MINISTÉRIO VAI APRESENTAR PROPOSTA DE LEI PARA AUMENTAR PROTEÇÃO DE AGRICULTORES QUE APLICAM DEFENSIVOS

//MINISTÉRIO VAI APRESENTAR PROPOSTA DE LEI PARA AUMENTAR PROTEÇÃO DE AGRICULTORES QUE APLICAM DEFENSIVOS
De acordo com o MAPA, a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) disse nesta segunda-feira (27) que o governo está preparando uma medida legislativa para, em parceria com as entidades do setor, redobrar os cuidados com os agricultores que aplicam os defensivos no Brasil. “Eles precisam de informação e de equipamentos adequados de proteção; é inaceitável que haja contaminação, não podemos mais permitir isso. É aqui que verdadeiramente ocorre o problema – e não na mesa do consumidor”, disse a ministra, na sede do Ministério da Agricultura. Em evento de abertura da Semana Nacional dos Orgânicos, a ministra lembrou que, assim como ocorre com os agroquímicos, os biodefensivos também precisam ser aplicados com uma série de cuidados para não haver riscos de contaminação. O Brasil bateu recorde de aprovação de biodefensivos nos últimos meses e, segundo a ministra, a demanda por eles só cresce. Em seu discurso, a ministra criticou o que chamou de fake news sobre a qualidade dos alimentos produzidos no Brasil. Segundo ela, o Ministério da Agricultura garante a qualidade e a segurança não só dos orgânicos, mas dos alimentos convencionais também. “Considero um desserviço ao país, uma ação lesa-pátria a campanha massiva de desinformação que alguns brasileiros de renome, inclusive com função pública, têm feito na internet contra a qualidade dos nossos alimentos. Eu quero dizer a eles que nossos concorrentes agradecem”, ressaltou a ministra, lembrando que essa atitude desprestigia o Brasil na disputa comercial.

Brasil usa 500 mil toneladas de agrotóxicos por ano, mas quantidade pode ser reduzida, dizem especialistas

O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo em números absolutos. Mas perde para Japão, União Europeia e Estados Unidos quando são levadas em conta duas variáveis: a quantidade de alimento produzida e a área plantada. Nesses casos, a aplicação de veneno pelo país é proporcionalmente menor. Segundo o G1, a agricultura brasileira usou 539,9 mil toneladas de pesticidas em 2017, segundo os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama). Isso representou um gasto de US$ 8,8 bilhões (cerca de R$ 35 bilhões no câmbio atual), de acordo com a associação que representa os fabricantes, a Andef. No ranking de uso por hectare de lavoura, o Brasil foi o sétimo naquele ano, com gasto equivalente a US$ 111. O Japão, líder do ranking, aplicou US$ 455. Já por tonelada de alimento produzido, o país foi o 13º, com US$ 8. O Japão, novamente na liderança, gastou US$ 95. Mas a liberação de agrotóxicos vem ganhando velocidade nos últimos anos no Brasil. Neste ano, até meados de maio, foram registrados 169 produtos, mais do que em todo o ano de 2015. Nenhum deles constitui princípio ativo novo: são novas misturas de substâncias já aprovadas ou “genéricos”. Mas entidades em defesa do meio ambiente temem que a liberação de mais produtos, ainda que não inéditos, acarrete em uma aplicação mais intensa pelos agricultores, já que os preços tendem a cair. Indústria e Embrapa afastam essa possibilidade. “O produtor não vai usar mais porque está mais barato. Os insumos, entre eles os agrotóxicos, estão entre os maiores custos para o produtor, todo mundo quer é reduzir o uso”, afirma Morandi.

Ministério lança 15ª campanha em favor de alimentos orgânicos

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento lançou nesta segunda-feira (27) a 15ª edição da campanha com o propósito de informar o consumidor como reconhecer o produto orgânico em feiras e supermercados, informou a Agência Brasil. Conforme legislação, os alimentos orgânicos, vendidos em embalagem ou mesmo a granel, devem apresentar o selo ou sinalização de “Produto Orgânico Brasil”, que identifica a certificação do Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica (SisOrg). Os alimentos industrializados só recebem o selo do SisOrg se tiverem mais de 95% de ingredientes de origem orgânica. O produto que tiver mais de 70% e menos de 95% de ingredientes orgânicos, pode ser identificado como “produto com ingredientes orgânicos”. A presença do selo atesta que durante cultivo e produção do alimento, de origem vegetal ou animal, processados ou não, não houve uso de insumos químicos, transgênicos e tóxicos. O fornecedor pode ser identificado pelo Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos. “Somos mães, somos avós, e por mais que tenhamos conquistados novas tarefas profissionais, nós mulheres nunca deixamos de nos preocupar com a qualidade da nutrição das nossas famílias”, disse a ministra que, na Marcha dos Prefeitos, no mês passado, incentivou administrações municipais a comprarem alimentos orgânicos para o preparo da merenda escolar e das refeições hospitalares.

Debêntures vão bancar investimento no RenovaBio

Segundo o Estadão, o governo federal autorizará em junho o setor de biocombustíveis a emitir debêntures incentivadas e captar recursos estimados em até R$ 62,3 bilhões por ano. A operação vai financiar os primeiros investimentos para implantação do RenovaBio, a nova política de combustíveis renováveis. Os recursos devem ser utilizados inicialmente para aumentar a produtividade da indústria sucroalcooleira, estagnada há alguns anos, com a renovação de canaviais, a manutenção e o aumento de capacidade de usinas. Bancos informaram ao governo já terem R$ 9 bilhões desses títulos – chamados de incentivados por não pagarem impostos – prontos para serem negociados no mercado por usinas. As instituições financeiras só aguardam uma portaria autorizando as operações, que deve ser assinada pelo presidente Jair Bolsonaro no dia 17 de junho, data da abertura no Ethanol Summit, em São Paulo. Etanol, biodiesel, biogás e outros combustíveis renováveis serão o ponto de partida do programa de debêntures. O governo deve autorizar a emissão de títulos para outros elos da cadeia e espera trazer investimentos em infraestrutura e logística. Conta, é claro, com a aprovação da reforma da Previdência para reduzir os riscos da emissão desses títulos. O mercado de softwares de gestão de propriedades movimentou US$ 68 milhões no País em 2018, menos do que os US$ 419,5 milhões dos Estados Unidos. Em cinco anos, isso mudará, aponta estudo da empresa de inteligência de mercado Bis. O crescimento será de 164,5% até 2023, com US$ 180,4 milhões. Já os EUA terão avanço de 118%, a US$ 914,9 milhões. Na frente. Quem domina este mercado no País hoje é a John Deere, com 31% de participação (dados de 2017). Depois vem a Trimble, com 19,7%, e em terceiro a Monsanto (agora Bayer), com sua divisão The Climate Corporation, de 15,3%. A SST Software, do grupo britânico RELX, tem 10,1% dos negócios deste segmento no Brasil e a sueca Hexagon, 6,9%.

NA IMPRENSA

Folha de S.Paulo – Código florestal é para valer ou para levar para viajar?

Agência Senado – Projeto de lei isenta de IPI caminhonetes adquiridas por produtores rurais

Agência Brasil – Especialistas defendem mudanças na Embrapa para novo círculo virtuoso

Agência Brasil – Ministério lança 15ª campanha em favor de alimentos orgânicos

G1 – Brasil usa 500 mil toneladas de agrotóxicos por ano, mas quantidade pode ser reduzida, dizem especialistas

G1 – Começa nesta terça-feira em Campo Grande exposição que é uma ‘escola do agronegócio’

G1 – Jovens ribeirinhos aprendem técnicas de produção agrícola e animal em dia de campo no AM

MAPA – Ministério vai apresentar proposta de lei para aumentar proteção de agricultores que aplicam defensivos

Agro Link – Produção de óleo de palma deve afetar a soja

Agro Link – Produtores de orgânicos devem seguir recomendações para ter certificação de qualidade

Agro Link – Milho: Semana começa com alta de 1,0%

Notícias Agrícolas – Comissão Nacional de Irrigação da CNA se reúne em Brasília

Notícias Agrícolas – Secretaria de Agricultura investe na divulgação de tecnologia para olericultura na região de Limeira

Notícias Agrícolas – Mosaic Fertilizantes anuncia retomada de mineração em Catalão

Notícias Agrícolas – Tereza Cristina participa de reunião do Conselho Agropecuário do Sul, em Santiago

Agro Novas – Mais cuidado no uso de agrotóxicos

Agro Novas – Estudo mapeia produtividade da soja nos últimos 50 anos

Agro Novas – Brasil quer aumentar exportação de produtos orgânicos

Agro Novas – Secretaria de agricultura de SP lança semente de milho para produção orgânica

Embrapa – Aplicações da ciência no agro motivam estudantes de escolas públicas

Estadão – Debêntures vão bancar investimento no RenovaBio

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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