Ministra Tereza Cristina lança Plano Safra 2020/2021 e destaca o papel fundamental do agro

//Ministra Tereza Cristina lança Plano Safra 2020/2021 e destaca o papel fundamental do agro
Ao lançar o Plano Safra 2020/2021, nesta quarta-feira (17), a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, destacou o papel fundamental da agropecuária para o Brasil e para o mundo, especialmente neste momento de pandemia, informou o portal do Mapa. “A agropecuária é uma atividade nobre. Acredito que agora, depois de enfrentarmos essa pandemia, nós, brasileiros, saberemos valorizar mais quem está no campo e faz chegar à nossa mesa comida farta e de qualidade”, disse. A ministra explicou que o Plano Safra é focado nos pequenos e médios produtores, que são os que mais precisam do suporte do Governo Federal. Ela também observou que a agropecuária cresceu 1,9% no primeiro trimestre de 2020, enquanto outros setores sofreram retração. Além de abastecer o mercado interno, o agro exportou 17,5% a mais em relação ao mesmo período de 2019. “Esse cenário nos dá a convicção de que a agropecuária brasileira será um dos principais motores da retomada econômica após a Covid-19, que impôs uma situação dramática, nunca vista, em esfera global. Precisamos de esperança e otimismo para superarmos tudo isso e é nesse espírito que lançamos hoje o Plano Safra 2020-2021”, avaliou. Confira o discurso da ministra Tereza Cristina.

Supremo Tribunal Federal (STF) tem maioria para suspender renovação automática de registro de agrotóxicos

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta terça-feira (16), para manter a suspensão da norma do Ministério da Agricultura que permitia a renovação automática de defensivos agrícolas, dispensando a análise pelos órgãos competentes. Segundo o portal Jota a portaria libera automaticamente novos agrotóxicos no país caso o governo demore mais de 60 dias para concluir os estudos sobre o produto em questão. O julgamento da medida cautelar ocorre no plenário virtual e tem nove votos até o momento, todos referendando a liminar do relator, ministro Ricardo Lewandowski, para quem  a portaria exorbita o espaço normativo reservado pela Constituição à regulamentação específica do assunto. Até o momento, Lewandowski foi acompanhado pelos ministros Dias Toffoli, Luiz Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber e Marco Aurélio. Duas arguições de descumprimento de preceito fundamental foram apresentadas contra a norma, uma pelo PSOL, a ADPF 658, e outra pela Rede, a ADPF656 . A Portaria 43, de 21 de fevereiro de 2020, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, estabelece que, ultrapassado o prazo, caso não haja manifestação conclusiva da Secretaria de Defesa Agropecuária sobre o deferimento do ato de liberação, ele será aprovado. O prazo para a manifestação da autoridade sobre o registro de fertilizantes é de 180 dias. Para aprovação automática de agrotóxicos e afins, o prazo é de 60 dias. Lewandowski apontou que o ato do poder público pode lesar preceitos fundamentais da ordem constitucional brasileira. “É dizer, a portaria ministerial, sob a justificativa de regulamentar a atuação estatal acerca do exercício de atividade econômica relacionada a agrotóxicos no país, para imprimir diretriz governamental voltada para maior liberdade econômica, feriu direitos consagrados e densificados após séculos de reivindicações sociais com vistas a configurar a dignidade humana como valor supremo da ordem jurídica e principal fundamento da República Federativa do Brasil”, disse. O relator reuniu, no voto, dados sobre o consumo de agrotóxicos no Brasil. Um relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), por exemplo, mostra que, em 2013, o Brasil foi o país que mais gastou com defensivos agrícolas no mundo: US$ 10 bilhões. Estados Unidos, China, Japão e França ficam, respectivamente, nas posições seguintes. Lewandowski também classificou de impressionantes os dados levantados pela pesquisadora Larissa Mies Bombardi, professora da Faculdade de Geografia da Universidade de São Paulo. De acordo com a pesquisa, enquanto o consumo de agrotóxicos no mundo aumentou em 100% entre os anos de 2000 e 2010, no Brasil este acréscimo correspondeu a quase 200%. No país, 96,5 % da produção de soja, 88,4% da produção de milho e 78,4% da produção de algodão são transgênicas. O agrotóxico mais vendido no Brasil é o glifosato, que corresponde, sozinho, a mais da metade do volume total de todos os agrotóxicos comercializados. A OMS, em 2015, publicou relatório no qual aponta o glifosato como causador de câncer em animais tratados em laboratório e potencial causador de alterações na estrutura do DNA das células humanas. O produto será banido da França a partir de 2022. O ministro segue citando dados da pesquisa, que também aponta como alarmantes.

Embraer anuncia início da reintegração da Aviação Comercial e novo Presidente/CEO da divisão

A Embraer iniciou, nesta segunda-feira (15), o seu processo de reestruturação, com a reintegração da área de aviação comercial após o fim do acordo com a Boeing, e anuncia Arjan Meijer como o novo presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial, sucedendo John Slattery. De acordo com o portal AeroIN Arjan passa a se reportar diretamente a Francisco Gomes Neto, presidente e CEO da Embraer. A mudança entra em vigor imediatamente. Com seus 47 anos, Arjan atuava como Chief Commercial Officer (CCO) da Embraer Aviação Comercial desde janeiro de 2017. Durante sua gestão como CCO, ele foi responsável pela área global de vendas e marketing, contribuindo para a empresa conquistar 35 campanhas de vendas. Arjan entrou na companhia em abril de 2016 como vice-presidente da Aviação Comercial para Europa, Oriente Médio, África e Rússia. Antes da Embraer, Arjan atuou por 15 anos em vários cargos de liderança no grupo KLM. Suas últimas posições foram de vice-presidente de serviços técnicos e desenvolvimento de frota na subsidiária KLM Cityhopper e diretor-geral da KLM Engenharia no Reino Unido. Arjan se formou na Universidade de Delft, na Holanda, e na Universidade Purdue nos Estados Unidos. Ele tem mestrado em Engenharia Aeronáutica e MBA em Administração e Negócios. “Arjan fez um excelente trabalho como líder da área de vendas na aviação comercial. Ele tem energia, experiência internacional e competências necessárias para liderar a unidade de negócio neste momento único”, disse Francisco Gomes Neto. Ao mesmo tempo, John Slattery está deixando a Embraer para trabalhar em um dos principais parceiros da companhia na indústria de aviação. Desde julho de 2016, John lidera o negócio da Aviação Comercial. Anteriormente, ele atuou como Chief Commercial Officer (CCO) desde novembro de 2012. “John desempenhou uma função central na empresa durante um período bastante desafiador. Agradeço a ele por toda a dedicação e comprometimento à companhia, aos clientes, colaboradores e parceiros,” disse Alexandre Silva, presidente do Conselho da Embraer. “Felizmente, a indústria continuará a contar com ele, que permanecerá atuando no setor de aviação”.

E se o Brasil produzisse 100 milhões de toneladas de grãos a menos?

Em plena pandemia do novo coronavírus, mais uma excelente notícia vem do campo. A safra brasileira de grãos que acaba de ser colhida foi recorde, atingindo 251,9 milhões de toneladas. Essa fantástica produção explica por que a oferta de alimentos se mantém absolutamente normal num momento de extremo desafio para o país. Não só a disponibilidade interna segue no ritmo esperado, como as exportações do agronegócio continuam batendo recordes, destacou o artigo de Eliane Kay, farmacêutica-bioquímica e diretora executiva do Sindiveg, publicado nesta terça-feira (16), no portal Agro em Dia. O que a sociedade não sabe é que essa colheita poderia ter quebra de 100 milhões de toneladas! Isso sem contar os prejuízos à produção de café, cana-de-açúcar, frutas, legumes, flores e outras culturas, que despencariam na mesma proporção. Por trás do excepcional resultado da agricultura brasileira está um imenso desafio: o combate a diversas pragas, sempre à espreita de oportunidades para atacar os cultivos agrícolas. A deficiência no tratamento pode ser desastrosa, já que o exército de fungos, bactérias, ácaros, vírus, plantas daninhas, nematoides e insetos é forte, resistente e difícil de vencer. Estudos da ONU (Organização das Nações Unidas) indicam que as plantações sem proteção correta podem ter perdas de até 40% na produtividade. À disposição dos agricultores brasileiros para combater esses males estão os defensivos agrícolas modernos e eficientes – devidamente analisados e aprovados por três instituições federais (Ministério da Agricultura, Pecuária e Agricultura/MAPA; Agência Nacional de Vigilância Sanitária/ANVISA e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis/IBAMA) –, que protegem as plantas e grãos armazenados com eficiência e controlam as implacáveis pragas que assolam as mais diferentes culturas. Recente estudo do CEPEA/USP oferece números ainda mais dramáticos na produção agrícola, caso os cultivos não contassem com a proteção dos defensivos. A renomada instituição analisou os prejuízos advindos da ausência de agroquímicos contra três terríveis pragas: ferrugem asiática (soja), lagarta (milho) e bicudo (algodão). Conclusão: os sojicultores precisariam investir R$ 33 bilhões para obter a mesma produtividade e o custo interno da soja subiria 22,9%. Quanto ao milho, o gasto adicional para atingir a mesma produção atingiria R$ 25,3 bilhões e o custo no mercado doméstico seria 13,6% superior. Com o algodão não seria diferente: seriam necessários investimentos de R$ 2,53 bilhões para chegar à mesma produção e os preços no país aumentariam 5,5%. Juntas, as três culturas causariam impacto de praticamente 1% na inflação oficial. Os dados do CEPEA/USP corroboram conclusões de dezenas de instituições nacionais e internacionais que mostram que os defensivos agrícolas controlam pragas e plantas daninhas, protegem os cultivos e contribuem para o aumento da produtividade com eficiência e segurança. Com a oferta maior de alimentos, os preços caem. Além disso, mais produção por área evita a ampliação de área de cultivo, agregando o fator de sustentabilidade ao campo. Nunca é demais lembrar que as pragas são inimigos terríveis, que atacam os cultivos, e grãos armazenados, provocando doenças e reduzindo a capacidade de produção. Com essa ação implacável de pragas e doenças, cai dramaticamente a oferta de grãos, fibras e energia para o consumo das pessoas. Ou seja: na prática, as pragas competem com os seres humanos pelos mesmos alimentos. E sem o uso de defensivos as pragas venceriam essa batalha. Também é importante destacar que a combinação entre temperatura elevada e umidade, próprios do clima tropical, é ideal para a proliferação das pragas. Em outras palavras: o Brasil é o habitat perfeito para elas. Por outro lado, o clima tropical possibilita ao Brasil ter, em algumas culturas, até três safras por ano. Essa realidade ajuda a explicar o boom da nossa agricultura nas últimas décadas, que ajudou o Brasil a deixar de ser importador para ser um dos maiores exportadores mundiais de produtos agrícolas.

NA IMPRENSA

Jota – Os agrotóxicos são fundamentais para a garantia do direito à alimentação

Jota – STF tem maioria para suspender renovação automática de registro de agrotóxicos

AeroIN – Embraer anuncia início da reintegração da Aviação Comercial e novo Presidente/CEO da divisão

Agro em Dia – E se o Brasil produzisse 100 milhões de toneladas de grãos a menos?

Agro em Dia – Boa Viagem, no sertão cearense, aposta no cultivo de algodão agroecológico

Agro em Dia – Regulamentação da venda direta de etanol deve sair até outubro, diz ministro

Agro em Dia – Governo federal anuncia Plano Safra 2020/21 nesta quarta-feira 17

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Agro em Dia – STF mantém decisão que suspende liberação automática de defensivos pelo Mapa

Agro em Dia – Pecuária leiteira: Brasil tem 1ª instalação de compost barn voltada à pesquisa

Folha de S.Paulo – Bacia do Xingu é campeã de desmatamento na Amazônia, diz estudo

O Estado de S.Paulo – Plano Safra 2020/2021 terá 5,8% mais recursos e taxas menores, diz Tereza Cristina

Valor Econômico – Commodities: Rússia desiste de cota de exportação e trigo cai em Chicago

Valor Econômico – Produtor faz pressão contra custos extras na área de crédito rural

Valor Econômico – Agronegócio de exportação está indo bem, mas há problemas em outras áreas, diz presidente da Cargill no Brasil

Valor Econômico – Cade aprova compra da divisão de café torrado e moído da Mitsui Alimentos pelo Grupo 3 Corações

Valor Econômico – Bayer volta atrás em decisão de construir fábrica para produção de dicamba nos EUA

Valor Econômico – Grupo de Ottawa põe agricultura no foco

CNA – Durante o inverno, incidência de pragas é reduzida e rendimento das hortas em MS pode chegar a 90%

CNA – Projeto Campo Futuro levanta custos de produção de grãos em Goiás

CNA – Senar Paraíba retoma curso ‘Técnico em Agronegócio’ com aulas remotas

Mapa – Plano Safra 2020/2021 será lançado nesta quarta-feira

Embrapa – Embrapa orienta sobre controle da mela em feijão-vagem

Embrapa – Coletiva para imprensa aborda controle biológico de pragas agrícolas pelo fungo Trichoderma

Embrapa – Exportação mundial de café da espécie arábica totaliza 45,26 milhões de sacas e de robusta 27,52 milhões em sete meses

AgroLink – Incidência de pragas é reduzida e rendimento das hortas em MS pode chegar a 90%

AgroLink – Insultos de autoridades do Brasil à China causam preocupação

AgroLink – Novo herbicida para controle de plantas daninhas

AgroLink – Inovação terá papel fundamental na cadeia agropecuária na pós-pandemia, diz especialista

AgroLink – Embrapa orienta sobre controle da mela em feijão-vagem

AgroLink – Abrass aponta bons índices nas vendas de semente de soja

AgroLink – Valtra realiza primeiro evento com a experiência inédita em 360°

AgroLink – Fertilizantes estão mais caros

AgroLink – VBP de SC cresce 8,8%

AgroLink – Meliponicultura: extensionistas organizam oficina sobre cuidados com as abelhas nativas sem ferrão

AgroLink – Preços do arroz voltam a subir

AgroLink – AgroBrasília quer mostrar potencial da agricultura do DF

AgroLink – Descentralização do agro é fundamental na pandemia

AgroLink – Soja brasileira segue em alta

AgroLink – Eliminar glifosato pode custar € 80/ha na França

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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