Medidas para combater nuvem de gafanhotos são seguras, diz Sindag

//Medidas para combater nuvem de gafanhotos são seguras, diz Sindag
Desde o primeiro alerta sobre a nuvem de gafanhotos, muitas questões foram discutidas, entre elas qual seria o combate a ser feito – como e qual nível de segurança para a população? O portal Agrolink conversou, nesta quarta-feira (22), com Thiago Magalhães Silva, presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), para esclarecer as dúvidas sobre o combate a nuvem de gafanhotos. Como a população pode se tranquilizar quanto às medidas para combater a nuvem de gafanhotos? Thiago Magalhães Silva, disse que “o combate a gafanhotos é uma atividade extremamente técnica, utilizando alta tecnologia e seguindo protocolo elaborado a partir dos procedimentos adotados há décadas (e sempre atualizados) pela Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e pelo Programa Nacional de Gafanhotos e Ticuras da Argentina (que existe desde 1891). Ou seja, há técnicas específicas e variedades de equipamentos, produtos e dosagens que são adequados a cada cenário de operação. Isso levando em conta fatores como local onde estão os gafanhotos (se é área de plantação e de que tipo de cultura, se há uma reserva natural etc.). Por isso também há uma gama de produtos previstos para esse tipo de controle, inclusive biológicos. Essa variedade é necessária justamente porque é preciso considerar as variantes de cada situação na hora de uma operação, em nome da eficiência operacional e da segurança ambiental”. Ainda de acordo com o Thiago, “o Rio Grande do Sul tem a segunda maior frota aeroagrícola do País, com 426 aviões, segundo último levantamento feitos junto aos registros da Anac. O Sindag fez um cálculo estimado de que quase todos eles estariam operacionais, mesmo o Estado estando em época de entressafra – quando alguns operadores aproveitam para fazer a manutenção anual obrigatória das aeronaves. E, claro, em uma emergência todos os aparelhos poderiam ser utilizados. Porém, por mais intensa que fosse uma praga de gafanhotos em nosso Estado, certamente não se precisaria lançar mão de uma força aérea dessa dimensão. O que fizemos no início da crise foi conversar com operadores aeroagrícolas da região de fronteira e deixarmos cerca de 70 aviões de sobreaviso. Agora, a pedido do governo do Estado, estamos fazendo uma separação de toda a frota por região, identificando com quais aviões se poderia contar em cada ponto. Para agilizar a resposta caso a nuvem passe pela fronteira e entre mais distante no Estado. Especialistas que dizem que a aplicação de agrotóxicos não é o procedimento adequado e que a medida pode causar sérios danos às pessoas e ao meio ambiente, trata-se, na verdade, de um comentário raso e genérico, sem fundamento científico. O procedimento adequado é sempre prevenir a infestação de gafanhotos. Como ocorre todos os anos na região entre o sul da Bolívia, o Paraguai e o norte da Argentina. Afinal, não é à toa que nossos vizinhos hermanos têm um programa de controle de gafanhotos com 138 anos, que abrange monitoramento de área de ovos e o controle dos insetos antes da fase de conseguirem voar”. Confira aqui reportagem completa.

Projeto de Lei pode criminalizar defensivos na Argentina

O presidente da Câmara dos Deputados da Argentina, Sergio Massa, apresentou este mês um Projeto de Lei para enfrentar crimes rurais, num momento em que se tornaram comuns os ataques a animais e silobolsas utilizados para armazenar grãos, informou o portal AgroLink nesta quarta-feira (22). No entanto, especialistas em Direito vêm alertando que o texto apresentado por Massa, que já foi candidato à presidência da República no país vizinho, pode tornar a crime a aplicação de agroquímicos nas lavouras. Andrés Domínguez, advogado e professor de Direito da Universidade Nacional de La Plata (UNLP), província de Buenos Aires, alertou que a modificação dos artigos 186 e 189 é “muito perigosa”. “Eles têm um tipo criminoso muito amplo, existem muitas e variadas ações que se enquadram na descrição dos artigos e, portanto, podem ser um crime”, explica ele. De acordo com o especialista, o receio está relacionado com a referência do texto da proposta aos “patógenos, liberação tóxica ou de energia, emissão de radiação ou qualquer outro processo destrutivo capaz de causar estragos”, incluído no projeto Massa. Domínguez descreve: “Muitas ações entram no que a proposta descreve aqui e, assim, tornam-se um crime”. O professor de Direito da Universidade Nacional de La Plata alerta que o termo “patógenos” e “tóxicos”, sem um esclarecimento adequado do escopo, poderia deixar aberta uma “janela” de muita discrição para juízes e agentes de fiscalização em relação às aplicações de agroquímicos, fertilizantes e tratamento de resíduos de processos agroindustriais. “As penalidades são muito altas”, alerta Domínguez. A classe política argentina mantém historicamente uma relação conflituosa com o setor produtivo rural do país vizinho, mesmo que o agronegócio seja responsável por um terço (33,93%) do PIB (Produto Interno Bruto) da Argentina.

Parceria público-privada vai investir em pesquisas para apoiar mercado de carbono para agricultura

Nesta quarta-feira (22), o Mapa divulgou que, a adoção de práticas sustentáveis pelos agricultores pode trazer mais eficiência para o sistema agrícola, promovendo a melhoria da renda no campo. Os benefícios vão além da redução das emissões, incluindo a adaptação da agricultura, tornando-a mais resiliente e promovendo equilíbrio dos sistemas produtivos, com menos impactos em razão das mudanças climáticas. Busca-se ainda gerar uma produtividade maior em razão do manejo mais adequado, revertendo em maior rentabilidade da produção e também melhorando a qualidade de vida do agricultor. A agricultura brasileira já emprega diversas boas práticas que são adaptadoras da agricultura, podendo trazer ganhos de eficiência técnica e produtiva e também maior renda para o agricultor. “Essas práticas poderiam ter maior adoção com o pagamento pelos cobenefícios ambientais associados a elas, em particular a redução das emissões e  o aumento da captura de carbono nos solos agrícolas”, explica Giampaolo Pellegrino, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e presidente do Portfólio de Mudanças Climáticas da empresa. Neste sentido, a Embrapa e a empresa Bayer estão estabelecendo uma cooperação técnica para apoiar a consolidação de um mercado de carbono específico para a agricultura brasileira. O objetivo da parceria público-privada é investir em ações de pesquisa científica para reduzir as incertezas e o custo na quantificação do balanço de carbono pelos produtores de soja e de milho, viabilizando assim a remuneração desses agricultores pelos benefícios ambientais produzidos com a diminuição das emissões de gases de efeito estufa (GEE). “O propósito é contribuir para a valorização, e consequente benefício econômico para o agricultor, da adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis, com balanços de carbono mais favoráveis, por meio da definição e avaliação de protocolos para estimar, projetar e monitorar a dinâmica e o balanço do carbono em sistemas de produção dessas culturas”, informa o pesquisador da Embrapa Luís Gustavo Barioni. No Brasil, foram selecionados cerca de 500 produtores rurais, localizados em 14 estados brasileiros (RS, SC, PR, SP, MG, MS, GO, MT, RO, TO, PA, BA, PI, MA), com cultivos principalmente de soja e milho. Essa iniciativa, denominada “Avaliação piloto do balanço de carbono na produção de milho e soja no Centro-Sul do Brasil: cooperação Bayer e Embrapa para o desenvolvimento sustentável” será conduzida com a participação de três centros de pesquisa da Embrapa no estado de São Paulo: Embrapa Informática Agropecuária (Campinas, SP), Embrapa Instrumentação (São Carlos, SP) e Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP). O projeto de pesquisa piloto abrange o ano agrícola 2020/2021, com duração de 12 meses.

Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participa de debate sobre cenários para o agronegócio pós-pandemia

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, nesta terça-feira (21), de uma live promovida pela Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc) com o tema “Cenários para o agronegócio pós-pandemia”. A transmissão ao vivo teve entre os debatedores o vice-presidente da CNA e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo, e o superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi. Também participaram da discussão o secretário de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Jorge Seif Júnior; o secretário da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de Santa Catarina, Ricardo Gouvêa; o presidente da Federação Catarinense de Municípios (Fecam), Orildo Severgnini; e o senador Jorginho Mello (PL-SC). O mediador foi o reitor da Unoesc, Aristides Cimadon. José Zeferino Pedrozo acredita na força do agronegócio brasileiro para superar o atual momento. Ele entende que Santa Catarina precisa continuar trabalhando para se manter como um grande produtor de alimentos e investir na agricultura familiar, base da produção agropecuária do estado. Para o superintendente técnico da CNA, os números comprovam a competitividade e a resiliência do agro brasileiro, apesar da pandemia. A participação no PIB deverá crescer de 21% para 23%. Nas exportações, o setor que antes representava 43%, já é responsável por mais de 50% do total. Mesmo com o cenário positivo, Bruno Lucchi alerta que as cadeias de produtos perecíveis sofreram impactos e que o custo de produção também aumentou em algumas atividades. Na avaliação dele, é preciso continuar abrindo novos mercados, incentivar o consumo interno e buscar a prorrogação de empréstimos para os produtores atingidos pela crise. Outro desafio é melhorar a conectividade no campo.  Afetado inicialmente, o setor de pescados vem se recuperando aos poucos e tem potencial para crescer no Brasil. Segundo o secretário de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, o país tem uma costa de 8,5 mil quilômetros e é um dos maiores detentores de recursos hídricos do mundo. O secretário da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de Santa Catarina, destaca que o agro responde por 35% do PIB e 72% das exportações catarinenses. Na opinião de Ricardo Gouvêa, o estado precisa continuar investindo na rastreabilidade dos produtos agropecuários e aproveitar a condição sanitária diferenciada do seu rebanho bovino (livre de febre aftosa sem vacinação) para aumentar ainda mais a comercialização com outros países. Nesse sentido, o senador Jorginho Mello também alerta que é preciso avançar em infraestrutura para escoar a produção até os cinco portos existentes em Santa Catarina. Outro desafio é buscar alternativas para o transporte de milho destinado à suinocultura e avicultura, já que o estado depende de outras regiões para o fornecimento do cereal.

NA IMPRENSA

O Estado de S.Paulo – Embraer pode ganhar com demanda maior por aviões de menor porte no pós-covid

O Estado de S.Paulo – O mito da natureza inesgotável e do ‘mato sem valor’ impulsionou desmatamento no Brasil

O Estado de S.Paulo – ‘Exportar é bom, pois há ainda ganho no câmbio’, apontam produtores e exportadores

Valor Econômico – Linha do BNDES de socorro a usinas fica sem demanda

Valor Econômico – Conclusões da Science são criticadas por consultoria

Valor Econômico – Cenoura e batata ficaram mais baratas em junho, diz Conab

Valor Econômico – Minerva cria área de inovação e mira investimentos em startups

Valor Econômico – Incêndio em dois terminais no porto de Paranaguá interrompe embarque de grãos e farelo

Valor Econômico – Número de produtores de cachaça e aguardente caiu 22% no país em 2019

Valor Econômico – Preços de batata e cenoura caíram nas centrais atacadistas, diz Conab

Valor Econômico – Commodities: Queda do dólar impulsiona preços do café

Valor Econômico – Commodities: Clima favorável e falta de demanda pressionam cotações do milho em Chicago

Valor Econômico – Agtech israelense capta US$ 30 milhões em investimentos

Mapa – Parceria público-privada vai investir em pesquisas para apoiar mercado de carbono para agricultura

Mapa – Brasil tem mais de 4,7 mil marcas de cachaças e aguardentes

Mapa – Comissão vai acompanhar políticas de baixa emissão de carbono na agricultura

CNA – CNA participa de debate sobre cenários para o agronegócio pós-pandemia

CNA – Produtores capixabas participam de levantamento de custos de produção do mamão

CNA – Produtores rurais se preparam com cursos e maquinários para enfrentar queimadas

AgroLink – Medidas para combater nuvem de gafanhotos são seguras, diz Sindag

AgroLink –  IHARA participa da 21ª edição da Coopercitrus Expo Digital

AgroLink – Resíduos agrícolas são fonte de energia para o futuro

AgroLink – MG: pesquisa sobre safra de cana e grãos é realizada de forma remota

AgroLink – Soja fecha 1º sem quase 1/3 maior que ano passado

AgroLink – Brasil zera alíquota de importação de placas solares

AgroLink – Celulose deve manter liderança na década

AgroLink – Estudo mapeia produção de cachaças e aguardentes

AgroLink – Webinar sobre combate à erosão traz diretor mundial da FAO, e exibe vídeos curtos sobre o tema

AgroLink – Laboratório agrícola lidera descoberta contra coronavírus

AgroLink – Demanda fraca e produção recorde limitam alta nos preços do açúcar

AgroLink – RS: audiência pública vai debater política de preço do tabaco no Estado

AgroLink – Comissão vai acompanhar políticas de baixa emissão de carbono

AgroLink – Distribuidor de corretivos é destaque durante a Coopercitrus Expo Digital

AgroLink – Brasil comprou 70 mil toneladas de trigo da Rússia

AgroLink – Projeto de Lei pode criminalizar defensivos na Argentina

______________________
O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

No comments yet.

Leave a comment

Your email address will not be published.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Translate »