Instrução Normativa aprova diretrizes gerais para a vigilância da febre aftosa  

//Instrução Normativa aprova diretrizes gerais para a vigilância da febre aftosa  
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou nesta quarta-feira (15), no Diário Oficial da União, a Instrução Normativa Nº 48 que aprova as diretrizes gerais para a vigilância da febre aftosa com vistas à execução do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (Pnefa), conforme estabelecido pelo Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa). Trata-se de uma atualização dos atos normativos aos novos conceitos internacionais, prevista no cronograma do Pnefa para o avanço do status sanitário do país para livre de febre aftosa sem vacinação, segundo diretrizes da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE). Entre as principais mudanças estão a permissão do ingresso de animais vacinados destinados para abate e exportação em zonas livres sem vacinação e a permissão do retorno de animal originário de zona livre sem vacinação, para participação em feiras ou centrais de inseminação localizadas em zona livre com vacinação. A norma traz a adequação do trânsito de produtos de origem animal entre as zonas livres, ficando vedada apenas o trânsito de cabeça, língua, faringe e linfonodos associados de zonas livres com vacinação para zonas livres sem vacinação. A IN também prevê a obrigatoriedade da atualização cadastral do rebanho pecuário pelo produtor, pelo menos uma vez por ano e a obrigatoriedade de cadastro dos transportadores de animais junto ao Serviço Veterinário Oficial (SVO). “A atualização do regulamento do Pnefa faz uma adequação às diretrizes internacionais vigentes, retirando grande parte das restrições que existiam para o trânsito de animais e produtos entre unidades da federação que possuíam condição sanitária distinta para febre aftosa. Também prevê atividades de vigilância específicas voltadas para esta nova etapa do Pnefa, de ampliação gradual de zonas livres de febre aftosa sem vacinação”, destaca o diretor do Departamento de Saúde Animal, Geraldo Moraes. A norma contou com a participação e contribuição de vários segmentos e setores envolvidos e destina-se aos atores que atuam na cadeia produtiva de carnes de animais susceptíveis à febre aftosa, entre eles Mapa, órgãos executores de defesa agropecuária, entidades de classe representativas de profissionais, indústrias e produtores rurais, entre outros. A IN entra em vigor no dia 3 de agosto.

Com dois anticorpos, cientistas conseguem bloquear e combater Covid-19 em animais

Cientistas de universidades nos Estados Unidos e na Alemanha identificaram dois anticorpos potentes em bloquear a infecção pela Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, que agem impedindo que o vírus se conecte às células humanas e entre nelas. Segundo o G1 a pesquisa com a descoberta foi divulgada nesta quarta-feira (15) na revista científica “Nature”, uma das mais importantes do mundo. Os anticorpos (COV2-2196 e COV2-2381) foram capazes de reduzir a inflamação no pulmão, a carga viral e a perda de peso de camundongos infectados pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2). Em macacos-rhesus, o uso de cada um dos anticorpos protegeu os animais de serem contaminados pelo vírus. “Juntos, esses resultados sugerem que os anticorpos, sozinhos ou em combinação, são candidatos promissores para a prevenção ou o tratamento da Covid-19”, dizem os pesquisadores no estudo. Eles destacam, entretanto, que a atuação conjunta dos dois anticorpos em conjunto deve ser considerada para o desenvolvimento de técnicas contra o coronavírus. Isso por causa de possíveis mutações: mesmo que o vírus “mude” em determinado lugar, ele continuaa sendo atacado por outro anticorpo. “Eles testaram tanto de forma profilática [preventiva] e terapêutica [para tratamento]. Quando se usa um anticorpo como terapia, é interessante que você use dois anticorpos diferentes combinados, para evitar mutações de escape que possam acontecer no vírus – e a mesma coisa para vacinas”, explica a microbiologista Natália Pasternak, presidente do Instituto Questão de Ciência. A pesquisadora lembra, entretanto, que o novo coronavírus não tende a sofrer muitas mutações. O biológo Julio Lorenzi, que pesquisa o vírus HIV e agora estuda a resposta imune à Covid-19 na Universidade Rockefeller, em Nova York, concorda que o uso de ambos os anticorpos ajuda a atacar diferentes pontos do vírus. Ele avalia que a pesquisa é interessante porque conseguiu demonstrar a eficiência dos anticorpos em animais – tanto para a prevenção da doença quanto para melhorar os danos causados por ela. Ele explica, entretanto, que esse tipo de intervenção é diferente de uma vacina. “Os anticorpos da vacina não são dessa classe. Esses funcionaram para tratamento e prevenção – para bloquear o vírus. Com a vacina, você induz a produção de anticorpos”, diz. Para Lorenzi, todos os mecanismos de combate à Covid-19 são importantes, mas ele pondera que a busca da vacina pode ser mais relevante do que os testes com anticorpos – inclusive porque a imunização pode ajudar milhares de pessoas. “A questão é por quanto tempo você vai ter os anticorpos circulando. A vacina induz a produção de anticorpos por muito tempo”, explica.

Entenda como funciona o mercado de tráfico de animais

O mistério que envolve o caso do jovem picado por uma cobra naja kaouthia continua. O caso desencadeou uma investigação sobre um suposto esquema de tráfico nacional e internacional de animais silvestres e exóticos — uma prática que movimenta até US$ 20 bilhões em todo o país, segundo a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres, no Brasil (Renctas), destacou o Correio Braziliense nesta quarta-feira (15). Devido à repercussão, a Promotoria de Defesa do Meio Ambiente do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) se manifestou, ontem, e informou que acompanhará, de perto, o desdobramento da apuração policial. O estudante de medicina veterinária Pedro Henrique Krambeck Lehmkuhl segue em recuperação no apartamento onde mora com a família, no Guará 2, e pode prestar depoimento esta semana, em casa. O tráfico de animais é a terceira atividade clandestina mais lucrativa do mundo, ficando atrás do tráfico de drogas e do de armas. No DF, somente entre janeiro e julho deste ano, 1.408 animais silvestres foram resgatados. No mesmo período de 2019, o número foi de 1.463, de acordo com dados do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA). Aves, saruês e serpentes estão entre os bichos mais capturados. Na avaliação de Líria Queiroz Hirano, professora de animais silvestres da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Brasília (UnB), o tráfico de animais é mais do que ganhar dinheiro. Envolve, segundo ela, uma questão cultural. O crime de venda de animais silvestres está amparado na Lei 9.605 de Crimes Ambientais. A pena é detenção de seis meses a um ano, além de multa. Essa mesma penalidade vale para quem impede a procriação da fauna sem autorização, quem muda ou destrói o criadouro natural ou quem expõe ou vende espécies da fauna silvestre. A professora Líria Queiroz questiona. O biólogo e superintendente de educação do Zoológico de Brasília, Alberto Brito, considera que muitos dos animais exóticos encontrados em solo brasileiro nascem no próprio país. Equipes de fiscais do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreenderam, ontem, uma cobra jiboia, uma tartaruga-tigre d’água e um jabuti. Os animais estavam sendo criados de forma ilegal, em uma casa, no Grande Colorado, em Sobradinho. Desde a semana passada, mais de 30 serpentes e outros animais exóticos, como os três tubarões encontrados em uma chácara na Colônia Agrícola Samambaia, em Taguatinga, foram resgatados no DF. O Ibama está à procura de um aquário próximo a Brasília para abrigar os peixes. Segundo informações da Superintendência de Fiscalização do Instituto (Sufam), os répteis apreendidos ontem são nativos da fauna brasileira. A residência pertencia à mãe de uma médica veterinária, que recebeu o auto de infração e uma multa no valor de R$ 10.500. Os três animais foram retirados do local e encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Ibama. Dados mais recentes do Ibram mostram que, em 2019, foram realizadas 668 fiscalizações relacionadas à fauna. Dessas, 148 resultaram em autuação administrativa (com lavratura de auto de infração ambiental) e 514 sem constatação de infração ambiental. Quanto aos animais ou produtos de fauna apreendidos, 562 animais foram resgatados da fauna silvestre, sendo 80% composto de aves passeriformes e três subprodutos da fauna (o que também não é permitido, pela legislação vigente): um casco de tartaruga verde, um crânio com chifre de cervo do pantanal e uma carcaça de tatu peba. Segundo ele, os dados não conseguem traduzir o volume real do tráfico de animais silvestres.

Frases em defesa dos direitos dos animais são projetadas nas torres do Congresso

As torres do Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado) receberam nesta terça-feira (14) projeções de frases em defesa dos animais e do veganismo, informou a Agência Câmara. Os textos ressaltaram a necessidade de uma mudança cultural que leve em conta os direitos dos animais. As frases projetadas enfatizam que “Animal não é coisa”, “Maus-tratos a animais é crime”; “Não ao abandono de animais!”, “Animais sentem” e “Considere o Veganismo”. A iniciativa, que teve o apoio do deputado Célio Studart (PV-CE), é de ativistas que integram o Grupo de Estudos sobre Direitos Animais e Interseccionalidades da Universidade de Brasília (Gedai-UnB), a Frente de Ações pela Libertação Animal (Fala), a Mercy For Animals Brasil, o Fórum Animal, a Sociedade Vegetariana Brasileira e a Banda Herbivoria. “Desde a segunda metade do século 20, a luta pelo bem-estar animal atingiu grandes proporções, algo que contribuiu para a formação de vários movimentos populares em prol dos animais”, disse Studart.

NA IMPRENSA
Agência Câmara – Frases em defesa dos direitos dos animais são projetadas nas torres do Congresso

Folha de S.Paulo – Seguindo os passos de naja, emas dão continuidade a revolução dos bichos em Brasília –ao menos em memes

O Estado de S.Paulo – Pode dar osso para cachorro?

G1 – Adoção de animais na quarentena

G1 – Live animal. Prefeitura usa redes sociais para adoção de animais abandonados

G1 – Resgate de animais aumenta em quase 40% no AC

G1 – Vacina de rotina contra raiva animal está em falta na Paraíba

G1 – Aumento de queimadas faz subir número de animais silvestres resgatados nas cidades

G1 – Com aumento de queimadas, resgates de animais em áreas urbanas crescem 37% no AC

G1 – Com dois anticorpos, cientistas conseguem bloquear e combater Covid-19 em animais

Valor Econômico – Ministério atualiza normas para vigilância de febre aftosa

Valor Econômico – Frigoríficos põem em marcha ajuda a clientes

Valor Econômico – Produção e exportações de carnes de frango e suína deverão crescer em 2020

Valor Econômico – Corteva lança novo agrotóxico para pastagens e plataforma de apoio a pecuarista

Valor Econômico – MPT-MS pede inspeção em frigoríficos no interior do Estado

Valor Econômico – Marfrig emite R$ 250 milhões em debêntures para operação de CRA

Mapa – Instrução Normativa aprova diretrizes gerais para a vigilância da febre aftosa

Correio Braziliense – Entenda como funciona o mercado de tráfico de animais

Correio Braziliense – Foto rara de porco-formigueiro deixa cientistas preocupados; saiba por quê

AgroLink – Vietnã pretende estar livre da peste suína africana até 2025

AgroLink – Produção de carne suína na UE pode aumentar 0,5% em 2020

AgroLink – Mapa aprova regras para avanço de status sanitário

AgroLink – Exportação de carne suína deve crescer 33% em 2020

AgroLink – Publicação analisa exportações da piscicultura brasileira

AgroLink – Como a pastagem impacta no aumento da produtividade animal?

AgroLink – Brasil deve produzir quase 14 milhões de toneladas de frango

AgroLink – SP: monitoramento do Abastecimento destaca recorde nas exportações de carnes bovina

AgroLink – Senar atende 300 produtores na primeira fase do Programa Agronordeste

AgroLink – Ovinocultura nos assentamentos é tema de reunião entre Emater/RS-Ascar e Incra

AgroLink – Machos castrados se destacam na etapa do Circuito Nelore de Qualidade em Rio Branco

Anda – Bombeiros doam filhote de gato a crianças após morte de animal da família

Anda – Felinos explorados por zoo testam negativo para covid-19 em Curitiba (PR)

Anda – Defesa dos direitos animais ganha as torres do Congresso

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

 

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