Mais procurados na pandemia, veterinários divergem sobre consulta online para pets

//Mais procurados na pandemia, veterinários divergem sobre consulta online para pets
Nos últimos meses, veterinários veem a demanda de clientes confinados em casa aumentar, enquanto as possibilidades de atendimento nas clínicas e consultórios diminuíram. Sobrecarregados, profissionais defendem a regulamentação da telemedicina veterinária —ou seja, a possibilidade de realizar alguns procedimentos de forma online, informou a Folha de S.Paulo neste sábado (10). O Brasil tem cerca de 140 milhões de bichos de estimação e já é o segundo maior mercado de produtos pet do mundo, de acordo com dados consolidados pelo Instituto Pet Brasil. Esse mercado movimenta no país mais de R$ 30 bilhões por ano. Serviços e produtos veterinários têm cerca de 20% dessa fatia. Mas negócios por meios eletrônicos, a maioria comércio, representavam algo como 3% antes da pandemia. Em abril, o governo federal sancionou uma lei autorizando seu uso em caráter emergencial. Desde então, médicos de todas as áreas da saúde e pacientes fazem consultas virtuais, o que mantém os consultório funcionando, ainda que virtualmente. No entanto a prática é mais polêmica quando falta ao paciente uma capacidade essencial ao atendimento remoto: a de falar sobre seus sintomas. Conforme a reportagem, por isso o debate está travado no CFMV (Conselho Federal de Medicina Veterinária). Em nota, o CFMV respondeu à Folha que a telemedicina veterinária requer regulamentação e reconheceu a importância do debate sobre o uso de tecnologias de comunicação para o trato de animais. Mas ressaltou que para o exame clínico, “é imprescindível que o atendimento seja realizado presencialmente por médico-veterinário, como determina o código de ética. Em especial, pela impossibilidade de expressão dos animais.” A veterinária Ingrid Atayde reforça a relevância da discussão: “A modernidade vem acontecendo, as pessoas solicitam e cabe a nós informar o que é permitido ser feito e o que não é. Novos dispositivos de tecnologia vão surgir cada vez mais, e o conselho precisa ter flexibilidade para avaliar possibilidades que não eram previstas. Não podemos ficar de fora dessa discussão, mas devemos delimitar o que é seguro, e o que não é.”

Agentes que atuam no resgate de animais no Pantanal sugerem “Samu silvestre”

De acordo com a Agência Câmara em uma audiência virtual marcada por relatos emocionados dos profissionais que estão resgatando e cuidando de animais atingidos pelo fogo no Pantanal, os deputados da Comissão Externa da Câmara que acompanha as ações relacionadas ao combate às queimadas ouviram na última sexta-feira (9) sugestões simples, mas efetivas, como a criação de um “Samu silvestre”. Cristina Adania, da equipe da Associação Mata Ciliar no Pantanal, voluntária que saiu de São Paulo para resgatar animais em Mato Grosso, teve dificuldade para completar a fala ao narrar um pouco do que viu. Ela também citou o caso de uma onça encontrada morta por um barqueiro. Cristina foi uma das pessoas que sugeriu o uso de ambulatórios móveis para facilitar o trabalho de resgate dos animais por conta das distâncias que precisam ser percorridas na região. Ela também defendeu a aquisição de outros carros para transporte adequado dos animais em caixas de contenção. Para o secretário-executivo do Comitê Estadual de Gestão do Fogo em Mato Grosso, coronel Paulo Barroso, é preciso ter estruturas permanentes de apoio como brigadas nas propriedades rurais, principalmente nas que circundam áreas de preservação; “samus silvestres” terrestres e embarcados; e, sobretudo, dinheiro. Ele disse que participa de um grupo dos corpos de bombeiros militares que já elaborou um modelo de sistema de proteção contra incêndios florestais para a Amazônia Legal e está elaborando um para o Pantanal. Segundo Paulo Barroso, o governo federal já teria mostrado interesse no sistema que custaria R$ 1,6 bilhão em 5 anos no caso da Amazônia. No Mato Grosso, a equipe do coronel conseguiu distribuir 65 toneladas de alimentos para os animais e resgatar 128 vítimas. Mas ele lembrou que o Pantanal tem 195 mil quilômetros quadrados e a atenção tem sido prestada onde os voluntários conseguem acessar, cerca de 58 quilômetros quadrados. Muitos participantes ressaltaram que as chuvas não vão resolver o problema dos animais porque a vegetação vai demorar a crescer e eles ainda vão precisar de ajuda para se alimentar. O deputado Vander Loubet (PT-MS) lembrou ainda que este ano o fenômeno natural da “dequada” deverá ser mais intenso. A dequada é quando o material orgânico vai para os rios com as chuvas e isso reduz a oxigenação da água. Procuradora e presidente da Comissão dos Direitos dos Animais da OAB de Mato Grosso, Gláucia Amaral, disse que uma geração de aves foi perdida; o que traz prejuízos econômicos para o estado caso seja considerado o turismo de observação de animais, por exemplo. Criado após a tragédia do rompimento da barragem de rejeitos minerais em Mariana, Minas Gerais, o Grupo de Resgate de Animais em Desastres, também defendeu a capacitação de voluntários e planos de contingência nos moldes já publicados pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária. A coordenadora da comissão, deputada Professora Rosa Neide (PT-MT), disse que o grupo já está repassando indicações aos ministérios e estudando mudanças legislativas que forem necessárias.

Animais do zoológico vivem ‘encaixotados’ e com barulho e poeira de obras, diz Comissão de Saúde Animal

Onças, tigres, leões e cervos em jaulas cercadas por tapumes, sem visão do mundo externo; remédios fora da validade dentro de um contêiner veterinário sem ventilação, além de barulho de máquinas e muita poeira, destacou o jornal O Globo nesta terça-feira (13). Depois de quase dois anos em obras, esta é a situação atual do Zoológico do Rio, que fechou as portas ao público em 2019, prometendo intensificar a reforma que deveria estar pronta no início de 2020, mas ainda está longe de ser concluída. Em vistoria realizada na última quinta-feira, o presidente da Comissão de Saúde Animal da Câmara Municipal, vereador Dr. Marcos Paulo (PSOL), diz ter identificado irregularidades no manejo dos animais, que estariam vivendo, segundo ele, em condições inadequadas. O Zoológico nega problemas e diz que apresentará ao parlamentar um relatório detalhado sobre a situação. “Soubemos que a elefanta Carla morreu na semana retrasada e estamos preocupados em descobrir o motivo, se o ambiente de estresse, poeira e barulho pode ter influenciado”, diz o parlamentar. O biólogo Frank Alarcón, do Instituto Luisa Mell, que acompanhou a vistoria, diz não ter dúvida de que a maioria dos bichos está submetida a condições precárias. “Há melhoras na readequação de alguns espaços, mas apenas um terço do local já foi alterado. Há animais em recintos pequenos, que aguardam solução desde 2016. Os tapumes podem ser positivos para mitigar o estresse com as obras, mas não pode ser uma situação permanente”, disse o biólogo, que defendia a transferência da maior parte dos animais, especialmente dos grandes felinos.

Medicamento antimicrobiano testado em animais contra covid-19 tem resultado promissor

Um medicamento antimicrobiano usado para tratar úlceras estomacais e infecções bacterianas mostrou resultados promissores contra o coronavírus, após testes realizados em animais – anunciaram cientistas em Hong Kong nesta segunda-feira (12). Segundo o Correio Braziliense a pesquisa avaliou se alguns metalofármacos – compostos contendo metais comumente usados contra bactérias – podem ter propriedades antivirais que permitam lutar contra o novo coronavírus. Nos testes em hamsters dourados, os cientistas descobriram que uma das drogas desta família, o citrato de bismuto ranitidina (RBC), era “um poderoso agente anti-SARS-CoV-2”. “O RBC pode reduzir a carga viral no pulmão do hamster infectado”, disse o pesquisador da Universidade de Hong Kong Runming Wang, na apresentação do estudo nesta segunda. “Nossa descoberta mostra que o RBC é um possível antiviral contra a covid-19”, completou. O fato de estes resultados serem positivos em animais não significa, porém, que este medicamento também seja benéfico para o ser humano. O SARS-CoV-2, o vírus responsável pela covid-19, causou mais de um milhão de mortes no mundo desde seu surgimento em dezembro passado na China. Em paralelo à corrida contra o tempo para encontrar uma vacina contra esse vírus, os cientistas também estão analisando outros medicamentos já disponíveis que possam aliviar os sintomas da doença, ou ajudar o organismo a combatê-la. Dezenas de tratamentos contra a covid-19 estão sendo analisados em todo mundo. Até agora, apenas um se mostrou eficaz contra a mortalidade, mas apenas nos casos mais graves: a dexametasona, um corticoide. Um antiviral, o remdesivir, encurta ligeiramente a duração da convalescença dos pacientes, mas não foi comprovado se reduz a mortalidade.

NA IMPRENSA
Agência Câmara – Agentes que atuam no resgate de animais no Pantanal sugerem “Samu silvestre”

Correio Braziliense – Fósseis indicam presença de macacos fora da África há 6,4 milhões de anos

Correio Braziliense – Medicamento antimicrobiano testado em animais contra covid-19 tem resultado promissor

Folha de S.Paulo – A fraude do boi bombeiro

Folha de S.Paulo – Mais procurados na pandemia, veterinários divergem sobre consulta online para pets

Folha de S.Paulo – Famílias adquirem pets na quarentena e deixam os filhos mais felizes no Dia da Criança

Folha de S.Paulo – Conheça os cães treinados para detectar Covid-19 na Rússia

Folha de S.Paulo – Cadela adota filhotes de leão em parque na Rússia 

O Estado de S.Paulo – Especializada em derivados de leite, Aviação prevê crescer 10% com demanda aquecida 

O Globo – Animais do zoológico vivem ‘encaixotados’ e com barulho e poeira de obras, diz Comissão de Saúde Animal

Valor Econômico – BRF recompra US$ 285,5 milhões em títulos de dívida no exterior

Valor Econômico – Justiça determina que JBS faça testes para covid-19 em todos os funcionários de Montenegro (RS)

Embrapa – Custos de produção de suínos e de frangos de corte sobem mais de 6% em agosto

AgroLink – Circuito Nelore de Qualidade estará em Naviraí (MS)

AgroLink – Grande feira acontece de forma presencial

AgroLink – Plano ABC: fim da vigência de 10 anos e seus resultados

AgroLink – Ligeira alta nas cotações da carne bovina no atacado com osso em São Paulo

AgroLink – Fêmea Braford bate recorde em leilão

AgroLink – Final Nacional da Paleteada apresenta seus campeões do ciclo

AgroLink – Mercado do boi gordo com preços firmes

AgroLink – Expoagro 2020 deve movimentar R$16 milhões

AgroLink – China encontra peste suína africana em leitões em Chongqing

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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