Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) regulamenta fabricação artesanal para produtos cárneos

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) cumpriu mais uma etapa para implantação do Selo Arte em todo o país. Nesta quarta-feira (18) foi publicada a Instrução Normativa 61, que estabelece o regulamento para o enquadramento dos produtos cárneos artesanais para concessão do Selo Arte. O Selo Arte permitirá a venda interestadual de produtos alimentícios artesanais, como carne de sol, linguiças e defumados. Com a certificação, os produtores artesanais poderão acessar mais mercados e aumentar sua renda. O diretor do Departamento de Desenvolvimento das Cadeias Produtivas do Mapa, Orlando Melo de Castro, destaca que a instrução normativa permite que estados e o DF concedam o Selo Arte aos produtos cárneos. Os estados e o Distrito Federal deverão reconhecer, por meio de protocolos específicos, os produtos artesanais de seus territórios, considerando a rastreabilidade da matéria prima quando cabível. Os produtores rurais de animais destinados ao abate para fabricação de produtos cárneos artesanais devem comprovar o atendimento às Boas Práticas Agropecuárias, sendo que o abate dos animais ou a matéria prima utilizada deve ter origem em abatedouros ou frigoríficos com inspeção oficial. As avaliações dos documentos de comprovação do cumprimento das boas práticas serão realizadas pelos estados e pelo Distrito Federal, responsáveis pela concessão do Selo Arte. No caso das boas práticas agropecuárias, o trabalho poderá ser realizado pelos serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater). Em relação à fabricação, as avaliações poderão ser feitas pelos serviços de inspeção municipal, estadual ou federal. Regulamentado em julho do ano passado, a concessão do Selo Arte atende a uma demanda antiga de produtores artesanais de todo o Brasil. É uma espécie de certificação que permite que produtos como queijos, embutidos, pescados e mel possam ser vendidos livremente em qualquer parte do território nacional, eliminando entraves burocráticos. Para os consumidores, é uma garantia de qualidade, com a segurança de que a produção é artesanal e respeita as boas práticas agropecuárias e sanitárias. A primeira etapa de aplicação foi para produtos lácteos. Neste momento, técnicos da Secretária de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação estão na fase final de sistematização de propostas para publicação da Instrução Normativa para pescados. A próxima etapa vai abranger produtos oriundos de abelhas (mel, própolis e cera).

Abate de aves e suínos sob SIF aumentou cerca de 6% em setembro, aponta relatório

O 8º Relatório de Atividades do Serviço de Inspeção Federal (SIF), divulgado nesta quarta-feira (18), registra o aumento de aproximadamente 6% nos abates de aves e suínos no mês de setembro, representando 26 milhões de aves e 178 mil suínos a mais em comparação ao mesmo período de 2019. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no mês de outubro, o SIF atendeu demandas de forma emergencial que resultaram na autorização de 160 atividades de abate em turnos ou dias adicionais à regularidade operacional dos abatedouros frigoríficos de aves, bovinos e suínos. Assim como em setembro, no mês de outubro o SIF não registrou nenhuma paralisação de atividades de abatedouros frigoríficos sob inspeção federal por motivos relacionados a ocorrências de casos do novo Coronavírus (Covid-19). Além disso, outras atividades tiveram destaque, como a análise de 9.667 solicitações de registros de produtos de origem animal para consumo humano inseridas no Sistema Plataforma de Gestão Agropecuária do Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal (PGA-SIGSIF) nos meses de março a outubro. Foram emitidos no mês de outubro 45.484 Certificados Sanitários Internacionais (CSIs), número superior ao do mesmo período no ano de 2019, quando foram emitidos 32.688 CSIs. A certificação assegura que os produtos e os sistemas de produção atendem a todos os requisitos acordados com os países para os quais o Brasil exporta seus produtos. As atividades de inspeção de produtos de origem animal e certificação sanitária são consideradas como essenciais pelo Decreto 10.282 e seguem funcionando com todos os cuidados necessários para que não ocorram prejuízos à manutenção do abastecimento público. Estão registrados no SIF 3.327 estabelecimentos de produtos de origem animal nas áreas de carnes e produtos cárneos, leite e produtos lácteos, mel e produtos apícolas, ovos e pescado e seus produtos derivados. Além de 2.999 estabelecimentos de produtos destinados à alimentação animal.

Mais de 650 animais silvestres são resgatados neste ano no Amazonas

O Batalhão Ambiental da Polícia Militar resgatou 658 animais silvestres em situações de maus-tratos no Amazonas, entre janeiro e setembro deste ano. Aves e répteis, como cobras e jacarés, estão entre os mais apreendidos do ano, destacou o G1 nesta quarta-feira (18). No total, foram recolhidos 229 quelônios, 207 aves, 113 répteis e 109 mamíferos em 2020. Ao longo de todo o ano passado, 676 animais silvestres foram resgatados. O estado de saúde do animal é o que determina para onde ele será encaminhado: se serão devolvidos à natureza ou entregues ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Em setembro, cerca de 12 mil peixes ornamentais da espécie corydora (bodó preto) foram apreendidos no Porto da Manaus Moderna por agentes do Batalhão Ambiental. O Batalhão pode ser acionado pela população nos casos em que animais silvestres são encontrados em residências ou em vias públicas e, ainda, nas situações de entrega espontânea. Para denúncias entre em contato pelo telefone do Batalhão Ambiental da Polícia Militar, que atende no (92) 98842-1553 ou 98842-1547.

Sem pastagem e com ração cara, produtor de leite abate 30% do rebanho

Nesta quinta-feira (19) o Canal Rural informou que a forte seca que atinge grande parte do Sul do país já é sinônimo de perdas para os produtores. É o caso do produtor de leite Jaisson Tirone, de Chapecó (SC), que precisou abater parte de seu rebanho de vacas leiteiras pela falta de pastagem e por conta da ração ter preços elevados. Com isso, ele já contabiliza prejuízo de mais de R$ 800 mil. Dos 125 animais, 15 já foram ser abatidos e, de acordo com Tirone, na próxima semana esse número deve aumentar para 45. “Por conta da chuva, não houve produção de silagem e a ração precisa ser encomendada de fora, mas o preço é muito alto, cerca de R$ 400 a saca.” Ainda segundo ele, na região existem cerca de mil produtores e 980 já contabilizam prejuízos por causa seca. “Há 30 anos estou nesta profissão, é uma atividade de família, mas é a primeira vez que precisei tomar essas medidas. Agora, o que nos resta é tentar manter o que sobrou e seguir em frente”, lamenta. Também no oeste de Santa Catarina, o produtor Jair Trizotto registra perdas. Segundo ele, 18 vacas foram abatidas em função da dificuldade de encontrar alimentos destinados aos animais. “Nos próximos dias, se a chuva não chegar, vamos abater ainda mais animais. Está difícil encontrar os insumos, principalmente farelo de soja e silagem”, afirma ele. Trizotto, que também cultiva milho,  já mensura danos ao fim da safra. “Os pés do grão não se desenvolveram. Nesta época do ano, o normal é ter cerca de 2 metros, mas não chegou nem mesmo em meio [metro]. Com isso, já estamos estimando uma perda de 80% em nossa produtividade.”

NA IMPRENSA
Mapa – Abate de aves e suínos sob SIF aumentou cerca de 6% em setembro, aponta relatório

Mapa – Mapa regulamenta fabricação artesanal para produtos cárneos

G1 – Mais de 650 animais silvestres são resgatados neste ano no Amazonas

G1 – Homem é preso no DF por matar pit bull a facadas após animal atacar cão da raça shih-tzu

G1 – Poder Judiciário cria campanha de arrecadação de alimentos para animais do Pantanal de MT

Valor Econômico – Em ofensiva, BRF expande horizonte da marca Qualy

AgroLink – Valores da arroba do boi começam a enfraquecer

AgroLink – Abate de aves e suínos avança em 6%

AgroLink – RS: estiagem deverá impactar mercado do leite

AgroLink – Pouca negociação e preços mais baixos no mercado do boi gordo

AgroLink – Carne bovina: exportações seguem em bom ritmo em novembro

AgroLink – Cavalo Crioulo vem ampliando mercado no Centro do Brasil

AgroLink – Concurso de Carcaças Carne Pampa registra recorde de animais inscritos

Canal Rural – Sem pastagem e com ração cara, produtor de leite abate 30% do rebanho

Canal Rural – Vídeo impressionante: no Pantanal, jacarés se amontoam em açude e gado passa fome

Canal Rural – ‘Liberar importação de matéria-prima de biodiesel lesa segurança de investimentos’

Canal Rural – Falta de matéria-prima prejudica retomada da indústria de proteína animal

SBA – Preços do suíno continuam renovando recordes reais da série Cepea

SBA – Preço pago pela tonelada de carne bovina para exportação cai 9,2%

Portal do Agronegócio – Coopercitrus inicia campanha contra febre aftosa

Portal do Agronegócio – VBP dos ovos apresenta aumento de 10,2% em outubro

Portal do Agronegócio – Carne de frango: até outubro, exportações para a China geraram mais de US$1 bilhão

Portal do Agronegócio – JBS conduz estudo que reforça o Kind Leather como o couro mais sustentável do mercado

Portal do Agronegócio – IBM Food Trust oferece rastreabilidade e garantia de qualidade para as principais marcas de azeite com Blockchain

Portal do Agronegócio – Startup de Leilões assume projeto piloto da BRF

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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