INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL É A NOVA FRONTEIRA PARA A TRANSFORMAÇÃO DA SAÚDE

//INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL É A NOVA FRONTEIRA PARA A TRANSFORMAÇÃO DA SAÚDE

O Valor Econômico desta sexta-feira (27) traz uma série de reportagens de inovação no setor da saúde. Uma delas destaca que   as tecnologias de inteligência artificial (IA) são a nova fronteira para a transformação digital da saúde. Embora equipamentos de ponta possam trazer mais velocidade e precisão a diferentes processos, a análise dos dados é o que dará a base para decisões mais acertadas, tanto clínicas quanto de gestão. A análise observa que enquanto o uso de dados históricos (análise descritiva) oferece cenários de eventos passados, a combinação entre quantidades gigantescas de informações em formatos e a partir de fontes diversas e as tecnologias de análise de big data indicam cenários futuros (análise preditiva). O salto maior, porém, decorre do uso das ferramentas para sinalizar, além dos cenários, as iniciativas mais acertadas (análise prescritiva). Uma mão na roda em uma área capaz de produzir 50 mil trabalhos de pesquisa por ano – e isso apenas em uma especialidade, a oncologia -, e onde um só paciente em unidade de terapia intensiva (UTI) gera 21 informações por hora em um prontuário. “A tecnologia permite manipular e entregar respostas a partir de um volume de dados digitais acima da capacidade do cérebro”, lembra Sidney Klajner, presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein. Compartilhamento e colaboração são questões para o uso da IA na saúde. Além de quebrar a barreira de informações estanques, a combinação do trabalho humano e de máquina deve prevalecer. “Olhar uma tela 24 horas é para máquinas, mas tomar decisão de emergência médica em UTI exige raciocínio humano”, compara Lincoln Moura, diretor da área de saúde da Accenture. Ele destaca duas áreas já impactadas pela IA. Primeiro, na eficácia de tratamentos, mais acurados, rápidos e resolutivos. Depois, na identificação de carteiras, com reconhecimento de necessidades de tratamento ou engajamento para a saúde dos indivíduos – ele vê os planos de Saúde no Brasil avançando neste sentido. Uma das dificuldades é que o compartilhamento de informações entre instituições do setor ainda é tímido. A regulação poderia ajudar. Nos EUA, foram necessários uma decisão regulatória, US$ 30 bilhões em investimentos e mais de uma década para os dados assistenciais e financeiros serem nivelados.

Healthtechs atraem aporte de hospitais
Outro assunto abortado pelo Valor Econômico foi a respeito das healthtechs, ou startups da área de saúde, que estão avançando no Brasil, principalmente com soluções de gestão para clínicas e hospitais e no mercado de hard science, que inclui aplicações nos campos da física e bioquímica. É o que indica o Liga Insights Health Techs, considerado o maior estudo já feito no Brasil sobre o segmento.Realizado pela aceleradora de negócios Liga Ventures, o levantamento mostra que 37 cidades no país são sedes de startups de saúde, com maior concentração no Estado de São Paulo, com 43% do total. Ao todo, a pesquisa identificou 263 empresas no setor, divididas em 18 categorias de soluções.Para se ter uma ideia, estudos similares sobre fintechs, startups com foco no mercado financeiro e em alta no nicho de companhias de base tecnológica, apontavam 247 empreendimentos no início de 2017. Segundo especialistas, o crescimento do setor é alimentado por iniciativas de aceleração de negócios, aportes de grandes hospitais e de investidores.
A maioria das startups de saúde, ou 17%, desenvolve sistemas de gestão para unidades de saúde, segundo a pesquisa. Em segundo lugar, aparecem as companhias da área de hard science (15%), seguidas de desenvolvedoras de ferramentas para o bem-estar físico e mental, buscadores e agendamentos de consultas, com 10% de participação cada um.Para Raphael Augusto, startup hunter da Liga Ventures, o mercado sinaliza novas tendências, com tecnologias baseadas em inteligência artificial (IA) e internet das coisas (IoT, na sigla em inglês). “São novidades que podem levar o mercado da saúde para outro patamar”, diz. Pelo menos 6% das companhias pesquisadas atuam nessas áreas.Na opinião de Camila Betterelli Giuliano, investment associate da aceleradora de empresas Startup Farm, o setor está ganhando mais apoio do ecossistema de inovação.”Há iniciativas de fomento, grandes hospitais fazendo aportes em startups e um maior número de negócios que já nascem com foco no segmento”, diz.

Telemedicina dá agilidade ao atendimento
Atendimento, monitoramento e tratamentos a distância evoluem com as novas tecnologias, informa o Valor Ecnonômico. No Brasil, a limitação imposta pela legislação restringe consultas não presenciais, mas serviços especializados de teleorientação como AzimuteMed, TopMed e Saúde Concierge crescem e apoiam seguradoras, operadoras, laboratórios e pacientes. Há cerca de 50 empresas atuando nesse segmento no país.Tatiane Farah, diretora operacional da Saúde Concierge, informa que a partir do código (CID) da doença pré-existente ou da pré-disposição do paciente à patologia, a empresa faz o planejamento do resultado esperado, implanta os protocolos de atendimento e os indicadores clínicos a serem acompanhados. O monitoramento ocorre de forma remota, por meio de aplicativo em que o paciente informa seus dados e ocorrências relativas à sua saúde. “No primeiro contato, procuramos apresentar o programa e os benefícios do paciente em poder ter uma equipe monitorando sua condição clínica 24 horas por dia. Com as informações de saúde, é possível ter ações corretivas e manter sua estabilidade clínica”, explica Tatiana da Sharecare. O teleatendimento também é empregado para consultas entre especialistas.

Farmacêuticas buscam a inovação radical
De acordo com o Valor Econômico, a inovação é prioridade estratégica para 62% das empresas farmacêuticas e de ciências da vida no Brasil, conforme o ranking Valor Inovação Brasil 2018. Os laboratórios investem, em média, 5% de seu faturamento anual no desenvolvimento de novas moléculas e medicamentos, a chamada inovação radical. Diversos entraves burocráticos dificultam as pesquisas clínicas, a obtenção de insumos e o registro de patentes. Apesar dos obstáculos, várias empresas têm apostado na rica biodiversidade do país como diferencial competitivo. O laboratório alemão Euroimmun investiu R$ 12 milhões na instalação de uma fábrica em São Caetano do Sul (SP). A companhia negocia acordos de transferência de tecnologia por meio das Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), programa federal que visa ampliar o acesso a medicamentos e produtos estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS). Também no âmbito das PDPs, a partir de setembro o SUS começa a distribuir o primeiro medicamento genérico para tratar a hepatite C fabricado no Brasil. A expectativa é tratar ao menos o dobro de pacientes com os mesmos recursos investidos atualmente pelo Ministério da Saúde, diz o diretor-presidente da Blanver, Sérgio Frangioni. O conceito de indústria 4.0 também já chegou à indústria farmacêutica brasileira. Uma parceria firmada em maio entre o laboratório EMS com a multinacional alemã Bosch vai possibilitar a implantação de máquinas conectadas na linha de produção da farmacêutica em Hortolândia (SP). O uso de inteligência artificial deve proporcionar mais velocidade e eficiência no controle de processos.

 

 

SAÚDE NA IMPRENSA

Ministério da Saúde – Ministério da Saúde lança nova Campanha de Aleitamento Materno.

Ministério da Saúde –  Sociedades médicas fazem manifesto em prol da vacinação.

Ministério da Saúde – Gestores debatem o futuro da saúde no país.

ANS – ANS concede portabilidade extraordinária para beneficiários da SMH.

Senado Federal – Usuário de marca-passo e prótese metálica pode ser dispensado de passar por detector.

Senado Federal – Pacientes terminais poderão recusar procedimentos de suporte de vida.

Senado Federal – Proposto o Dia Nacional de Conscientização sobre a Síndrome de Edwards.

CNS – Especialistas sugerem Rede de Vigilância em Saúde para garantir implementação da política.

CNS – Gestores de saúde de todo o país reivindicam revogação imediata da EC 95.

Fiocruz – Abrascão 2018: Michelle Bachelet defende saúde como direito.

Fiocruz – Abertura do Abrascão reforça gestão pública e participativa.

Anvisa – Conasems: trocar informação ajuda a vigilância sanitária.

Anvisa – Anvisa participa do 34º Conasems.

Estado de S.Paulo – SP vai fazer levantamento para analisar motivos de queda de cobertura vacinal no Estado.

Folha de S.Paulo – Governo do Reino Unido anuncia liberação do uso medicinal da maconha.

G1 – Advogado é o primeiro paciente a passar por transplante de fígado em Goiás: ‘Nasci de novo’.

G1 – Por que os casos de caxumba continuam crescendo no Brasil, apesar da vacina?

Valor Econômico – Ferramentas promovem ganhos também para a gestão dos negócios.

Valor Econômico – Equipamentos indicam diagnósticos e antecipam resultados.

Valor Econômico – Telemedicina dá agilidade ao atendimento.

Valor Econômico – Realidade mista permite cirurgias complexas.

Valor Econômico –  Indústria busca evitar que paciente procure alternativas mais baratas.

Valor Econômico – Prontuário eletrônico resulta em ganhos de produtividade.

Zero Hora – Postos enfrentam falta da vacina contra a meningite C ; confira valores na rede privada.

Correio Braziliense – Metas globais para eliminação da aids até 2030 podem não ser cumpridas.

Correio Braziliense – Pesquisa aponta caminho para diminuir casos de câncer de boca no Brasil.

Correio Braziliense – Pessoas com HIV continuam discriminadas no mercado de trabalho.

Panorama Farmacêutico – Amazonas é obrigado a fornecer medicamento de alto custo para doença rara.

Panorama Farmacêutico – Medicamentos contrabandeados são apreendidos na Ponte da Amizade.

Panorama Farmacêutico – Anvisa suspende venda e uso de lote de remédio para esquizofrenia.

Panorama Farmacêutico – MP investiga venda de remédios controlados no Mercado Livre.

Panorama Farmacêutico – É possível devolver ou trocar um medicamento nas farmácias?
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Panorama Farmacêutico – Medicamento em fase de testes pode retardar sintomas do Alzheimer.

Panorama Farmacêutico –  Entidades fazem manifesto em prol da vacinação contra pólio e sarampo.

Panorama Farmacêutico –  Ela tem uma doença fatal, virou cientista e está perto da cura.

Panorama Farmacêutico – Professor testa vacinas contra infecção hospitalar.

Panorama Farmacêutico – “Vacina é a melhor forma de evitar a volta de doenças eliminadas”, diz governo.

Panorama Farmacêutico –  Medicina Nuclear: diagnóstico preciso ainda é cercado de mitos.

Panorama Farmacêutico – Novas mortes por febre maculosa preocupam cidades no interior de SP.

Panorama Farmacêutico – Tem bisfenol A no cupom do mercado? Qual o perigo da substância à saúde?

Panorama Farmacêutico – Paraná é único a produzir soro contra aracnídeos.

Panorama Farmacêutico – 16 casos de meningite viral são confirmados em 2017.

Panorama Farmacêutico –  Estoque de vacina contra meningite C em bebês tem situação crítica no país.
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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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