Ministério da Saúde quer conhecer o perfil de saúde dos brasileiros

//Ministério da Saúde quer conhecer o perfil de saúde dos brasileiros
 
A partir desta quinta-feira (8), se você tem 18 anos ou mais e mora em uma das 26 capitais do país, além de Brasília, poderá receber uma ligação do Ministério da Saúde e participar da principal pesquisa no país que mede os fatores de risco e de proteção para doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, cânceres, obesidade, doenças respiratórias e relacionadas ao coração – principais causas de mortes no país. É o início da pesquisa Vigitel 2020 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), realizada todos os anos pelo Ministério da Saúde. De acordo com a Agência Saúde a expectativa é ouvir cerca de 27 mil pessoas somente no primeiro semestre. “Conhecer a situação de saúde da população é o primeiro passo para planejar ações e programas que reduzam a ocorrência e a gravidade destas doenças, melhorando, assim, a saúde da população”, destacou o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira. Desde 2006, a pesquisa Vigitel monitora a frequência e a distribuição de fatores de risco para o surgimento destas doenças através de um questionário, respondido por telefone, sobre itens como hábitos alimentares (consumo de frutas e hortaliças) e estilo de vida (prática de atividade física, tabagismo e consumo de bebidas alcóolicas). São também investigadas a frequência e o diagnóstico médico de hipertensão arterial e diabetes, bem como a realização de exames de mamografia e de papanicolau. O tempo médio para responder ao questionário é de cerca de 12 minutos. As ligações serão feitas das 9h às 21h (horário de Brasília) nos dias da semana, e das 10 às 16h aos sábados, domingos e feriados. A participação na pesquisa Vigitel é voluntária. Contudo, é muito importante para que seja possível conhecer o retrato da saúde das pessoas no país e para o planejamento e monitoramento das ações e políticas públicas de cuidado à saúde dos brasileiros. As entrevistas telefônicas são realizadas anualmente em amostras da população adulta (18 anos ou mais) residente em domicílios com linha de telefone fixo. Inicialmente, são sorteados números telefônicos fixos a partir de bases de cadastros existentes nas capitais do país, cedidos pelas empresas telefônicas. A próxima etapa é identificar, entre as linhas sorteadas, aquelas que são elegíveis, ou seja, que estão disponíveis e aptas para responder a pesquisa. Durante o inquérito telefônico, não será perguntada qualquer informação relacionada a documentos pessoais, como CPF, RG ou mesmo dados bancários. As únicas informações pessoais obtidas por meio da pesquisa dizem respeito à idade, sexo, escolaridade, estado civil e raça/cor, uma vez que permitem que os resultados reflitam a distribuição sociodemográfica da população total. O sigilo das informações é garantido pela Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 (Lei de Acesso à Informação) e pela Resolução nº 466 de 12 de dezembro de 2012, do Conselho Nacional de Saúde.

Tribunal manda casal de Minas vacinar os filhos menores

Segundo o Blog Fausto Macedo do jornal O Estado de S.Paulo, o Tribunal de Justiça de Minas confirmou, nesta quarta-feira (8), sentença que determinou que um casal providencie a vacinação de seus dois filhos menores, tanto com relação a doses pendentes como quanto àquelas que ainda deverão ser ministradas de acordo com o Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde. “A medida visa garantir o direito constitucional das crianças”, ressaltou o desembargador Dárcio Lopardi, relator, em seu voto. A decisão foi dada pela 4.ª Câmara Cível do Tribunal de Minas. No julgamento, os desembargadores analisaram recurso dos pais contra uma sentença do juízo de Poços de Caldas que aceitou medida de proteção proposta pelo Ministério Público do Estado. Na peça, o casal argumentou que a decisão pela não vacinação foi com base em pesquisas, artigos científicos e outros trabalhos da comunidade médica nacional e internacional. Segundo os autos, o casal, mesmo após orientação e advertência, se recusou a vacinar os filhos por causa de supostos riscos trazidos pela vacinação. Os pais também alegaram ‘boa fé’, indicando que houve a vacinação completa de sua filha mais velha e que a família se converteu à religião Igreja Gênesis II da Saúde e da Cura, que proíbe ‘contaminação por vacina’. Nesse sentido, eles sustentaram que a imposição do Estado violava o poder familiar e também o direito à liberdade religiosa. Ao analisar o caso, e, em específico a alegação dos pais de que a escolha pela não imunização está ligada a questões religiosas, o relator da apelação, desembargador Dárcio Lopardi Mendes, ponderou que ‘o interesse do menor se sobrepõe a qualquer posição particular dos pais’. O magistrado disse que não observava violação ao poder familiar na decisão de primeira instância. Para Mendes, tratou-se de garantia a direito constitucional dos menores. O desembargador ressaltou que o desrespeito a tal direito configura ofensa às normas que tutelam a saúde da criança. A Constituição considera a saúde como direito social e ainda constitui dever do Estado assegurá-la, de forma a resguardar a vida, indicou Mendes em sua decisão. O desembargador ressaltou que o poder público tem o dever de desenvolver políticas públicas que sejam voltadas à saúde das crianças e dos adolescentes, em caráter de prioridade, e citou a criação do Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde. Tal programa busca oferecer vacinas com qualidade a todas as crianças, tentando alcançar uma cobertura integral e homogênea no País. “E a vacinação engloba mais do que a proteção imunológica do próprio indivíduo vacinado, alcançando toda a sociedade, uma vez que o vetor se torna inócuo”, registrou o magistrado. Na avaliação do desembargador, tendo em vista tal benefício social, o fato de que a responsabilidade quanto à saúde não se restringe ao Estado, abrangendo também a família, a lei estabelece a obrigatoriedade da vacinação nos casos recomendados pelas autoridades.

GDF vai pagar R$ 673 mil por tratamento de paciente com câncer

O desembargador José Divino de Oliveira, da Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) determinou, na última segunda-feira (6), que o Governo do Distrito Federal pague R$ 673 mil para o tratamento de imunoterapia para a técnica de enfermagem Lilia Frutuoso da Silva, 39 anos. O processo assegurou o medicamento de alto custo autorizado pela Anvisa e tramitou em caráter de urgência, informou o portal BSB Capital. Ela está internada em UTI e precisa de 18 meses de tratamento para sobreviver a um câncer de colo e útero que se alastrou por todo o seu corpo. Após vários tratamentos invasivos, iniciados em janeiro de 2018, que prometiam 90% de cura, ela perdeu completamente a saúde e a doença aumentou. A família do vigilante Ronald Frutuoso da Silva está ansiosa para Lilian driblar a fraqueza e começar o novo tratamento. A promessa inicial fez Lílian encarar cinco sessões de quimioterapia venosa; 22 dias de quimioterapia oral; 25 sessões de radioterapia; e quatro sessões de braquioterapia, que é um tratamento muito dolorido. Mais de 100 dias depois desse choque no organismo, a família voltou ao médico para saber do resultado. Em setembro do ano passado, ela iniciou nova linha de tratamento com oito sessão de quimioterapia, com duas drogas de um tratamento muito tóxico. No dia 4 de dezembro seria a última sessão, porém, o organismo dela estava muito debilitado. No dia 2 de janeiro, tentou novamente passar por alguns exames e por consulta médica. O médico Augusto Portinari suspendeu o tratamento por temer pela vida dela. Ele pediu, com urgência, o exame PET CT. Sem dinheiro para tentar uma nova linha terapêutica, que é muito cara, Lílian entrou na Justiça para tentar o tratamento de imunoterapia. Ela também precisa de vários outros exames, como ecodoper, cintilografia renal, apontadores tumorais etc. Nesta semana, Lília voltou a ser internada na emergência e, com a autorização da Justiça, espera uma melhora para iniciar as 36 doses do medicamento de alto custo. O relatório médico indica 300 miligramas a cada 3 semanas durante 18 meses. Com o dinheiro de uma vaquinha realizada recentemente, ela pôde tomar uma única dose de 100 mg/4mL da solução injetável, cujo nome é Keytruda, do laboratório Meck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda. Letícia Aparecida Faustino Souza, técnica em enfermagem no Hospital Regional de Taguatinga e amiga de Lília, conta que elas atuaram juntas no Pronto Socorro do Hospital Regional da Asa Norte por 3 anos. Durante um dos plantões no box de emergência do HRAN, Lília começou uma hemorragia violenta e ali mesmo foi atendida. No Centro Cirúrgico foi detectada a hemorragia uterina e diagnosticada, de forma parcial, a existência de um câncer. Depois de uma biópsia e ressonância, foi confirmado o diagnóstico: “Um câncer muito velho, com característica de existir há pelo menos 10 anos. Mas até então ela não havia sentido nada. Fazia exames preventivos, que também não detectaram nada. Nesse período, inclusive, ela teve um filho que hoje está com 4 anos”, conta. Lilian iniciou o tratamento até chegar num exame denominado PET CT, que o Sistema Único de Saúde (SUS) não cobre. Para fazê-lo, teve de pagar mais de R$ 3,5 mil. Esse o exame é para detectar se ainda havia células malignas. E, em vez da notícia prometida de 90% de cura, detectou que o câncer havia se alastrado. Apesar de ter diminuído no útero, o câncer avançou para o fígado e peritônio. Ela recomeçou a quimioterapia com doses mais fortes e se desgastou muito. “O câncer aumentou e a saúde dela diminuiu. Com bolsa de colostomia e muito vômito, Lília não consegue se alimentar e está muito debilitada. A única alternativa hoje para ela é o tratamento de imunoterapia, que não tem no SUS, e cada dose custa R$ 18.700,00”, conta Letícia.

Jair Bolsonaro sanciona Lei Romeo Mion para pessoas com autismo

O presidente Jair Bolsonaro anunciou na noite desta quarta-feira (8), que sancionou a Lei Romeo Mion, nome inspirado no filho mais velho do apresentador Marcos Mion, que possui o Transtorno do Espectro Autista, destacou o jornal O Estado de S.Paulo. “Sancionada nesta quarta-feira (8) a Lei 13.977 (Romeo Mion), que cria Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea). A referida carteira é gratuita e garante prioridade nas áreas de saúde, educação e assistência social”, escreveu Bolsonaro em seu Instagram. A lei já havia sido aprovada no senado em 13 de dezembro de 2019 e dependia da sanção presidencial. Entre as determinações da lei, está o oferecimento gratuito da carteira, com validade para todo o País. O documento poderá ser solicitado em órgãos municipais. O texto também determina que pessoas com autismo terão prioridade no atendimento em estabelecimentos públicos e privados, e obriga cinemas a oferecer, uma vez por mês, sessões específicas para pessoas com autismo, com todas as adaptações necessárias para melhor acomodar esse público.

SAÚDE NA IMPRENSA
Folha de S.Paulo – São Paulo ganha novos hospitais voltados para classe A

Folha de S.Paulo – Empresa inventa caixa inteligente para armazenar maconha

Folha de S.Paulo – Mortes por câncer nos Estados Unidos caíram 29% desde 1991

Folha de S.Paulo – Brasil registra em 2019 segundo maior número de mortes por dengue em 21 anos

Jornal Agora – UPA da zona norte de SP tem sala de raio X que nunca foi usada

O Globo – Primeiros resultados indicam potabilidade da água turva analisada, diz Vigilância Sanitária

O Estado de S.Paulo – Corpo em evidência

O Estado de S.Paulo – Procuradoria denuncia vice-governador do Pará e mais 31 por fraudes de R$ 39 mi na merenda, saúde e social

O Estado de S.Paulo – Combater a dengue passa por reduzir lixo e até a violência

O Estado de S.Paulo – Jair Bolsonaro sanciona Lei Romeo Mion para pessoas com autismo

O Estado de S.Paulo – Governo quer regularizar aplicação de vacina pentavalente em março

O Estado de S.Paulo – Tribunal manda casal de Minas vacinar os filhos menores

Agência Brasil – Começa pesquisa para saber como anda a saúde dos brasileiros

Agência Brasil – Ministério recebe até amanhã sugestões sobre cuidados para AVC

Agência Brasil – Doença desconhecida causa morte em Minas Gerais

Correio Braziliense – Vida ativa pode adiar a demência, aponta estudo norte-americano

Correio Braziliense – Cientistas brasileiros descobrem novo alvo para terapias contra o câncer

Anvisa – Consulta aborda biodisponibilidade e bioequivalência

Agência Saúde – Ministério da Saúde quer conhecer o perfil de saúde dos brasileiros

Agência Saúde – Mais R$ 120 milhões para compra de medicamentos no SUS

Mix Vale – Conselho reduz de 21 para 18 anos idade para transgêneros terem acesso a cirurgia

Snif Doctor – Consulta Pública quer ouvir sociedade sobre incorporação de medicamentos para tratamento de melanoma no SUS

BSB Capital – GDF vai pagar R$ 673 mil por tratamento de paciente com câncer

Infonet – Ministério recebe até amanhã sugestões sobre cuidados para AVC

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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