MÉDICOS, PACIENTES E DEPUTADOS REFORÇAM CAMPANHA DE PREVENÇÃO AO CÂNCER

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O ‘Julho Verde’, campanha de conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço, foi debatido em audiência pública da Comissão de Seguridade Social e Família, da Câmara dos Deputados, na quinta-feira (6). De acordo com divulgação do portal da Câmara dos Deputados, médicos, pacientes e deputados reforçaram a necessidade de prevenção à doença, que tem elevada incidência no Brasil. A iniciativa também partiu da Frente Parlamentar Mista de Combate ao Câncer, coordenada pelo deputado Antônio Jácome (Pode-RN). O Ministério da Saúde reconheceu o deficit expressivo em radioterapia, mas informou que um plano de expansão está em curso. O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Fernando Walder, explicou que 50% dos pacientes são diagnosticados em estágio avançado da doença, o que dificulta o tratamento. Um dos autores do requerimento de audiência pública, o deputado Dr. Sinval Malheiros (Pode-SP), pediu maior racionalidade no investimento público em saúde. “O tumor de cabeça e pescoço é um problema sério de saúde pública e cerca de 500 mil casos novos são descobertos no mundo, por ano”, ressaltou o parlamentar. “Vamos trabalhar um pouquinho mais humanizado e um pouquinho mais multidisciplinar”, pediu Melissa Ribeiro, presidente da Associação de Câncer de Boca e Garganta, participante do debate. Ela perdeu a voz por conta de um câncer na laringe e falou, na audiência, com a ajuda de um aparelho transdutor de voz.

Mortes por câncer na América Latina aumentarão 106% até 2030

As mortes por câncer, doença que já é a segunda que mais causa mortes na América Latina, aumentarão 106% até 2030, se mudanças significativas não forem feitas na política sanitária da região, alertou um relatório elaborado pela unidade de inteligência da publicação britânica The Economist. Intitulado “Controle de câncer, acesso e desigualdade na América Latina: uma história de luz e sombras”, o texto foi apresentado no Roche Press Day, fórum sobre os últimos avanços da medicina na região e que terminou na última quinta-feira em Buenos Aires. Para a elaboração foi feita uma pesquisa dos dados disponíveis em 12 países. O jornal O Estado de S.Paulo informa que, de acordo com o relatório, entre 60% e 70% dos pacientes da região já são diagnosticados em estágios avançados da doença. “Estamos transitando de mortes por doenças epidemiológicas às cardiovasculares e por câncer”, esclarece o relatório. “Conforme o texto, para o controle da doença na América Latina, em média, é investido 4,6% do PIB, enquanto a média dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) é de 7,7%. Os autores do relatório fazem recomendações gerais como desenvolver planos nacionais para o controle do câncer com recursos suficientes, investir no monitoramento de dados e registros adequados, fazer da prevenção e do diagnóstico antecipado prioridades, aumentar orçamentos em assistência médica, diminuir as barreiras de acesso aos tratamentos e dotar os setores de oncologia de equipamento e profissionais especializados”, afirma parte da reportagem.

Importação de medicamentos cresce 182% em 10 anos

A participação das importações no mercado farmacêutico saltou 19 pontos percentuais em dez anos, chegando a representar 58% do total de medicamentos e insumos comercializados no País. Isso representa US$ 8,4 milhões dos US$ 16 milhões que o setor fatura por ano. “Essa tendência é preocupante porque revela um Brasil pouco amigável para investimentos no setor industrial, forçando o setor, por questões econômicas, a importar”, esclarece Antônio Britto, presidente-executivo da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma). De acordo com o portal Saúde Business, que divulgou o dado, em 2005 o setor farmacêutico faturava US$ 8,9 milhões no Brasil, dos quais US$ 2,9 milhões eram de medicamentos e insumos importados. Portanto, as importações respondiam por 33% do mercado. Por isso, a participação dos importados manteve uma tendência de alta, em ritmo praticamente constante, durante dez anos. O site Panorama Farmacêutico destaca que em 2015, quando o setor acumulava um crescimento de 79%, os medicamentos e insumos farmacêuticos importados tinham aumentado em 182%. Logo, a relação entre ambos mudou, fazendo a participação dos importados aumentar de 33% para 58%. “Isso gera desemprego. Isso afeta os investimentos em tecnologia, em pesquisa clínica, em diversos aspectos que prejudicam a atuação do setor no País, por mais que o faturamento esteja crescendo”, explica o presidente-executivo da Interfarma.

Anvisa diz que barrará importação comercial de inibidores de apetite

Apesar da recente aprovação de uma lei que libera o uso de inibidores de apetite, a importação desses produtos para a venda no Brasil continuará vetada. A afirmação foi dada ao jornal Folha de S.Paulo pelo diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Jarbas Barbosa. Segundo ele, como a lei fala apenas em autorizar “produção, comercialização e consumo”, sem citar a importação, a agência passará a vetar tentativas de empresas em trazer os anorexígenos anfepramona, femproporex e mazindol do exterior. A ação tem base nas atuais regras brasileiras, que impedem a importação de produtos sem registro na Anvisa para serem vendidos no país. “Como a lei não incluiu a importação, e medicamento sem registro só pode ser importado para uso individual, essa seria uma medida que teríamos de proteção [à saúde da população]”, diz Barbosa. A Folha procurou a Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag) para comentar o tema, mas não recebeu resposta. Na quinta-feira (6), o Conselho Nacional de Saúde aprovou uma recomendação para que as entidades que o compõem – associações de profissionais de saúde, pacientes e movimentos populares, além de gestores de saúde – entrem com ações no Supremo Tribunal Federal questionando a liberação.

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