Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) registra defensivos bioquímicos inéditos de baixa toxicidade

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou nesta terça-feira (16) o registro de dois defensivos agrícolas bioquímicos inéditos. Os dois produtos foram classificados no menor grau de toxicidade existente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em 2020, já foram registrados 26 produtos biológicos. Um dos defensivos registrados hoje, à base de Cerevisane, é um produto bioquímico derivado de um agente biológico de baixo impacto, que pode ser utilizado como indutor de resistência contra a ferrugem da soja. Outro produto, também de baixo impacto, feito de um extrato da alga Laminaria digitata, é um fungicida bioquímico que será utilizado em hortaliças (alface, tomate e cebola) e frutas (morango e uva). O Ato n° 36 do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária, publicado nesta terça-feira (16) no Diário Oficial da União, também traz o registro de 25 produtos formulados que utilizam ingredientes ativos já registrados anteriormente no país. Entre eles, estão três defensivos biológicos. O primeiro é formulado à base de Beauveria bassiana para o controle de mosca branca, moleque da bananeira, ácaro rajado e cigarrinha do milho em qualquer cultura onde essas pragas venham a ser encontradas. Outro produto biológico registrado é à base de Chrysodeixis includens, utilizado como fungicida biológico para diversas doenças fúngicas de solo que atacam os cultivos brasileiros. Também foi registrado o produto biológico que utiliza Beauveria bassiana e Metarhizium anisoplae para o controle de percevejo marrom e cigarrinha das pastagens em qualquer cultura onde forem encontradas. O registro de defensivos genéricos é importante para diminuir a concentração do mercado e aumentar a concorrência, o que resulta em um comércio mais justo e em menores custos de produção para a agricultura brasileira. Os produtos que utilizam agentes de controle biológicos ou bioquímicos na sua formulação são alternativas de controle para os agricultores no combate às pragas, ao mesmo tempo que contribuem para o aumento da sustentabilidade da agricultura nacional. O Mapa segue comprometido em estimular o uso de produtos biológicos e microbiológicos por parte dos agricultores. Uma das ações desenvolvidas consiste na priorização das análises de produtos de baixo impacto para que aumente o número de registro desses produtos, o que gera menor concentração de mercado, preços mais competitivos e maior acesso dos agricultores aos produtos de baixo impacto. Recentemente, também foi lançado o Programa Nacional de Bioinsumos, para incentivar a utilização de recursos biológicos na agropecuária brasileira.

Syngenta cria holding para suas startups

As quatro startups agrícolas adquiridas nos últimos cinco anos pela suíça Syngenta, controlada pela chinesa ChemChina, ganharam um guarda-chuva. Segundo o Valor Econômico a partir desta terça-feira (16), as americanas Ag Connections e FarmShots, a brasileira Strider e a ucraniana Cropio farão parte da holding Syngenta Digital. Juntas, as agtechs monitoram cerca de 30 milhões de hectares de terras na América Latina, América do Norte, Europa e China. A meta é chegar a 45 milhões nos próximos dois anos. Greg Meyers, diretor de informações e digital da Syngenta, explica que as diferentes empresas continuarão a existir, mas agora com uma identidade comum – um nome e sobrenome. “Era difícil para os clientes e até para nós rastrearmos todas as iniciativas. Então, concordamos com esta unificação”, afirma. Responsável por um orçamento anual de dezenas de milhões de dólares destinados à inovação digital, Meyers explica que a Syngenta Digital não será um negócio de venda de softwares, tampouco uma fonte direta de entrada de recursos para a multinacional suíça. “Como uma companhia de sementes e proteção de cultivos [agrotóxicos], queremos permitir que os produtores tirem o melhor daquilo que lhes entregamos, e é isso o que as ferramentas digitais vão nos proporcionar”, diz. Segundo Meyers, a ideia é instruir o produtor a escolher desde a melhor semente para seu tipo de solo até que dose e quando usar um defensivo. O objetivo final é fornecer aos clientes e distribuidores parceiros o acesso a tecnologias como um item complementar aos próprios insumos. Na Alemanha, por exemplo, será testada a partir de setembro, em lavouras de batata, uma ferramenta que, via escaneamento do rótulo dos agrotóxicos, permitirá programar máquinas com recomendações de aplicação específicas do mercado consumidor que se desejar atender. “O produtor vai poder trocar aquele manual de 50 páginas que vem com o defensivo por um aplicativo e dizer que naquela determinada parcela da fazenda vai plantar batata para o mercado chinês”, exemplifica. No futuro, Meyer vislumbra: “cada produto nosso virá com um algoritmo”. No Brasil, sede da mineira Strider, adquirida em março de 2018, os planos incluem lançar na safra 2020/21 de soja e milho uma nova versão da ferramenta de monitoramento de pragas (Cropwise Protector) e da de monitoramento de lavouras por satélite (Cropwise Imagery) integrada a ela. Ambas foram simplificadas para atender pequenos e médios produtores. Hoje, 4,5 milhões de hectares são monitorados pela Strider, que atende 2,5 mil agricultores. Com a criação da holding, o hub de inovação em monitoramento de pragas da companhia para todo o mundo será o Brasil – em torno da Strider, cuja equipe, de 120 pessoas deve crescer de 30% a 40% no próximo ano. Dos EUA, sairão soluções de gestão financeira e tecnologias atreladas a imagens de satélite. Da Europa, ferramentas de operações ligadas a maquinários e também sustentabilidade.

Agronegócio parte em busca de crédito privado

Produtores brasileiros buscaram mais financiamento de bancos privados a juros livres nos cinco primeiros meses do ano, destacou a Coluna do Broadcast Agro do jornal O Estado de S.Paulo nesta segunda-feira (15). “A Selic caiu muito e hoje à pequena diferença entre as taxas de linhas oficiais e de mercado é menos relevante para o agricultor”, resume Roberto França, diretor de Agronegócios do Bradesco. “Além disso, operações com bancos privados têm processo mais simples de contratação”, afirma. Os desembolsos de Bradesco, Santander e Banco do Brasil no período cresceram 27%, 35% e 23,7%, respectivamente, em comparação a igual período de 2019. Nos bancos privados, houve maior demanda por empréstimos com recursos livres – dinheiro do próprio banco com juros sem subsídio. Há um ano, diz França, o crédito de custeio subsidiado e o livre tinham o mesmo peso na carteira do agro, enquanto agora os empréstimos a juros livres já são mais da metade do total. No Santander, cerca de 70% da carteira se refere a linhas com taxas de mercado, segundo Carlos Aguiar, diretor de Agronegócio. A maior demanda por dinheiro, explicam os executivos, se deve aos planos de expansão da produção na próxima safra e à alta do dólar, que obriga produtor a gastar mais em real com a mesma quantidade de insumos agrícolas. De janeiro a maio, o Bradesco desembolsou R$ 3,4 bilhões e contava com carteira de mais de R$ 30 bilhões; Santander, R$ 6 bilhões e R$ 22 bilhões, respectivamente; BB, R$ 30,5 bilhões e R$ 186,2 bilhões. Apesar de o volume contratado para custeio no Pronamp (para médios produtores) ter aumentado 34% de julho de 2019 a abril de 2020, sobrou dinheiro da linha nos bancos. Do total dos depósitos à vista destinado ao programa, havia cerca de R$ 1 bilhão sem uso em abril, segundo o Banco Central. “Com a Selic baixa, para muitos produtores a burocracia em relação à taxa (do Pronamp) não compensa”, diz Aguiar. Na quarta-feira (17), o governo divulga qual será a oferta de crédito a juros subsidiados no Plano Safra 2020/2021. A grande cobrança do setor é por juros mais baixos. França, do Bradesco, espera corte de 1 a 1,5 ponto porcentual no teto de todas as taxas do Plano, de custeio a investimento. Já Aguiar não elimina aumento do montante para investimento e redução para custeio. Além de os recursos do BNDES para investimento terem acabado antes do fim da safra e de a demanda continuar firme, o juro de longo prazo, referência para essas linhas, está subindo, o que reforça a necessidade de crédito subsidiado.

Ferramenta avalia a qualidade do plantio direto 

Uma nova tecnologia vai ajudar produtores e técnicos a avaliar a qualidade do sistema de plantio direto irrigado, informou o portal AgroLink nesta terça-feira (16). De acordo com informações da Embrapa, o Índice de Qualidade Participativo do Plantio Direto para Condições de Irrigação por Pivô Central (IQPi) foi desenvolvido pela Rede de Pesquisa SoloVivo, no âmbito do convênio Embrapa-Itaipu Binacional. “O sistema plantio direto (SPD) é uma prática agrícola conservacionista consolidada no Brasil e representa uma das principais tecnologias de produção sustentável no campo. Para que suas vantagens sejam observadas é importante utilizar o adequado manejo das culturas e do solo, especialmente em condições irrigadas”, afirma Marcelo Boechat Morandi, chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente (SP). Já a agricultura irrigada é capaz de aumentar a produtividade de duas a três vezes em relação às lavouras de sequeiro; ela ainda reduz o custo unitário de produção e otimiza a utilização do solo durante todo o ano, com até três ciclos de culturas agrícolas no mesmo local. Portanto, o emprego do SPD com irrigação é a união da sustentabilidade com produtividade capaz de promover impactos importantes à agricultura brasileira. Por isso, a importância de técnicas para averiguar a sua qualidade, como propõe o IQPi.

NA IMPRENSA

Agência Senado – Vice-presidente Mourão debate com Frente Ambientalista nesta quarta-feira

Folha de S.Paulo – Só o crime ganha com o desmatamento da Amazônia, diz ex-ministra

O Estado de S.Paulo – Agronegócio parte em busca de crédito privado 

O Globo – Finep lança edital de R$ 50 milhões para projetos 4.0

Jota – Lei do agro e a aquisição de propriedades rurais por estrangeiros

Valor Econômico – ANP reduz temporariamente percentual de mistura de biodiesel no diesel para 10%

Valor Econômico – Pandemia tende a aumentar a pobreza e a fome na América Latina, dizem Cepal e FAO

Valor Econômico – Grão puxa alta do valor da produção no campo

Valor Econômico – Prejuízo da Fertilizantes Heringer mais que dobrou no 1º trimestre

Valor Econômico – Câmara vai analisar criação de ajuda emergencial a agricultores familiares

Valor Econômico – ONG denuncia situação precária dos trabalhadores em pomares de laranja de fornecedores da LDC

Valor Econômico – Syngenta cria holding para suas startups

Valor Econômico – Registro de operações de crédito fica mais caro no RS

Valor Econômico – Registro de operações de crédito rural fica mais caro nos cartórios gaúchos

G1 – Falta de chuva prejudica produtores rurais no Oeste Paulista

CNA – Hidroponia reduz necessidade de utilização de defensivos agrícolas

CNA – Ministério da Agricultura aprova defensivo para tratamento pós-colheita de frutas

CNA – Produtores cearenses de coco tem Assistência Técnica pela primeira vez e querem agregar novos produtos

CNA – Valor Bruto da Produção alcança novo recorde e deve crescer 12,4% em 2020

Mapa – Mapa registra defensivos bioquímicos inéditos de baixa toxicidade

Mapa – Valor da produção agropecuária está estimado em R$ 703,8 bilhões para 2020

Embrapa – Embrapa inicia cronograma de estruturação de obras de centro de pesquisas em Alagoas

Embrapa – Prorrogadas as inscrições para curso online de produção de sementes e mudas

Embrapa – Embrapa debate impactos da Covid-19 na fruticultura tropical

Embrapa – Como manter a produtividade na lavoura de grãos

Embrapa – Artigo – A diversificação de uso e a saúde do solo

AgroLink – Porto de Paranaguá bate novo recorde mensal

AgroLink – Nova linha traz fertilizantes para pastagem

AgroLink –  Geração de energia renovável e sustentável pelo setor sucroenergético

AgroLink – Ferramenta avalia a qualidade do plantio direto

AgroLink – Sanidade e diálogo vão ditar o agro pós-Covid

AgroLink – Pioneer lança podcast com dicas para o produtor brasileiro

Anda – A abelha pedreira constrói quartos individuais para seus ovos

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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