Inteligência Artificial garante velocidade à busca por vacinas

//Inteligência Artificial garante velocidade à busca por vacinas
O uso de recursos como inteligência artificial imprimiu maior velocidade às pesquisas da indústria farmacêutica na busca por tratamentos e imunização contra a covid-19, destacou o Valor Econômico nesta sexta-feira (24). O desenvolvimento de novas drogas, que chegava a levar décadas, foi agilizado a ponto de as primeiras vacinas contra o novo vírus estarem previstas para comercialização dentro de 12 a 18 meses. Dos 149 estudos em andamento no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 17 estão em fase adiantada, de avaliação clínica. Entre eles, os das três vacinas que começam a ser testadas com voluntários brasileiros – a desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca, a da chinesa Sinovac Biotech, em parceria com o Instituto Butantan, e as duas da americana Pfizer, criadas em conjunto com a alemã de biotecnologia BioNTech. “Estamos nos desafiando a avançar com as pesquisas, dentro de um cronograma acelerado, que envolve pensar criativamente sobre quais providências podemos tomar paralelamente, tendo em consideração os mais altos níveis de segurança”, diz Márjori Dulcine, diretora médica da Pfizer Brasil. A empresa prevê investir neste ano US$ 1 bilhão no desenvolvimento e fabricação de sua vacina contra o Sars-Cov-2. O trabalho da Pfizer envolve ao todo quatro vacinas candidatas, utilizando a tecnologia inovadora de RNA mensageiro (mRNA), desenvolvida a partir do sequenciamento do código genético do vírus. A hipótese em estudo é que a potencial vacina carregue em sua composição instruções para que as células humanas produzam o próprio antígeno, uma proteína igual à do vírus, denominada Spike. A resposta esperada é que o organismo reaja, criando anticorpos e desenvolvendo imunidade contra o Sars-Cov-2. Em vez de material biológico, é utilizado material sintético, o que contribui para acelerar o processo. A farmacêutica espera ter resultados antes do final do ano e já se prepara, caso a vacina se comprove eficaz e segura, para produzir 100 milhões de doses ainda neste ano e mais de 1 bilhão em 2021. “Estamos falando de uma velocidade sem precedentes, de menos de 12 meses”, diz Márjori Dulcine. A Pfizer também estuda vários medicamentos para tratar a covid-19. Já a GSK participa de estudos para vacinas candidatas promissoras em vários países, em colaboração com empresas e grupos de pesquisa, disponibilizando sua plataforma de adjuvantes, componente que permite a produção em larga escala, ao reduzir a quantidade necessária de proteína por dose. “Entendemos que haverá mais de uma vacina, devido às particularidades do vírus”, diz José Carlos Felner, presidente da divisão farmacêutica da GSK. Sua mais recente parceria, anunciada em julho, é com a canadense Medicago, para o desenvolvimento de vacina à base de plantas, prevista para entrar na fase de testes clínicos ainda neste mês. A GSK firmou parcerias também com Sanofi, Clover, Universidade de Queensland, na Austrália, e Xiamen Innovax Biotech.

Taxa de cura da Covid-19 é 50% maior em hospitais privados

Pacientes com Covid-19 internados em hospitais privados têm taxa de cura 50% maior do que aqueles de instituições públicas. Em média, 51% dos doentes hospitalizados em unidades privadas sobrevivem, índice que cai para 34% nos hospitais públicos. Os índices de cura nas unidades públicas são menores em estados do Norte e Nordeste. A média é 45% em Pernambuco e 53% no Pará, ante 60% em São Paulo e 79% no Rio Grande do Sul. Há também mudanças ao longo do tempo. Em períodos de hospitais lotados e grande ocupação das UTIs do SUS, há um maior percentual de mortes. É o que se observa, por exemplo, no Amazonas, primeiro estado a ter o sistema de saúde em colapso, em meados de abril. No último mês, com maior disponibilidade de leitos de UTI e profissionais de saúde mais experientes, a rede pública aumentou a taxa de cura e a desigualdade foi reduzida em boa parte dos estados —no Ceará, o SUS ultrapassou a rede particular. Mesmo com a melhora recente, ainda há grande disparidade entre unidades públicas e privadas e entre as regiões do país. O Rio de Janeiro, por exemplo, se mantém como um dos locais em que o abismo entre as duas redes é mais evidente. Segundo especialistas, não é possível apontar apenas uma causa para essa disparidade, mas um fator importante é a questão das doenças crônicas. O controle das comorbidades, de acordo com infectologistas, é questão-chave na batalha contra a doença. É também um dos quesitos em que as desigualdades sociais mais afetam a saúde da população. Os dados são de levantamento feito, nesta quinta-feira (23), pela Folha de S.Paulo com base no Sistema de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde e consideram os pacientes que foram internados (casos graves) até o dia 20 de junho. Para a análise, foram observados os casos de 66.450 pacientes de hospitais públicos e 57.883 de hospitais privados. Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), 47 milhões de brasileiros (cerca de 20% da população) têm plano de saúde —logo, acesso a hospitais privados. Estão classificadas como hospitais privados as instituições mantidas por entidades privadas, ainda que haja convênios para realizar determinados atendimentos pelo SUS. Em geral, o percentual de doentes com comorbidades que precisam de internação é semelhante nos hospitais públicos e privados. A diferença está nas chances de cura: mais da metade (56%) dos pacientes com doenças crônicas internados nas instituições públicas morre, enquanto nas privadas 58% sobrevivem. Antonio Bitu, médico intensivista de uma UTI pública e de uma semi-UTI privada de Recife, diz que os doentes da rede pública costumam ter quadro mais grave por causa de comorbidades não tratadas. “O paciente [da rede pública] vem com problemas de base. Tem insuficiência cardíaca mal tratada, diabetes sem controle. A Covid acaba sendo a gota d’água”, afirma. “Infelizmente, é muita gente que já chega em estado muito grave.” Doutor em epidemiologia e professor da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), Bruno Pereira Nunes cita vários os fatores que tornam o controle das doenças crônicas mais difícil para quem depende do serviço público, parcela mais pobre e menos escolarizada da população. Programas como o Saúde da Família melhoraram a realidade do doente crônico no SUS, diz Nunes. Contudo, mesmo quando a atenção primária é adequada, o acesso a consultas com especialistas e exames é complicado. Isso acontece especialmente em cidades do interior e no Norte e Nordeste, onde a concentração de profissionais de saúde, especialmente de médicos, é menor.

Vendas de cloroquina caem 56% com restrições da Anvisa

De acordo com publicação da colunista Cynthia Decloedt do jornal O Estado de S.Paulo desta sexta-feira (24), a cloroquina, medicamento alvo de intensa polêmica sobre seu uso para o tratamento do covid-19, vem registrando queda em suas vendas desde meados de maio. O principal motivo foram as restrições à venda nas farmácias impostas pela Anvisa, assim como as dificuldades de abastecimento com o isolamento. O resultado, segundo levantamento InterPlayers, hub de negócios da saúde e bem-estar, foi queda nas vendas da cloroquina de 56% na semana de 18 de julho, em relação à semana de 22 de fevereiro. Além de ser usado para o tratamento da malária, a cloroquina está associada a tratamentos de doenças reumáticas e autoimunes. Para se ter uma ideia, do crescimento de 114% na intenção de compras de medicamentos pela classe terapêutica musculo-esqueleto entre 1 de dezembro de 2019 a 18 de julho, apenas 20% não estavam associados à cloroquina.

Anvisa proíbe venda sem receita de cloroquina e ivermectina

Nesta sexta-feira (24), a Agência Brasil divulgou que, as regras que proíbem a venda sem receita em farmácias de medicamentos como cloroquina, hidroxicloroquina, nitazoxanida e ivermectina foram publicadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As orientações estão na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 405/2020, publicada nesta quinta-feira (23) no Diário Oficial da União . De acordo com a agência, a lista poderá ser revista a qualquer momento para a inclusão de novos medicamentos, caso seja necessário. Ainda segundo a Anvisa, o objetivo da norma é impedir a compra indiscriminada de medicamentos que têm sido amplamente divulgados como potencialmente benéficos no combate à infecção pelo novo coronavírus, embora ainda não existam estudos conclusivos sobre o uso desses fármacos para o tratamento da doença.  A medida visa também manter os estoques destinados aos pacientes que já têm indicação médica para uso desses produtos, uma vez que os medicamentos que constam na resolução também são usados no tratamento de outras doenças, como a malária (cloroquina e hidroxicloroquina); artrite reumatoide, lúpus e outras (hidroxicloroquina); doenças parasitárias (nitazoxanida) e tratamento de infecções parasitárias (ivermectina). A compra desses produtos em farmácias e drogarias será permitida apenas mediante apresentação da receita médica em duas vias. Cada receita terá validade de 30 dias, a partir da data de emissão, e poderá ser utilizada somente uma vez. A resolução será revogada automaticamente a partir do reconhecimento, pelo Ministério da Saúde, de que não mais se configura a situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional. Conforme previsto na resolução, todos os medicamentos que contenham as substâncias listadas na norma estão sujeitos aos procedimentos de escrituração no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC). A escrituração dos medicamentos à base de hidroxicloroquina, cloroquina e nitazoxanida já era obrigatória desde a inclusão dessas substâncias nas listas de controle da Portaria 344/1998. Para os medicamentos à base de ivermectina, a entrada de medicamentos já existentes em estoque nas farmácias e drogarias antes da resolução não necessita ser transmitida ao SNGPC.

SAÚDE NA IMPRENSA

Agência Câmara – Projeto exige exame negativo de Covid-19 para embarque em aviões e ônibus interestaduais

Agência Câmara – Projeto cria incentivos a doadores de plasma sanguíneo que já contraíram Covid-19

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Agência Senado – Expira o prazo de validade de MP que abria créditos para combate à pandemia

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Agência Senado – Marcos Rogério diz que Senado terá “agenda intensa” de votação de MPs

STF – Presidente do STF impede instalação de leitos para tratamento de Covid-19 junto a UTI neonatal

Folha de S.Paulo – Taxa de cura da Covid-19 é 50% maior em hospitais privados

Folha de S.Paulo – Surto de coronavírus em time bagunça a 2ª divisão espanhola

Folha de S.Paulo – Envelhecer em tempos de pandemia

Folha de S.Paulo – Brasil quer dinheiro da China, mas não para vacina

Folha de S.Paulo – Investidor poderá testar Código de Ética da Qualicorp

Folha de S.Paulo – Vacinas contra coronavírus podem falhar com idosos, alertam pesquisadores canadenses

O Estado de S.Paulo – Vendas de cloroquina caem 56% com restrições da Anvisa

O Estado de S.Paulo – O distanciamento social e as novas maneiras de olhar e cuidar da saúde física e mental

O Estado de S.Paulo – 10 vacinas que mudaram a História

O Estado de S.Paulo – Com dirigentes presos no Rio, Iabas administra mais de 80 serviços na saúde pública de SP

O Estado de S.Paulo – Número de mortes pode ser 60% maior na África do Sul

O Estado de S.Paulo – Período após alta de paciente que enfrentou a covid-19 também pode ser cheio de complicações

O Estado de S.Paulo – Pesquisadores vão rastrear genes ligados à replicação do novo coronavírus

O Estado de S.Paulo – Maior estudo brasileiro mostra que hidroxicloroquina não funciona para caso leve e moderado de covid

O Globo – Ex-secretário estadual de Saúde do Rio, Edmar Santos vira réu em ação sobre fraudes

O Globo – Investigação de fraude na Saúde da Prefeitura do Rio afetará eleição

O Globo – Governo paulista aponta falha no sistema do Ministério da Saúde para aumento de casos em SP

O Globo – Médicos pedem ajuda para comunidades da Zona Sul

O Globo – Escolas do Rio pedem à prefeitura retorno da educação infantil

O Globo – Senado aprova MP que flexibiliza cumprimento do ano letivo

O Globo – Ao vivo: Médicos debatem cuidados com outras doenças durante a pandemia

O Globo – Ministro interino, Pazuello contraria OMS e se equivoca ao dizer que assintomáticos não transmitem Covid-19

O Globo – Aliados de Bolsonaro indicam parentes para cargos no governo

G1 – Paraguai manterá fronteiras com Brasil fechadas até que curva do coronavírus seja ‘achatada’

G1 – Governo de SP não divulga acordo com empresa chinesa sobre doses contra a Covid-19, mas diretor diz que ‘haverá vacina para todos’

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G1 – Persistência do coronavírus pode estar ligada a jovens assintomáticos, sugere estudo japonês

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G1 – Casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave voltam a subir no Brasil, diz Fiocruz

G1 – Avanço do coronavírus em países europeus ‘preocupa’ OMS; organização pede cautela na suspensão das restrições

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Agência Saúde – Ministério da Saúde investe mais R$ 18,3 milhões para novos leitos em Hospitais de Pequeno Porte

Agência Saúde – Em visita ao Paraná, ministro interino da Saúde oferta apoio às ações contra o coronavírus

Valor Econômico – Países europeus adotam medidas para conter casos importados de covid-19

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Valor Econômico – Reino Unido superará crise da covid-19 até metade de 2021, prevê premiê

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Valor Econômico – Processo de digitalização na saúde é acelerado

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Correio Braziliense – Covid no DF: mulheres são maior parte de infectados, mas homens morrem mais

Correio Braziliense – “Ponto final”, diz autor de estudo que mostrou ineficácia da cloroquina

Correio Braziliense – Alta de casos da covid-19 deixa sistema de saúde em alerta na Argentina

Correio Braziliense – Brasil cria e já usa o teste mais rápido do mundo para detectar a covid-19

Correio Braziliense – Estudo brasileiro mostra que cloroquina não tem efeito contra coronavírus

Correio Braziliense – Afastamento de Nise Yamaguchi ocorreu por conflito com ética institucional, diz presidente do Einstein

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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