Ministra tenta ampliar recursos para subvenções no Plano Safra  

//Ministra tenta ampliar recursos para subvenções no Plano Safra  
A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, tenta convencer a equipe econômica do governo a aumentar de R$ 10 bilhões para R$ 13,5 bilhões o total de recursos para subvenções ao crédito rural para poder anunciar um Plano Safra 2020/21 mais “robusto”. O valor destinado ao seguro rural também deverá crescer, de R$ 1 bilhão previstos neste ano para R$ 1,5 bilhão em 2021, com a tentativa de tornar esse orçamento obrigatório. Para que a fatia do caixa do Tesouro Nacional voltada ao campo chegue a esses R$ 15 bilhões desejados, o pedido foi reforçado ontem ao ministro da Economia, Paulo Guedes, na frente do presidente Jair Bolsonaro. “Ele é o árbitro disso tudo. As conversas são mais fáceis se têm o ‘aceite’ do nosso chefe”, afirmou Tereza Cristina ao Valor Econômico nesta terça-feira (28). A ministra deixou claro ao presidente que o agronegócio tem capacidade de “andar mais rápido” e espera que isso se reflita em um Plano Safra mais “encorpado”. Com total respaldo do setor para permanecer no cargo e sem demonstrar cansaço diante de críticas nas mídias sociais por defender que o Brasil deve manter boas relações comerciais com a China, principal destino das exportações do agronegócio nacional, Tereza Cristina disse que “está tudo no eixos” e que segue firme à frente da Pasta. Ela destacou que Bolsonaro atendeu a todas as demandas possíveis feitas pelo agronegócio até agora. “Não posso me queixar do presidente sobre apoio ao setor. E o setor vê isso”, afirmou. Nesse contexto, a ministra reiterou que “já trabalha” com R$ 15 bilhões para subvenções (a crédito rural e seguro) no próximo Plano Safra – que vai entrar em vigor no dia 1º de julho e pode ter o anúncio antecipado -, mas ressalvou que o martelo não foi batido pelo Ministério da Economia. Por isso, prefere não cravar de quanto será a queda na taxa de juros do crédito rural. O certo é que as taxas não chegarão aos pedidos de 1% e 2% feitos pela agricultura familiar e de 3% que parte do setor quer para médios e grandes produtores. As taxas poderão ter cortes de um ou dois pontos percentuais, sinalizou a ministra. Tereza Cristina pontuou que, mesmo com o possível aumento dos recursos para subvenções, os juros muito mais baixos podem resultar em “pouco dinheiro para pouca gente”, devido ao encarecimento das operações individualizadas.

Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) em dólar ficam para depois da pandemia

Sonho antigo do setor, os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) referenciados em dólar vêm sendo adiados por investidores estrangeiros em virtude das incertezas trazidas pela pandemia da covid-19, destacou o jornal O Estado de S.Paulo nesta terça-feira (28). Victoria de Sá, cofundadora da securitizadora Vert, relata que fundos se voltaram a mercados mais “maduros”, como o europeu e o americano. “Quem estava conversando sobre CRA em dólar jogou para frente”, diz. Gaia Agro e Ecoagro, também securitizadoras, vinham estruturando seus primeiros CRAs em dólar e devem emiti-los no segundo semestre. A remuneração esperada por investidores – e que teria de ser paga pelo tomador – também subiu com o maior risco no mercado. Apesar do freio, Victoria, Renato Barros Frascino, diretor da Gaia Agro, e Moacir Ferreira Teixeira, sócio-fundador da Ecoagro, são unânimes em apontar o título como nova via para o custeio de agricultores exportadores. “Vamos trazer de fora recursos para o médio e o grande produtor”, diz Frascino. Os títulos foram regularizados pela lei 13.986, sancionada no último 7 de abril. Teixeira, da Ecoagro, acredita que o total de CRAs em dólar emitidos (estoque) pode se igualar, em 12 meses, ao dos mesmos títulos em real, hoje de R$ 41,4 bilhões – o que equivaleria a US$ 7,4 bilhões em CRAs. Frascino, da Gaia, é conservador. “Em todo o mercado estimo 4 ou 5 operações”, diz. Todos concordam que há potencial para o papel atrair dinheiro de investidores de “green bonds”, desde que financie atividades com impacto ambiental positivo. Ainda que o destino final do dinheiro obtido por CRA em dólar seja o produtor, as captações tendem a ser feitas, majoritariamente, por empresas de agroquímicos, revendas de insumos e tradings de grãos, dizem os executivos. Juntas, elas financiam hoje mais de 50% dos R$ 260 bilhões necessários por ano para o custeio das lavouras, segundo Victoria, da Vert. “As indústrias de insumos tomam recursos com a matriz (para antecipar produtos para revendas ou produtores). O CRA cambial será uma fonte alternativa”, diz. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, tem empreendido uma “romaria virtual” junto a bancos e investidores em busca de dinheiro privado para o setor. Só nas últimas semanas ela participou de lives promovidas por XP Investimentos, Credit Suisse e Safra. Além de responder às questões ligadas à pandemia de coronavírus e suas consequências, a ministra não deixou de dar seu recado: que o agronegócio tenha prioridade na carteira de investimentos dessas instituições.

Presidente do conselho fiscal da Bayer renuncia

O presidente do conselho fiscal da multinacional alemã Bayer, Werner Wenning, anunciou nesta terça-feira (28), durante assembleia geral ordinária de acionistas, sua renúncia ao cargo. De acordo com o Valor Econômico ele estava na empresa há 54 anos e há 20 integrava o conselho de administração. Ainda não foi indicado um novo ocupante para o posto. Werner Baumann, presidente e CEO da Bayer, elogiou a trajetória de Wenning. “Ele personifica o DNA da Bayer há décadas e, ao mesmo tempo, simboliza a coragem para iniciar as mudanças necessárias”. O legado de Wenning também inclui o foco sistemático da empresa em saúde e nutrição, afirmou Baumann.

Publicado zoneamento agrícola de feijão primeira safra

Em continuidade as ações do Programa Nacional de Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), foram publicadas, nesta terça-feira (28), no Diário Oficial da União, as portarias que aprovaram o Zarc da cultura do Feijão 1ª safra para 14 estados. Neste ano, a publicação das portarias foi antecipada para permitir que produtores rurais, assistência técnica, agentes financeiros, seguradoras e demais entidades que utilizam os indicativos do Zarc possam ter mais tempo para o planejamento da safra. O Zarc indica as melhores janelas de plantio por município, tipo de solo, em três níveis de risco: 20%, 30% e 40%. Também são divulgadas as cultivares classificadas por grupos de características homogêneas, de acordo com o número de dias da emergência à maturação fisiológica. As informações podem ser acessadas por meio do site do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Conforme a Conab, em seu acompanhamento da safra brasileira de abril de 2020, a produção de feijão 1ª safra da temporada 2019/2020 ficou em 1,07 milhão de toneladas. Na primeira safra deste ano, a área é estimada em 926,5 mil hectares, o cultivo do feijão das águas ocupa 70% da área total cultivada com feijão. Produtores rurais e outros agentes do agronegócio podem acessar por meio de tablets e smartphones as informações oficiais do Zarc, ferramenta utilizada para orientar os programas de política agrícola do governo federal. O aplicativo móvel Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Informática Agropecuária (Campinas/SP), está disponível no sistema Android. O zoneamento tem o objetivo de reduzir os riscos relacionados aos problemas climáticos e permite ao produtor identificar a melhor época para plantar, levando em conta a região do país, a cultura e os diferentes tipos de solos. O modelo agrometeorológico considera elementos que influenciam diretamente no desenvolvimento da produção agrícola como temperatura, chuvas, umidade relativa do ar, ocorrência de geadas, água disponível nos solos, demanda hídrica das culturas e elementos geográficos (altitude, latitude e longitude). Os agricultores que seguem as recomendações do Zarc estão menos sujeitos aos riscos climáticos e ainda poderão ser beneficiados pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e pelo Programa de Subvenção ao prêmio do Seguro Rural (PSR). Muitos agentes financeiros só liberam o crédito rural para cultivos em áreas zoneadas. O Zarc foi publicado pela primeira vez na safra de 1996 para o trigo. Hoje contempla os 26 Estados e o Distrito Federal, incluindo mais de 40 culturas.

NA IMPRENSA
Agência Câmara – Câmara aprova MP que prorroga contratos de servidores do Ministério da Agricultura

Folha de S.Paulo – Ideológicos e militares fazem ofensiva contra negociações da Embraer com China

O Estado de S.Paulo – CRAs em dólar ficam para depois da pandemia

Valor Econômico – Ministra tenta ampliar recursos para subvenções no Plano Safra

Valor Econômico – Presidente do conselho fiscal da Bayer renuncia

Valor Econômico – Embrapa anuncia que gerou ‘lucro social’ de R$ 46 bilhões em 2019

Valor Econômico – Commodities: Demanda fraca nos EUA reduz preços do milho

Valor Econômico – Commodities: Preço do açúcar atinge menor nível desde 2007

CNA – CNA debate oportunidades para o agro na Coreia do Sul

CNA – Aliança Agroeconômica lança informativo com dados do Centro-Oeste

CNA – Aprendizagem Rural: ex-participante do programa conta como está a vida depois de representar o Brasil na Olimpíada Internacional de Ciências da Terrac

Mapa – Publicado zoneamento agrícola de feijão primeira safra

Mapa – Nas redes sociais, “Tá no Mapa” vai mostrar políticas e serviços para o agro e a sociedade

Embrapa – Embrapa desenvolve nova cultivar de gergelim para mercado gourmet

Embrapa – Especialistas lançam livro sobre controle biológico de pragas da agricultura

Embrapa – Biofortificados contribuem para a segurança alimentar

AgroLink – Preço da soja no MT fechou em R$ 88,16/saca, diz IMEA

AgroLink – Brasil deve exportar até 20% menos em 2020

AgroLink – Confiança de serviços no Brasil despenca, diz FGV

AgroLink – Produção Integrada do tabaco passa a ter novas regras

AgroLink – Costa Rica autoriza importação de arroz sem tarifas

AgroLink – Valores do trigo em alta no mercado interno, diz Cepea

AgroLink – GPS em máquinas agrícolas: por que usar?

AgroLink – Embrapa lança plataforma interativa de dados espaciais do Matopiba

AgroLink – Índice de Inflação dos Preços Recebidos pelos Produtores Rurais registra alta de 5,71% em março

AgroLink – Maçã, Morango e Pêssego ganham sistema de diagnóstico virtual

AgroLink – EUA estende período para avaliações biológicas de pesticidas

AgroLink – Quebra da resistência de ervas daninhas pode estar próxima

AgroLink – Nematoides são arma contra lagarta-do-cartucho

G1 – Cresce movimentação nas empresas que negociam a produção agrícola no sul do Maranhão

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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