Instrução Normativa traz novas especificações de referência para defensivos agrícolas biológicos

//Instrução Normativa traz novas especificações de referência para defensivos agrícolas biológicos
O Ministério da Agricultura publicou nesta terça-feira (17) a Instrução Normativa Nº 36, com três novas Especificações de Referência para defensivos biológicos. Com essas informações, as indústrias poderão registrar e posteriormente produzir novos defensivos agrícolas biológicos, que poderão ser usados tanto na agricultura orgânica como na convencional. “A especificação significa que qualquer empresa pode pedir o registro de um produto para a agricultura orgânica baseado naquele organismo. Esse registro sai com bastante agilidade, pode ser emitido de quatro a seis meses após o pedido, justamente porque nesses casos a avaliação técnica já foi realizada”, explica o coordenador de Agrotóxicos e Afins do Ministério da Agricultura, Carlos Venâncio. A primeira nova especificação é para o Trichoderma asperellum, que é um fungo, agente microbiológico de controle. Ele serve para controlar outro fungo que ataca culturas agrícolas (mofo-branco). Também foram publicadas as especificações de referência para dois parasitoides (vespas), que são agentes biológicos de controle. O Catolaccus grandis, poderá ser usado para controlar o bicudo-do-algodoeiro, considerado o principal problema fitossanitário da cotonicultura brasileira. Já o Habrobracon hebetor controla cinco alvos que são problema de armazenamento, como traças que atacam cereais. Ambos abre a possibilidade de registro para várias empresas de diversos tamanhos. “Com produtos como esse para o bicudo do algodoeiro, que é uma das pragas que mais usa inseticidas, a gente tem uma possibilidade de substituição de aplicação, que antes era feita apenas por produtos químicos e agora podem ser feitas por produtos biológicos, diminuindo a aplicação de produtos químicos”, diz Venâncio. Duas outras Especificações de Referência foram republicadas hoje, com o objetivo de atualizar as informações sobre a formulação dos produtos. Para as ERs 7 e 10, as mudanças ampliam a lista de ingredientes permitidos nas formulações e ampliam os tipos de formulações. Além disso, na ER 10, há também a inclusão de mais um alvo biológico (Sphenophorus levis – conhecido como “gorgulho-da-cana” ou “bicudo da cana-de-açúcar).

‘Rei’ da soja em grão, país avançará em farelo e óleo

Se caminha para superar os Estados Unidos e assumir a ponta da produção mundial de soja em grão e para fortalecer sua liderança nas exportações da commodity nesta safra 2019/20, independentemente dos rumos das relações comerciais entre Washington e Pequim, o Brasil tem pela frente um cenário também positivo para as vendas dos principais derivados da oleaginosa, sobretudo em razão da tendência de aumento da demanda por farelo e óleo no mercado interno no próximo ano, informou o Valor Econômico nesta segunda-feira (16). Foi o que sinalizou a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) em encontro com jornalistas nesta segunda-feira em São Paulo, quando questões como as elevação das tarifas sobre as exportações na Argentina, as incertezas que ainda cercam os preços dos frentes do país ou u eventual extinção do acordo que proíbe que as grandes tradings comprem a matéria-prima de áreas desmatadas na Amazônia depois de 2008 foram colocadas como pontos de atenção, mas não como fatores capazes de influenciar de forma importante o avanço do segmento. A Abiove estima que a colheita nacional de soja alcançará 122,8 milhões de toneladas em 2019/20, 4,2% acima de 2018/19 e volume 27,1% maior que o previsto pela Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para aquele país na temporada (96,6 milhões). Segundo a entidade, as exportações brasileiras do grão deverão crescer 3 milhões de toneladas e chegar a 75 milhões no ano que vem, ante as 48,3 milhões de toneladas projetadas pelo USDA para os embarques americanos. Como calcula um preço médio das vendas externas estável em US$ 360 por toneladas, a Abiove projeta a receita das vendas externas do grão do Brasil em US$ 27 bilhões, ante os US$ 25,9 bilhões previstos para 2019. Tendo em vista que em 2018 as exportações do grão bateram o recorde de US$ 33,2 bilhões, referentes a 83,3 milhões de toneladas, a recuperação será apenas parcial, mas ainda porque a demanda da China, que lidera com folga as importações mundiais de soja, deverá continuar menor do que já foi em virtude da epidemia de peste suína africana que tem reduzido o plantel de porcos do país de forma expressiva — e, com isso, também a demanda chinesa por farelo para rações para alimentar os animais. A Abiove manteve sua previsão apesar de EUA e China terem anunciado na sexta-feira um armistício na guerra comercial que travam desde meados de 2018, num sinal de que não acredita que o Brasil perderá espaço no mercado de seu maior parceiro no segmento.

Tecnologia irá reduzir em 20% uso de água e pesticidas

Uma solução vinda da Itália poderá ajudar o Brasil a desenvolver ainda mais as técnicas de agricultura de precisão no cultivo de alimentos, o que permitirá reduzir o uso de água, fertilizantes e pesticidas no campo. Atualmente, estima-se que o país adote essa prática em cerca de 20% das áreas agrícolas, destacou o portal AgroLink nesta segunda-feira (16). Por meio de uma joint-venture, a italiana Agronica, especializada em soluções profissionais de software no setor agrícola, uniu-se à consultoria brasileira Gregori para implementar uma tecnologia capaz de criar um sistema de informações que ajudará produtores brasileiros a alcançar mais eficiência e rentabilidade, sem perder de vista a responsabilidade ambiental. Com isso, será possível produzir diversas culturas, como arroz rotacionado com milho e trigo, de forma mais eficaz. A aplicação de técnicas de agricultura de precisão na produção agrícola deve reduzir o consumo de água e fertilizantes em até 20% e o de pesticidas em até 15%. Isso é possível por meio da utilização de uma ferramenta de big data que ajuda a prever e a compreender as técnicas de intervenção e os resultados da produção, o que permite criar Sistemas de Apoio à Decisão (SADs) cada vez mais “inteligentes”. A internacionalização da solução tem o apoio da CLUST-ER AGRIFOOD, Cluster europeu que reúne empresas e institutos de pesquisa da Emilia-Romagna com o objetivo de multiplicar as oportunidades de inovação por meio de uma abordagem colaborativa para a transferência de tecnologias da região no norte da Itália. A tecnologia que será implementada no Brasil prevê o fornecimento de “soluções integradas” por meio de plataformas para a gestão de diferentes produções agrícolas, como arroz, cereais, frutas e legumes, desenvolvidas para coletar e gerir dados meteorológicos e de previsão, assim como informações de mapas de campo e sensores no solo (umidade, temperatura, nutrientes do solo etc.), que podem ser implementados de acordo com as necessidades dos agricultores. A parceria ocorre com o apoio do programa Low Carbon Business Action in Brazil, financiado pela União Europeia que desde 2015 aproxima pequenas e médias empresas (PMEs) do Brasil de da Europa visando a criação de soluções em setores que beneficiem uma economia de baixo carbono e a redução das emissões de gases de efeito estufa.

Santa Catarina cria Política Estadual de Defesa Sanitária Vegetal

Santa Catarina tem agora uma Política Estadual de Defesa Sanitária Vegetal, que traz as medidas necessárias para preservação da sanidade vegetal. Conforme publicou o portal AgroLink nesta terça-feira (17), as normas são para impedir a entrada de pragas ou doenças que possam causar prejuízos aos agricultores catarinenses. A Lei, construída pelo Governo do Estado em harmonia com o setor produtivo, foi sancionada pelo governador Carlos Moisés da Silva na última quinta-feira (12). Com a Política Estadual de Defesa Sanitária Vegetal, Santa Catarina terá normas adaptadas para a sua realidade e não mais seguindo apenas as diretrizes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Os catarinenses poderão elencar quais as pragas prioritárias para o estado e quais as medidas para se prevenir. O secretário adjunto da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo Miotto, explica que o marco regulatório traz mais segurança não só para o produtor rural, mas também para toda a sociedade. Segundo o gestor do Departamento Estadual de Defesa Sanitária Vegetal, Alexandre Mees, a nova legislação traz um novo cenário para a defesa agropecuária de Santa Catarina. “Agora poderemos ter um cuidado ainda maior com as ações específicas de Santa Catarina. Essa é uma demanda também dos produtores rurais que pedem mais rigor no combate à irregularidades que possam trazer pragas e doenças para o estado”, destaca. A Política está focada no monitoramento, vigilância, inspeção e fiscalização da produção e do comércio de plantas, partes de vegetais ou produtos de origem vegetal no estado. A intenção é preservar a sanidade vegetal e a produção de alimentos, dando mais segurança para os produtores rurais, consumidores e autonomia para a fiscalização de irregularidades. Santa Catarina terá agora penalidades para quem colocar em risco a produção vegetal do estado. A partir de agora quem descumprir as regras vigentes poderá receber advertências, multas e até mesmo a suspensão ou cancelamento de autorizações, registros, inscrições, credenciamentos, cadastros, habilitações, certificados ou documentos de trânsito. O Governo do Estado em parceria com o setor produtivo parte agora para a construção do Decreto Regulamentador da Política Estadual de Defesa Sanitária Vegetal, além da criação da Câmara Setorial da Defesa Sanitária Vegetal – que servirá de fórum para discussão e elaboração de políticas voltadas para o setor produtivo.

NA IMPRENSA
Folha de S.Paulo – Ações de Fernandéz e de Trump ainda têm efeitos incertos sobre Brasil

Folha de S.Paulo – Desmatamento no cerrado se mantém alto e cresce 15% em áreas protegidas

Valor Econômico – Moagem de cana deverá crescer quase 3% no Centro-Sul na safra 2019/20

Valor Econômico – Fixação de açúcar para a safra 2020/21 avança para 5,5 milhões de toneladas, diz Archer

Valor Econômico – ‘Rei’ da soja em grão, país avançará em farelo e óleo

Valor Econômico – Trigo argentino segue mais competitivo que o dos EUA

Valor Econômico – Fixação de açúcar para a safra 2020/21 avança para 5,5 milhões de toneladas, diz Archer

G1 – Apoiada por projeto de produção agrícola, comunidade da Barra vive expectativa de colheita

G1 – Governo argentino aumenta as taxas de exportação de produtos agrícolas

Mapa – Pesquisa do Mapa mostra que vegetais comercializados no Brasil são seguros para consumo

Mapa – Instrução Normativa traz novas especificações de referência para defensivos agrícolas biológicos

AgroLink – SC cria Política Estadual de Defesa Sanitária Vegetal

AgroLink – Tecnologia irá reduzir em 20% uso de água e pesticidas

AgroLink – Produtores terminam ano com aumento de 16,9% no preço do milho

AgroLink – MT: soja fecha ano com média de R$ 66,93 a saca

AgroLink – Tecnologia de baixo custo limpa hormônio de difícil remoção da água

AgroLink – Colheita do trigo em estágio final confirma menor produção no BR

Revista Globo Rural – Governo formou gabinete para monitorar greve de caminhoneiros

Revista Globo Rural – Bolsonaro diz que combustíveis têm preço alto para o consumidor

Canal Rural – No Brasil, 53% dos vegetais produzidos não apresentam resíduos de agrotóxicos

Canal Rural – Para Abiove, comércio entre Brasil e China precisa incluir farelo de soja também

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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