Inspeção das carnes não é só burocracia

//Inspeção das carnes não é só burocracia
Nesta quarta-feira (29), o portal AgroLink destacou que, a garantia da inspeção oficial na produção de carnes não é uma simples burocracia, mas sim a manutenção da segurança do consumidor, segundo afirmou o portal especializado animalbusiness.com.br. Isso porque, segundo o portal, doenças próprias dos animais ou agentes que os tem como portadores, podem ser transmitidas aos seres humanos pelo contato direto ou pela ingestão. “Por esta razão a legislação brasileira estabelece a obrigatoriedade de prévia fiscalização, sob o ponto de vista industrial e sanitário, de todos os produtos de origem animal, comestíveis e não comestíveis, exercida por órgãos públicos com ações padronizada em bases cientificas a garantir as suas inocuidades para consumo”, informa. No entanto, a responsabilidade de escolha não deve ser apenas do produtor, mas também do consumidor. “Associada a esta garantia oficial deve estar a responsabilidade do consumidor no critério de seleção do produto que irá adquirir considerando não somente os aspectos de apresentação e gosto pessoal, mas principalmente para os alimentos de origem animal, a percepção da qualidade sanitária avaliada através da origem, se passou pela fiscalização prévia e pelo tratamento adequado em todas as fases da cadeia alimentar, verificado através dos aspectos sensoriais no momento da compra”, completa. “Esse reconhecimento inclui a garantia do órgão fiscalizador impressa no rótulo do produto, demonstrando o diferencial entre os de qualidade para consumo e os sem origem conhecida, os denominados clandestinos, cuja qualidade sanitária não tem quem certifique a não ser o próprio fabricante muitas vezes inapto para o mister de elaborar alimentos”, conclui.

Advocacia-Geral da União (AGU) pede cassação de liminar que proíbe que animais resgatados de maus-tratos sejam mortos

A Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a cassação da liminar que proíbe que animais resgatados de maus-tratos, como galos explorados em rinhas, sejam mortos. A liminar é resultado de uma ação constitucional ajuizada pelo Partido Republicano da Ordem Social (PROS) que prevê a anulação de normas da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998) que permitem que animais silvestres e domésticos resgatados após maus-tratos sejam mortos. O pedido da AGU foi feito na última sexta-feira (24) e tem o objetivo de garantir o indeferimento da ação acatada pelo ministro-relator Gilmar Mendes, que suspendeu, em 30 de março, as ações administrativas e judiciais que autorizavam a matança desses animais. No documento apresentado pela AGU, e aprovado pelo presidente Jair Bolsonaro, o órgão governamental considera que “a concessão da medida cautelar, nos termos em que solicitada pelo autor, representa enorme risco ambiental e para a saúde pública” e que  “a sua cassação, ou a revisão de seus termos, é medida que se impõe de forma imediata, sob pena se trazer consequências absolutamente imprevisíveis para todos”. “Nesses casos, o abate desses animais, atendendo, claro, às diretrizes sanitárias, é medida que se impõe. De fato, tal prática, longe de representar um ato administrativo envolto em uma moral contrária à proteção animal, implica medida necessária para o controle e erradicação de doenças transmissíveis e parasitárias, impedindo a sua difusão”, afirmou a AGU. “É caso de saúde pública e, portanto, o abate é autorizado com corolário até mesmo do direito à vida constitucionalmente assegurado, uma vez que, além dos patógenos transmissíveis aos próprios animais, alguns deles podem ser transmitidos aos seres humanos. Aliás, a recente pandemia relacionada ao Covid19, consoante cediço, tem origem em animais contaminados”, completou. A Advocacia-Geral da União, no entanto, ignorou o fato de que a pandemia de Covid-19 iniciou-se graças à exploração animal. Simplificar a questão, sem fazer o devido aprofundamento acerca do tema, retira do ser humano a responsabilidade pelo surgimento de vírus que podem levar a pandemias, sendo que é da sociedade a culpa por explorar, confinar em ambiente insalubre, e matar animais, gerando uma aproximação desnecessária entre humanos e animais silvestres e colocando a humanidade em risco não só por causa desse contato, mas também por toda insalubridade imposta a qualquer animal, inclusive os domesticados, gerando doenças como a gripe aviária – conforme alertado pelo biólogo Frank Alarcón em um vídeo divulgado pela Anda nesta terça-feira (28). Confira o parecer da AGU na íntegra clicando aqui.

Peru autoriza exportações de mais oito plantas brasileiras de carnes bovina e de aves

O Peru confirmou, nesta quarta-feira (29), ao Ministério da Agricultura a habilitação de oito novas plantas brasileiras para exportar carnes bovina e de aves a seu mercado, que já estava aberto. A informação foi confirmada ao Valor Econômico pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais da Pasta, Orlando Ribeiro. Em 2019, o Brasil exportou mais de 8 mil toneladas de carne bovina e 21 mil toneladas de carne de frango para o Peru. Ao todo, as exportações somaram US$ 47,8 milhões.

Com queda na demanda interna, produtores de frangos reduzem abates

Setor poupado no início da pandemia do novo coronavírus no Brasil, o agronegócio também começa a sentir os primeiros efeitos da desaceleração da economia, informou a Folha de S.Paulo nesta terça-feira (28). O fechamento de restaurantes e lanchonetes pelo país tem levado a uma queda no consumo interno de frangos, o que levou alguns criadores a cortarem a produção. No Paraná, onde se concent ra a maior produção de aves do país, pelo menos duas cooperativas de abates de aves já foram impactadas. A Copacol, de Cafelândia, no oeste do estado, cortou a produção em 17%, o que representa um dia de abates a menos na semana e redução de R$ 50 milhões no faturamento do mês. “Não sabemos quando as atividades como restaurantes, lanchonetes e bares vão voltar a funcionar normalmente e, como eles compram de grandes redes, elas estão sendo impactadas e, por consequência, nós também”, explica o presidente da cooperativa, Valter Pitol. Ele garante que os cooperados não serão afetados diretamente pela redução. O corte na produção da Copacol deve valer pelos próximos dois meses, quando novas análises do mercado vão definir se a medida será prorrogada ou não. Pitol avalia como positivas as medidas econômicas anunciadas pelos governos federal e estadual, mas ainda insuficientes para garantir os níveis de produção do setor. “A gente espera algo a mais para alongar algumas dívidas, para garantir investimentos, recursos e capital de giro”, diz. A Coopavel, em Cascavel, da mesma região oeste do Paraná, também está operando com capacidade reduzida. A queda na demanda interna levou à diminuição em 15% de abates de frangos e também de suínos. De 230 mil aves abatidas por dia antes da crise passou-se para 200 mil; nos porcos, a diminuição foi de 2.400 para 2.000. Para o presidente da cooperativa, Dilvo Grolli, os efeitos da pandemia devem se prolongar até o final do ano. “Estamos vivendo um novo período de recessão. Não vejo perspectivas de aumento do consumo em 2020”, afirma. Não apenas o baixo consumo tem impactado a produção de empresas de alimentos do Paraná. Um surto do novo coronavírus obrigou uma avícola em da GTFoods, em Paranavaí, no noroeste do Paraná, a suspender as atividades por 11 dias. Até o momento, sete empregados testaram positivo para a Covid-19, sendo que duas mulheres, de 40 e 51 anos, morreram. A produção voltou nesta segunda-feira (20). De acordo com o site da empresa, sediada em Maringá (região norte do estado), a GTFoods emprega 10 mil pessoas e é uma das maiores produtoras de aves e exportadoras de frango do país. Procurada pela Folha, a empresa não quis comentar. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirma que ainda não possui dados consolidados sobre o desempenho da avicultura do primeiro trimestre, mas admite que, análises preliminares “indicam uma tênue redução da produção”. As exportações de frangos, segundo a ABPA, continuam em níveis positivos.

NA IMPRENSA

Folha de S.Paulo – ONGs registram menos doações de animais durante a pandemia

Folha de S.Paulo – Com queda na demanda interna, produtores de frangos reduzem abates

O Estado de S.Paulo – Como limpar cães e gatos em tempos de coronavírus?

O Estado de S.Paulo – Dia do cão-guia: treino rigoroso e ‘match’ com o tutor são necessários; conheça

CNA – CNA e Ministério da Agricultura lançam cartilha para auxiliar na exportação de camarão

CNA – CNA envia posicionamento do agro para o novo acordo de mudanças climáticas

Embrapa – Embrapa desenvolve primeira cultivar brasileira de amendoim forrageiro propagada por sementes

Valor Econômico – Ministério interdita complexo da BRF em Goiás

Valor Econômico – Trump deve assinar decreto garantindo operação de unidades de carnes nos EUA, diz agência

Valor Econômico – Tereza Cristina: ‘Quando nós falamos da China, mostramos os números’

Valor Econômico – Ministério da Agricultura suspende operações de unidade da BRF em Rio Verde (GO)

Valor Econômico – Peru autoriza exportações de mais oito plantas brasileiras de carnes bovina e de aves

Valor Econômico – Casos de peste suína africana têm sido subnotificados na China

AgroLink – Conheça as espécies de pescado mais cultivadas e capturadas em SP

AgroLink – Multinacional adquire brasileiras de genética de tilápia

AgroLink – Apesar de indicar alta no preço do leite, Conseleite-RS prevê retração futura

AgroLink – Cresce lista de touros certificados com fertilidade superior para IATF

AgroLink – Inspeção das carnes não é só burocracia

AgroLink – Mercado do boi gordo em ritmo lento

AgroLink – Boi gordo versus milho: relação de troca melhorando em São Paulo

G1 – Rotina dos animais domésticos também mudou com o isolamento social

G1 – Pedidos de resgate de animais aumentam em Cuiabá

G1 – Pet Shops adequam novas orientações em meio a pandemia

Anda – Santuário precisa de ajuda para salvar vaca da morte

Anda – Dois milhões de galinhas são condenadas à morte nos EUA

Anda – AGU pede cassação de liminar que proíbe que animais resgatados de maus-tratos sejam mortos

Anda – Adoção de animais continua crescendo durante pandemia nos EUA

Anda – ONG faz transmissões ao vivo nas redes sociais em prol da adoção de animais

Anda – Adoção de animais reduz 41% no Centro de Zoonoses de Americana (SP)

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O Boletim NK, produzido pela NK Consultores Relações Governamentais, é uma compilação das principais notícias publicadas em meios de comunicação do país sobre temas ligados ao setor.

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