Mato Grosso obtém primeiro reconhecimento de equivalência ao Sistema de Inspeção de Insumos Pecuários

//Mato Grosso obtém primeiro reconhecimento de equivalência ao Sistema de Inspeção de Insumos Pecuários
O serviço de inspeção e fiscalização de insumos pecuários do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) é o primeiro no país a obter o reconhecimento de sua equivalência e adesão ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Insumos Pecuários (Sisbi-PEC), concedido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O reconhecimento está na Portaria nº 116, publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (13). O Sisbi-PEC faz parte do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa) e busca padronizar e harmonizar os procedimentos de inspeção e fiscalização de insumos pecuários, executados pelos entes partícipes do sistema, para assegurar a inocuidade, a identidade e a qualidade dos insumos utilizados na pecuária brasileira. Com a adesão, o serviço oficial amplia sua capilaridade e capacidade de fiscalização, onde o Indea-MT ganha maior autonomia e se habilita a pleitear ao Mapa transferências de recursos para fortalecimento desse trabalho. As revendas de insumos pecuários e prestadores de serviços para reprodução animal ganham celeridade nas autorizações necessárias para o funcionamento regular. Por sua vez, os pecuaristas podem esperar maior segurança quanto à manutenção dos produtos ofertados no comércio. O processo para reconhecimento do serviço de inspeção e fiscalização de insumos pecuários exigiu um trabalho conjunto realizado pelas equipes dos Departamentos de Suporte e Normas, de Inspeção de Produtos de Origem Animal, e de Saúde Animal, com permanente interação com a Divisão de Defesa Agropecuária, na Superintendência Federal de Agricultura do Mato Grosso e o Indea-MT. “Este é um passo muito importante para manter e ampliar a competitividade dos insumos pecuários e proteger os processos produtivos dos produtos de origem animal brasileiro. Trabalharemos para alcançar a adesão de todos entes estaduais”, diz o secretário substituto de Defesa Agropecuária, Márcio Rezende.

Não invasiva, termografia é usada para monitorar bem-estar animal

Nesta segunda-feira (13), o portal da Embrapa divulgou que, o uso da termografia infravermelha tem mostrado grande potencial e poderá ser ampliado nas pesquisas que avaliam o conforto térmico animal em sistemas integrados de produção. A técnica permite mapear um corpo ou uma região para distinguir áreas de diferentes temperaturas por meio da visualização artificial da luz dentro do espectro infravermelho. O método é considerado não invasivo, permite análises à distância, gera imagens bidimensionais, é portátil e permite o registro em vídeos. O tema foi debatido na última sexta-feira (10) no Workshop “Compartilhando experiências” (Brasil/Itália), organizado pelo pesquisador Alexandre Rossetto Garcia, da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos, SP). O evento faz parte do projeto “Do céu às células – uma abordagem multidimensional do conforto térmico animal em sistemas de integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF)”, liderado por Rossetto, e teve a participação dos pesquisadores Leonardo Nanni Costa, da Universidade de Bolonha, e Fabio Luzi, da Universidade de Milão. José Ricardo Pezzopane e Alberto Bernardi, da Embrapa, além de outras pesquisadoras italianas, acompanharam o workshop em ambiente virtual. Rossetto apresentou a evolução do projeto Do Céu às Células, que começou em 2019 e termina no ano que vem, com financiamento da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Foram mostrados os principais benefícios das sombras das árvores na fisiologia de bovinos de corte, que permitem indicar a ILPF como estratégia produtiva para melhorar o bem-estar animal e a produtividade. O pesquisador mostrou com imagens aéreas, de termografias e fotografias convencionais, resultados parciais já obtidos. Apresentou o sistema de captação de dados por sensores instalados em colares em animais das raças Canchim e Nelore; os gráficos que identificam deslocamento, ócio e ruminação, obtidos a partir de mais de 41 mil horas de monitoramento; os trabalhos que estão avaliando as características do pelo e a estrutura morfológica da pele de bovinos; além de outros dados envolvendo os efeitos do sombreamento no conforto térmico dos animais. De acordo com Rossetto, “embora as causas do desconforto térmico sejam diurnas, as consequências negativas também se manifestam no período noturno”. Os pesquisadores europeus também apresentaram trabalhos que desenvolvem na Itália, além daqueles conectados ao projeto Do Céu às Células. O agrônomo Fabio Luzi e a física Veronica Redaelli relataram o uso de termografia em pequenos animais, cavalos, répteis, primatas não humanos, suínos, aves e bovinos. Além dos animais, a termografia pode ser usada para monitorar o ambiente e a alimentação fornecida a eles, como a silagem. A técnica também é útil para monitorar situações críticas como o transporte de animais. Leonardo Nanni falou sobre a avaliação do bem-estar animal ante e pós-morte, apresentou o conceito de dor e os comportamentos associados a ela, seja na vocalização, temperatura, postura e locomoção. O pesquisador e sua equipe mostraram também estudos que codificam e quantificam as expressões faciais de dor em ovinos, trabalho que tem como base as expressões humanas, mas é desenvolvido com apoio de instrumentos eletrônicos. Segundo Nanni, o uso da termografia vem ganhando relevância nos estudos sobre bem-estar animal justamente por não ser invasiva. O projeto Do Céu às Células tem parcerias também com as empresas Cowmed e Airscout Brasil, especializadas em monitoramento animal e ambiental, com a UFF (Universidade Federal Fluminense), USP (Universidade de São Paulo), UFPA (Universidade Federal do Pará) e Ufra (Universidade Federal Rural da Amazônia). Há financiamentos da Fapesp, CNPq e Capes, além de recursos da própria Embrapa por meio da Rede de Pesquisa em Agricultura de Precisão, chamada Rede AP. A Rede ILPF também é cofinanciadora do projeto. A programação do evento também teve momento dedicado às discussões do Projeto Sprint, recém aprovado na Fapesp, no qual todos os pesquisadores convidados também são participantes. Esse projeto trata da mobilidade da equipe envolvida, permitindo deslocamentos para encontros presenciais.

Tráfico de animais favorece o surgimento de pandemias, alerta ONU

Crimes ligados à vida selvagem, como o caso das cobras exóticas encontradas, nesta semana, em Brasília, e o tráfico de animais, além de ameaçarem a biodiversidade do planeta, aumentam o risco de surgimento de novas pandemias, destacou o Correio Braziliense neste sábado (11). O alerta faz parte de um relatório divulgado ontem pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). Segundo o documento, quando animais selvagens são retirados do habitat, aumenta-se o risco de transmissão de doenças zoonóticas, causadas por patógenos que são passados aos humanos pelos bichos, como a covid-19. Esse tipo de enfermidade representa até 75% das doenças infecciosas emergentes, estima o UNODC. Um dos fatores que impulsionam essas doenças é a falta de controle higiênico e sanitário das carnes e de outras partes dos animais vendidas ilegalmente. “Sem a interferência humana do desmatamento, da captura, do abate, do tráfico e do consumo de animais selvagens, a evolução e a transmissão do coronavírus seriam altamente improváveis”, enfatiza o documento. Identificado como um possível vetor do Sars-CoV-2, os pangolins são os mamíferos selvagens mais traficados no mundo, de acordo com o relatório. As apreensões de escamas desses animais aumentou 10 vezes entre 2014 e 2018. Elas são altamente valorizadas na medicina tradicional chinesa, embora os cientistas afirmem não existir comprovação de efeitos terapêuticos. Devido à possível relação com a transmissão do vírus, no mês passado, o governo chinês removeu o pangolim da lista oficial de ingredientes para remédios tradicionais. Também atento a essas práticas populares, o UNODC acredita que a atual pandemia pode levar ao aumento do comércio ilegal de produtos derivados da fauna e da flora que têm sido considerados “remédios naturais” contra o coronavírus. O relatório destaca a bile de urso. Em março, a Comissão Nacional de Saúde da China foi bastante criticada internacionalmente após divulgar quais tratamentos seriam permitidos para combater o avanço do Sars-CoV-2. Injeções contendo pó de bile de urso fazem parte da lista. O relatório do UNODC tem como base registros de quase 180 mil apreensões realizadas em 149 países e territórios. Quase 6 mil espécies foram capturadas entre 1999 e 2019, entre mamíferos, répteis, corais, pássaros e peixes. Nenhuma espécie é responsável por mais de 5% das apreensões e nenhum país foi identificado como fonte de mais de 9% do número total de apreensões, o que sinaliza, segundo o órgão, que as redes criminosas diversificaram os recursos explorados. Nesse sentido, o comércio ilegal de marfim africano e de chifre de rinoceronte está “em declínio”. Por outro lado, a demanda por madeira de lei tropical, como o jacarandá, cresceu significativamente. Segundo o UNODC, atualmente, os principais mercados dos crimes contra a vida selvagem são o de jacarandá, marfim, chifre de rinoceronte, escamas de pangolim, répteis vivos, grandes felinos e enguia europeia.

‘Possível rede de tráfico de animais’, diz delegado sobre jovem picado por cobra naja no Distrito Federal

Ela foi o assunto da semana. Todo mundo quer saber como uma naja — uma das cobras mais venenosas do mundo – foi parar em Brasília e picou um estudante que ficou em coma. O animal agora está ajudando as autoridades a desvendar uma rede de tráfico de animais exóticos, informou o G1 neste domingo (12). Essa história começou na tarde da terça-feira passada, quando um estudante de medicina veterinária deu entrada na emergência deste hospital particular, a trinta quilômetros da região central de Brasília. Pedro Krambeck, de 22 anos, estava numa chácara quando ligou para os pais avisando que tinha sido picado pela naja que ele próprio criava — ilegalmente. O rapaz deu entrada no hospital às três e dez da tarde. Estava consciente, mas seu estado de saúde se agravou muito rápido. Uma hora e meia depois, Pedro entrou em coma. O veneno da naja provoca uma intoxicação grave no organismo. A pessoa não consegue abrir os olhos, tem dificuldade de andar, de deglutir a saliva e de respirar. As células cardíacas também são lesionadas. Se o tratamento não for rápido, a pessoa pode sofrer uma parada cardiorrespiratória em até uma hora depois a picada. Pra sobreviver, Pedro precisava do soro que combatesse especificamente o veneno da naja da espécie Kaouthia. A salvação estava a mil quilômetros do hospital, no Instituto Butantan, em São Paulo. O soro foi enviado de avião. O estudante, aos poucos, foi melhorando. Mas uma pergunta continuava: cadê a cobra? A polícia e as autoridades ambientais começaram a investigar. Afinal, um dos dez animais mais venenosos do mundo estava à solta por Brasília. Enquanto Pedro estava internado por causa do próprio vacilo, a cobra naja foi encontrada aqui, um dia depois do acidente, ao lado de um shopping. Segundo a polícia, foi abandonada por um amigo de Pedro. Os investigadores dizem que, depois de Pedro ter sido picado, Gabriel Ribeiro, amigo do jovem, abandonou a naja ao lado de um shopping e depois escondeu outras dezessete serpentes num haras em Planaltina, a sessenta quilômetros de Brasília. Na quarta-feira (8), a naja foi encontrada. Na quinta-feira (9), outras 16 cobras. Sábado (11), mais uma, na casa do pai de Gabriel. “Abrimos uma investigação formal em relação a essa situação e podemos então identificar que não se tratava apenas de uma cobra, mas de possivelmente uma rede estruturada de tráfico de animais. A gente apura se, além de adquirir, eles vendiam, se o intuito era de comercializar esses animais”, explica o delegado William Andrade Ricardo. A polícia também investiga se Pedro, Gabriel e outros colegas compravam e vendiam as cobras em redes sociais. Pedro já está fora de perigo. Ele não teve sequelas graves, e deve ter alta nos próximos dias. Aí será ouvido pela polícia.

NA IMPRENSA

Folha de S.Paulo – Animais são resgatados de local onde cachorro Sansão foi mutilado

Folha de S.Paulo – Floresta destruída pode ocultar cura da Covid-19

G1 – Esporotricose; doença é provocada por fungos e transmitida por animais

G1 – Cuidados com manejo de animais podem evitar problemas sanitários

G1 – Estudante picado por naja: o que se sabe até agora na investigação sobre tráfico de animais

G1 – ‘Viagem aos Sete Mundos’: a exuberância natural e os animais exóticos da Austrália

G1 – ‘Possível rede de tráfico de animais’, diz delegado sobre jovem picado por cobra naja no DF

G1 – Campanha arrecada mais de 260 quilos de ração para ajudar ONGs protetoras de animais no Paraná

G1 – Morador de SP é flagrado em MS com dourado de 4 kg, peixe cuja captura está proibida no estado

G1 – Casos de coronavírus em frigoríficos do RS sobem 40% em menos de 1 mês, diz MPT

Valor Econômico – Com dinheiro em caixa, JBS resgata US$ 875 milhões em dívidas

Valor Econômico – Dália Alimentos retoma atividades em frigorífico paralisado por enchente

O Estado de S.Paulo – O que é ser pet friendly?

O Globo – Ativistas tingem monumentos de vermelho, na Europa, para denunciar crueldade com animais

O Globo – Vida selvagem toma conta de parque na Califórnia, nos EUA, reaberto depois de dois meses e meio

O Globo – Sossego na quarentena pode ter encorajado onça-parda a sair de floresta para dar passeio em Barra de Guaratiba

Correio Braziliense – Tráfico de animais favorece o surgimento de pandemias, alerta ONU

Mapa – Mato Grosso obtém primeiro reconhecimento de equivalência ao Sistema de Inspeção de Insumos Pecuários

CNA – Entre maio e junho, MS apresenta segunda maior variação no preço da carne de ovinos no País

CNA – Boletim CNA mostra queda das exportações de frutas e aumento da demanda chinesa por carne

Embrapa – Não invasiva, termografia é usada para monitorar bem-estar animal

AgroLink – Ciclo de lives aborda oportunidades de uso da ILPF nas regiões brasileiras

AgroLink – Webinar gratuito da Elanco aborda gordura do leite

AgroLink – Pesquisa registra aumento expressivo no preço do quilo do suíno no RS

AgroLink – Índice de vacinação contra a febre aftosa supera meta em Minas

AgroLink – Alta nas cotações dos ovos

AgroLink – TO pode ter primeira agroindústria com Selo Artesanal

AgroLink – Insetos e microalgas podem alimentar aves no futuro

AgroLink – Especialistas debatem ILPF no Nordeste em transmissão ao vivo

AgroLink – Consequência da seca, falta de alimentos para o rebanho leiteiro preocupa produtores

AgroLink – Boi gordo: baixa oferta dá sustentação ao mercado

AgroLink – Cotações do suíno subiam nas granjas e no atacado

Anda – Animais são submetidos à crueldade em vaquejada realizada em meio à pandemia

Anda – Asseama cria podcast para divulgar a espiritualidade dos animais

Anda – Tutor perde a guarda de cadela após deixá-la presa em carro por horas

Anda – Investigação expõe investimentos bilionários questionáveis na indústria pecuária

Anda – Joaquin Phoenix encoraja denúncia de abusos em matadouros

Anda – População de pinguins-de-adélia pode aumentar com derretimento do gelo

Anda – Barbatanas de tubarão: por que a prática mais bárbara do oceano continua crescendo

Anda – Pardal canadense abandona seus cantos antigos em troca de uma melodia mais cativante

Anda – PETA publica vídeo que mostra crueldade por trás do couro

Anda – Criadores de salmão serão proibidos de atirar em focas

Anda – Chimpanzés preferem se alimentar de cultivos e é melhor para eles

Anda – Funcionária de matadouro no Paraná contrai novo vírus ligado à exploração animal

Anda – ‘Ou mudamos ou morremos’: o projeto agrícola radical na Amazônia

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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