Mapa lança aplicativo para que produtores tenham acesso a informações sobre seguro rural

//Mapa lança aplicativo para que produtores tenham acesso a informações sobre seguro rural
No lançamento do Plano Safra 2020/2021, nesta quarta-feira (17), uma das novidades apresentadas foi o aplicativo PSR – Programa de Seguro Rural, criado pelo Departamento de Gestão de Riscos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e desenvolvido em parceria com a Embrapa Informática Agropecuária. O aplicativo possibilita aos produtores e interessados o acesso a informações do mundo do seguro rural de forma consultiva. O aplicativo não é negocial, ou seja, o produtor não faz contratação de seguro com essa ferramenta. “O aplicativo PSR vai ajudar a disseminar a cultura do seguro rural no país entre os produtores que ainda não contratam essa ferramenta de gestão de riscos. Além disso, vai acirrar a concorrência saudável entre as companhias de seguro credenciadas no PSR, que ofertam diferentes opções de produtos e serviços de seguro rural no programa, muitas delas desconhecidas pelos produtores”, destacou o diretor do Departamento de Gestão de Riscos, Pedro Loyola. Silvia Maria Masshurá, Chefe Geral da Embrapa Informática Agropecuária, afirmou que essa é mais uma parceria de sucesso da Embrapa com a Secretaria de Política Agrícola. “Desenvolvemos as pesquisas do Programa Nacional de Zoneamento Agrícola de Risco Climático, o Plantio Certo e agora o aplicativo PSR, que juntos são fundamentais na gestão integrada de riscos climáticos para o país e nos empreendimentos dos agricultores”, finaliza. Para acessar o novo aplicativo PSR, basta acessar para Android  e para IOS. Confira as principais funcionalidades do aplicativo:  Acesso ao Guia de Seguros Rurais, com informações que explicam como funciona o sistema de seguro rural no Brasil, e ensina as principais modalidades de seguro rural disponíveis com explicação e simulados de indenizações; Consulta das regras de subvenção, da legislação e das informações do PSR; Nas dicas de direitos e deveres sobre o seguro rural, o produtor pode verificar informações importantes sobre o que fazer antes de contratar o seguro rural, ao informar a ocorrência de um sinistro, do laudo de inspeção de danos e o recebimento de indenizações; Em dados do Programa é possível saber a evolução anual dos principais parâmetros do PSR desde seu começo em 2006, tais como quais as culturas ter maior contratação, participação das seguradoras, estados que mais contratam, área segurada, quantidade de apólices e de produtores beneficiados, e volume de subvenção; O aplicativo também possibilita o acesso ao Atlas do Seguro Rural, onde é possível fazer pesquisas com os dados do programa e aos relatórios estatísticos do PSR; Além dessas funcionalidades, o aplicativo PSR tem um atalho para acessar o aplicativo Plantio Certo, que possibilita aos produtores saber onde, o que e quando plantar. O Zoneamento Agrícola de Risco Climático – ZARC é um instrumento científico obrigatório no acesso ao seguro rural do PSR, com janelas de plantio e informações de risco climático para cada cultura e município.

Novo Plano Safra tem mais crédito e leve baixa de juros

“A cidade pode parar, o campo a fará ressurgir. Mas se um dia o campo parar, todos sucumbirão”, disse nesta quarta-feira (17) o presidente da República, Jair Bolsonaro, ao anunciar o Plano Safra 2020/21, que contará com o montante recorde de R$ 236,3 bilhões em crédito para o agronegócio brasileiro na próxima temporada, que terá início em 1º de julho. Segundo o Valor Econômico produtores rurais terão volume 6% maior para financiamentos subsidiados e com taxas livres – alimentados principalmente pelas Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) -, mas a redução dos juros foi mais tímida do que o esperado. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou na cerimônia de lançamento, no Palácio do Planalto, que o plano “foi do tamanho pensado para o momento”. A ministra conseguiu aumentar de R$ 9,9 bilhões para R$ 11,5 bilhões o orçamento dedicado à subvenção do crédito para a safra 2020/21 e garantiu outros R$ 1,3 bilhão para o programa federal de subvenção aos prêmios do seguro rural no ano que vem, um incremento de mais de 30% em relação ao montante deste ano. O crédito com juros controlados voltou a crescer depois da forte redução no ano passado e será de R$ 154,3 bilhões. Percentualmente, porém, o volume subvencionado continua em queda e representa 65,2% do total no novo plano. Houve um crescimento de 10% nos recursos equalizáveis para R$ 89,5 bilhões. O volume destinado aos pequenos produtores, tratados como prioridade por Tereza Cristina, será de R$ 33 bilhões, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Os juros caíram para 2,75% a 4%. Para o médio produtor, serão reservados R$ 33,1 bilhões por meio do Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor) – volume 25,1% maior que na safra 2019/20 -, com juros de 5%. Grandes agricultores pagarão 6% ante 8% no ciclo atual.

Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) avalia Plano Safra como positivo e defende que recursos cheguem aos produtores com taxas compatíveis à realidade

O vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), deputado José Mário Schreiner, avaliou o Plano Agrícola e Pecuário 2020/2021 como positivo para o setor, considerando os aumentos no volume de recursos para crédito e seguro rural, disse que o agro continua sendo o “alicerce para a economia do país” e que a CNA trabalhou e continuará trabalhando para que os “recursos cheguem nas mãos dos produtores com taxas compatíveis à realidade atual”. Schreiner representou o presidente da CNA, João Martins, na cerimônia de lançamento do PAP 2020/2021, que aconteceu no Palácio do Planalto e teve a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro, do vice-presidente Hamilton Mourão, da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, do ministro da Economia, Paulo Guedes, do ministro-chefe da Casa Civil, Braga Netto, do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, além de parlamentares, demais autoridades e lideranças do setor rural. O PAP 2020/2021 vai disponibilizar R$ 236,3 bilhões, 6,1% a mais do que no ano passado, dos quais R$ 179,3 bilhões para custeio e comercialização e R$ 56,9 bilhões para investimentos. O Programa de Subvenção ao Seguro Rural (PSR) terá o volume recorde de R$ 1,3 bilhão, 30% a mais do que no ano passado, o que beneficiará a contratação de 298 mil apólices, a cobertura de 21 milhões de hectares e um valor segurado de R$ 58 bilhões. Também foram ampliados os recursos para os pequenos (Pronaf) e médios produtores (Pronamp). O plano também traz reduções de 11,8% a 25% nas taxas de juros das linhas de financiamento contempladas. As taxas de juros menores eram uma das principais demandas da CNA para a safra 2020/2021, juntamente com a redução dos custos administrativos e tributários, os chamados spreads bancários, além de mais recursos para o programa de subvenção ao seguro rural. Em seu discurso, Schreiner, que também preside a Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA e a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás, disse que as propostas do Plano Agrícola e Pecuário 2020/2021 vão dar mais ânimo para que o setor, que não parou durante a pandemia, permaneça contribuindo para o fortalecimento da economia brasileira. Schreiner destacou os esforços da ministra Tereza Cristina nas negociações de taxas menores nas operações de crédito rural para a safra 2020/2021. Segundo ele, os juros devem acompanhar a queda da taxa Selic, que se confirmadas as previsões de que chegue a 2,25% neste ano, terá uma redução de 12 pontos percentuais desde 2016. No mesmo período, ressaltou, a taxa de custeio agropecuário caiu apenas 1,5 ponto percentual. O vice-presidente da CNA defendeu, também, a revisão do Sistema Financeiro no que se refere ao crédito rural. “Entendemos que há exigências legais que contribuem para a elevação dessas taxas, porém acreditamos que seja hora de rever todo o arcabouço regulatório”. Outra questão que deve ser observada, na sua avaliação, são os custos intrínsecos à contratação do crédito rural, como os registros cartorários, taxas para análises de projetos e a venda casada de produtos atrelados à contratação do crédito.

Gurgacz cobra apoio do governo para o agronegócio após a pandemia

O senador Acir Gurgacz (PDT-RO) em pronunciamento nesta quarta-feira (17) questionou o governo sobre o que está sendo feito diante do alerta da Embrapa a respeito de medidas tomadas pela China para fortalecer a produção interna e se reposicionar no mercado global pós pandemia. De acordo com a Agência Senado a senador disse que essas ações terão impacto sobre o agronegócio do Brasil. Gurgacz cobrou um planejamento “bem definido” para o agronegócio brasileiro continuar exportando e garantindo a segurança alimentar da população. Ele disse acreditar que, apesar do cenário de recessão da economia mundial, o setor pode crescer no período posterior à pandemia. “É importante uma política externa bem definida e o relacionamento harmonioso com o resto do mundo, além dos investimentos na infraestrutura e na agricultura familiar, que irão garantir a comida da mesa da população brasileira. Mesmo na crise temos que assegurar alimentos para a nossa gente e termos condições de manter a nossa veia exportadora. Mas para isso o governo precisa fazer a sua parte. Eu tenho colocado sempre que a agricultura precisa da ajuda do governo porteira afora, pois porteira adentro ela vai muito bem”. Entre as medidas tomadas pela China, disse Gurgacz, estão o investimento chinês em logística e a adoção de novas rotas para o agronegócio internacional junto a vários países da Ásia, Europa e África, o que ele considera negativo para o Brasil. Outros dois pontos que podem ter resultados negativos para o agronegócio brasileiros foram ressaltados por Gurgacz: o novo acordo pelo qual a China deverá aumentar as importações de grãos dos Estados Unidos e a modernizar a agricultura familiar chinesa com aumento de subsídios. Acir Gurgacz afirmou que “os produtores rurais e empresários brasileiros estão de mãos atadas sem saber a quem pedir socorro”.  Ele também criticou o sucateamento da logística e da infraestrutura, o que aumenta os custos de escoamento da produção e da exportação, além da falta de suporte do governo federal e de investimentos públicos para o setor. “As únicas notícias são sobre algumas linhas de crédito que ainda não estão funcionando. A MP do Agro [Lei 13.986/2020] ainda não decolou, pois favorece também apenas os banqueiros. O Pronamp Rural [Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural] e o Pronampe das Pequenas Empresas [Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte] também não chegaram aos produtores e empresários, pois todas as medidas que facilitariam a tomada de créditos elas foram vetadas pela presidência da república”, lamentou Gurgacz. O senador também pediu que o governo “não espere a pandemia passar” e seja ágil para implementar as medidas aprovadas recentemente pelo Senado em apoio ao produtor rural.

NA IMPRENSA

Agência Câmara – Especialistas estimam desmatamento de 15 mil km² na Amazônia em 2020

Agência Senado – Gurgacz cobra apoio do governo para o agronegócio após a pandemia

Agência Senado – Mais de 99% dos casos de desmatamento são ilegais, afirma especialista

Folha de S.Paulo – Plano Safra eleva recursos, mas produtor vê redução tímida dos juros

O Estado de S.Paulo – Investimento para o Plano Safra cresce 6,1%

O Globo – Governo lança Plano Safra com financiamento de R$ 236,3 bilhões, valor superior ao do ano passado

Anvisa – Decisão sobre produto para controle do mexilhão-dourado

Valor Econômico – Startup Solinftec anuncia ação de apoio ao segmento sucroenergético

Valor Econômico – LDC rebate críticas de ONG sobre condições de trabalho na colheita de laranja

Valor Econômico – Parte do Grupo de Cairns reforça pressão por comércio livre

Valor Econômico – Novo Plano Safra tem mais crédito e leve baixa de juros

CNA – Plano Safra destina R$ 236,3 bilhões em recursos

CNA – Agrinordeste é adiado devido à pandemia

CNA – CNA avalia Plano Safra como positivo e defende que recursos cheguem aos produtores com taxas compatíveis à realidade

Mapa – Plano Safra 2020/2021 traz mais recursos e taxas de juros menores para agricultura familiar

Mapa – Recursos disponíveis e condições favoráveis devem contribuir para boa safra no próximo ano, diz secretário

Mapa – Aviso de pauta – Mapa promove live nesta quinta-feira sobre agricultura familiar no Plano Safra 2020-2021

Mapa – Mapa lança aplicativo para que produtores tenham acesso a informações sobre seguro rural

Mapa – Com mais recursos e melhores condições de financiamento, Plano Safra 2020/2021 tem R$ 236,3 bilhões

Agro em Dia – Tereza Cristina: A importância do agronegócio para o Brasil

Embrapa – Produtores e agentes públicos validam zoneamento climático para milho no Sealba

Embrapa – Projeto distribui 10 toneladas de sementes a agricultores do semiárido

Embrapa – Painel discute bioeconomia e uso múltiplo da seringueira

AgroLink – MS vai receber R$ 2,5 milhões do Programa de Aquisição de Alimentos da agricultura familiar

AgroLink – Pandemia derruba agroindústria em 16,5%, diz FGV

AgroLink – Dia Técnico do IMAmt e parceiros será realizado de forma virtual pela primeira vez

AgroLink – Bioinsumos ganham espaço no Plano Safra

AgroLink – Ministra detalhou Plano Safra para agricultura familiar

AgroLink – Pesquisadores fazem webinar sobre abelhas sem ferrão

AgroLink – Epamig desenvolve tecnologias pós-colheita para plantas medicinais de interesse do SUS

AgroLink – BASF conclui mais uma etapa de compra da Solvay

AgroLink – Painel discute bioeconomia e uso múltiplo da seringueira

AgroLink – Realizado maior estudo da genética do tomate

AgroLink – Aplicativo vai permitir acesso a informações sobre seguro rural

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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