Mapa atualiza lista de pragas quarentenárias ausentes

//Mapa atualiza lista de pragas quarentenárias ausentes
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) atualizou, nesta quarta-feira (2), a lista de pragas quarentenárias ausentes (PQA) para o Brasil. Foram incorporadas doze pragas ausentes no país e que passam a ser regulamentadas, conforme resultado da Análise de Risco de Pragas conduzida pela Organização Regional de Proteção Fitossanitária (ORPF) Cosave (Comitê de Sanidade Vegetal do Cone Sul), que engloba Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai. A lista atualizada está publicada na Instrução Normativa SDA/MAPA nº 85. As pragas incluídas são todas de interesse florestal para a região e o Brasil, sendo seis besouros (COLEOPTERA), três mariposas (LEPIDOPTERA), duas vespas (HYMENOPTERA) e um psilídeo (HEMIPTERA). A publicação da lista é uma das obrigações do Brasil como membro da Organização Nacional de Proteção Fitossanitária (ONPF), assim como estabelecido na Convenção Internacional para a Proteção dos Vegetais. Essa convenção prevê que os países devem publicar listas de pragas regulamentadas a fim de que outras nações e parceiros comerciais possam ter mais clareza quanto às ações que cada um toma para evitar a introdução de pragas, uma vez que as medidas fitossanitárias devem ser tomadas para pragas que sejam regulamentadas. São aquelas que podem causar grande impacto na agricultura nacional. A simples presença de organismos vivos (animal, vegetal ou microrganismos) em determinado local pode comprometer a comercialização de produtos, por danificar ou destruir cultivos, plantações e colheitas, e ser uma barreira às exportações. As pragas quarentenárias ausentes têm potencial de provocar prejuízos econômicos por não estarem presentes no território nacional, consideradas exóticas. As pragas quarentenárias presentes existem no país, porém não amplamente distribuídas e sob o controle oficial. Cada praga apresenta riscos diferenciados em razão de suas características (reprodução, sobrevivência, capacidade de dispersão etc.) e, por isso, são necessárias ações específicas de controle. A lista de pragas quarentenárias no Brasil é estabelecida pelo Mapa. Desde 2007, foi estabelecida a lista de pragas quarentenárias ausentes e presentes. Veja as novas pragas incorporadas à lista PQA
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Agricultor x apicultor: relação pode ser produtiva

A relação entre os agricultores e os apicultores pode ser bastante produtiva, se os agricultores souberem quando e qual produto usar e o apicultor manejar seus apiários corretamente, informou o portal Agrolink nesta quarta-feira (2). Foi isso que afirmou o apicultor Célio Roberto Althaus Iurkevicv, produtor qualificado de mel orgânico. Segundo o que informou o projeto Colmeia Viva, ele possui apiários instalados nos estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul e mantém de 1,5 mil a 4 mil colmeias, entre o inverno e o verão. Um dos poucos na atividade a atuar nos três estados do Sul brasileiro, Iurkevicv também utiliza seus apiários na polinização de cultivos e dá emprego a entre 6 e 8 pessoas, incluindo seus filhos. Ele explica que somente este ano 700 de suas colmeias já produziram cerca de 50 toneladas de mel orgânico, sendo quase 70% do total para o mercado externo. “Colmeia Viva é um projeto muito bom para levar informação a agricultores e apicultores. Precisa viajar ainda mais o Brasil, estender conhecimento, explicar a importância e a necessidade das abelhas nas lavouras, para fazer a polinização”, diz Iurkevicv. “Trabalho em parceria com aproximadamente trezentos produtores de frutas e grãos, fazendo polinização de cultivos. Nunca perdi colmeias por aplicação de defensivos agrícolas”, acrescenta ele. “Meu pasto apícola é uma referência na área, pois sigo um calendário apícola anual. Todo mês faço manejo das colmeias corretamente, trabalho o ciclo da florada do mato com as abelhas. O problema da mortalidade de abelhas não é a aplicação de produtos, mas a falta de conhecimento do agricultor a respeito do uso correto de defensivos. Na florada não se deve aplicar inseticida. Do lado do apicultor, falta manejo correto de colmeias, trocar a rainha, tirar a cera e, principalmente, tratamento de varroas, ácaro que infesta colônias de abelhas, um problema mundial. É fundamental que as partes conheçam seu negócio”, conclui.

Momento do agronegócio é extraordinário, mas exige cautela

Apesar da recessão mundial e dos desafios impostos pela pandemia do novo coronavírus, o agronegócio brasileiro passa por um momento positivo, com demanda e preços aquecidos. As perspectivas favoráveis devem se sustentar ao longo de 2021, quando se espera a recuperação da economia mundial e a retomada do crescimento. Apesar dos bons ventos, a recomendação é de cautela, principalmente no que diz respeito a investimentos que demandem desembolsos significativos por parte do produtor rural. As projeções foram apresentadas pelo especialista em agronegócio, Alexandre Mendonça de Barros, em transmissão ao vivo promovida pelo Sistema FAEP/SENAR-PR, Secretarias Estaduais de Desenvolvimento Sustentável e Economia e o Sistema Ocepar, nesta quarta-feira (2), informou o portal AgroLink. Ao longo da apresentação, Mendonça de Barros apontou que 2020 tem sido extraordinário ao agronegócio brasileiro, com projeções de um salto do setor. Nos últimos quatro anos, os rendimentos agropecuários giraram em torno dos R$ 500 bilhões por temporada, mas as perspectivas são de que este volume chegue ao fim deste ano na casa dos R$ 625 bilhões – o que configuraria um aumento de 25%. Se a safra 2020/21 transcorrer em condições ideais, a renda agropecuária pode fechar 2021 perto dos R$ 700 bilhões, conforme as projeções do especialista. O caso do agronegócio brasileiro, no entanto, é considerado uma exceção por Mendonça de Barros. O especialista aponta que a combinação de alguns fatores contribuiu, de forma decisiva, para que o setor venha se sustentando com resultados históricos. No plano global, a pandemia aqueceu a demanda mundial por commodities agrícolas, sustentando os preços. O mercado de proteínas também se manteve em alta, principalmente pelo maior apetite de China, que ao longo de 2019 enfrentou um surto de Peste Suína Africana, que dizimou parte significativa do rebanho. No âmbito internacional, a taxa de câmbio também acabou por beneficiar o setor agropecuário brasileiro. Ainda que algumas commodities tenham sofrido, em momentos específicos, queda nos preços nominais, a alta do dólar garantiu os rendimentos dos produtores rurais brasileiros. “A depreciação fortíssima do real segurou os preços dos produtos exportáveis, principalmente da soja”, ressaltou o especialista. “A depreciação do real também tornou a logística brasileira mais barata. O país ficou extremamente competitivo internacionalmente”, acrescentou. Esse bom momento beneficiou praticamente todas as cadeias produtivas. Além do excelente cenário registrado no mercado de grãos, o setor de proteína animal – suinocultura, avicultura e bovinocultura – também foi impactado positivamente. Além disso, a maior demanda por combustíveis se converteu em oportunidades para o setor sucroenergético. Confira aqui a apresentação de Alexandre Mendonça de Barros.

Frente da Agropecuária critica mudanças em tarifa de importação do etanol

Nesta terça-feira (1), a Agência Câmara informou que, a Frente Parlamentar da Agropecuária divulgou uma nota criticando a possível mudança nas tarifas de importação de etanol pelos Estados Unidos, sem qualquer contrapartida ao Brasil. Segundo o colegiado, o governo americano já tem isenção tarifária para comprar até 750 milhões de litros/ano. Acima desse volume, a tarifa é de 20%. “Zerar a alíquota prejudica os interesses nacionais do Brasil”, afirma a nota. Os parlamentares lembram que a agricultura norte-americana sempre gozou de subsídios elevados, majorados ainda mais por ocasião da pandemia de Covid-19. “Temos apreço pela relação com os EUA, país com o qual compartilhamos valores e ideais, mas os interesses norte-americanos não podem se sobrepor ao dos brasileiros. Caso não haja contrapartida equivalente dos EUA, manifestamos nosso pedido à presidência da República para que as cotas não sejam renovadas e que a Tarifa Externa Comum de 20%, vigente desde 1995 como resultado do acordo Mercosul, seja aplicada”, encerra a nota. Frente parlamentar é uma associação de deputados de vários partidos para debater um assunto determinado. Para ser criada, a frente deve registrar um requerimento com o apoio de pelo menos 1/3 de membros do Poder Legislativo. Integram a Frente da Agropecuária, 233 deputados e 39 senadores.

NA IMPRENSA

Agência Câmara – Frente da Agropecuária critica mudanças em tarifa de importação do etanol

Folha de S.Paulo – Com criptomoedas e drones, crime ambiental na Amazônia se conecta a cadeias globais

O Globo – Balança comercial de agosto registra o maior superávit para o mês desde 1989

O Globo – ‘Estamos perto do descontrole fiscal’, diz o economista José Roberto Mendonça de Barros

O Globo – Volks investe R$ 1 bi em fábrica de Resende de olho na expansão do agronegócio

G1 – Drones, robôs e máquinas: tecnologia se expande no campo e aumenta a produtividade do agronegócio

G1 – Bom desempenho do agro em MS ajuda a entender PIB positivo do setor no país, apontam especialistas

G1 – Conab reduz levantamentos sobre café para 3 etapas devido ao coronavírus

G1 – De onde vem o que eu como: à frente dos carros, máquinas agrícolas já estão próximas da autonomia completa

Governo Federal – Parceria com ONG inglesa vai promover financiamento de projetos sustentáveis

Valor Econômico – “Novo Tegram” terá capacidade para exportar 20 milhões de toneladas de grãos por ano

Valor Econômico – Aumento do nível do rio Paraná permite escoamento de exportações de soja do Paraguai

Valor Econômico – Usineiros rechaçam apelo de Araújo em favor de cota para etanol

Valor Econômico – Syngenta Group adquire planta para produção de defensivos na Suíça

Valor Econômico – Margem baixa gera desinteresse

Valor Econômico – Europa endurece controle sobre importações

Valor Econômico – Exportações brasileiras de soja deverão recuar em setembro

Valor Econômico – Commodities: Café atinge maior patamar desde dezembro em Nova York

Valor Econômico – Commodities: Queda do dólar motiva alta do trigo em Chicago

Valor Econômico – Câmara setorial vota pela manutenção da TEC do arroz para importação de fora do Mercosul

Mapa – Incra intensifica ação para titulação de assentamentos na Bahia

Mapa – Mapa atualiza lista de pragas quarentenárias ausentes

CNA – Sistema CNA/Senar lança projeto Agro pelo Brasil

CNA – Sindicato Rural de Rondonópolis investe em capacitações rurais e urbanas

CNA – CNA discute manutenção da TEC para importação de arroz de fora do Mercosul

Embrapa – Projeto de ecossistema de Dourados, em MS, será lançado em 3 de setembro

Embrapa – “Integração Lavoura-Pecuária-Floresta gerencia desafios com sustentabilidade, responsabilidade e ética”, diz diretor da Rede ILPF

Embrapa – Atualização Técnica da Batata abordará cultivo agroecológico

Embrapa – Crea Goiás e Embrapa apresentam sistema de zoneamento agrícola de risco climático

Agrolink – Agricultor x apicultor: relação pode ser produtiva

Agrolink – Você sabe para que serve o rolo-faca?

Agrolink – Setor arrozeiro vota contra à retirada da TEC do arroz

Agrolink – Sistema CNA/Senar lança projeto Agro pelo Brasil

Agrolink – Atualização Técnica da Batata aborda cultivo agroecológico

Agrolink – Yara doa R$ 5 mi para retomada da economia

Agrolink – Plataforma de qualificação profissional para vendedores

Agrolink – Momento do agronegócio é extraordinário, mas exige cautela

Agrolink – Fungo controla principal praga da banana

Agrolink – Biotecnologia garante ganhos para cebola e alho

Agrolink – Governo aposta em ferrovias para baratear frete

Agrolink – Pequenos inimigos geram grandes prejuízos
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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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