MEDICINA PERSONALIZADA AVANÇA NO BRASIL

//MEDICINA PERSONALIZADA AVANÇA NO BRASIL
Reportagem do jornal O Estado de S.Paulo destaca que os testes farmacogenéticos – comuns nos Estados Unidos e na Europa, mas ainda pouco difundidos no Brasil – são uma ferramenta para ajudar o médico a definir a terapia. Eles podem facilitar o início do tratamento e antecipar se o uso do medicamento será eficiente ao paciente ou se terá efeitos colaterais. Como o próprio nome diz, por meio do avanço da medicina genômica, os testes farmacogenéticos analisam a genética do paciente e a resposta que seu organismo terá diante do contato com uma série de drogas. Isso porque algumas pessoas metabolizam os medicamentos de maneiras diferentes, alguns mais rapidamente, outros mais lentamente – o que pode causar falhas no tratamento, como os indesejáveis efeitos adversos ou até a sua total ineficácia. Na maioria das vezes, os testes avaliam variações nas atividades enzimáticas e determinam se aquele medicamento que o médico prescreveu para o paciente vai funcionar corretamente ou não. Em outros casos, como no tratamento de câncer, por exemplo, o paciente já toma determinada droga e o teste vai avaliar mutações daquele tumor e indicar a probabilidade de ele responder ao tratamento da maneira esperada. “Existem testes para análise da eficácia de diversos medicamentos, passando pelos psiquiátricos, dermatológicos e oncológicos. Nos últimos anos, a cardiologia é que está ganhando espaço tanto para a identificação de possíveis mutações genéticas que possam causar doenças, quanto para a avaliação se determinada droga fará efeito ou não no paciente”, ressalta a reportagem.

Pacientes ganham grande destaque em tratamento

O jornal O Estado de S.Paulo ressalta ainda que, com a visão de um grande mercado promissor, o médico Mário Grieco, ex-presidente da farmacêutica Bristol no Brasil, fundou a Life Diagnósticos e trouxe para o país o teste cardiogenético, para analisar o metabolismo da enzima CYP2C19 e a resposta do organismo do paciente ao medicamento Clopidogrel – uma droga de antiagregação plaquetária, usada para “afinar” o sangue e impedir a formação de trombos. Esse é um dos remédios mais utilizados em pessoas com doenças coronarianas, que possuem stents (dispositivos para manter os vasos sanguíneos desobstruídos), ou que sofreram um AVC. Em cerca de dois anos de existência, a Life já realizou cerca de 5 mil exames genéticos para análise da CYP2C19, tudo dentro do Brasil, em laboratório próprio. “Nos Estados Unidos o teste farmacogenético do Clopidogrel já é realizado de rotina e consta, inclusive, indicação de fazê-lo na bula do medicamento. Por que não deixar isso acessível no Brasil também? É isso que busca a medicina do futuro”, diz Grieco. Para ele, a principal dificuldade é fazer com que essa tecnologia esteja realmente acessível ao paciente.

Anvisa apresenta respostas para demandas de empresas

Conforme publicação em seu portal, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apresentou, na quarta-feira (27), as melhorias adotadas pela área de gestão em resposta aos problemas apontados pelas empresas em reuniões anteriores. Entre as novidades anunciadas pelo diretor-presidente, Jarbas Barbosa, está a criação da uma segunda instância formal para analisar os recursos de processos. Essa nova estrutura deve dar mais agilidade aos julgamentos de recursos e permitir mais previsibilidade de agendas para as empresas. Atualmente, os recursos são julgados pela própria Diretoria Colegiada. Um dos temas apresentados pela plateia foi o tempo de análise dos processos pela Anvisa, especialmente de registro de medicamentos, produtos e alimentos. No caso de medicamentos, já foi apresentado um plano para atender à Lei 13.411/2016, que estabeleceu prazos mais rígidos para o registro de produtos farmacêuticos. Jarbas Barbosa defendeu ainda mudanças nas regras de inspeções para reduzir o tempo necessário para emissão do Certificado de Boas Práticas de Fabricação. Segundo ele, é possível desenhar um sistema de auditorias externas exclusivo para o Brasil copiando a experiência que hoje já permite auditorias externas entre os países participantes do MDSAP (Brasil, Canadá, EUA, Japão e Austrália). Em resposta a questionamento das empresas, Barbosa admitiu a existência de desequilíbrios na liberação de importações e enfatizou que a Agência está atenta a essas questões, tendo efetuado mudanças na gestão da área de portos e aeroportos.

Triagem neonatal permite detectar doenças raras antes que se manifestem

O portal da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) ressalta que o primeiro passo para detectar doenças metabólicas, genéticas ou endócrinas, frequentemente capazes de comprometer o desenvolvimento neuropsicomotor da criança, é o Teste do Pezinho, também chamado de triagem neonatal. “Atualmente, a versão básica do teste, oferecida na rede pública de saúde de todo o país, detecta seis doenças: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, fibrose cística, anemia falciforme, hiperplasia adrenal congênita e a deficiência de biotinidase. As duas últimas da lista foram incorporadas ao teste em novembro de 2013. Na rede privada, a maioria das maternidades oferece o teste ampliado, que diagnostica mais quatro doenças, além das mencionadas na versão básica: deficiência de G-6-PD, galactosemia, leucinose e toxoplasmose congênita. Há ainda testes ampliados, capaz de detectar cerca de 50 patologias”, ressalta a publicação. “De acordo com as Diretrizes para Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras, alguns sinais específicos levantam suspeita para doenças raras ao longo da infância e requerem uma avaliação minuciosa, são eles: distúrbios metabólicos sem uma origem definida, quadros recorrentes de vômitos ou desidratação, deficiência intelectual injustificada, perda da fala e/ou marcha e/ou compreensão, anormalidades oculares, como retinose pigmentar ou cegueira familiar, quadro semelhante a acidente vascular encefálico (AVC) em qualquer idade e epilepsia sem explicação, entre outros sintomas neurológicos”, explicou Dafne Horovitz, coordenadora clínica do Centro de Genética Médica do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz).

SAÚDE NA IMPRENSA

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