Mapa faz reuniões virtuais sobre Plano Estratégico de Prevenção e Erradicação da Febre Aftosa

//Mapa faz reuniões virtuais sobre Plano Estratégico de Prevenção e Erradicação da Febre Aftosa
Nesta segunda-feira (1), o portal do Mapa divulgou que, o Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), promoveu, na última semana, reuniões virtuais com representantes das equipes gestoras do Bloco II (AP, PA, RR e parte do AM), Bloco III (AL, CE, MA, PB, PE, PI e RN) e Bloco IV (BA, ES, GO, MG, MS, MT, RJ, SE, SP e DF) para avaliar os reflexos da pandemia do Coronavírus (Covid-19) na continuidade das ações previstas no Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PE-PNEFA). Também foi feita reunião virtual com a equipe gestora nacional para discutir o andamento do plano. “Inicialmente essas reuniões ocorreriam de forma presencial nos meses de março e abril, entretanto, em razão da pandemia do Covid-19 tiveram que ser adiadas. Após análises e buscando amenizar os prejuízos para gestão do PE-PNEFA, optamos por realizar de forma virtual”, explica o diretor do Departamento de Saúde Animal, Geraldo Moraes. Como resultado da 5ª reunião da equipe gestora nacional, constituída por representantes do setor produtivo (indústria e produtores rurais) e do setor público (Mapa e serviços veterinários estaduais) ficou acordado que o PE-PNEFA continua como prioridade com objetivo de manter a condição sanitária atual de país livre de febre aftosa, buscando a ampliação gradual de novas zonas livres sem vacinação. As zonas em transição, representadas pelos estados do Rio Grande do Sul e do Paraná e pelos estados que compõem o Bloco I (Acre, Rondônia, parte do Amazonas e parte do Mato Grosso), devem finalizar as ações necessárias, incluindo os estudos soroepidemiológicos, até agosto deste ano, com o objetivo de buscar o reconhecimento internacional de zonas livres de febre aftosa sem vacinação em maio de 2021. Já os estados que compõem os Blocos II, III e IV, a partir de suas equipes gestoras, devem promover esforços para concluir as ações necessárias. Considerando os impactos decorrentes dos períodos da pandemia e pós-pandemia, a suspensão da vacinação contra a febre aftosa, prevista para ocorrer a partir de maio do próximo ano, fica interrompida nesses blocos. Uma nova avaliação será realizada no primeiro semestre de 2021. Delineado para ser executado em um período de dez anos (2017-2026), o PE-PNEFA está alinhado com as recomendações da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e com as diretrizes do Programa Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa (PHEFA), contribuindo para a erradicação da doença na América do Sul. Entre os objetivos do PE-PNEFA, está a retirada gradual da vacinação contra a febre aftosa, em todo o território brasileiro, que prevê adequação estrutural, implementação e execução de ações gerais e específicas nacionais e estaduais, envolvendo setor público, setor privado e a área política. Nesses 30 meses de execução do PE-PNEFA, os estados do Rio Grande do Sul e Paraná, mais o Bloco I (Rondônia, Acre, 13 municípios do sul do Amazonas e uma pequena área do Mato Grosso, constituída por parte de cinco municípios) avançaram na execução das ações previstas e estão na fase final para se tornarem zonas livres de febre aftosa sem vacinação, com reconhecimento internacional previsto para maio de 2021. A região tem aproximadamente 40 milhões de bovinos, representando 18,5% do rebanho nacional. Atualmente, somente o estado de Santa Catarina, com rebanho de 4 milhões de bovinos, possui reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação. “O reconhecimento internacional dessa nova área contribuirá para formação de uma zona livre de febre aftosa sem vacinação responsável por 80% da produção comercial de suínos do país, propiciando ao segmento condições mais favoráveis para inserção dos seus produtos em mercados importantes, com melhores perspectivas de agregação de valor e consequentemente melhor remuneração a todo segmento”, destaca Moraes.

Pesquisadores diminuem emissões de metano do gado

Pesquisadores da Universidade Ben-Gurion do Negev (BGU) aprenderam a controlar o microbioma da pecuária pela primeira vez, o que poderia inibir sua produção de metano e, portanto, reduzir uma importante fonte de gases de efeito estufa, destacou o portal AgroLink nesta terça-feira (2). As descobertas do professor Itzhak Mizrahi foram recentemente publicadas na Nature Communications. O microbioma animal é uma área sem exploração científica, que protege contra germes, decompõe os alimentos para liberar energia, produz vitaminas e exerce grande controle sobre muitos aspectos do sistema físico humano e animal. Os micróbios são introduzidos no nascimento e produzem um microbioma único que evolui com o tempo. Mizrahi e seu grupo estão conduzindo um experimento de três anos com 50 vacas divididas em dois grupos. Um grupo deu à luz naturalmente e o outro por cesariana. Essa diferença foi suficiente para alterar o desenvolvimento do microbioma e a composição do microbioma das vacas em cada grupo. Essa descoberta permitiu à equipe de Mizrahi, juntamente com o grupo do professor Eran Halperin da UCLA, desenvolver um algoritmo que prediz o desenvolvimento do microbioma e como ele evoluirá com o tempo, com base em sua composição atual. “Agora que sabemos que podemos influenciar o desenvolvimento do microbioma, podemos usar esse conhecimento para modular a composição do microbioma para reduzir o impacto ambiental do metano das vacas, orientando-os para os resultados desejados”, diz Mizrahi. Mizrahi investigou o microbioma de vacas, peixes e outras espécies para tratar dos problemas globais moldados pelas mudanças climáticas.

Tendências para o consumo de alimentos pós-pandemia desafiam a indústria, diz CEO global da JBS

Por mais que a demanda de alimentos esteja resistindo aos reflexos negativos provocados pela pandemia da covid-19, ainda é preciso entender quais as tendências que existiam e foram aceleradas e quais os hábitos que estão sendo adotados pelos consumidores por causa de restrições à circulação e queda de renda e que serão abandonados quando as rotinas voltarem ao normal. Para Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS, maior empresa de proteínas animais do mundo, esse é um dos desafios que a indústria de alimentos como um todo está enfrentando — e, de maneira geral, ainda é cedo para respostas definitivas. Em Live do Valor Econômico realizada nesta terça-feira (2), o executivo afirmou que a procura de produtos práticos como pratos prontos e congelados e o avanço do comércio eletrônico no segmento, por exemplo, vieram para ficar, mas que ainda é difícil saber como se dará a reacomodação das vendas no food service e no varejo no futuro pós-pandemia. Por causa dos reflexos da pandemia, disse Tomazoni, houve muitos problemas no food service — não só no Brasil, mas também nos EUA e na Europa — mas as vendas de alimentos, carnes inclusive, cresceram no varejo. Com isso, a “demanda agregada” não foi prejudicada de forma expressiva, embora seja clara, neste momento, a preferência dos consumidores por itens de menor valor. “O consumo per capita de alimentos não diminuiu, embora a demanda como um todo tenha caído”, afirmou, em parte porque nas residências o desperdício é menor que em restaurantes, por exemplo. Mas isso também não significa que produtos mais caros tenham estejam parados nas prateleiras. Exemplo de que mesmo em tempos de quarentena e crise econômica há espaço para a comercialização de alimentos que pesam mais no bolso do consumidor é o aumento do movimento no país nas lojas da Swift, marca da JBS. E isso se explica, segundo Tomazoni, porque muitos consumidores levaram seu “momento gourmet” para casa. Enquanto estuda os rumos do consumo, a JBS, que fatura mais de R$ 200 bilhões por ano, tenta manter o ritmo da produção nos países em que atua apesar das restrições decorrentes das medidas de proteção a seus funcionários. Frigoríficos de aves, suínos e bovinos são intensivos em mão-de-obra e, assim, também se tornaram focos importantes de disseminação da covid-19. Nos EUA, onde a JBS é a segunda maior empresa de carnes, dezenas de plantas de diversas empresas tiveram que ser interditadas para conter a disseminação do novo coronavírus, e no Brasil o problema já levou ao fechamento de algumas unidades, embora a gravidade até agora seja bem menor. Por essas e outras, a JBS também continua investindo na automação e na digitalização de suas operações, embora em frigoríficos de bovinos, por exemplo, sejam muitas as limitações nesse sentido. De qualquer forma, o grupo brasileiro investiu na aquisição de uma empresa de robótica na Nova Zelândia e tem obtido avanços. Na Austrália, disse Tomazoni, a JBS já conta com um frigorífico de ovinos totalmente automatizada.

Webinar apresenta opções de lucratividade na pecuária

A alimentação e a gestão das propriedades rurais com foco na produção de gado de leite e de corte são os temas da 1ª edição do Webinar Nutrição Animal que acontece na próxima quarta-feira, 3 de junho, às 19 horas, informou o portal AgroLink nesta terça-feira (2). No formato on-line, ao vivo, gratuito e aberto ao público em geral, a transmissão do evento acontece em multiplataformas, através dos canais da Biotrigo Genética do YouTube e Facebook. Na programação, especialmente preparada para pecuaristas de leite e carne, assistência técnica e demais profissionais da área, duas palestras têm como tema nutrição de bovinos, principal componente no custo de produção e outra estará focada na gestão da propriedade. Renato Palma Nogueira, zootecnista e consultor técnico, falará sobre os benefícios, o potencial nutritivo e balanceamento da dieta do gado de corte e de leite através da introdução do trigo na dieta. Ederson Luis Henz, zootecnista da Biotrigo, apresentará o posicionamento de trigos para silagem, pré-secado e pastejo. A gestão da propriedade pecuária é o assunto da palestra do zootecnista e Gerente Técnico Adjunto na Emater/RS, Jaime Eduardo Ries. Para mais informações sobre a programação e para fazer a inscrição antecipada basta acessar o link e, no dia 3 de junho, às 19h30, conectar-se ao link da transmissão que será enviado por email aos inscritos. O Webinar Nutrição Animal conta com o apoio das empresas Agrocenter Languiru, CATR Comercial Agrícola, Cotrijal Nutrição Animal, Emater/RS, Fator Agro e MilkSeeds Sementes. O webinar tem a mediação do gerente comercial para a América Latina da Biotrigo, Fernando Michel Wagner. Essa será a terceira transmissão promovida pela Biotrigo Genética. Os primeiros eventos envolveram a cultura do trigo na produção de grãos para alimentação humana e contou com mais 7,5 mil acessos pelo YouTube e participantes de 10 países – Paraguai, Peru, Chile, Uruguai, EUA, Irlanda, Alemanha, Reino Unido, Bolívia e ainda de 14 estados brasileiros. O próximo Webinar da Biotrigo está marcado para o dia 8 de julho, às 8h30, envolvendo a temática da qualidade industrial do trigo.

NA IMPRENSA

Folha de S.Paulo – Notas pets: cachorro geek e cãopanha do agasalho

Valor Econômico – Marfrig firma TAC nacional com Ministério Público do Trabalho

Valor Econômico – Marfrig firma acordo com MPT e testará funcionários

Valor Econômico – Tendências para o consumo de alimentos pós-pandemia desafiam a indústria, diz CEO global da JBS

Mapa – Secretaria de Pesca recebe sugestões para concessão do Terminal de Cabedelo (PB)

Mapa – Mapa faz reuniões virtuais sobre Plano Estratégico de Prevenção e Erradicação da Febre Aftosa

G1 – Armas e aves são apreendidas com suspeito de caçar animais silvestres em Paracambi

G1 – Programa Nacional de Avaliação de Touros Jovens em Uberaba testa desempenho e eficiência alimentar de animais

G1 – Quase 30 animais silvestres, sete armas artesanais e sete armadilhas de caça são apreendidos no sul da Bahia

Embrapa – Laboratório de Qualidade do Leite da Embrapa implementa logística de coleta de análises

AgroLink – Pesquisadores diminuem emissões de metano do gado

AgroLink – Consumo de carne suína per capta dispara na Ásia em três décadas

AgroLink – Defeso do camarão se encerrou em 31 de maio

AgroLink – Frigorífico do município de Maravilhas recebe selo do Certifica Minas Frango Caipira

AgroLink – Especialistas traçam cenário do leite

AgroLink – Webinar apresenta opções de lucratividade na pecuária

AgroLink – Secretaria de Pesca recebe sugestões para concessão do Terminal de Cabedelo (PB)

AgroLink – Mercado do boi gordo e a virada do mês

AgroLink – Marfrig vai testar Covid-19 em todos colaboradores

AgroLink – Couro: baixa movimentação no mercado interno e para exportação

AgroLink – Rondônia: maior demanda pelo bezerro desmama

Anda – Mulher produz casinhas de papelão para abrigar animais em situação de rua

Anda – ChimpFace testa com sucesso seu software que detecta tráfico de vida selvagem online

Anda – Animais em processo de extinção reaparecem em áreas de preservação durante quarentena

Anda – Santuário de animais ganha grande reportagem em TV portuguesa

Anda – Homem pode perder tutela de animais por expô-los a risco ao deixá-los soltos na rua

Anda – Exploração de animais distorce filosofia da medicina tradicional chinesa

Anda – Novo regulamento de Trump permitirá a caça de ursos e lobos

Anda – ONG realiza Sopão Vegano Solidário em Itapetininga (SP)

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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