Lei prorroga contratos de médicos veterinários do Ministério da Agricultura

//Lei prorroga contratos de médicos veterinários do Ministério da Agricultura
O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta quarta-feira (6) uma lei que prorroga, até 20 de novembro de 2021, os contratos de 269 médicos veterinários que trabalham no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A Lei 13.996 é originada da MP 903/2019, aprovada pelo Senado em abril. Segundo a Agência Senado a sanção da lei contou também com o endosso da ministra da Agricultura, Teresa Cristina. Durante a tramitação da medida provisória no Congresso, ela alegou que, sem a prorrogação desses contratos, haveria um “iminente risco à saúde dos consumidores brasileiros de carne”, além de incalculáveis prejuízos às exportações e mesmo no mercado interno. A ministra lembrou que, entre 2016 e setembro de 2019, o Mapa perdeu 649 servidores ligados à fiscalização agropecuária, que se aposentaram. A contratação, em novembro de 2017, de 300 médicos veterinários por um período de dois anos, por meio de concurso público simplificado, foi uma das medidas adotadas para repor o quadro. Dos 300 médicos veterinários, 269 ainda estavam no ministério em novembro do ano passado, quando a MP 903 foi editada, prolongando os contratos por mais dois anos. “Sem o trabalho desses profissionais, muitas empresas ligadas à indústria da produção de proteína animal ficam sem a necessária fiscalização relativa aos exames ante e post mortem, causando um efeito direto no regular funcionamento delas, e da cadeia comercial como um todo”, frisou a ministra na exposição de motivos da MP. Durante a tramitação da medida provisória no Senado, a presidente da Comissão de Agricultura (CRA), Soraya Thronicke (PSL-MS), defendeu a aprovação do texto. Nestes tempos de pandemia, argumentou Soraya, o agronegócio ganha ainda mais importância para a economia brasileira. Por isso, é crucial que o setor continue gozando de credibilidade externa e interna, afirmou a senadora. O presidente Jair Bolsonaro vetou um artigo incluído na MP 903 pela Câmara dos Deputados. O trecho permitia que servidores da Polícia Civil do Distrito Federal fossem cedidos para outros estados. O artigo foi incluído para atender o Ceará, que recebeu policiais do DF na força de intervenção enviada ao estado devido à recente greve dos policiais cearenses. Bolsonaro alega que o artigo não tem pertinência temática com a lei sancionada e é inconstitucional, por “usurpar uma competência privativa da Presidência da República”. O ponto vetado será avaliado em sessão conjunta do Congresso Nacional, em data a ser marcada. Se o veto for derrubado, a permissão para que a PCDF ceda seus profissionais a outros estados poderá voltar à Lei 13.996.

Micotoxinas também são responsáveis por danos ao sistema reprodutivo

Além do preço, o suinocultor precisa levar a qualidade dos grãos em consideração, a fim de minimizar a ocorrência de micotoxinas. A contaminação por essas substâncias tóxicas provoca queda do desempenho, causando inclusive problemas reprodutivos, informou o portal AgroLink nesta quarta-feira (6). A Biomin, empresa de soluções naturais para alimentação do Erber Group, destaca a importância de rotina de monitoramento e análises da presença de micotoxinas nas matérias-primas, para reduzir impactos indesejáveis na saúde e na performance do plantel. “Várias micotoxinas podem afetar o sistema reprodutivo dos suínos. Encontramos com mais frequência nos ingredientes das rações a Zearalenona, o Deoxinivalenol e a Fumonisina. A duas primeiras micotoxinas aparecem esporadicamente, mas, quando presentes, atuam sinergicamente, provocando danos extremos. Já a Fumosina causa problemas respiratórios e reprodutivos. Ela tem alta incidência no milho e na soja”, analisa Augusto Heck, gerente técnico de suínos da Biomin. A Zearalenona imita um hormônio naturalmente produzido pelos animais, o estrógeno. Em fêmeas, pode levar à falsa gestação e inflamação da vulva e vagina. “Se a prenhez seguir, os leitões nascem fracos ou natimortos e, também, podem desenvolver a síndrome dos membros abertos. No caso dos machos, o impacto ocorre na diminuição do interesse sexual e qualidade espermática, aumento do prepúcio, atrofia dos testículos e crescimento das mamas”, explica Heck. Os órgãos mais afetados pela Fumosina são pulmões, fígado e coração. Na gestação, essa micotoxina é responsável pela diminuição do desenvolvimento do feto e causa problemas respiratórios. “É importante destacar que a quantidade de micotoxina ingerida e o tempo a que os animais foram expostos determinarão se os danos serão reversíveis. E muitos casos não são e podem até ser mortais”, destaca o especialista da Biomin. O Deoxinivalenol é responsável pela piora na conversão alimentar dos animais, que podem apresentar vômitos, diarreia, hemorragias no estômago e intestino. “Essa micotoxina tem afinidade com células de rápido desenvolvimento e interfere na maturação de óvulos e espermatozoides. Ela pode ocasionar também inflamações de pele, abortos e sintomas nervosos”, acrescenta Augusto Heck. Segundo o especialista da Biomin, a estratégia já comprovada para diminuição do impacto dessas micotoxinas envolve o uso de enzimas que as degradem, método conhecido como biotransformação. “Há micro-organismos capazes de produzir essas enzimas, mas elas também são feitas em laboratórios. Inativadores de micotoxinas, como Mycofix®, da Biomin, têm o potencial de proteger o fígado e estimular o sistema imune com compostos naturais. Com formulação que pode conter algas e vegetais, bactérias, leveduras e uma enzima purificada, a família Mycofix® transforma as micotoxinas em produtos inofensivos à saúde animal”, informa Augusto Heck.

Família de piscicultores assistida pela Emater promove despesca de camarão em projeto pioneiro

Nesta terça-feira (5), o portal AgroLink destacou que, com apoio do Governo de Goiás, por meio da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater), uma família de pequenos produtores rurais de Águas Lindas de Goiás, município do Entorno do Distrito Federal, irá promover no próximo sábado (09) a primeira despesca oficial de camarão-da-malásia em sua propriedade. A ação faz parte do Projeto Camarão do Cerrado, empreendimento desenvolvido pela família e pioneiro na criação de camarões na região, com expectativa de produção, inicialmente, de três mil quilos. Encabeçada pelos três irmãos Xavier – Charles, Shirlei e Sirlei –, a iniciativa começou  quando o mais velho, Sirlei, fez um curso de piscicultura juntamente com sua esposa, o que despertou o interesse pela criação de camarões. Após introduzir a ideia para a família, eles buscaram capacitações na área, para conhecerem as espécies mais viáveis para a região. No Rio de Janeiro, quando realizaram mais um curso e uma visita técnica a um produtor do estado, se inteiraram sobre o camarão-da-malásia, também conhecido como gigante-da-malásia, uma variedade própria para a água-doce e muito procurada para criação em viveiros. De acordo com Charles Xavier, todo o processo se iniciou há cerca de um ano e meio. “Depois de fazermos uma reunião com toda a família para decidirmos se começaríamos ou não, procuramos a ajuda da Emater para nos orientar quanto a parte técnica”, contou. O técnico-agrícola da unidade local, Daniel Pereira, explicou que a Agência Goiana participou de todas as etapas metodológicas, como a escolha da área, dimensionamento e escavação dos tanques, preparo do solo e adubação. “Além disso, nós oferecemos orientações quanto à legislação ambiental, ajudando a fazer a outorga da água e licenciamento através dos órgãos competentes”, acrescentou. A espécie de alevino escolhida pelos irmãos, cujo nome científico é Macrobrachium rosenbergii, é um animal que se adapta com facilidade à criação em diversas condições do mundo. Apesar disso, como ressalta o livro “Camarão da Malásia: Cultivo”, da tradicional Coleção Criar, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), nesta atividade é importante que o cultivo seja conduzido de maneira absolutamente profissional para garantir seu sucesso, como foi o caso da família Xavier. Segundo levantamento realizado pelos próprios produtores, não existe nenhum outro viveiro de camarões na região de Águas Lindas e o Projeto Camarão do Cerrado se apresenta como mais um motor econômico para o setor de aquicultura, impulsionando a criação de crustáceos em Goiás. Dados da Emater apontam que o estado possui cerca de dois mil produtores na atividade de piscicultura. Outra característica importante é a qualidade do camarão, criado da maneira mais natural possível. “Por ser de água-doce, a espécie não contém iodo, reduzindo os riscos de alergia. O sabor, no entanto, é o mesmo do camarão marinho, com cheiro mais suave. Nós criamos eles de forma quase 100% natural, sem areação mecânica e quantidades mínimas de ração”, pontuou Charles. A intenção, de acordo com ele, é elaborar tabelas de comercialização voltadas tanto para varejo quanto para atacado, ou seja, diretamente para a clientela final e para restaurantes, peixarias e outros estabelecimentos, disponibilizando um produto de excelência no mercado goiano.

Estudo afirma que pecuária favorece transmissão de vírus e bactérias de animais para seres humanos

A pecuária intensiva fornece condições ideais para a disseminação de bactérias e vírus que podem ser transmitidos de animais para seres humanos e desencadearem novas pandemias, destacou o portal Anda nesta quarta-feira (6). A afirmação é a conclusão de um estudo realizado por um grupo de cientistas que estudaram a genética da bactéria Campylobacter jejuni, comum em bois e vacas mantidas em confinamento para consumo humano. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), esse micro-organismo também é a causa bacteriana mais comum de gastroenterite humana. Os pesquisadores descobriram que as cepas específicas de bois e vacas surgiram no século 20, coincidindo com o aumento e expansão mundial da pecuária. A atividade causou alterações anatômicas, fisiológicas e dietéticas nos animais. Essas mudanças também fomentaram alterações genéticas em vírus e bactérias e isso permitiu com que esses micro-organismos infectassem seres humanos. A pesquisa foi divulgada em consonância com uma campanha lançada pela organização vegana Viva! que visa conscientizar a população sobre o risco da criação, confinamento e morte de animais para consumo e incentiva a adoção do veganismo. Segundo Sam Sheppard, biólogo e um dos autores do estudo, ignorar este alerta não é uma opção. “Estima-se que haja 1,5 bilhão de bois na Terra. Se cerca de 20% deles carregam Campylobacter, isso representa um enorme risco potencial à saúde pública. Nas últimas décadas, houve vários vírus e bactérias patogênicas que mudaram espécies de animais selvagens para humanos”, disse. E completa: “O HIV começou em macacos; H5N1 veio de pássaros; agora suspeita-se que a Covid-19 tenha vindo de morcegos. Nosso trabalho mostra que as mudanças ambientais e o aumento do contato com animais de fazenda também causaram infecções bacterianas nos seres humanos”, salientou o pesquisador, que afirma ainda que as epidemias anteriores eram alertas para a alteração dos sistemas alimentares.

NA IMPRENSA

Agência Senado – Lei prorroga contratos de médicos veterinários do Ministério da Agricultura

Folha de S.Paulo – Ação incentiva passeio com pet do vizinho em grupo de risco durante pandemia

Folha de S.Paulo – Futuras pandemias poderão começar no Brasil

O Estado de S.Paulo – Covid-19: previna as crises asmáticas, exclua o leite de vaca da dieta

Valor Econômico – Tyson Foods anuncia reabertura de fábrica de suínos em Iowa

Valor Econômico – Planta da JBS em Gran Island, nos EUA, registra mais de 200 casos de coronavírus

AgroLink – Micotoxinas também são responsáveis por danos ao sistema reprodutivo

AgroLink – Produção de carne suína cai 50% nos EUA

AgroLink – Mais um frigorífico paralisa atividades e assina acordo com MPT

AgroLink – Produtores de Gentil são incentivados à piscicultura comercial

AgroLink – Mercado do couro verde em queda

AgroLink – Apenas 3% dos brasileiros não consomem queijo

AgroLink – Mercado de reposição encerra abril em ritmo lento

AgroLink – Família de piscicultores assistida pela Emater promove despesca de camarão em projeto pioneiro

Anda – Pecuária favorece transmissão de vírus e bactérias de animais para seres humanos

Anda – Dia do Respeito às Galinhas lembra matança de bilhões de animais

Anda – Animais silvestres vivos são enviados pelo correio em caixas de encomendas

Anda – Bicho-preguiça é salvo ao atravessar rodovia mais movimentada da Paraíba

Anda –  Anta baleada é resgatada após cair em valeta de três metros de profundidade

Anda –  Greta Thunberg faz novo alerta sobre a crise climática em meio à pandemia

G1 – Donos procuram por animais de estimação desaparecidos

G1 – Durante isolamento é necessário ter cuidados com os animais de estimação

G1 – Espingarda e materiais para caça ilegal de animais são apreendidos pela Polícia Ambiental em Paulicéia

Canal Rural – ‘Safra do boi gordo deve atingir ápice em maio’, diz Safras

SBA – Pandemia gera mudança de hábitos de consumo de produtos lácteos, aponta pesquisa

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