônio, baço, bexiga e diafragma, recorreu à fé. “Estipulei um momento diário de oração, interiorização e mentalização de energias positivas. Com certeza a minha espiritualidade fez toda diferença porque me fez entender que em toda dificuldade existe uma possibilidade de evolução, de crescimento e de aprendizado”, diz. Nas duas fases da pesquisa realizada pelo Instituto Oncoguia, a espiritualidade apareceu como a principal forma de auto cuidado, mencionada por 52% dos entrevistados na primeira etapa e 57% na segunda. Em seguida vem a prática de atividades físicas, meditação e relaxamento, grupos de apoio, cursos online e conversas temáticas. “Uma coisa que me ajudou foi começar a participar das rodas de conversa que o Instituto Oncoguia tem proporcionado. São encontros virtuais semanais com psicólogos, pacientes e familiares onde discutimos sobre nossos sentimentos. Tem sido momentos de acolhimento e muito crescimento pessoal”, afirma Cláudia Lopes, que faz tratamento contra câncer de pulmão. A pesquisa do Instituto Oncoguia também aponta que 10% dos entrevistados não sabem como agir diante do sofrimento emocional. Além disso, 15% dos participantes disseram não estar fazendo nada para cuidar da saúde mental. Na primeira etapa do levantamento do instituto, realizada entre abril e maio, 41% dos participantes declararam que a pandemia do coronavírus havia impactado diretamente em seus tratamentos oncológicos. Na nova rodada, realizada em julho, este número caiu para 31%, mostrando que, aos poucos, a rotina começa a ser retomada. “O paciente continua com medo, mas já entendeu que seu tratamento não pode ser interrompido. Para que se sinta seguro, vemos como necessário o conhecimento sobre protocolos e medidas de segurança adotadas pelas instituições onde se tratam”, destaca Luciana Holtz, fundadora do Instituto Oncoguia.

SAÚDE NA IMPRENSA

Agência Câmara – Projeto exige medição da pressão arterial em crianças com mais de 3 anos

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Agência Câmara – Projeto inclui mortes por Covid-19 na cobertura de seguros de vida

Agência Câmara – Câmara aprova crédito de R$ 10 bi para ações contra Covid-19 em estados e municípios

Agência Câmara – Deputados aprovam crédito extraordinário de R$ 5,5 bilhões para saúde

Agência Câmara – Chega à Câmara projeto do Senado que proíbe corte em bolsa de pesquisa durante pandemia

Agência Câmara – Proposta autoriza uso de leito vago de UTI privada por pacientes do SUS

Agência Senado – Projeto proíbe desativação de leitos de UTI incorporados ao SUS

Agência Senado – Aprovados duas medidas provisórias de créditos para combate à pandemia

Folha de S.Paulo – Senado aprova proposta que amplia em um ano uso de verbas da Covid por estados e municípios

Folha de S.Paulo – Efeitos colaterais de vacina chinesa atingiram menos de 5% dos voluntários

Folha de S.Paulo – Perto de vencer, medidas provisórias de combate à Covid-19 totalizam R$ 7,8 bilhões represados

Folha de S.Paulo – Cloroquina encalhada

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Folha de S.Paulo – Entenda os possíveis efeitos adversos que surgem no desenvolvimento de uma vacina

O Estado de S.Paulo – Google vai doar US$ 8,5 mi para pesquisas contra covid-19 que usam IA

O Estado de S.Paulo – Vacina deve ser um bem de saúde pública acessível a todos, diz secretário-geral da ONU

O Estado de S.Paulo – Revolta da Vacina… parte 2?

O Estado de S.Paulo – MS: expectativa é que os testes sejam retomados o quanto antes

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O Estado de S.Paulo – Os desafios tecnológicos dos aplicativos de rastreamento do coronavírus na Europa

O Estado de S.Paulo – Dúvida sobre vacina deixa governo a pé

O Estado de S.Paulo – Ministério da Saúde diz que contrato com a AstraZeneca não sofrerá alteração

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O Estado de S.Paulo – OMS afirma estar satisfeita com protocolo de segurança dos desenvolvedores da vacina de Oxford

O Estado de S.Paulo – Como a medicina baseada em evidência pode colaborar para a redução da judicialização da saúde

BR Político – Lobby segura pl sobre patentes de medicamentos contra a covid-19

STF – Contratação de empregados de conselhos profissionais pela CLT é constitucionaL

O Globo – Ex-subsecretário de Saúde diz que Witzel soube dos ‘problemas’ na secretaria em março

O Globo – Ministério da Saúde diz que contrato com empresa produtora de vacina não será alterado

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O Globo – Corte drástico de recursos ameaça a ciência em 2021

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Agência Brasil – Síndrome associada à covid-19 já atingiu 197 crianças e adolescentes

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G1 – Anvisa diz que ‘evento adverso grave’ verificado em voluntário da vacina de Oxford não foi observado no Brasil

Uol – Conselho Nacional de Saúde pede manutenção do orçamento do setor para 2021

Correio Braziliense – Suspensão dos testes com a “vacina de Oxford” é elogiada, mas gera apreensão

Correio Braziliense – Acordo entre Fiocruz e AstraZeneca que garante doses da “vacina de Oxford” vai continuar

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Correio Braziliense – Setembro Amarelo: Fim do preconceito é fundamental para prevenção do suicício

Valor Econômico – Reino Unido estuda usar exames rápidos de covid-19 para testar até 10 milhões de pessoas por dia

Valor Econômico – AstraZeneca pode retomar testes na próxima semana

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Valor Econômico – Relator sugere estender prazo para uso de créditos extraordinários até 2021

Valor Econômico – Morcegos podem nos ajudar a desenvolver imunidade à covid-19

Poder360 – Vacina chinesa causa efeitos colaterais em menos de 5% dos voluntários

Poder360 – Operação investiga fraudes na compra de equipamentos médicos no Distrito Federal

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Poder360 – Suspensão de teste da vacina de Oxford deixa cronograma indefinido no Brasil

Leopoldinense – Medida padronizará comunicação entre médicos e magistrados

CM Jornal – Doentes crónicos representam mais de metade dos casos graves e mortes por covid-19 em África

Guamare News – Saúde: Extinção do Farmácia Popular deve aumentar o número de óbitos no Brasil, dizem laboratórios
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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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