Mapa define prazos para comunicados de sinistros e agendamento de vistorias no Programa de Seguro Rural

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) definiu, nesta quinta-feira (2), as regras referentes aos prazos e procedimentos a serem observados pelos produtores no momento da comunicação de sinistros e pelas seguradoras no agendamento de vistorias, no âmbito do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). O PSR auxilia o produtor na aquisição do seguro rural, pagando parte do valor da apólice (prêmio), nas modalidades agrícola, pecuária, aquícola e de florestas. Segundo o diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Mapa, Pedro Loyola, a Resolução nº 73, do Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural, regula um procedimento que não tinha padrão de prazos para produtores e seguradoras, trazendo maior eficiência no atendimento aos comunicados de sinistros dos produtores e melhor alocação dos técnicos no agendamento de vistorias a campo. “Com isso, não será mais possível admitir casos de avisos intempestivos de perdas por parte dos produtores em caso de adversidades climáticas e outros riscos cobertos na apólice e as companhias seguradoras têm regras padronizadas para agendamento de vistoria a campo, conforme as situações previstas nas resolução”, afirma. Nas apólices beneficiadas pelo PSR, deverão ser adotados os seguintes prazos no tocante à ocorrência de sinistros: I- Pelos produtores rurais: na ocorrência de evento(s) coberto(s), o segurado por si, ou por seu representante legal ou preposto, sob pena de perder o direto à indenização, deverá comunicar o fato à seguradora, através do canal de comunicação da respectiva empresa, tão logo saiba do evento ocorrido, respeitando o prazo em dias, conforme abaixo especificado: a) Prazo máximo de 8 (oito) dias corridos, a contar da data da ocorrência do evento, para as coberturas de: chuva excessiva na colheita, geada, granizo, incêndio/raio, inundação, variação excessiva de temperatura, ventos frios e ventos fortes/vendaval. b) Para as coberturas de seca e chuva excessiva, prazo máximo de 5 (cinco) dias corridos do término do período de estiagem ou chuva, limitado ainda a 30 (trinta) dias corridos do início da colheita. II – Pelas seguradoras: após o recebimento do aviso de sinistro, a seguradora enviará o perito no prazo máximo de: a) Para Vistoria Preliminar – 20 (vinte) dias corridos a contar do aviso de sinistro. b) Para Vistoria Final – O agendamento da vistoria final será acordado entre o perito e o segurado. Este agendamento seguirá a data constante no aviso de colheita, que deverá ser informada pelo segurado no prazo máximo de 15 (quinze) dias antes da realização da colheita. Além disso, havendo ocorrência de eventos com características catastróficas, sejam climáticas com alta severidade e frequência, ou qualquer outras que venham interferir nos prazos e condições para a realização das vistorias, o prazo de envio da vistoria preliminar poderá ser alterado. O novo prazo deverá ser definido em comum acordo entre seguradora e segurado.

Demanda por fertilizantes no Brasil deve crescer 1,5% em 2020

A demanda por adubos no Brasil aumentará 1,5% neste ano, passando das 36,1 milhões de toneladas registradas no em 2019 para 36,7 milhões de toneladas. A estimativa é do banco holandês Rabobank, que publicou nesta quinta-feira (2) o relatório semestral “Fertilizer Outlook” com as perspectivas para o mercado a nível global em 2020. Segundo o Valor Econômico o carro-chefe para o aumento da demanda brasileira promete ser o mercado de soja. Segundo o Rabobank, as margens dos produtores de soja, e também de milho, para a safra 2020/21 têm sido projetadas acima da média dos últimos cinco anos, o que deve estimular um aumento na área plantada e nas aplicações de fertilizantes. No que tange às importações desses insumos, as compras brasileiras totalizaram 11,5 milhões de toneladas de janeiro a maio, crescimento de 12% na comparação com o mesmo período do ano passado. O incremento é reflexo do recuo nos preços dos adubos em dólares a patamares historicamente baixos, o que levou muitos produtores a anteciparem suas compras. Além disso, a pandemia de covid-19 foi outro gatilho da antecipação, dado o receio de enfrentamento de problemas logísticos. Porém, em relação à produção de adubos no Brasil, o Rabobank projetou incremento de 15% em 2020 ante 2019, para 7,8 milhões de toneladas. Isso se dá depois de uma forte queda no ano passado, quando as indústrias de nitrogenados tiveram suas margens pressionadas e houve paralisação de algumas minas de fosfato. Assim, a recuperação da produção interna assinala para uma redução das importações — projetadas em 28,5 milhões de toneladas este ano pelo banco, volume 3% inferior ao de 2019. Considerando que até maio o Brasil havia adquirido 1,8 milhão de toneladas de fertilizantes a mais do que no mesmo período do ano passado, o Rabobank prevê que as empresas do país fiquem menos ativas nas compras externas no segundo semestre.

Cresce mercado de fertilizantes especiais no Brasil

O mercado de fertilizantes especiais é “recente, mas vem ganhando espaço ano a ano”, de acordo com Thiago Pozzobon, gerente de Fertilizantes da Vigna Brasil. Segundo ele, a estimativa atual é que represente por volta de US$ 1,5 bilhão do total de produtos de nutrição vegetal no País, destacou o portal AgroLink nesta sexta-feira (3). Ele explica que são vários os motivos para essa expansão, mas dois são os principais são. O primeiro é o aumento significativo da taxa de adoção desses produtos em cultivos de grande importância econômica. O segundo é o investimento constante das empresas em pesquisa e desenvolvimento e consequente demonstração da efetividade no uso das novas tecnologias. Além disso, ele destaca o aumento constante da área de irrigação e fertirrigação, nas quais há maior demanda de fertilizantes hidrossolúveis. Para Possobon, isso acaba acarretando em “visível incremento de produtividade nos cultivos quando manejados com fertilizantes de maior eficiência agronômica”. O gerente da Vigna destaca que o consumidor brasileiro, atualmente, tem um perfil técnico de maneira geral, e por isso têm demandado produtos com eficiência comprovada. “Isso implica na seleção das empresas que possuem estrutura comercial, equipes de desenvolvimento de produto e mercado para a oferta, venda e acompanhamento constante dos resultados e dessa forma garantir o crescimento das vendas”, aponta. A Vigna, diz ele, tem um perfil um pouco diferente das demais, atuando mais como uma consultoria regulatória e estratégica. “Oferecemos apoio integral a toda e qualquer empresa (nacional ou multinacional) que deseja operar comercialmente no Brasil e demais países da América Latina, através do suporte na regulamentação das atividades de fabricação, importação e distribuição de seus insumos”.

EPAMIG desenvolve projeto para controle biológico de gafanhotos

A nuvem de gafanhotos Schistocerca cancellata (Serville) (Orthoptera: Acrididae) que avança pela Argentina e se aproxima do Sul do Brasil, ameaçando a agricultura da região, tornou-se uma notícia preocupante nos últimos dias, informou o portal AgroLink nesta sexta-feira (3). Já faz algum tempo, que os ataques de várias espécies de gafanhotos em diversas culturas e pastagens dão sinais do potencial destrutivo desses insetos em algumas regiões do Brasil, como relata a pesquisadora da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), Madelaine Venzon. “Em 2017 fui contatada sobre o problema do ataque de ortópteros em pastagens de uma propriedade em Morada Nova de Minas. Posteriormente, houve demanda de produtores de banana no Norte de Minas, relatando os danos nas cascas dos frutos, o que inviabiliza a comercialização e consumo in natura”, explica. A partir desses fatos foi elaborada uma proposta de trabalho, seguida do projeto “Identificação e controle microbiano de gafanhotos praga” (EPPI 01-18 – PEP AGROECOLOGIA). Um dos objetivos do projeto é o controle biológico de gafanhotos-praga com o fungo Metarhizium acridum Driver & Milner (Hypocreales: Clavicipitaceae). Em testes de campo, o fungo se mostrou eficiente no controle de uma espécie de gafanhoto no Mato Grosso. O isolado CG423 de M. acridum foi cedido pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, parceira do projeto. A maioria dos gafanhotos são de hábito solitário, mas quando ocorrem alterações ligadas a fatores climáticos e de aumento da densidade populacional, os insetos sofrem mudanças fisiológicas e comportamentais e formam bandos, que podem migrar ou não, dependendo da espécie. Apesar da importância econômica dos gafanhotos em Minas Gerais e de serem pragas emergentes, não existem informações atualizadas e detalhadas sobre as espécies encontradas, seu comportamento, danos nas culturas e suscetibilidade à cepa de fungo já isolada. A equipe do projeto, coordenado pela pesquisadora Madelaine, é formada pelo professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV) Simon Luke Elliot, que possui experiência em controle microbiano de gafanhotos na África, pelos pesquisadores Camila Costa Moreira (São Paulo Advanced Research Center for Biological Control – SPARCBio), Wânia dos Santos Neves (EPAMIG Sudeste), Rogério Biaggioni Lopes (Embrapa) e pelo estudante Álvaro Henrique Costa, do programa de pós-graduação em entomologia da UFV. Com resultados de algumas etapas do projeto, foi identificada em fazendas comerciais de banana nos municípios de Nova Porteirinha, Capitão Enéas, Francisco Sá, Jaíba e Verdelândia, a espécie Schistocerca flavofasciata De Geer (Orthoptera: Acrididae), causando danos nos frutos, que foram, devidamente, caracterizados e mensurados. Nesta etapa do trabalho houve colaboração dos pesquisadores da EPAMIG Norte, Antônio Cláudio Ferreira da Costa e Maria Geralda Vilela Rodrigues. O projeto contou também com apoio do laboratório de entomologia da Unimontes. A suscetibilidade dos gafanhotos identificados ao isolado CG423 do fungo M. acridum está sendo avaliada em experimentos de laboratório e os resultados são promissores. “O desenvolvimento de um produto à base de M. acridum envolve diversas vantagens sociais e ambientais em comparação ao controle químico, principalmente no que tange à saúde humana, riscos de contaminação do meio ambiente e ação negativa sobre organismos não-alvo, além dos benefícios econômicos gerados pelo menor custo como método de controle”, avalia Madelaine. Segundo a pesquisadora, existe ainda a possibilidade da criação de um banco de isolados do fungo na EPAMIG, com o envolvimento da empresa em controle microbiano de pragas, estratégia de controle biológico que mais cresce no país. “Representa também a possibilidade de futuras parcerias com outras empresas para a produção massal do fungo e o registro de um produto biológico para o controle de gafanhotos no Brasil” completa. O trabalho realizado até o momento fez parte da dissertação do estudante Álvaro Costa, orientada pela pesquisadora Madelaine. Sobre a nuvem de gafanhotos que se aproxima do país, o governo brasileiro informou que disponibilizará aviões agrícolas para auxiliar no combate, caso haja invasão no país. Além disso, liberou, se necessário, o uso emergencial de agrotóxicos e de produtos biológicos, não registrados, já que não existem produtos comerciais inscritos no Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para o controle microbiano de gafanhotos no país.

NA IMPRENSA

Agência Câmara – Projeto isenta agricultor familiar de pagar pelo uso da água

Agência Câmara – Projeto define metas para reduzir emissão de CO2 por termelétricas

Folha de S.Paulo – Precárias, vicinais acumulam problemas em SP e estado tenta destravar recuperação

O Estado de S.Paulo – ‘Imagem ambiental é desafio mortal para o agronegócio’, diz economista

Valor Econômico – Inspeções na China devem atrasar fluxo nos portos

Valor Econômico – Após fazer aquisições, Nitro avança no campo

Valor Econômico – BNB e Banrisul anunciam R$ 12,3 bi para safra 2020/21

Valor Econômico – Raízen e Wilmar decidem encerrar parceria em trading de açúcar, diz agência

Valor Econômico – Avanço da covid-19 na região Sul provoca cancelamento de tradicional feira agropecuária

Valor Econômico – Commodities: Demanda fraca pressiona cotações do milho na bolsa de Chicago

Valor Econômico – Commodities: Mesmo com expectativa de geada no Brasil, preço do café cai em Nova York

Valor Econômico – Demanda por fertilizantes no Brasil deve crescer 1,5% em 2020

CNA – No Norte de Minas, demanda por cursos de Mecanização Agrícola cresce mesmo com pandemia

CNA – SuperAção Brumadinho devolve a produtores a esperança de viver da propriedade

CNA – Agrinho ajuda a proteger a água no Paraná

CNA – CNA debate Lei do Agro e Plano Safra

CNA – CNA participa de debate sobre os impactos da reforma tributária no agronegócio

CNA – CNA apresenta tendências para comercialização de hortaliças e flores

CNA – CNA e governo debatem políticas públicas para os limites máximos de resíduos no contexto do comércio internacional

Mapa – Produtores de Mato Grosso do Sul recebem títulos definitivos de lotes

Mapa – Mapa define prazos para comunicados de sinistros e agendamento de vistorias no Programa de Seguro Rural

Embrapa – Cinco tecnologias para cultura da soja são destaques da Embrapa na AgroBrasília

AgroLink – Aplicativo vai conectar produtores e Empaer

AgroLink – “Nordeste será o próximo polo do agro”, diz ministra

AgroLink – Fundecitrus inicia envio de alertas diários de risco de podridão floral

AgroLink – Paraíba amplia produção de algodão colorido

AgroLink – Processo seletivo para próxima turma do MasterCitrus é temporariamente suspenso por causa da pandemia de Covid-19

AgroLink – EPAMIG desenvolve projeto para controle biológico de gafanhotos

AgroLink – Audiência pública vai debater dificuldades enfrentadas pelos produtores de tabaco

AgroLink – Argentina faz aplicação aérea contra gafanhotos

AgroLink – Cresce mercado de fertilizantes especiais no Brasil

AgroLink – Preços globais de fertilizantes são iguais a dez anos

AgroLink – Mapa define prazos do Programa de Seguro Rural

AgroLink – Inteligência artificial acelera testes de germinação

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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