INDÚSTRIA DO CIGARRO DIVERSIFICA PRODUTOS PENSANDO NO FUTURO

//INDÚSTRIA DO CIGARRO DIVERSIFICA PRODUTOS PENSANDO NO FUTURO
Com regulações cada vez mais rígidas e crescente rejeição dos consumidores, a indústria do fumo vem diversificando seu leque de produtos. A oferta vai desde cigarros com sabor até outros que prometem uma redução de danos do tabagismo. Reportagem do jornal Folha de S.Paulo destaca que, no Brasil, um julgamento decisivo do Supremo Tribunal Federal (STF) deverá ditar os rumos de produtos como esses a partir do mês de agosto, após um imbróglio que se arrasta há cinco anos. Em meio à indefinição, gigantes do setor apostaram em cigarros com aroma, inclusive com lançamento de opções de duplo sabor – dependendo da parte do filtro que apertar, sai gosto de menta ou amora, por exemplo. A quantidade despencou nos dois anos seguintes em meio à decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de proibir a utilização dos aromatizantes. “O julgamento definitivo está marcado para 17 de agosto e ajudará a definir o real poder da agência reguladora. O STF julgará a ação proposta pela Confederação Nacional da Indústria para revogar a resolução de 2012 da Anvisa que proibiu o uso dos chamados “aditivos”, substâncias naturais e artificiais capazes de conferir sabor e aroma aos cigarros, sob o argumento de que estimulam a iniciação de jovens ao fumo. Além da revogação da regra, já suspensa por liminar, a CNI pede que seja declarada a inconstitucionalidade de parte da lei que criou a Anvisa, em especial o artigo que permite ao órgão proibir a comercialização de produtos em caso de violação da legislação ou risco iminente à saúde”, enfatiza a reportagem.

Índice de fumantes sobe no mundo com o uso de fumo mentolado

O jornal Folha de S.Paulo destaca ainda o IQOS, da Philip Morris, que trata-se de um aparelho que aquece uma espécie de tubo de tabaco, sem queimá-lo. Com isso, gera “níveis significativamente mais baixos de compostos nocivos e potencialmente nocivos do que a fumaça do cigarro”, diz a companhia, que fabrica marcas como Marlboro. O IQOS está disponível em mais de 20 países, como França, Portugal e Reino Unido, com alegados 2 milhões de consumidores, e a empresa já pediu registro nos EUA. Lançado em uma cidade japonesa em 2014 e no país todo em 2016, já alcançou 7% do mercado do Japão. O sucesso inicial levou o CEO da empresa, Andre Calantzopoulos, a afirmar que a companhia pode um dia parar de fazer cigarros tradicionais se o mercado de produtos alternativos vingar. “A Anvisa diz que essa nova geração de produtos está proibida no Brasil, com base em resolução de 2009 feita para vetar cigarros eletrônicos. As duas gigantes do setor dizem se opor a essa visão. A Philip Morris diz que não definiu data para o pedido de registro do IQOS no Brasil, o que depende “do avanço das discussões sobre regulamentação”. Também em nota, a British American Tobacco (BAT), holding da Souza Cruz, defendeu um “amplo debate com a sociedade civil” sobre os produtos de nova geração, envolvendo reguladores, consumidores, ONGs e a comunidade científica no Brasil. Preocupados com o rápido avanço no exterior da nova geração de produtos para fumantes, médicos enviaram à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) uma carta pedindo que seja mantida a resolução que proíbe dispositivos eletrônicos”, completa a notícia.

Anvisa dá parecer contrário à liberação do cultivo de maconha medicinal e estuda regulamentação

A Anvisa protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) parecer contrário à liberação do cultivo de maconha para fins científicos ou medicinais. De acordo com o site do G1, no documento enviado na última quinta-feira (20), o órgão diz que, antes, o tema deve ganhar regulamentação ou projeto específico. Segundo a Anvisa, atividades técnicas estão sendo conduzidas para propor uma regulamentação específica para essa finalidade. Um grupo de trabalho, ainda em estágio inicial, tem realizado reuniões internas e com autoridades sanitárias de outros países, como Israel, Canadá, Holanda, Chile e Estados Unidos, para verificar como o tema é tratado fora do Brasil. “Os resultados parciais das discussões foram apresentados em reunião em junho com representantes da Casa Civil, Polícia Federal e os ministérios da Saúde e da Justiça. A agência afirma ainda que pretende convidar pesquisadores e outras instituições ligadas ao assunto para participar do debate. O texto diz que, como “trata-se de uma planta com potencial de desvio para canais ilícitos”, a liberação do cultivo deve levar em conta fatores como os efeitos, locais de plantio, controle, segurança, formas de entrega, cadastro e acompanhamento dos pacientes, gerenciamento de dados sobre a atividade, custos e qualidade do produto”, ressalta o G1.

Usando remédios vencidos

Colunista da Folha de S.Paulo, Hélio Schwartsman trouxe, na edição de sábado (22), uma sugestão que, segundo ele, pode trazer alívio para os cofres da saúde: usar remédios vencidos. “Sim, sei que parece uma heresia. Mas quem conhece os trâmites de licenciamento de drogas sabe que a data de validade não passa de uma aproximação —e bastante enviesada em favor do descarte. A ProPublica acaba de divulgar uma reportagem de Marshall Allen mostrando como as coisas funcionam e como se pode economizar bilhões de dólares estendendo o prazo de validade de drogas”, diz Schwartsman em trecho da coluna. A maioria dos fármacos vale entre dois e três anos. Como os laboratórios ganham sempre que uma farmácia ou hospital é obrigado a descartar drogas vencidas e repô-las, têm pouco interesse e estabelecer com precisão a validade real. Mas, como todo mundo sabe que princípios ativos não perdem suas propriedades da noite para o dia, o próprio governo federal americano armazena grandes quantidades de remédios vencidos para a eventualidade de emergências sanitárias. “Como os americanos são práticos, a Força Aérea pediu em 1986 à FDA (agência de medicamentos) e ao Departamento de Defesa que lançassem um programa de extensão do prazo de validade. A cada ano, testavam amostras antigas de drogas caras das quais os militares tinham um grande estoque prestes a vencer e, se funcionassem, a expiração era adiada. Em 2016, as Forças Armadas gastaram US$ 3,1 milhões no programa e economizaram US$ 2,1 bilhões em custos de reposição, um retorno de US$ 677 por dólar investido. É o caso de pensar em algo assim no Brasil”, afirma outro trecho da coluna.

SAÚDE NA IMPRENSA

Ministério da Saúde – Brasil é reconhecido pela OMS nas ações de combate e prevenção ao tabagismo

Ministério da Saúde – Ministério da Saúde lança estratégia para reduzir mortalidade neonatal

ANS – Resolução estabelece regras para adesão ao PRD

Inca – PF investiga fraudes de R$ 2,3 bilhões na produção de cigarros e sonegação fiscal em 4 estados

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Fiocruz – Ciência & Letras discute a gerência de unidades básicas de saúde (25/7)

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CNS – Conselho Nacional de Saúde mobiliza Juventude em Defesa do SUS

CNS – Participe da consulta virtual para o Regulamento da 1ª Conferência Nacional de Vigilância em Saúde

Folha de S.Paulo – Hélio Schwartsman – Usando remédios vencidos

Folha de S.Paulo – Tornar ciência partidária seria apontar seu fim, diz ex-presidente da SBPC

Folha de S.Paulo – Anvisa vai criar regras para cultivo de maconha medicinal

Folha de S.Paulo – Com futuro em xeque, indústria do cigarro diversifica produtos

Folha de S.Paulo – Série ‘Sob Pressão’ busca realidade do sistema de saúde público no Brasil

Folha de S.Paulo – Lesões graves na pele podem interromper tratamento contra câncer

Folha de S.Paulo – Saúde Responde: Por que tenho foliculite? Ela causa insuficiência renal?

O Estado de S.Paulo – Técnica inédita recupera audição de pacientes

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O Estado de S.Paulo – ‘Unidades são cobertor para mazelas sociais’

O Estado de S.Paulo – Com medo de que pacientes fiquem na rua, família e autoridades apelam para hospitais

O Estado de S.Paulo – Paciente internado há 500 dias sonha com vida fora de hospital psiquiátrico

O Estado de S.Paulo – Justiça mantém internações psiquiátricas mesmo após alta médica e paciente fica até 3 anos

O Estado de S.Paulo – Comunidades terapêuticas não têm protocolo comum

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O Estado de S.Paulo – Denúncias de maus-tratos em clínicas psiquiátricas sobem 49% no País

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O Globo – Outros casos de pacientes que tocaram instrumentos em cirurgias

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O Globo – Tratamento com uma injeção mensal pode conter vírus HIV

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