Ministra da Agricultura anuncia protocolo unificado para frigoríficos diante da pandemia

//Ministra da Agricultura anuncia protocolo unificado para frigoríficos diante da pandemia
Em audiência, nesta terça-feira (26), na comissão externa da Câmara que analisa as medidas de combate ao coronavírus, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, informou que, possivelmente nesta semana, será editado um novo protocolo para o funcionamento dos frigoríficos durante a pandemia. Segundo a Agência Câmara o foco será a proteção do trabalhador e a manutenção da atividade econômica. Recentemente, a detecção de funcionários contaminados com o coronavírus levou ao fechamento de frigoríficos de aves e suínos no Rio Grande do Sul e ao abate sanitário dos animais. Segundo a ministra, a intenção é estabelecer regras gerais que reduzam lacunas e ações judiciais por conta de divergências entre normas municipais e estaduais. “Havia uma falta de coordenação entre municípios, estados e governo federal. Hoje nós conseguimos harmonizar e para isso sairá essa portaria que vai contemplar a maioria das ações que precisam ser feitas. Os frigoríficos trabalharam muito forte para dar segurança aos seus funcionários. Os EPIs dos funcionários da grande maioria dos frigoríficos hoje são, às vezes, melhores do que os de alguns hospitais”. O protocolo está sendo concluído com orientações do Ministério Público do Trabalho e dos ministérios da Agricultura, da Saúde e da Economia. Coordenadora geral de saúde do trabalhador do Ministério da Saúde, Karla Baêta explicou alguns itens do documento. “Vão desde etiqueta respiratória, reorganização do espaço de trabalho de forma a manter algum distanciamento com barreiras físicas, medidas de proteção individual e coletiva, formato de trabalho em turnos para se ter menos possibilidade de contato entre as pessoas”, observou. As associações de frigoríficos já dispunham de um protocolo próprio em tempos de coronavírus. O novo documento do governo prevê cerca de 70 recomendações mínimas que deverão ser implantadas pelo setor empresarial. O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, citou a colaboração do Hospital Israelita Albert Einstein no protocolo e elogiou a definição de regras claras para interdição e reabertura de frigoríficos. O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), Antônio Camardelli, afirmou que a pandemia dá um novo recado ao setor: a necessidade de “programar o futuro no sentido da segurança alimentar, saudabilidade e sustentabilidade”. O coordenador da comissão externa do coronavírus, deputado Dr. Luiz Antônio Teixeira (PP-RJ), defendeu os esforços pelo protocolo unificado para o funcionamento dos frigoríficos. O Brasil tem cerca de 200 frigoríficos: 13 deles chegaram a ser fechados com casos de contaminação de funcionários por coronavírus, no início da pandemia. Hoje, estão interditados apenas um em Santa Catarina e outro em Pernambuco. O Ministério da Agricultura também anunciou o reforço das atividades do SIF, Serviço de Inspeção Federal. Os presidentes das associações empresariais que compareceram à audiência afirmaram que, apesar da crise sanitária, o setor cresceu economicamente nos quatro primeiros meses deste ano. O Brasil é o maior exportador do mundo em carne de aves e o quarto na exportação de suínos.

Caso de mormo é confirmado em propriedade rural de Dueré; Animal será sacrificado

A Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) registrou um novo caso de mormo no Tocantins. Desta vez a doença foi confirmada em uma mula de uma propriedade rural de Dueré, na região sul do estado.Conforme informou o G1, o espaço foi interditado e o animal deve ser sacrificado. Este é o primeiro caso no município e o quarto do Tocantins neste ano. De acordo com a Adapec, a constatação foi após a realização de um exame particular e teste complementar confirmatório. A Agência informou que todas as medidas sanitárias estão sendo tomadas. A eutanásia da mula diagnosticada com a doença está marcada para esta quarta-feira (27). O órgão disse que o método utilizado é químico e não causa dor ao animal. Além da interdição da propriedade e eutanásia do animal, será feito processo de saneamento na propriedade rural e investigação para saber se outros equídeos estão com mormo. O mormo é uma doença infectocontagiosa causada por bactéria que contamina principalmente os equídeos. Os principais sintomas são nódulos nas narinas, corrimento purulento, pneumonia, febre e emagrecimento do animal. Em alguns casos o animal pode ter a doença e não apresentar nenhum sintoma. Em casos de suspeita da doença, o produtor rural deve informar imediatamente a Adapec em uma unidade física ou pelo Disque Defesa. O telefone é o 0800 63 1122.

Aplicativo auxilia produtor no controle da mastite

A mastite é considerada a doença que mais causa prejuízos para a produção leiteira mundial, destacou o portal AgroLink nesta quarta-feira (27). No Brasil, de acordo com a Embrapa a enfermidade acomete cerca de 20% a 38% de todo rebanho nacional, refletindo diretamente na produtividade. Estima-se que a redução da produção de leite responda por 70% de todos os custos da mastite, que vão desde os custos com medicamentos, descarte de leite e de animais, efeitos negativos sobre a reprodução e na qualidade do leite. Pensando em contribuir para a solução deste problema, a MSD Saúde Animal lança o Mast Check, um aplicativo de celular voltado à gestão da mastite. Com a ferramenta de fácil manuseio, é possível registrar a vaca doente, identificar o quarto afetado, o medicamento aplicado, programando as próximas aplicações e o descarte de leite. “O objetivo é simplificar e levantar a informação, ou seja, a partir de hoje qualquer produtor terá acesso gratuitamente. Muitas vezes, esses dados são coletados de forma artesanal, em um pedaço de papel e as informações podem se perder. Com o Mast Check, o produtor coloca as mesmas informações de antes diretamente no app, que passa a auxiliá-lo na gestão inteligente da mastite”, diz Gustavo Ferro, gerente de Precisão, da MSD Saúde Animal. De acordo com o executivo, com a tecnologia nas mãos os produtores poderão ter fácil acesso às informações, mesmo não estando na fazenda. Um exemplo é a identificação dos animais em carência para que o controle não fique apenas na mão de uma única pessoa. Esse é mais um passo do avanço digital na pecuária, de acordo com a gerente técnica da MSD Saúde Animal, Vanessa Masson. “O aplicativo serve como ferramenta anotação simplificada. O app gera automaticamente um plano de ordenha, trazendo informações sobre os próximos tratamentos e descartes de leite, o qual fica online e pode ser visualizado por todos interessados como produtor, ordenhador e veterinário, por exemplo. Também há a possibilidade de consultar o histórico dos dados e realizar o comparativo de resultados entre períodos” afirma. A ferramenta foi idealizada pelas áreas de precisão, técnica, marketing e consultores da MSD Saúde Animal e faz parte do compromisso da companhia em criar soluções que promovam conectividade e levem ciência para o mercado, aumentando a produtividade nas fazendas e melhorando a vida das pessoas e a saúde e bem-estar dos animais. O Mast Check está disponível para celulares Android e iOS.

Brasil, um país sem lei contra a morte de cavalos e jumentos

No Brasil, não existe lei federal contra a morte de cavalos e jumentos para consumo, o que significa que desde que um matadouro esteja autorizado a matá-los, não há problema em reduzir esses animais a alimentos e outros produtos, mesmo após uma vida de exploração com outras finalidades – incluindo uso como transporte de cargas, entretenimento e práticas classificadas como “desportivas”, informou o portal Anda nesta quarta-feira (27). Ainda que houvessem leis estaduais ou municipais contra essa matança, não garantiriam que esses animais estariam livres desse triste destino, já que tais leis poderiam ser suspensas sob alegação de interferência em assunto de competência federal. O que significa que caso um estado ou cidade proibisse a prática, mas um frigorífico, por exemplo, recorresse ao Supremo Tribunal Federal (STF), o “direito” de matar poderia ser assegurado. Um exemplo desse infeliz precedente foi uma decisão do STF em 2019 que suspendeu uma lei municipal contra o uso de fogos de artifício ruidosos. Testes em animais no país também já passaram pela mesma preocupante situação, quando a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), que também representa grandes grupos empresariais, apelou ao STF para tentar inviabilizar a proibição dos testes em animais no Rio de Janeiro e no Amazonas em 2018. Ou seja, leis municipais ou estaduais, por melhores que sejam as intenções, correm riscos se houver o entendimento de que estão legislando sobre tema de competência federal – ainda que as nocivas consequências da ausência de tais leis sejam bem claras. Neste caso então, depende-se da interpretação dos ministros, que pode ser variável. No Brasil, desde setembro de 2019, há uma proposta que visa proibir a morte de equinos, equídeos mulas e jumentos para consumo em todo o país aguardando designação de relator na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS) da Câmara dos Deputados. De autoria de Ricardo Izar (PP-SP), o PL 5949/2013 defende que “nenhum matadouro dessa natureza deveria existir”, apontando que nos últimos anos o descarte de animais abandonados foi transformado em um negócio que tem atraído grupos estrangeiros para o Brasil. Izar sustenta que é algo que repugna e constrange a sociedade, ainda que se possa alegar a existência de um conflito aparente de normas – de um lado o direito ao livre comércio ou à crença das pessoas e, de outro lado, a vedação da crueldade aos animais. “Há que se dizer que o valor referente à vida de qualquer ser senciente (de natureza concreta) deve sempre preponderar em relação a valores culturais relacionados a hábitos alimentares prevalentes em outros países, porque a singularidade da existência é o valor supremo de qualquer criatura viva”, argumenta no projeto de lei. Vale lembrar que em agosto de 2019, o projeto foi retirado de pauta a pedido dos deputados Paulo Bengtson (PTB-PA) e Pedro Lupion (DEM-PR). O deputado Paulo Bengtson, que se manifestou contra o PL que proíbe a morte de cavalos, jumentos e mulas, votando por um substitutivo em 2019, é defensor de rodeios e vaquejadas e manifestou sua simpatia por essas atividades quando foi relator do PL 2452/2011. Seu voto favorável ao projeto sustentou que a vaquejada e o rodeio “não são expressões menores de atividades esportivas, e vem da mesma ligação entre o homem e o cavalo.” Em 2019, o deputado Pedro Lupion, que também se posicionou contra o mesmo PL argumentou que “a morte de equinos descartados, afastados do trabalho ou da reprodução é uma medida aconselhável do ponto de vista humanitário e também sanitário, por reduzir o risco de seu abandono e descuido na velhice, e dessa forma evitar que passem fome ou se tornem vetores de doenças.” E continuou: “Além disso, o aproveitamento industrial da carne, da pele e de vários outros subprodutos de equídeos alvo de descarte gera algum valor de mercado para esses animais e permite que os proprietários rurais, que não disponham de pastagens ou condições econômicas para os acolher e cuidar de forma adequada, obtenham algum capital para a reposição do plantel ou mesmo para o suporte familiar.”

NA IMPRENSA

Agência Câmara – Ministra da Agricultura anuncia protocolo unificado para frigoríficos diante da pandemia

Folha de S.Paulo – Desmatamento na mata atlântica cresce 27% entre 2018 e o primeiro ano do governo Bolsonaro

G1 – Caso de mormo é confirmado em propriedade rural de Dueré; Animal será sacrificado

Valor Econômico – Marfrig e ADM criam joint venture para explorar negócio de carnes vegetais

Valor Econômico – Imigrantes fazem falta em frigoríficos americanos

Valor Econômico – BRF tem conseguido manter a produção e se ajustar à demanda, diz Lorival Luz

Valor Econômico – Marfrig e ADM criam joint venture para carne vegetal

CNA – Creep Feeding pode aumentar produtividade na bovinocultura de corte

CNA – Senar reforça biosseguridade durante atendimento virtual aos suinocultores de MS

AgroLink – Senar reforça biosseguridade durante atendimento virtual aos suinocultores de MS

AgroLink – Creep Feeding pode aumentar produtividade na bovinocultura de corte

AgroLink – Especialista cita benefícios da dieta carnívora

AgroLink – Agroceres PIC investe R$ 100 milhões em novas unidades de produção e disseminação genética

AgroLink – Baixa movimentação no mercado do boi gordo no pós-feriado

AgroLink – Levantamento aponta prejuízos da estiagem no leite

AgroLink – RS comemora cinco anos Livre de Peste Suína Clássica

AgroLink – Campanha de vacinação contra aftosa termina no próximo domingo

AgroLink – Aplicativo auxilia produtor no controle da mastite

AgroLink – Novo cão robô pode se tornar “trabalhador rural”

AgroLink – Mercado do boi, leite e insumos: o que está por vir na primeira semana de junho

AgroLink – Aumento das exportações de carne bovina em maio, na comparação anual

AgroLink – Oferta limitada mantém mercado do couro sustentado

AgroLink – Repasteurização é alternativa para eliminação da Listeria

Anda – Porcos são explorados em testes de respiradores usados por pacientes com Covid-19

Anda – Gatos podem aumentar a imunidade contra Covid-19

Anda – Brasil, um país sem lei contra a morte de cavalos e jumentos

Anda – Campanha expõe empresas que apoiam desmonte ambiental de Ricardo Salles

Anda – Estudante que salvou cachorro com parada cardíaca decide adotar o animal

Anda – Desnutrido e apático, cão é resgatado após maus-tratos em Vila Velha (ES)

Anda – Europa prepara ação contra desmatamento que pode afetar exportação brasileira

Anda – ONU incentiva empresas a investirem em opções veganas

Anda – Cãozinho espera há três meses na porta de hospital por tutor que morreu de Covid-19

Anda – “Ovo sem ovo” pode se tornar mais acessível para milhões nos EUA

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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