Mercosul reage com fim da vacinação contra aftosa

//Mercosul reage com fim da vacinação contra aftosa
Os países do Mercado Comum do Sul (Mercosul) estão reagindo ao fim da vacinação contra a febre aftosa em alguns lugares do Brasil, como os estados do Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e alguns municípios do Amazonas e Mato Grosso, informou o portal AgroLink nesta sexta-feira (8). De acordo com o portal argentino Agrofy News, esse fato gerou preocupações no Serviço Nacional de Segurança e Qualidade Alimentar (Senasa), do país vizinho. Eles informaram que conversaram com José Guilherme Tollstadius Leal, secretário de Defesa Agropecuária do  Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)  do Brasil, solicitando informações sobre as condições sob as quais tomaram a decisão de parar de vacinar contra a febre aftosa e garantias suficientes para que a região não seja afetada por um possível surto da doença que impactaria o comércio internacional de carne, principalmente no Rio Grande do Sul, devido à fronteira. “As  medidas do organismo estatal argentino para garantir suas políticas sanitárias incluem que, na atual campanha de vacinação, o Estado forneça a vacina a pequenos produtores de províncias vizinhas, como Misiones, para que possam imunizar seus animais”, indicou a Senasa. No Uruguai, Eduardo Barre, da Livestock Services, afirmou que eles estão “calmos com o que está acontecendo”, mas continuarão vacinando o rebanho, e pediu a “todos os produtores a maior precaução” no próximo período de vacinação que começará em 15 de maio, segundo o portal Todo el Campo, do país vizinho. O Estado do Rio Grande do Sul, por exemplo, está se projetando para se tornar zona livre da doença sem vacinação em 2021.

Crise na produção de carne nos EUA pode abrir espaço para exportações do Brasil

A crise na produção de carne em meio à pandemia nos Estados Unidos deve fazer com que empresas americanas se voltem ao mercado interno, abrindo mais espaço para as exportações do setor no Brasil. Segundo publicou a Folha de S.Paulo nesta sexta-feira (8), diante do fechamento de dezenas de frigoríficos nos EUA desde o início da crise, especialistas afirmam que a carne brasileira pode ser uma opção segura quando os principais concorrentes mundiais enfrentam situações dramáticas na área de alimentos. De acordo com relatório do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês), 115 instalações de processamento de carne e aves relataram casos de Covid-19 espalhados por 19 dos 50 estados americanos até o fim de abril. Entre os 130 mil trabalhadores desses locais, houve 4.913 diagnósticos confirmados e ao menos 20 mortes. As maiores companhias de carne do mundo estão entre as que fecharam plantas nos EUA e reduziram a produção vertiginosamente por causa da doença entre os funcionários. Entre elas, estão Tyson Foods, Smithfield Foods e JBS USA. Os EUA são líderes mundiais da produção de carne bovina, enquanto o Brasil é o maior exportador, com vendas que atingiram o recorde de US$ 7,5 bilhões no ano passado. Em termos gerais, a China é a maior produtora, com cerca de 125 milhões de toneladas por ano. O país asiático consome mais carne suína do que toda a produção de carne americana e ainda importa grande quantidade de carne bovina e frango, terreno no qual o Brasil poderia ampliar sua já forte atuação. Na origem da pandemia, os chineses são os únicos entre as grandes economias globais que devem experimentar um crescimento neste ano, de 1,2%, após terem alcançado cerca de 6% em 2019. A recuperação deve ser de 9,2% em 2020, segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional), enquanto a retomada nos EUA será mais lenta, na casa de 4,7%. Professor de agronegócio global do Insper, Marcos Jank diz que o Brasil não está imune a problemas nos frigoríficos, mas hoje é capaz de suprir a queda de produção mundial e se beneficiar da alta do câmbio nas exportações, além da reabertura da economia chinesa. “O Brasil pode e deve dar o recado ao mundo de que tem produção para exportação segura. Nossos concorrentes estão em situação muito difícil.” Além dos americanos, Jank cita Austrália, Argentina e a própria China como países que tiveram problemas na produção de carne no passado, culminando com a Covid-19 invadindo os frigoríficos em 2020.

Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) debate impactos do coronavírus na cadeia produtiva do leite

O presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Ronei Volpi, participou da 4ª edição do “Agroask” para debater os impactos da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) na cadeia produtiva do leite. O evento virtual ocorreu nesta quinta-feira (7) e foi realizado pela empresa de formação profissional Rehagro, pela Ideagri, pelo Laboratório 3rlab e pelo movimento #Bebamaisleite. Na transmissão online, Ronei Volpi afirmou que no início da quarentena algumas das principais preocupações do setor lácteo eram que o fluxo e a dinâmica de produção e o abastecimento de insumos fossem interrompidos. Outro ponto destacado foi a dificuldade dos produtores em produzir, em razão do aumento dos custos de produção e os preços recebidos pelo litro do leite. “O Conseleite calcula um valor de referência que serve de base para a formação do preço pago ao produtor. No último cálculo foi sinalizada uma tendência de alta de preços. Entretanto, boa parte das indústrias de laticínios apontou redução no valor do leite para pagamento em maio”, disse Volpi. Essa semana a CNA divulgou uma nota pedindo que as indústrias paguem aos produtores os valores de referência estabelecidos pelos Conseleites. A metodologia utilizada para o cálculo leva em conta o consumo dos produtos lácteos no mês e os custos de produção do produtor e da indústria. Durante o Agroask, o presidente da Comissão falou que a pandemia traz uma série de lições para a produção dentro da porteira. “Acredito que haverá uma cobrança muito forte dos consumidores com relação à segurança alimentar, bem-estar animal e questões de biossegurança”. O representante da CNA também prevê uma escassez de leite nos próximos meses. “Muitos produtores já estão estão com os estoques de alimentos para o rebanho baixos. A situação na região Sul, por exemplo, é crítica em função da seca, de estímulos, entre outras questões”. Além de Ronei Volpi, participaram do debate o diretor do grupo Rehagro, Clóvis Corrêa, a idealizadora do projeto #Bebamaisleite, Flávia Fontes, o pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Glauco Carvalho, o diretor presidente da Agrindus, Roberto Hugo Jank Junior e o sócio do Grupo Cabo Verde, Maurício Coelho.

Projeto de lei visa proibir sacrifício de animais vítimas de maus-tratos

Esta semana o deputado federal Fred Costa (Patriota-MG) protocolou na Câmara o Projeto de Lei 2397/2020, que visa proibir a eutanásia de animais em todo o país, incluindo animais resgatados e vítimas de maus-tratos, destacou o portal Anda nesta sexta-feira (8). A exceção são os casos em que a justificativa se baseia em laudo técnico realizado por médico veterinário credenciado por Conselho Regional de Medicina Veterinária, e somente poderá ser emitido em caso de enfermidade incurável que coloque em risco a saúde humana ou de outros animais. O projeto é uma reação ao pedido que a Advocacia-Geral da União (AGU) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) em abril, a pedido do Partido Republicado da Ordem Social (Pros), defendendo o sacrifício de animais silvestres e domésticos vítimas de maus-tratos – como ocorre em rinhas e na farra do boi. O documento foi assinado pelo atual ministro da Justiça, André Mendonça, então chefe da AGU. O argumento é que eles devem ser abatidos para que cesse o sofrimento a que são submetidos. “Ora, se esses mandamentos constitucionais foram criados justamente para resguardar nossa fauna da exposição a práticas cruéis, como podem ser utilizados para defender a morte de animais inocentes?”, questiona Costa. O deputado avalia que o ministro Gilmar Mendes agiu corretamente em revogar em março todas as decisões administrativas ou judiciais que autorizem o sacrifício de animais silvestres ou domésticos apreendidos em situação de maus-tratos em decorrência de uma “interpretação ilegítima de dispositivos da Lei de Crimes Ambientais”. “Não podemos, de forma alguma, concordar com o posicionamento da AGU ao considerar que ‘a concessão da medida cautelar representa enorme risco ambiental e para a saúde pública’ e que, portanto, ‘a sua cassação, ou revisão de seus termos, é medida que se impõe de forma imediata, sob pena se trazer consequências absolutamente imprevisíveis para todos”, diz o deputado.

NA IMPRENSA

Folha de S.Paulo – Blogueira indica livro e série sobre cães para a quarentena

Folha de S.Paulo – Tem dúvida sobre como usar máscara? Esses doguinhos podem ajudar

Folha de S.Paulo – Fabricante de ração doa 13 toneladas do produto para animais de rua

Folha de S.Paulo – Covid-19 assola pecuária dos EUA

Folha de S.Paulo – Crise na produção de carne nos EUA pode abrir espaço para exportações do Brasil

O Globo – JBS e outros frigoríficos são alvo de investigação nos EUA

Valor Econômico – Justiça interdita abatedouro da BRF em Lajeado (RS) por 15 dias

Valor Econômico – Justiça limita número de funcionários de frigorífico da Minuano em 50%

CNA – Senar auxilia ovinocultores de Delmiro Gouveia no combate à dermatite

CNA – CNA debate impactos do coronavírus na cadeia produtiva do leite

CNA – Produtores de leite buscam diálogo com indústria durante a pandemia

AgroLink – Entidades questionam interdições de plantas

AgroLink – Hercosul dá dicas para os tutores com pets em casa durante o isolamento social

AgroLink – Brasil vai exportar peixe para Coreia do Sul

AgroLink – Royal DSM pretende dobrar presença no RS

AgroLink – Mercosul reage com fim da vacinação contra aftosa

AgroLink – Aumento da oferta de boiadas para abate

AgroLink – Mercado do frango: reação nos preços no atacado em maio

Anda – PL visa proibir sacrifício de animais vítimas de maus-tratos

Anda – Cães e gatos não contraem nem transmitem coronavírus, alertam pesquisadores

Anda – Animais selvagens continuam sendo mortos e consumidos no Vietnã

Anda – Redescoberta de sapo “extinto” há 30 anos gera esperança para a espécie

Anda – Em meio à pandemia, tartaruga é solta em praia vazia no litoral de São Paulo

Anda – Hipopótamo mais velho da Austrália morre aprisionado em zoo

Anda – Prefeitura disponibiliza serviço online de adoção de animais durante pandemia em SP

Anda – MPF pede que Ibama desconsidere decisão de Salles de anistiar desmatadores da Mata Atlântica

Anda – Bolsonaro submete ações do Ibama e ICMBio na Amazônia ao comando de militares

G1 – Ministério Público do Trabalho investiga controle da Covid-19 entre funcionários de 61 frigoríficos em 11 estados

G1 – FOTOS: entre pets e máscaras, moradores do DF registram período de isolamento social

G1 – Tutores redobram cuidados com pet durante a pandemia do coronavírus

G1 – Caiu o número de animais resgatados pela polícia ambiental

_______________________
O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

No comments yet.

Leave a comment

Your email address will not be published.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Translate »